Música

segunda-feira, abril 25, 2011

Uma tarde, uma Noite em Viana



Vamos ver - um dia (e uma noite) na vida de um pobre português (ou de um português pobre - vai dar ao mesmo... somos ricos por dentro: e isso quase nunca se vê);

Acompanha-me nos locais, imagens e pensamentos que foram fluíndo - um pouco por aqui e além - neste Minho tão NOSSO, desde a alma deste bom português... vem daí!


"abra a janela - está a acontecer neste preciso momento ! Há uma coisa a brilhar no céu de portugal ! Rodeada de céu azul e - imagine ! - pássaros a cantar. Se reparar bem - até pode que veja as flores abertas só para si e - com algo de sorte - alguém que sorria quando devia estar a maltratar o vizinho. Enfim - portugal é assim de pouco desenvolvido. . ."








"o desejo pelo concreto é a arma que o demiurgo mais utiliza para separar da herança do absoluto. Por isso a sobriedade é tão boa companheira de caminho"




"o caminho - a vida - os companheiros - amigos - os inimigos - medos e raivas - o roteiro - o eterno aperfeiçoamento - o objectivo - deixar o caminho melhor do que estava quando ousamos caminhar"










" o homem serve -se da serenidade para caminhar rumo à meta"




"páscoa na branca igreja"










"sonhos de uma vida a meias - flores plantadas no jardim do devir"






"embelezar o caminho com palavra, acto e intenção - honrar os valores mais nobres com toda a vontade e - no percurso, plantar algo mais de harmonia para que outros possam recolher ao passar"








"quanto do teu sal"




"é vida de Portugal"












"a beleza reside na virtude ? Quanto mais longe terá a juventude de se aventurar no oceano das névoas até se precatar do tesouro ancorado mesmo no porto de onde se lançou a vogar ?"






"novo sol poente"




"manter o bom da nossa fundação, refinar o que ainda temos a caminhar"






"serena luz, amor redentor"






"majestade"






"... em que os homens voltarão a ser irmãos..."










"como as flores do campo - assim sereis majestosas na vossa humilde simplicidade..."








"poema passado no eco dos presentes"








"navios tranquilos sobre o verde mar"






 "...onde o ar se faz vida, onde a vida rodopia no ar..."










"recuperar o branco imaculado da alma que recorda"








tão cristalino como o eco de uma voz que desafia o tempo e a memória















"...é hora de unir, é hora de ser mais perto, é tempo de ser de mão dada e viver num abraço permanente..."






o dia abraça a noite e juntos são ocaso para um  novo despertar

 









"...passando no eirado - sorri ao ver as rosas passar - respirei seu perfume agradado, na sua beleza saciei meu olhar - sorri e voltei ao andar. Chegado à rua - vi gente nua - zangadas por nelas não deter meu olhar; no fundo - a rosa gentil oferece beleza, delicada, sempre perfumada - mesmo quando não há quem para a contemplar. Assim sim - sou livre de a amar: por ser o que é - muito mais do que se aparenta..."




"...um novo dia nasce no coração da humanidade..."























"...havemos de voltar - e o simples reinará novamente, e a terra florescerá..." (repare-se no topo da coroa que preside o relógio)




"escola em tempos findos..."






"uma missão com sucesso garantido... basta dar corpo e alma" - moricone - o Oboé de Gabriel... "a MISSÃO"






"...lembrar o que somos é olhar para além das grades trancadas dos limites que nos impomos..."






"...o mais belo toque de sopro humano..."




"...olhamos sonhos de outrora, com a esperança do amanhã..."








"...Flores para um novo amanhecer..."




"... armilar no mastro, fé nas velas, vontade firme no leme - é assim o meu portugal - o sonho de dar novos mundos ao mundo - de unir sem separar"...




"... cantamos baixo a promessa da esperança..."








"uma Sé com histórias para contar"






"... o velho órgão... uma tocata e fuga em Ré... mau caro Bach..."










"re canto na luz viana"










"... o brilho da luz de Verão toca aqueles que abrem seu olhar por dentro..."












"praça da erva, S. João a espreitar"








"Casamentos que o tempo apura, lembranças que não descura"






"li verdade... uma nova marina"




"... aproveitemos tudo o que o tempo nos revelou, façamos cada vez melhor - meu Portugal que despertas, minha flor a despontar..."...




"...e o Letes traz ecos - desta vez não de esquecimento, sim de lembrança..."




" Viana com teu navio em mão"...






festa na República


Menina estás à janela... com o teu, cabelo à Lua...

 


 Um novo rumo ao fim da noite - uma meia de leite quentinha a fechar...

 














domingo, abril 17, 2011

p a i s a g é n s p a i s é g e n t é s p a í s n a m e n t é s



Enquanto te recorro: pé ante pé... dormente, 
em mim revejo esse sonho, neste eco sempre presente;




Ouço os ecos das ruas, revejo a história que passa
Contemplo perdido o restolho, vide sem fruto e escassa





É nas tuas paisagens e ruas, no mirar de toda a gente
que passo com passo tristonho, enquanto me perco neste presente



Nas capelas dos fundos, nas luzes distantes
Nas crenças, nos mitos, nas vidas errantes




E passeios  velados em tardes de estio
Ficaram tapados nos dias despidos



Já ninguém voga na barca do rio
Já ninguém cruza na ponte das almas



Está este tempo entre as gentes perdido
Silencioso o sino já não chama quem  passa




Ficaram as uvas pendentes sem brio
Ficaram os moços sem vida e sem graça



Onde outrora houvera vida, romaria
Há agora silêncio, uma escura vidraça





Onde os corações ansiando, onde a guarda do caminhar
Onde os jovens rumando defronte, onde a virtude de andar




Peito aberto, olhar sereno, fronte erguida ao ver-te passar
Rosto simples, voz sem ruído, corpo sóbrio no teu divagar...




Nem tudo se compra, nem tudo se vende - não há virtude que se possa pagar
Um só dedo, em um corpo livre - tem mais vida que uma vida a arrastar




Vê os laços e os compromissos, que teu futuro pretendem quebrar
Se tens brio, sentido profundo: ouve o apelo que te faz palpitar






Quem te perdeu... Portugal?