Música

domingo, março 30, 2014

Seguir e crer - tudo conta para quem assim conseguir (quiser) - e fazer valer...










Uma carta para despertar o alento:

Um dia – como qualquer outro dia…
Num lugar qualquer – onde a gente quiser:

Haverá algo de sustento – para um novo fundamento – algo de temperamento para um projecto – que entre este lugar e o incerto ainda não tem o seu lugar de acerto…

Cada pessoa que recebe um apoio – com algo de gosto ou simples – implicação de momento – ainda que sirva de sustento, ou de alento – para seguir a sonhar – que é possível de concretizar – uma pequena coisa – de algo novo, que mais não seja – do que estar entre gente sendo povo e – ao mesmo tempo acreditar – de novo – que se pode subir... degrau a degrau… e sentir… em cada passo um mundo novo a despertar – entre tanto tempo livre ou assim investido de forma sublime – para refazer a vida que em si mesma se exprime – através de uma exercício…
De todos os dias – que se entrelaça – de forma subtil – com todo aquele que assim souber sentir – discernir – e assim fazer luzir…
Partilhado – para além do que é bem… ou do que é mau – refinar o ser, entrelaçar o sonho  a viver… e crer (ou acreditar) que algo por dentro – nos faz ser – e vai mais além daquilo que se possa descrever…
Haverá quem – assim poderá transcrever…
Haverá quem – assim o possa viver…

Haverá quem assim possa crer – que o tempo e o lugar – são fundamento  para – de novo
Crer (acreditar)…

Creditar alguém, fazer que seja de novo quem… simplesmente por crer – ou assim transcrever – apropria essência o espelho – sem ver… sem ver o que é novo ou é velho – aquilo que vai mais além…

São as mais valias que se falam, são o por de sol que mais não acaba… que renasce um dia.. e deita ou tomba – conforme lhes dê a alguns a gana.

No dia seguinte – encoberto ou manifesto – anda sempre – ainda sempre liberto… seja essa a luz do teu querer – a luz do teu e do meu viver…
Ainda que o duvides.. .
alguém….
Mais – poderá crer…
Ainda que quem escreve definhe – alguém poderá – um dia – fazer a ideia valer…
Entre todas as luzinhas prateadas
E as que seguem
E circulam
Entre as nossas estradas…
Mesmo aqueles medos estranhos
Que – sorrindo
Se fazem ecos parvos
De outros seres humanos
Pela mesma sina
De temer
Marcados
Assim sendo
Libertos
Todos seremos
De novo
Irmanados…

Como numa linha de rio
Que mais une
E não separa
Ainda que o vejas
De um ou outro lado
De uma história
Que mais não termina
Nem
Como o sol
Que te ilumina
Se deita
E não acaba…

O que vai por dentro
Nunca se vê
Espera
E confia
Naquele
Naquela
Que assim
Poderá
Entrever


O que se crê
O que se vê
Teve um precedente
Sempre
Eterno
Nunca ausente

Que espera
O manifesto
Livre
Consenso
Entre um ou dois
Que assim
Possam
Fazer valer
Ou assim comecem

A caminhar
A sem vacilar

Numa ideia
Num mesmo andar
Um passo conjunto
Que se faz devagar…

Como um certo caminho
Que foi feito
Para unir
E ajudar
A conhecer

A desenvolver
O laço estreito
O fino fundamento
De entrelaçar
O alimento
Que é o suave sustento
Do ar que se partilha
Ao caminhar
Nem que seja
Uma milha

Quantos quilómetros
Poderás em ti transcrever

Num momento
De sol- pôr
Num momento de chuva a valer

Numa hora que chora
Ou numa outra que te faz renascer?....


Aquele
Aquela

Que caminha

E mais não se vê…

quarta-feira, março 26, 2014

Um saúdo e uma rima... uma lembrança ja mais contida

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS 

Adoptada e proclamada pela resolução 217 A (III)
da  Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de Dezembro de 1948




Artigo XII

        Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques à sua honra e reputação. Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.

Depois de um desastre - notamos o que nos falta...

Por vezes - são necessários milhões de desastres consecutivos para compreender - que o mesmo potencial - POSITIVO - também é em nós...

Hoje em dia - temos... e somos - o mesmo potencial vivo...

Que se estende, que compreende... que sabe e sente - certamente- que a sua essência clama... chama... essa viva chama - que por dentro queima sem se ver e arde por onde quer....

somos assim -a  vida em turbilhão.. a água dos céus descida - aos céus de novo erguida - somos a água da vida... e nós somos A VIDA - que alguns queiram, quer não...

Fica o lembrete - em artigo de capa e estilo - de um outro tempo assumido - e da sua fiel e firme determinação...

Hoje abrem brechas novas - que podem ser as da nova era que se anuncia ou a nova perspectiva - de que VIDA - emti... em mim... é a MESMA VIDA...

Notar e sentir e agir assim...

e lembrar - porque SIM!

Lembram a força desse mesmo "SIM!"

e da palavra dada - confirmada - e assim celebrada - e a outrém assim dada
pode dar força
e vida...
e - acredita
que não custa nada...

São seis BILIÕES (mais ou menos) de seres humanos neste nosso lugar mágico...
se cada um - de nós - emitisse uma palavra de ánimo - num momento determinado

já imaginaste o resplandor?

de fogo
de vida
de energia
em nós sustida
a alimenta mais valia
a desenvolver um mundo novo
onde tanta gente não via

a acontecer
dia a dia
debaixo
da tua
própria
lingua

e tu
e eu
em silêncio
à espera
a dar
berros
como quem desespera

sem sequer
uma palavra
como uma fina flor
que fizesse
num mundo novo
clamor
de vida
de luz
resplandor...

Imagina
é possível...
apenas
o eco
dessa luz
risível
ainda não se fez visível
totalmente credível
entre nós...

acredita
é
bem
possível

palavras de positiva essência
ecos vivos
da tua própria vida
dirigida
por consciência definida
para melhoria
e para melhor...

acredita
por favor...

um saúdo
que rima...


quinta-feira, março 20, 2014

De poetas, de santos, de sãos e de loucos que animam e promovem o coração de todos os outros...




Sendo poeta – cantava – com voz de cotovia – a guerra que se anuncia…
Dizia – sendo poeta – que o amor e a poesia – não se fazem da noite para o dia…

Sendo poeta – cantava – a força de uma força que esmaga a força que agera…

Quem soube o que era – a noite vazia, o desespero que se espera.. antes do nascer do seu dia…


Quem soube o silêncio do desespero… aflito… que se berra em cantos novos… como quimeras…como “guernicas” que berram – na noite silente a vida que assim se entrega…






À flor das águas… devagar.. ninho de vida entre a vida a se esvaziar…
Força de canto…. Do poeta o encanto – que desfaz na primeira linha tudo o resto que sua prosa e melodia anunciam…
Amante de guerras ou criador de paz… entrelaçar linhas – tão belas – entre as vidas de quem espera… cântico negro de negras velas, fado tradicional.. saudade ou morriña viva – sentida

Vive o poeta enovelado – pela sombra que vela –a sua própria melodia…

Cantada e celebrada em tempo de eventos que a memória apaga…

Que mais se ouve hoje seu grito…








Vive o poeta enovelado – pela sombra que vela –a sua própria melodia…

Cantada e celebrada em tempo de eventos que a memória apaga…

Que mais se ouve hoje seu grito…


Eles e elas – eles cantam o que elas descrevem, elas encantam o que deles segue… e assim concebem novos mundos – de entre a dor e dos profundos… ecos de dor que lateja… que se faz eco infinito que levanta e eleva o grito à forma de arte – além do circunscrito… além da vista que se concentra – expende e alimenta – o grito dessa cotovia que antecedia a noite fria – transformada em grito vibrante de a algo, de um galo alto – berrando alvorada onde se anunciava a noite fria e velada que trazia mais nada do que a morte assim anucniada –

É despertar desde dentro – qo que nos faz ser… o sustento e fundamento da morte vivida – transformada em vida pelo facto de a fazer brilhar – seja com a palavra sentida, seja com a dor da prespectiva – velada – transformada em vida nova pela prosa e pela trova de assimdar ao mundo por amor…
E amor não me engana.. que na noite fria se esvai e se espanta e assim não é amor…
E se canta.. e encanta… se se faz melodia que espanta – as vozes frias das sombras veladas e sentida pelo poeta e a sua aventura de vida…
Pelo que que cantou em guerra hinos de paz… pela moça ou rapariga e pelo rapaz – que o cantaram noutro dia – numa outra força sentida… pelo poeta ou poetisa –q eu transforam o sangue em vida – na pena de pele investida – criaram melodias de sonhos e entrelaçaram os ecos medonhos – de pesadelos de noites e desvelos – em finas filigranas – de palavras vivas que mais não terminam e das suas vidas – ecos destas melodias –q eu em nós mais não acabam…

É dar ao mundo a palavra, parir ou partir por amor…
é deixar que a triste e antiga chama – brilhe por dentro com fervor…







quarta-feira, março 19, 2014

Latente e sempre presente - por dentro e por fora - entre tanta gente...

Ver o mundo devagar...



Além da música que paira – entre orelha e orelha… entre o que se quer e o que se queria… e aquilo que está para acontecer ou aquilo que se anuncia…

Perseverar – num certo sentido, num certo lugar – deixar algo vivo – uma semente de ânimo amigo – algo que nos possa motivar – mais do que derruber – erguer e reerguer as vezes que fizer falta se levantar…

Esta é a terra, este é o lugar, estas são as pessoas que podem colaborar…
São gentes que entendem o que é estar – no chão e subir – palmo a palmo – com força de mão…
Alguns com o seu engenho, outros com o que têm dentro.. alguns por ser perseverantes como o vento que sopra – fraco, forte ou lento – sem ele não haveria sequer sustento para respirar – apenas se precata quem estiver atento  a que o próprio ar é força de vida incontida – tão suave e subtil- despercebida -  que assim mesmo se não pode tocar… e se sente – certamente – quando se aninha no interno ser – desde o coração pulsante ao grito pungente – ar que preenche por dentro a gente como calor que lhe dá fundamento… ar que era frio ao se respirar… que se mistura em vida em quem assim se possa precatar…

Como uma certa ideia – como mudar – como algo que se faça novo simplesmente por se partilhar…
A ideia de uma forma inovadora – em mil e um formas de ser senhor ou senhora – da vida que se tem e daquilo que ainda se pode divulgar – entre correr e cair ou andar devagar – entre ficar e ir.. ou simplesmente aceitar – que essa vida que em mim (em ti respira) é como esse ar – um sonho risonho à espera de se concretizar…


Latente e sempre presente… entre tanta e tanta gente… quanta gente poderá – ainda – ter ( ser) tempo para se precatar?...


segunda-feira, março 17, 2014

Sinais de Vida



Entre as poesias incontidas, entre as palavras assim vividas
Entre as notas que convidam  a ser vida, na própria vida…

Entre as folhas – imensas… que desfraldam ao vento que as alimenta…
Como bandeiras… garridas… ao sol novo de um novo dia estendidas…

Entre os dias que passam, se erguem vozes de mudança
Na forma de ver
E viver
Todos os dias
Um dia
Que é mais-valia

Presente que mais não se perde…
Por ser maior do que o ter…
Por antever
a visão de um tempo
 a transparecer…
No que a fusão, 
a reintegração
O regresso à casa
De que todos são…

Parte…. Integrante
Vida em manifestação…
Leve a que os vários representantes…
Abram mão do poder
que lhes é dado
para dele fazerem parte

Desse algo

Chamado

Renovação…

Que vem desde dentro
Como sublime alimento
Indefinido sustento…
Que late em ti e em mim
– assim

Princípio de graça e gentileza
Que anuncia a nobreza
Da essência

Que late por dentro quando tu a encontras..
E – manifesto – a pões em movimento…

Seja na tua forma única da dançar o vento, seja na forma imensa de dar asas ao pensamento… e materializar sonhos
Com o sentir de um momento….
Transformado em algo concreto…

Como uma orla de uma floresta iluminada
Pela luz de uma Lua Consagrada

São poemas silentes dos que fazes parte… sejas de um ou outro lado
Esse algo te chama e te diz que tu és – mais além do que à parte…

Uma força da vida em si mesma transformada em chama acendida

Prateada melodia… que rodopia…
Em teu redor

Que anima
O teu ser maior…
Que se entrelaça
Com as ondas da vida do mar que passa…

Que abraça…
o céu o sol
a terra e o mar
e tudo aquilo que – mais há ainda
 a vivenciar e partilhar…

Essa bruma subtil...
que nos envolve
e permeia –
 a ti e a mim…
Formas diferentes de espiralar
Além
Mais além
Do que se possa contar…
 conter…
ou controlar…

São os harmónicos sublimes
Dessa voz de fundo que através de todos se exprime…

Humildes… simples… olhares
estrelados se olhares bem
Além do que te é dito ou falado…

Como montes iluminados…
de estrelas de faíscas belas…
quando a luz do dia se reflecte nelas
 e – com eco que tudo em si repete –
Rochas negras feitas brancas esteias
Da luz que se mostra
E se ergue numa outra força…

Algo que já se vê bem
Seja aqui seja além…

E essa terra redonda
 que se contempla…
desde a alta roda
de um sagrado lugar…
alto.. tão alto
 que voz nenhuma,
que mente alguma
pode ainda alcançar…
ou nomear…

E vês o azul subir…
e vês esse branco
 – neblina –
A vida
pairar subtil…

Opalescente…
latente…
abraçando o horizonte inteiro
bem pro dentro
à tua frente
e contigo
em abraço amigo
assim outra gente
assim toda a gente
que ainda dormente
se alimente
nesse seu suspiro incontido
respirado
por todos
assim vivido…

E te unes…
assim
A essa força
Essa vida
Que é em mim
Que é em ti
Que és tu
O teu ser a nu
…o que somos
E respiramos
Além das peles vivas
E dos olhares iluminados
Além dos momentos pautados
 e dos espaços definidos,
circunscritos ou limitados

Ecoamos em todos os lados
Latentes
Somos presentes
Da vida
Em si mesma contida

Em nós
Desatados

Por nós assim
Livres
Manifestos
De vida que se exprime
E sublime
Respire
Em todos os tempos
Por todos os recantos
Fazendo cada espaço
E momento
Algo extremo
Algo em si
Mesmo
Consagrado

Lugares ou tempos
Dos novos tempos alimentados
Templos vivos
Dessa vida
Que se mostra
E assim suspira

De momento calma
De momento dócil
De momento alma
Que desperta
Entre a sua manhã…
Desde a noite
Do esquecimento se erga

E seja
E veja
E transforme
O que embeleza


Daquilo que ainda não pudemos discernir….

sábado, março 15, 2014

Ver o mundo de outra maneira - por favor - ou a força das armas ou a força da vida como foco de atenção - Enfermagem dos novos tempos e simplificação do foco de atenção - princípio vitalizador e movimento integral como acto de Enfermagem...


Para não chegar ao ponto no que a vida tenha de ser defendida a ferro e fogo, para que uma profissão de mais-valia recorde a força que a anima, aquilo que defende, os meios e métodos que compreende, o código ético e deontológico que a circunscreve e defende - que se sustente no fundamento do juramento dado no primeiro passo como profissional formado... que lembre - que a isenção e o princípio de salvaguarda da vida - não se comercializa nem confunde com o que hoje - se multiplica.. numeros e estatísticas que em nada dizem - do que somos, do que queremos do que pensaqmos ou do que temos - como seres humanos - todos - sejam estes profissionais utentes ouos tais - que um dia destes - vão ficarde fora e vão ser sentidos como a menos - faltando o sustento... de ser humano que alimente o alento - chegaremos a isto que aqui se vê... um exemplo de aprofundamento - de uma sociedade na qual o tempo se pauta por numero e cifrão e a vida de um cirurgião, de um licenciado - tem dinheiro pago - diferente da de um artesão, de um aldeão, de um alguém que seja do campo a dedicação e a devoção... coisas estranhas que nos dizem respeito - como diz z constituição - todos temos o dever e o direito - de saber dizer - sim à vida e saber dizer não ao que esta não apresenta com a devida isenção...





Em termos de aplicabilidade prática de técnicas e metodologias simplificadas, em ambiente simplificado (de vertente humanizante como prioritária e tecnológica como adjuvante)
Em termos de preponderância do saber e do saber fazer local como força motriz que integre as várias técnicas e saber científico detido pelos enfermeiros para que esse mesmo potencial seja dinâmico e dinamizador “gerador de mudança, movimento local em termos de comunidade e vitalizador por inerência);

Para salvaguarda do princípio de equidade e opção consciente dos utentes, para preservar a existência de pólos de interesse e desenvolvimento de saúde comunitária ou os referidos cuidados de saúde primários enquanto tal, para motivar a participação do maior número de elementos da comunidade representados na pessoa das suas instituições (tal como referido pela constituição como dever e de forma q eu efectivamente este dever e esta responsabilização (co-responsabilização entre partes ou partes igualmente responsáveis pela sustentabilidade local e pela garantia dos valores fundamentais inerentes á própria vida – determinados pelas linhas directrizes desta profissão –torna-se importante a análise da “conjuntura económica” de forma a complementar as diversas pessoas até aqui referidas (sejam pessoas individuais – cidadãos – aos quais o Enfeiro está vinculado pelo dever de informar com a devida isenção inerente à prória essência das práticas), sejam as entidades/ organizações locais (que assim albergam – baixo a mesma legislação, baixo a mesma constituição – as suas actividades – sejam ou não de cariz pecuniário – logo estando, primeiro, sujeitas ao princípio que rege este mesmo princípio de equidade, de isenção e de salvaguarda dos valores transmitidos e dos deveres nesta implícitos), do Próprios profissionais – por ordem crescente – por serem cidadãos, por estrem enquadrados em organizações e por desenvolverem profissão “nobre” com fundamento nestes mesmos valores):

- o estar(em) despertos para a sua própria essência e possíveis desvios de foco de atenção numa sociedade crescentemente multifocal em termos de atenção polarizada pelos média (de cariz privado e de forte tendência ao consumo de bens e informação);
- o estarem despertos para o seu papel dinâmico, e dinamizador de comunidades- em prol do desenvolvimento e prossecução dos valores inerentes aos princípios da salvaguarda da vida e aos princípios constitucionais (além dos éticos e deontológicos inerentes ao REPE e ao próprio juramento – que não obstante sendo figura eufemística nos tempos modernos – se mantém patente como o cunho de origem da profissão que se representa e desenvolve);
- o serem efectivamente agentes de mudança – pelo foco de atenção centrado no potencial humano, na vitalização e na vida que assim traduz “cuidar” ou “dar atenção” – como fundamento e base de desenvolvimento desta profissão (em complemento co m outras de área afim (com modelos de base bio-médica) cujas competências radicam na “therapeia” ou “cura” da doença… Enfermagem dá atenção á vida… e assim se identifica e se define desde base – como arte e ciência do cuidar.

Complementar esta actividade através das ferramentas técnicas e científicas – de base coerente,

- universais* (movimento e base motriz, como já referido – representam um potencial humano universal e a vitalização através do movimento apresenta-se como uma das linhas de base a promover em termos de eficácia na promoção de saúde – contexto de cuidados de saúde primários e a sua aproximação às diversas idades e contextos locais)

 – adaptabilidade -  pelo já referido relativamente a idades, grupos, locais e meios adjuvantes quase nulos para seu efectivo desenvolvimento e prática regular);

- refinadas através das respectivas escolas superiores (desenvolvimento de protocolos):

1 – entre associações/ colectivos especializados nestas dinâmicas e que possam capacitar professores a desenvolver formação interna nas próprias escolas/ reciclar conhecimentos de forma regular – Viana do Castelo dispõe de entidades oficializadas perto, escolas de formação em termos de conhecimentos – escolas superiores de saúde de cariz oriental, passíveis de acompanhar os referidos programas e assim os adaptar, contextualizar e desenvolver em função dos vários currículos possíveis a serem aplicados em ambiente de desenvolvimento de Enfermagem – )*;

2 – com as respectivas associações locais – de desenvolvimento e promoção de saúde – que já tendo Enfermeiros/ profissionais de desenvolvimento de saúde através do movimento integral – permitam as devidas reciclagens, formações complementares e vinculação a fo9nte eficaz, sólida e validade de promoção de meios e recursos com o mínimo de gastos – consideramos as escolas como “estaduais” – tendo em conta que as entidades referidas sejam de cariz humano ou humanizante e com carta de fundação afim( sejam elas de cariz soberano local (como as representadas pelas juntas de freguesia locais) sejam eles de cariz humanitário (com fundamentos e carte de fundação que vinculem as actividades desenvolvidas e a limitem em termos de serem entidades geradoras de lucro/ benefício), sejam protocolizadas através de autarquia para o desenvolvimento de actividades de transfundo promotor de saúde em meio local, fora do ânimo de lucro (as restantes enquadram-se no modelo empresarial ou de foco de atenção prioritário na obtenção de lucros económicos através de meios humanitários – questões que não as de transfundo da proposta aqui representada);

*as propostas aqui apresentadas tem como base o princípio de Informar – com a devida isenção. Havendo outras entidades, a própria escola e os seus próprios elementos assim desenvolvem os respectivos esforços para a protocolização de formação/reciclagem);

Estes protocolos ou organizações assim protocolizadas, sendo aplicáveis em termos locais, são para benefício efectivo das populações que nelas se inserem e como devido contexto de simplificação para ganhos em saúde (e a respectiva garantia de sustentabilidade por investimento cíclico, circular e – vinculativamente fechado – dentro do contexto das organizações assim protocolizadas. Esta é a complementaridade com outras formas de gestão que impliquem saída de capitais ou meios para terceiros não reconhecidos em acordo protocolar inicial);

(já evidenciados por se poderem aplicar ao longo de todo o ciclo vital, de serem facilmente adaptáveis em qualquer lugar sem meios acessórios necessários e serem passíveis de desenvolver dinâmicas de grupo locais que permitam a integração de várias idades, de várias formas de saber e saber fazer em volta de pólos de aplicabilidade locais – sejam as já referidas juntas e as suas actividades regulares, sejam as instituições que alberguem pessoas de terceira idade e a sua dinamização através de práticas simplificadas dinamizadas pro profissionais com forte vertente de promoção de saúde – vincada, patente e evidente pelo currículo da Licenciatura nesta profissão evidenciada - além da respectiva integração dos cuidados prestados dentro da realidade aqui referida como “comunitária”);

Entre muitos outros termos a promover – em termos de diálogo interno.

Espera-se o momento propício para dialogar pessoalmente as prerrogativas de proposta aqui manifestas.

Um saúdo.



Foco de atenção na vida, na vitalização e no princípio vital; actos de enfermagem que deiam atenção à vida, à sua mais valia, à capacidade do ser humano de se transformar - como as células novas - que a dia a dia - em jovens idosos ou adultos - convergem em novos tecidos que se renovam.... 

ver a esperança, mostrara  ciência certa um método com base na confiança... as ferramentas - começam a onde a vista alcança - olha  vida.. e o que a pode iluminar... como  acandeia de uma certa "Florence" que passava pela noite para animar e do medo as suas pessoas... os seus pacientes.... assim poder çibertar...

Uma chama de vida - que se mantém acesa - na perspectiva - de que se ja a vida  aliderar - o alvo e foco das atenções do cuidar...

Ciência e Arte de "amar"... seja assim um eufemismo simples... traduzido de forma simples.... por simplificação de métodos e tecnologias autilizar - gastos menores - investimento smaiores nos seres humanos e o seu grande potencial vital...



quarta-feira, março 12, 2014

Carta Aberta à Formação e dinamização em Enfermagem - uma proposta para promover saúde em meio local









Fundamentação – enquadramento conceptual


Congregar pessoas e desenvolver focos de atenção pela positiva num espaço comum
– partilha de saber e saber fazer passível de  creditação interpares –
um passo em frente na direcção da integração e promoção de saúde no meio local;

No contexto das práticas anteriormente descritas, e tendo em conta o papel de dinamizadores em termos da comunidade, que os Enfermeiros também representam, aqui se manifesta uma proposta de simplificação de actividades através do movimento integral que permita:
-a salvaguarda das competências de Enfermagem ligadas ao cuidar e dar atenção como garante e fundamento pilar de um sistema de saúde que promova e proteja a vida como valor essencial (evocando a origem da nosso profissão – em termos de mulheres de virtude – assim inseridas dentro de contexto e meio local e rural e a sua respectiva evolução no tempo e na adaptação aos vários sistemas de saúde vigentes, trazemos assim a memória das raízes, como forma de dar a entender oque, na actualidade ,a Enfermagem a título local pode ainda desenvolverem termos de manutenção do foco de atenção e vitalização na pessoa humana integral – dentro de um contexto bio-psico-social, integrada num ciclo vital que implica várias idades cronológicas, várias estruturas sociais de enquadramento e que implica uma ferramenta – da parte de quem pode estar integrado neste mesmo sistema de promoção de saúde que seja- ao mesmo tempo:

-útil (movimento como vitalizador em termos universais);

-Flexível  - enquadravél ao longo de todo um ciclo vital e de acordo com as várias especificidades das pessoas alvo dos cuidados assim prestados (acção de enfermagem tida enquanto tal);

- De baixo custo em termos de aplicabilidade – o que limitaria as alusões a possível necessidade de aumento de custos e outro tipo de questões de gestão que não as directamente relacionadas como foco de atenção das práticas – a pessoa humana e a sua contextual condição;

Por integral entendemos assim  a respectiva contextualização (aplicabilidade) do mesmo ao longo de todo o ciclo vital, dentro de um contexto social e local.

Entendemos integral no sentido de integrador – de refinamento da consciência do ser, da integração dos vários aspectos do movimento – bio-mecânico, respiratório, sensório motriz, imaginação- visualização criativa, integração pela partilha via toque, desenvolvimento de integração em contexto via sentido de fluir em ambiente interno e ambiente “aberto” ou de cariz “natural” – enquadramento de Holismo tal como definido pelo modelo conceptual Rogeriano – Martha Rogers, modelos de desenvolvimento conceptual das práticas de Enfernagem;

Integrante – por ser o Enfermeiro parte integrante de uma comunidade específica
- pela adaptabilidade desde sempre evidenciada pelos Enfermeiros na adaptação das suas técnicas ao contexto local

– seja pessoa, seja familiar, seja institucional entre as várias vertentes de intervenção ligadas à prática da prestação de cuidados em contexto local ou até de  desenvolvimento conjunto das entidades locais;

A ligação efectiva, o enraizamento junto das suas famílias (Enfermeiros de família), o conhecimento das pessoas, das peculiaridades e dos recursos locais – pela vivência constante, intensa e directa da vida comunitária e da vida pessoal e familiar de cada utente ao seu cuidado posiciona o Enfermeiro como:

- promotor e como conhecedor - em termos de recursos locais, de pessoas carentes ou alvos latentes de atenção, e assim capacitado para o desenvolvimento das respectivas pontes de ligação que permitam a sua evidência como  elemento:

 Dinâmico – pela já referida pertença, integração nos vários pólos chave de desenvolvimento das comunidades locais e a sua efectiva presença em fases e momentos de vida que são de cariz interno e do domínio do mais íntimo que os seus próprios utentes, famílias e comunidade poderão alguma vez manifestar – neste papel, o Enfermeiro dinamiza momentos tão altos como o nascimento ou a morte, com a sua presença promove saúde em momentos álgidos como o desenvolvimento materno, como o acompanhamento de patologias crónicas e a recuperação de utentes oriundos de estabelecimentos hospitalares – momentos chave da vida humana –que – entre muitos outros o tornam como elemento vital e dinâmico a quando da aplicabilidade das técnicas que possam ser sinónimo de vitalização ao longo do ciclo vital que efectivamente abarca, conhece e contempla – ver simplificação de técnicas de abordagem para integração, manutenção de presença efectiva em termos comunitários;

 Dinamizador da rede local de saúde- por conhecer por dentro as várias instituições nas que presta cuidados, as pessoas que nelas assim se apresentam, as suas famílias e histórias pessoais além de compreender os vários recursos locais com os que habitualmente colabora – sejam estes os de cariz de “educação/ promoção de saúde” a colectivos – como escolas, associações locais (juntas de freguesia na formação” promoção de saúde sobre temáticas adscritas a patologias consideradas “crónicas” – como no caso da diabetes, hipertensão ou patologias cardiovasculares várias 

(aplicabilidade de índices de coagulação e seu controle em termos ambulatórios),Ipss (como lares da Terceira Idade (seja em protocolo seja em prestação directa de cuidados e promoção de saúde / informação/ formação a auxiliares de apoio e vigilância sobre temáticas ligadas a mobilização, posicionamento e higiene de utentes acamados), seja a colaboração com estruturas de cariz espiritual religioso  (como os centros paroquiais ) na formação/ informação a auxiliares de apoio e vigilância nestas mesmas dinâmicas e neste mesmo transfundo – seja na prestação directa de cuidados inerente aos enfermeiros integrados nos lares adscritos a instituições religiosas – tal como referido);


Entre muitas outras, que são as actividades potenciais dos Enfermeiros, integrados nas várias comunidades a nível local.

Assim, o facto de que os Enfermeiros representem um dos elementos de maior integração (como já demonstrado pelo facto de estarem intimamente relacionados com o mais profundo da vida e vivência dos comunidades adscritas ás suas listas de utentes como enfermeiros de família que são (ainda que o diploma da especificidade esteja em fase de desenvolvimento) e tendo em conta o seu cariz dinâmico (como já referido por circularem entre os vários pólos da comunidade – seus centros nevrálgicos) e dinamizadores dos mesmos  (por desenvolverem actividades de prestação de cuidados directa, de promoção de saúde de forma formal e informal e desenvolverem também actividades de interligação entre estruturas – inerente ao próprio périplo até aqui descrito).

O facto de se poder desenvolver a formação inerente aos conhecimentos técnico-científicos – dinamizados por escolas oficiais -  e que sirvam de elo de ligação comunitária para a continuidade, aprimoramento das funções em termos de prestação de cuidados actualmente desenvolvidas, tendo em conta a base e fundamento da profissão como ciência e arte de cuidar (assim mostrada na argumentação que se segue) e  a conjuntura actual.

Sabendo do risco que se corre em que a mesma estrutura se cristalize em redor dos valores económicos, como ponto de atenção focal da gestão do cuidar (seja pelos materiai e forma de contratualização de serviços inerentes ao modelo de gestão do SNS actuas, seja pelos sistemas informáticos que assim determinam o foco de atenção em termos efectivos e em termos de tempo dedicado aos registos científicos de trabalho), seja por modular as próprias práticas em função da programação prévia que os mesmos entrevêem 

(ex. escalas e classificação de feridas de cariz meramente administrativo ou de contagem de gastos para inclusão em termos de companhias de seguros e afins, contagem de matérias em injectáveis em termos de números e matérias envolvidos: questões que nada têm a ver com a qualidade dos cuidados desenvolvidos e que fazem – directamente parte – da responsabilidade de órgãos de gestão)

Vista esta perspectiva – real e integrada dentro do contexto da prestação de cuidados de saúde no SNS actual dentro da realidade contextual do Distrito de Viana do Castelo (à qual esta missiva se encontra vinculada) – cabe a possibilidade de se desenvolverem as devidas alternativas viáveis, para que Enfermeiros em ambiente comunitário e ligados a instituições locais – com outro tipo de dinâmica registo cientifico em termos de trabalho – possam também contar com elemento técnicos  – uma ferramenta técnica e científica ( válida e validada) e que possa ser enquadrada dentro dos focos de atenção actualmente vigentes pela CIPE.

Que sejam definíveis dentro do modelo de “Acto de Enfermagem” (como certas técnicas de relaxamento – toque terapêutico – são passíveis de ser enquadradas dentro do modelo profissional geral e com o precedente de muitos dos Enfermeiros actualmente optarem – de forma cíclica e sistemática – pelo desenvolvimento pessoal em áreas ditas “complementares” ou “alternativas” .

Em termos de simplificação – comparativamente – um curso de complemento que implique cinco anos ( ou três de formação) poderá ser adaptável contextualizando as devidas actividades modulares que tenham como fundamento o princípio bio-mecânico já comum nos conhecimentos intrínsecos ao desenvolvimento da nossa actividade – seja no posicionamento/ mobilização de utentes, seja nas questões ligadas às vertes psico-afectivas e emocionais que fazem parte do currículo de formação de base e que – quando aplicadas – por exemplo – em especificidade – como através das ESMO em ambiente de preparação psico-profilática para o parto) demonstram a sua eficácia e o inerente ganho em saúde em enquadramentos simplificados – tanto em termos de espaços como em termos de meios técnicos adjuvantes)


Assim, de forma a manter os pilares básicos e constitucionais, e desde um ponto de vista de “equidade”:

– equivalente a "justiça" em termos de distribuição de tempos, bens e valor – no contexto desta proposta, temos o valor humano como universal, e inalienável como declarado na declaração universal dos direitos do homem – e de forma a gerar a tão óbvia alternativa que permita que - efectivamente, e sem margem a subtilezas – exista uma forma viável, pragmática, acessível e equânime de que a saúde seja efectivamente gratuita ou assim sendo- tendencialmente – e que se já dinamizada por locais e para os locais sem saída de fundos próprios para fontes que não aquelas destinadas à melhoria e desenvolvimento da qualidade da mesma no transfundo que lhe corresponde.

Promover o Diálogo Interno no ambiente de ensino formal;

Tendo em conta que a Enfermagem – é e foi – uma parte da espinha dorsal de um sistema de saúde válido (falamos de uma continuidade em termos de carreira equivalente a trinta anos de desenvolvimento da profissão salvaguardando os valores a esta inerentes), até ao momento de se verem objectivos económicos além – antes – de se entreverem os fundamentos que e esses mesmos objectivos económicos obedecem:

a qualidade, a capacitação, o acesso universal a cuidados de saúde dignos e de qualidade – independentemente da capacidade de compra do indivíduo (princípio e isenção da Enfermagem em termos da prestação dos seus cuidados) e sabendo o potencial inovador, renovador, gerador de mudança que esta profissão (ordem com maior número de elementos a nível nacional) detém, apresentamos esta proposta como transfundo á devida discussão /diálogo em ambiente de formação dita “formal” para que se possa valorizar a possibilidade de inclusão de técnicas simplificadas em termos de promoção de saúde através do movimento integral (no contexto desta proposta – e pelo já referido – em ambiente comunitário, de conjuntura rural ou local) – como:

- sensibilização para alunos de base em relação ao potencial das mesmas no desenvolvimento futuro da suas actividades na prestação de cuidados – seja ou não associados a um sistema ou outro de gestão;

- formação/ desenvolvimento profissional de profissionais (sejam ou não graduados) que assim entendam estas ferramentas- em formação modular e assim assessorada e gerida pelas respectivas escolas de cunho oficial (nesta zona a ESS do IPVC e a ESS da Universidade Fernando Pessoa em P. Lima) para possível creditação/ complemento de prática regular de Enfermeiros dos cuidados de Saúde Primários (tendo em conta que a mesma pode ser realizada já com complemento de colegas da área da reabilitação e com o devido enquadramento das técnicas de relaxamento/ vitalização – como as representadas aqui pelo Qigong/ Taichi entre outras – que são do conhecimento das responsáveis pela formação e que possam ser facilmente protocolizada em termos internos e em termos de extensibilidade às organizações que alberguem a prestação de cuidados tal como referido até aqui);

- adequação ao perfil do novo Enfermeiro de Família como ferramenta válida, flexível e útil, recurso de integração de saber e saber fazer em conjunto com os utentes/ famílias a seu cuidado e integrado nas instituições/ organizações que os mesmos assim manifestam pelo seu vínculo cíclico e regular na comunidade na que se inserem.

Fundamento legal e prática segundo princípios de ética e deontologia cidadã
Esta iniciativa vai de encontro ás medidas que promovem o levar os cuidados de encontro ás populações, adaptar e personalizar as dinâmicas de atendimento e desenvolver o máximo de eficácia através de técnicas e meios que exijam dos utentes (verdadeiro referencial do sistema nacional de saúde – baseado na aportação que os mesmos podem auferir para que existe – efectivamente – um sistema dos utentes e para os utentes )* o mínimo gasto em termos de recursos (sejam estes de transporte, de tempo e de meios económicos para pagar uma consulta de Enfermagem – por definição em termos constitucionais – tendencialmente – gradualmente, ano a não – mais barata)

 temos em conta neste ponto que qualquer profissional de saúde é um utente e que qualquer elemento gestor também- se não o for – então estaria fora do sistema nacional de saúde;
lembramos neste ponto, que o art.64 a mesma constituição refere que cada cidadão (Enfermeiro e o utente inclusive) é responsável por fazer valer esta definição anteriormente descrita – ou seja  é activo, dinâmico e dinamizador para que a mesma assim se mantenha, preserve ou melhor – no tempo e no espaço que lhe é dada viver.

Artigo 64.º

Saúde
1. Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover.
2. O direito à protecção da saúde é realizado:
a) Através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito;
b) Pela criação de condições económicas, sociais, culturais e ambientais que garantam, designadamente, a protecção da infância, da juventude e da velhice, e pela melhoria sistemática das condições de vida e de trabalho, bem como pela promoção da cultura física e desportiva, escolar e popular, e ainda pelo desenvolvimento da educação sanitária do povo e de práticas de vida saudável.
4. O serviço nacional de saúde tem gestão descentralizada e participada.


(sublinhado e negrito autoria do próprio)



Interligação com a Ética e Deontologia próprias á Profissão
Assim tendo em conta as prerrogativas inerentes à legislação e a sua consequente salvaguarda dos valores que mantêm a mesma vida que os Enfermeiros juram promover, defender – dentro do quadro de isenção que a profissão assim advoga, a proposta que se apresenta vai de encontro às várias linhas:

- sejam as emanadas pela própria Ordem dos Enfermeiros em termos da Reformulação da carreira e a inclusão da figura do Enfermeiro de Família como área específica de intervenção local e de gestão familiar e de transfundo de conhecimento que envolva saberes e saber fazer próprios das comunidades que os referidos Enfermeiros servem e integram;

- sejam as ligadas à dinâmica interna das Escolas de Saúde em termos da promoção dos valores de base que orientam a prática dos Enfermeiros em termos de futuro – para a salvaguarda da essência implícita no cuidar – dar atenção ao utente, foco de atenção ávida humana e preservar, aumentar o seu bem estar em consonância com as equipas técnicas vinculadas por juramento afim ao desenvolvimento desta vida humana causa e motivo da existência da profissão actualmente regularizada em REPE.

- sejam as próprias da ética e deontologia profissional – de forma permitir o maior número de ferramentas de trabalho que validem a devida isenção dos Enfermeiros e dos seus cuidados face aos vários contextos passíveis de albergar as suas práticas- dito e outra maneira –que ao mesmo tempo que se dispõem de regulamento e de exercício profissional, de legislação afim e de organizações que zelam pela garantia da qualidade dos cuidados prestados, se reúnam as condições de formação/ informação inicial para que os recém formados tenham uma maior consciência:

- do enquadramento laboral actual;

- da sua área de intervenção em termos factuais;

 - das dinâmicas e alternativas válidas para manterem a fidelidade à linha orientadora original que dá azo à profissão e assim garante a sua existência enquanto tal;

Complementar com consciência

– uma estratégia com fundamento para dar resposta ao desafio dos tempos modernos.

Estar consciente do ambiente dito “empresarial" e do materialismo que este mesmo ambiente em si determina e – ao mesmo tempo – estar ciente do valor e fundamentos intrínseco a uma profissão vocacional, de pendor humano e humanizante, apoiada em características técnico-científicas próprias .

Verificamos a complementaridade entre o biomédico e a arte e ciência de dar atenção ou "cuidar", 
Verificamos a evolução no tempo das práticas do cuidar e a gradual integração de técnicas que permitam manifestar esta mesma arte e ciência de cuidar dentro do contexto social- nos diversos tempos e nos diversos lugares –

Tomamos a devida consciência e damos a devida tenção ao óbvio sem cair na falácia da sua inversa:

 –a causa inicial da Enfermagem é a pessoa humana enquanto tal.  

O seu desenvolvimento, capacitou as diversas teorias e enquadramentos teóricos (modelos de Enfermagem) e as restantes actividades hoje definidas em termos de fenómenos e actos de Enfermagem.

– ver de outra maneira – seria inverter a linha das coisas e deixar a pessoa humana subsequente, subsidiária e dependente dos meios técnicos e das técnicas para essa mesma pessoa assim desenvolvidas (por ela assim desenvolvidas, tendo em conta o/a Enfermeira com pessoa humana em primeiro lugar e como profissional por subsidiária consequência);

Considerar a pessoa humana como um objecto, considerar a eficácia das práticas fora do contexto humanizante das mesmas ou considerar o profissional fora do contexto humano no qualo mesmo desenvolve a profissão pode ser uma ideia fácil de refutar e - ao mesmo tempo - difícil de definir no tempo actual.

Conscientes desta “falácia dos tempos modernos” – e apontando o foco de atenção das práticas de novo á sua origem, lembramos ainda:

Que a origem da enfermagem e que a origem em termos de contextualização de cuidados de saúde ditos primários advêm como pólos paralelos – enraizar os cuidados primários (por serem de cariz inicial, determinante na posterior elaboração dos diferenciados ou até da inclusão reinserção de utentes na sua comunidade inicial - paralelismo de enraizament em termos de origem/ busca de inspiração/ nutrição do sentido da prática da ciência e arte de cuidar).

Vemos aqui uma simplificação de recursos e uma redução de gasto (considerando como elemento primordial - ao referir 2ganhos" ou gastos/desgaste" a pessoa humana já referida e nesta definição englov«bando o profissional de Enfermagem como tal:

Em termos de coerência;

Em termos de princípio de verdade;

(ver continuidade de texto)


sábado, março 08, 2014

Ir além... do olhar...

Algures no tempo, num certo espaço…
Encontrei hinos de luz, de louvor e de abraço…

Encontrei vidas perdidas que se transmitiam
Entre gentes
Que assim faziam
Cânticos
E melodias

Eram homens que partilhavem
As luzes
Da noite
Dos seus dias…

Eram mulheres
Que dançavam
Salgueiros
Ao vento
E assim assistiam
Eram luzes
Na noite
Estrelas
Cheias de vida

No sorriso
Que assim transmitiam…

Eram a minha mesma vida

Assim reflectida…

Entre as chamas
De um coração
Vivo
Ardiam…

E quem contemplava
Assistia
À força da vida
Transmitida
Dia após dia
Reverenciada
E sustida

Quinhentos
Anos
E mais
Valias


Assim vivas
Um milagre
Magia
Para quem assistia

Às festas
De desluto
Ao cântico novo
Junto á pedra
Antiga

Às novas casas
Do ancião dos dias
Que velava a terra
E a terra valia…

Das palmeiras entrelaçadas
Sejam tectos
Sejam casas

Sejam gentes finas
Feitas velhos criança

Entre tanta gente nova
Que ali passa

Que aprende
A sua própria
Força

Dessa
Desta nossa vida
Que não passa

Renascer
Em Timor
E ver
Que Timor
É aqui

Parece como comparar
Uma flor
E vê-la crescer
Aqui
E ali…
Alguém vê
E não crê
Que é a sua vida
Assim reflectida

Alguém pisa
Sem querer
Alguém pisa
Por se fazer valer
Alguém lembra
Que assim
Sustida
Se pode fazer um dia
Uma nova flor
Na tua
Na minha
Mão
O teu
E o meu
O nosso
Mesmo valor…

Timor
É aqui

E além

Timor é de quem
Assim souber ver
E viver…

Um tempo lento
Para a gente
Que pauta o seu dia
Pelo ritmo
Da melodia
De um coração a bater…
Humana
Mente
Universal
Mente
Latente
E assim
Eterna
Mente

Presente

Vês Timor aqui
Em ti
E em mim
A latir?...

Nesse teu peito
Em flor
Uma semente de vida
A florir
Por amor?...

Formas de traduzir
A vida
Que és
A vida na que crês…

P.S – olhar com outro olhar
Olhar noutro olhar
Sentir além do medo
E ver
O segredo
De te sentir reflectido
Nesse olhar
Agradecido
Que em ti mesmo
Se fez pousar…

Timor é aqui
Em mim
E em ti
E
Em quem assim
Ousar

Olhar…