Música

sexta-feira, junho 15, 2012

Meditar...



O foco de atenção daquilo que sou dá origem e determina: o meu caminhar... o meu caminho... o local por onde passo... as pessoas que vou experiênciar...

As opções que tomo ajudam-me: a crescer... a renascer... a rever:

o horizonte, a vida, os ideais...

Por vezes tropeço... pedra no caminho que me avisa... vista acima ou abaixo... de mais...

Levanto... há um ganho... há vida que se alimenta... há caminho... lá estão os meus iguais...

Uma mão... que ajuda... gesto de vida... humano... nosso... real...

Ser que se ergue... complemento... deste mundo... ganho... acrescento... ideais...

Abraço... vivo... desperto...aconchego... liberto...

Lar de vida acolhendo vida... motivando a germinar;

Plantamos sementes de sonho... ao longo do nosso vagar...

Seres de luz... cuidando vidas... alimentando essências... motivando a despontar...




sexta-feira, junho 08, 2012

Credo...




Creio: no que Une e Liberta... O Fogo branco é uno, nele está contido o vermelho, e por isso serve para purificar... unir o que se encontrasse separado... e libertar do medo e do engano...

Creio: que os valores que nos sustentam são o chão onde pisamos... as raízes que nos unem à terra e que permitem que aspiremos ao céu estrelado... pontos firmes ocultos na alma e que apontam ao mais sublime com os ramos que através deles fazemos brotar...

Creio: que há sentido neste mundo, que estou aqui para concretizar algo e que parte do caminho é saber para onde estou a caminhar...

Creio: que a fé, esperança e amor têm potencial de mudança, são renovadores da vida e do ser por completo...



Creio: que onde coloco a minha atenção coloco a minha força vital... e que tenho o dom de livre arbítrio para escolher o que vai crescer neste mundo, em mim e nos que me rodeiam com esse poder recriador que me é confiado;

Creio: no "bem" como uma sintonia, harmonia, semelhança ao apelo vital e semente original depositada no "ser"...

o "resto" como resistência que se vai deixando atrás para encontrar o centro desse "ser";

quanto mais perto da periferia maior a resistência... quanto mais perto do centro, do "coração", do "amor" mais e melhor a vida flui...

Creio: que há forma de promover o que é "bom" e alimentar o que ainda pode melhorar;

jornais dando atenção ao maravilhoso de um mundo tão belo como imenso e apontando propostas para o que ainda pode madurar;

as minhas conversas, textos, pensamentos e opiniões direccionados para o melhor que há neste grande mundo, nestas grandes pessoas à minha volta, neste grande ser que me habita, que em mim palpita...

Olhar o coração: a coragem, a iniciativa e engenho - a força renovadora de cada ser humano - no sentido de procurar ver o que ainda posso crescer, centrar, aprender... o que ainda podemos ser...

Creio: que sou totalmente responsável pelas minhas opções - mesmo aquelas que deixei de tomar... assim recebo o prémio vital de escolher - as consequências dos meus actos.

Responsabilizar é um bom "adubo" para ajudar a germinar sementes de vida em pessoas centradas, confiantes, livres para escolher de forma esclarecida...

Creio: que cada ser humano tem um potencial de mudança fascinante e o dom de se estabilizar;

Creio: que juntos somos mais fortes;

Creio: que apontar o que há de melhor no ser humano E ajudar a ver o que pode ainda madurar é caminho de vida;

Creio: que somos espelhos da vida depositada em redor;

Aprender a olhar é uma arte;

Creio: que o ser humano é muito mais do que pensa...



Creio: que na matriz humana estão latentes os potenciais para gerir a vida, o mundo que nos rodeia e o universo... e apenas despertará essa consciência quando o caminho de vida assim o dispuser... até lá são potenciais latentes esperando que o peregrino seja digno de os viver...

Creio: nas pessoas... que tudo aquilo que é ignorância e medo se transformará gradualmente em luz e iluminação...

Creio: que o tempo é uma medida de qualidade mais do que quantidade... é o aspecto revelador dos dons e sementes de luz plantados no profundo do ser, esperando o substrato correcto para crescer e florescer...


Creio: que aquilo que é bom em nós, que aquilo que plantamos com amor - terá sempre a faculdade de nivelar todas as sementes de vida ainda enquistadas na sua casca, com receio de despontar, rasgar a terra e abraçar o ar...

da teimosia à perseverança;

do vacilante ao inovador...

simplesmente porque algo ou alguém vão regando e iluminando todas as sementes de luz que já estão floridas no seu jardim... e a água da vida alimentará as sementes que estão latentes na terra fria, esperando por germinar e ocupar o seu lugar ao Sol...

Creio: que é o amor que realmente move o mundo e que vamos residindo temporariamente numa caixa de compressão - com algum ruído e interferências;

cores velando o ver, ouvir, sentir e viver uma verdade fundamental;

a todo o momento repetindo sua frequência original.... "és amado... és amado"...

Creio: que todos os enganos tem uma razão de ser... e sei que são enganos porque em nós habita a verdade...

poucas vezes algo ou alguém me revelará algo que já não sejamos... isso é um Dom...

Outras vezes, recordo... o que, simplesmente estaria esquecido debaixo da rotina, o hábito ou a desmoralização...

Creio: que com uma linha e uma curva se vai caminhando a vida...

uma direcção, um sentido e uma amplitude;

Creio: que me são dadas pistas sobre o rumo, a seguir, o passo a marcar e a harmonia do caminhar;

sou eu o responsável por andar;

Creio: que é útil e renovador ganhar consciência do tanto que há ainda por aprender... são os copos vazios que se podem preencher...





quarta-feira, junho 06, 2012

Sou amado... logo existo II





Emovere... emoções... partículas voláteis nas membranas celulares do nosso Ser... dendrites, conexões... explosões químicas que alimentam o ser vital com presenças...

Sou cego... admito-o...
Este cérebro (vibração electromagnética definida como "massa cinzenta" e cheia de vibrações electromagnéticas particularizadas com funções de alta especialização) capta comprimentos de onda de outros emanações electromagnéticas que transcreve e reproduz como sons, imagens... estímulos sensoriais... e até sensações ou estímulos endógenos: como sonhos, intuições...



Tanta parafernália e jerga científica para - simplesmente - admitir que não temos ideia acerca do que somos, de onde vimos e para onde vamos...

O geógrafo cartografa o seu jardim de recreio com tal precisão... dá tanto ênfase aos detalhes que termina por crer no seu mapa mais do que na "realidade" que mantém o seu fluxo... um dia - nariz enfiado no mapa - embate de frente com uma árvore jovem que não constava do seu "conceito" da realidade...

"Impossível"! - clama o benemérito cientista... e - contornando a árvore recém nascida - continua a caminhar distraídamente pelo seu mapa representativo da suposta realidade que ele interpretara tão bem...



A muitos de nós (e ao método científico em geral) aconteceu algo semelhante: endeusamento, orgulho, arrogância.. cegueira...

Todos os dias recebemos sinais de que algo não caminha no sentido correcto, de que há padrões de sofrimento/ dor cada vez mais marcados e - o nosso sistema/ciência - como se encontra separado da realidade que pretende traduzir - mantém as suas premissas e definições: remando contra os ventos e as marés - à custa da felicidade das existências compondo a barca na que a nossa identidade cultural navega...



Emoções... emanações solares que descarregam cargas electromagnéticas para o espaço... fibras da membrana celular vital que apelam à quimiotaxia das outras células em redor para a ela se juntar... compondo o todo harmónico do Ser em geral...

Separação implica dor...

Quanto mais longe do centro e dos outros, mais a célula humana se dói... esmorecendo ou adquirindo padrões de comportamento cada vez mais semelhantes à neoplasia... padrões suicidas que drenam os recursos do todo biológico para a capacidade bruta de se repetir e abastecer sem haver propósito, princípio, finalidade ou padrões de harmonia no processo...

Das fibras móveis que circunvalam a periferia do ser .- emoções - partem as conexões electromagnéticas que apreendem outros campos electromagnéticos circunvalando a unidade cerebral que as traduz em imagem "pessoa" (persona - do grego - máscara)...


Numa civilização condicionada pelas imagens parciais de mudança contínua induzidas pelas média (ao contrário da imagem fixa e contínua que vivcenciamos na experiência do mundo real - na que não mudamos de enquadramento geográfico num abrir e fechar de olhos e na que as personagens não alternam de 5 em 5 segundos no plano de visão do espectador) temos a variação de estímulos constante que leva à geração emocional...

Campos emocionais que se tocam, de forma excitada - como se a célula vital humana tivesse sido injectada na sua membrana celular com substâncias que acelerassem o seu metabolismo e o seu processo de tempo/ espaço...

Sem tempo: condicionados pelo estímulo emocional... as células humanas perdem gradualmente a capacidade de estabelecer pontes de ligação estáveis.

As pontes de ligação ao núcleo humano: residência dos seus sonhos e albergue dos dons a despertar para desenvolver a sua obra no sentido da existência, estas pontes constam de sentimentos...



Como arco-íris que traduzem uma aliança entre o núcleo imóvel no que palpita o ágape ou amar maior, as pontes sentimento necessitam tempo, devoção, atenção e - talvez - uma grande vocação para o seu desenvolvimento sólido e real...

Sem pontes (há ainda "pontifex" - construtores de pontes no nosso mundo "real") sólidas de ligação, as células humanas perdem a capacidade de se agregar num todo harmónico e diluísse a visão holográfica da realidade que compõe - o organismo ou SER...

A separação do núcleo humano relativamente ao Ser Total gera discordâncias, padrões dissonantes, atrito, ruído, dor...



Tempo é medida de qualidade... não de quantidade...

Não importa muito que se tenha vivido 80 vezes a mesma experiência se, no entanto, não houve intensidade  no seu aprimorar... o tempo utilizado para o efeito é tempo "morto"... no sentido de desperdiçado, vendido, perdido...

O tempo para estabelecer pontes que levem ao centro da célula humana é um tempo providencial - um Kairos que, complementando o Chronos (o tempo comum) lhe dá sentido na medida em que aponta para a Verdade do ser...



Sabemos que estamos no caminho certo quando o tempo é Kairos... momentos únicos, providenciais: nos que a realidade converge para o centro do vivente e nos que a beleza, a harmonia, o sentido da vida aparecem de forma clara na mente virtual... depois vem o afastamento do centro.. a memória indelével esvai-se... penetra-se no distanciamento... no ruído... e a sintonia universal fica num plano velado - sempre a nosso lado - mas oculta pela aparência que a mente virtual recria pelo seu condicionamento colectivizante...



Quando amo - liberto...

Passando as flamígeras descargas eléctricas da periferia da célula humana, passando as pontes de arco íris dos sentimentos trabalhados a tempo e vontade... chegamos perto da cidade esmeralda da alma... o centro irradiante para onde o ser converge... o ponto de fulcro em sintonia idêntica à grande Harmonia Universal...

A isto, os termos e definições virtuais utilizados no protocolo colectivo de consciência chamam de relação Ágape/ Santidade... noutros caminhos culturais tem nomes curiosos como Buddha/ iluminação, Satori, Nirvana...

Esta vibração gera completamente as cores do arco íris sentimental... Branco que emana as várias sintonias, pentagrama musical contendo as notas e acordes da melodia...



Estando isento de medo está isento de falta... dador incondicional, centro imóvel, "cor" da anima é o ponto em redor do qual orbitam as várias facetas do ser virtual...

É o observador, a relação entre a consciência observada e o observador universal...
Para alguns a ponte entre Atman e Brahman...

Porque ama - liberta. Porque ama - não interfere - apenas É e ESTÁ... é o ser desprendido do seu centro que pode procurar, é a nota fora de sintonia que busca o seu lugar na melodia universal...

Por isso ama e não se intromete no mundo fenomenológico virtual... simplesmente porque é não necessita ser. Ao Ser dá origem - porque ama - a tudo o que se move: às parcialidades da sua existência que ora caminham para o centro ora se movem para a periferia...

O caminho não tem névoa... névoa é o caminho

Há um caminho que é traçado pela força de vontade virtual: existe para exercitar as potencialidades no mundo virtual e de nada mais serve a não como ferramenta de trabalho para servir a célula humana no seu processo de maturação...

Há um caminho que é revelado pela entrega: quando o ser aspira, confia e ouve a voz da sintonia universal, a sua entrega implica o alinhamento com os pólos que o integram no seio do canto sublime, da harmonia oculta para os que vivenciam o mundo da vontade...



Coexistindo no mesmo plano, estas duas formas de estar formam o complemento que traz o equilíbrio ao todo: uma vivenciando por inteiro o plano virtual, a outra sendo atraída para o plano transcendental...

Emanações que se projectam na periferia e emanações que regressam à sua fonte... num ciclo vital contínuo e imutável...

O caminho da determinação é claro, conciso, preciso e guardado pelas forças que orientam o universo virtual tridimensional.

O caminho da entrega é potencial, difuso, inespecífico e particular para cada centelha de luz humanizada...


Podemos concluir de forma lógicamente virtual, que o ser universal cresce, no sentido em que investe maior expansividade no processo de definição do mundo virtual por intenção do que no processo de retorno através do mundo de entrega seguindo a Voz Interna...



Por isso - abracemos enquanto podemos... sem poupar esforços num sorriso, num toque de mão...
Tudo formas libertadoras de entrar em sintonia com aquilo que Une e Liberta... pois se dão, ninguém possui a patente e libertam o ser do medo (o que dá e o que recebe)...







segunda-feira, junho 04, 2012

Existir e Ser... amar... para além dos conceitos



Existo verdadeiramente SE sou amado...

Ou, de como os adultos constroem castelos na areia que o Grande Mar se diverte a modelar...


Há um fenómeno curioso no mundo da física...
Já ouviram falar do fenómeno da dupla fenda - na que se projectam electrons através de uma fenda dupla e se "ilumina" a sua passagem com fotões... se analisam os padrões de interferência e se procuram ilações sobre o efeito de dualidade onda/ partícula inerente a ambos os elementos na física da mecânica quântica...

Este efeito tem várias questões interessantes... uma delas é o princípio da complementariedade...
A "conciência" inerente ao padrão electromagnético que se traduz ora como partícula (electrão/ fotão) ora como onda "escolhe" apenas um estado para se manifestar e nunca ambos em simultâneo...



Depois a evolução...

Já Neils Bohr falava acerca destes temas, Pauli e Eisenberg vieram colocar um pouco mais de dúvidas probabilísticas na até então poderosa física Newtoniana e os modelos "fixistas" do mundo e do Universo...



Se pensarmos que Descartes procurava "provar" a existência de uma "causa", subindo para isso a escada dos "efeitos" (duvidáveis pelo que passíveis de ser testados e definidos) que essa causa gerava, implicitamente procurava provar Deus; a consciência universal, o campo energético amplificado... (escolha o termo que mais agrade: de Brahman a matriz energética Unificada) usando a razão como ferramenta, compreendemos as dúvidas filosóficas titânicas que as primeiras linhas da mecânica quântica levantavam...



Já vamos ver porque Bohr e Einstein discutiam intensamente... só lembrar que, para Eisntein: "Deus não joga aos dados com o Universo"...

Bohr devia estar mais a pensar nas partidas de dados "per se" do que propriamente em quem jogava esses mesmos dados...



Se queremos "apanhar" uma onda/ partícula em "flagrante" precisamos dois factores curiosos: definir a posição e a velocidade dos "sacaninhas"...

Para que tenham uma ideia - para observar algo necessitamos luz (ver no escuro é complicado... vejam o que acontece quando vão à casa de banho no estremunhar da madrugada e não acendem o interruptor... dá sempre asneira)...



Assim... temos padrões de luz mais perto do vermelho (os preguiçosos... suas ondas são bocejos longos e extensos) e padrões mais perto do azul/violeta (os "hiperactivos" - seus padrões ondulatórios fininhos e apertadinhos... cheios de "stresse")... este o mundo da luz "visível"... depois temos os infra-preguiçosos (vermelhos) e os ultra hiperactivos (violeta)...



Se queremos saber a velocidade dos pacotes energéticos de nome giro, então projectam-se feixes de luz de onda longa preguiçosa... calcula-se a localização aproximada; se queremos ter com precisão a localização exacta... atiramos pacotes hiperactivos, fininhos e intensos, que põe a onda/ partícula a mexer como o diabo foge da cruz...



Incerteza... e probabilidade...



Depois o princípio curioso: o Observador interfere com o fenómeno observado... e aqui entramos na "zona quente".



Eisntein discutia afirmando que há uma separação entre o universo observado e o observador... Borh já defendia algo diferente... que havia pontes de união que se manifestavam de forma óbvia na interpretação dos fenómenos observados...




As pontes entre a física, a filosofia e a religião ("religio", "religare", ligar o que se encontra fraccionado) estavam a mostrar um fenômeno curioso acerca da natureza dual universo/ observador... haveria também aqui um princípio de complementaridade?...



Físicos como Amit Goswami vieram dar mais polemica à discussão...

Se gente como David Bohm já falava num universo holográfico com uma ordem explicita à superfície e uma ordem "implícita" em termos de profundidade (e "oculta" à percepção sensível habitual); se biólogos como Rupert Sheldrake falavam sobre campos mórficos de consciência (sistemas de informação sem energia que coordenavam os sistemas biológicos desde um plano intrínseco) este senhor - Amit Goswami - veio invocar princípios da mecânica quântica para colocar em palavras eruditas o que muitos de nós sentimos no fundo...



Assim, baseado no princípio da causalidade descendente (a "realidade" traduz-se por ondas de probabilidade... para que uma dessas ondas "colapse" e se "materialize" torna-se necessária a interferência de um observador)...

Ou seja, afinal não é um fenômeno de interferência: o observador não está ali a lixar o experimento... ele "materializa" o experimento com a sua existência... dá sentido ao potencial latente através da sua vontade...



Há complementaridade entre onda universal e partícula universal...

Lembro fotógrafo Japones - Masaru Emoto - que advogava o princípio da atenção...



Em termos gerais - aquilo que projetamos como ideias/emoção transformava a forma molecular dos cristais de água uma vez esta era congelada...

Sentimentos e conceitos a estes associados que transmitissem bem estar provocavam padrões uniformes e geometricamente mais concisos do que padrões de pensamento e emoção associada que fossem disruptivos... estes provocando padrões desorganizados nas moléculas congeladas...



Como somos - biologicamente - compostos de uma elevada percentagem de água - então as nossas emoções e pensamentos condicionam a qualidade da nossa "matéria" e também a da matéria em redor...



Este senhor falava de uma outra experiência: a do arroz.


Arroz colocado em casa era exposto a atenção positiva e negativa...
O da atenção positiva crescia mais rápido... o da negativa esmorecia...



Numa segunda fase, colocava-se o arroz que não recebia atenção alguma... este esmorecia e muito mais depressa do que aquele exposto a atenção negativa...



Desde o ponto de vista humano... torna-se fácil extrapolar: preferimos o carinho e a atenção que valorizem o nosso ser sobre o que não o valoriza e - numa situação na que expostos a falta de atenção - preferimos apanhar pancada a estar sós...


Depois... o foco de atenção: despertar implica ir ganhando consciência ativa da capacidade de projetar energia em formas pensamento carregadas de emoção e intenção.

Implica a ligação intrínseca a uma matriz de SER maior, a uma Consciência Universal e implica a RESPONSABILIDADE sobre os efeitos gerados pela própria existência...



Depois do agregar geológico, da transformação biológica, seguindo a ferramenta de apoio tecnológico que permita a concretização da ligação ser-consciente/ ser-consciente (telemóveis, internet e trebelhos afins) chegamos ao patamar - "desperto" - e a rede de pensamento unitário.



A isto, três grandes da filosofia/religião/ciências exatas chamavam de "NOOSFERA" : o filósofo Frances Jules le Roi, o paleontologista jesuíta Pierre Theillard de Chardin e o geoquímico Russo Vladimir Vernardsky



Agora - saindo de falácias pseudo-científicas e entrando num mundo mais abrangente...

Se o princípio da causalidade descendente é válido, então podemos dizer que nós - como fenómenos - existimos porque uma consciência maior ou central quebra a onda de probabilidade que representamos e a transforma em fenómeno "concreto" e observável... daqui a nossa dualidade como onda potencial e como partícula factual.



Ou seja: existo porque "algo" me observa. Um algo que tem em comum comigo o mesmo código fonte, comunicar em sintonias semelhantes... cada vez mais curioso este mundo dos castelinhos de areia das ciências, da religião e da filosofia...



Antes de avançar e - para esclarecimento dos adultos eruditos que possam ler este artigo: desde já invocaríamos o princípio da HUMILDADE (ou a historinha da torre de Babel, cada um escolha a versão que mais lhe apraz... eu prefiro a dos castelinhos de areia);

 - ficamos a saber, personagens da Die Unendliche Geschichte: um ser integrado num sistema está limitado na cartografia desse mesmo sistema pelo simples facto de lhe pertencer (já ouço o Bohr e o Einstein outra vez a discutir lá atrás... estes dois);



- as personagens de um livro não estão despertas para o facto de estarem a ser "lidas", pelo que as suas divagações acerca das dimensões da sua aventura são puras  fantasias literárias...

Em termos de "castelinhos de areia dos adultos" (aliás teorias científicas), o senhor Kurt Gödell exprimiu muito bem a INCOMPLETUDE da nossa santa matemática... ou seja, disse às crianças/adulto para voltar a gostar de brincar a fazer castelinhos na areia, sem se preocuparem muito se eram castelos reais...



ah, o Grande Mar... sempre tão sábio e paciente com as birras existenciais dos seus rebentos de duas pernas...

Em termos de frases lapidares poderíamos dizer: não é a meta, é o caminho e a forma como o percorres que faz a viagem (é claro que - sem meta - não há caminho... pelo que muitas "avestruzes" humanas poderiam tirar a cabeça da areia e começar a caminhar... vejamos se as minhas penas já estão secas...);



Voltando ao mundo formal. Falamos de novo da "causa", "princípio universal"... o patrocinador da nossa brincadeira existencial, no fim de contas...

Este "observador último" teria características curiosas...



Uma delas é que ama... sentindo que por amor falamos do amor maior: Ágape, o grande mar, satori, nirvana, buddha/ iluminação, santidade/ centro...

Formularia um postulado: existo porque sou amado;

Passaria à exploração desse mesmo postulado desde o ponto de vista humano: o ser humano que é amado desenvolve-se e cresce em termos da manifestação do seu pleno potencial... logo o seu centro, o seu caminho de "iluminação" passa por uma frase atribuída a Santo Agostinho e que já se advinha numa narrativa medieval "Gargantua e Pantagruel":

Faz o que quiseres... escrito num convento na montanha para aqueles que simplesmente estavam alinhados com o centro e a consciência universal que Ama... como "uno em si mesmo"... o centro da esfera... e Agostinho apontava o caminho para o centro: "Se amares farás o que queres"

Daqui vem o complexo... descobrir o que é isso de "amar" que tanto nos aproxima da sintonia de onda que nos "observa" (prefiro a palavra cuida... do latim "curare" ou "cuidare"... "dar atenção") e nos ama incondicionalmente... pois é essa intervenção consciente - esse quebrar da onda de probabilidades - que manifesta no mundo concreto a minha dualidade de onda/ partícula (Daniel concreto e vibração potencial)...

Aprender a completar a escada do Eros/ Filos/ Ágape como diriam os amigos gregos antigos seria como mergulhar no mundo novo em termos de Chronos/ Kairos/ Aeon... comprimentos de onda em termos de tempo que traduzem a proximidade ao centro...

Como numa esfera... desde o "emovere"... as ebulições da esfera emocional... sempre prontas para captar a atenção das esferas nossas "irmãs" para o arco íris dos sentimentos que - sendo refinamentos da percepção consciente - promovem a ponte de passagem para o centro imóvel... a causa que Descartes perseguia... o trono de diamante onde o iluminado se senta... o "cor"... o centro... o coração liberto que ama e assim observa o universo o fazendo SER... aquilo que chamamos de "real"...

No centro da galáxia, um ponto observa... no seu Ágape orbita o silêncio... no silêncio a harmonia das esferas... na harmonia das esferas o pentagrama musical onde cada uma das notas representa o seu papel no tecido da criação... sinfonia que se ouve em estado expandido de consciência...



Dançamos nas asas do ETERNO?





sexta-feira, junho 01, 2012

Fluir para o Ser...



Dizia o professor... que a primeira forma de evitar problemas e não estar lá... simplesmente fluir... aquele ou aquela que está no seu centro e habita o seu coração é conduzido a lugares e pessoas concordantes com a sua verdade interna...

A segunda forma de evitar problemas é correr os cem metros livres em cinco segundos... quem não tem ego para defender sabe fazer isto muito bem... o caminho da sintonia e da simplicidade leva a práticas, pessoas e situações que exigem o mínimo esforço para a máxima eficácia... aprender o que é isto do mínimo esforço pode "custar" um pouco... é o processo de desformatar o erro para alcançar a virtude... todos sabemos intrinsecamente onde está o problema: fugir da situação que o pode trazer é parte da sabedoria: sempre no sentido de encontrar uma situação que seja realmente sintónica connosco... que nos faça sentir mais à vontade...

A terceira forma era o combate... agora - que combate?

A dança representa muito bem como a sintonia de complementares: dá origem a beleza onde ambos os participantes ganham... no fundo, o amor transmuta a vida e dá nova forma à energia de que estamos dotados e que estamos a recordar  e - incipientemente - canalizar da forma mais eficaz...

No combate acontecia algo parecido...

Podemos entrar em contenção do golpe que nos é desferido -aumentando o atrito e gerando um paradigma de vencedor/vencido... gerando mais energia de "combate"... uma pescadinha de rabo na boca que não tem fim, pois se alimenta a si mema com a força vital dos contrincantes...



Podemos entrar em sintonia com o movimento e natureza da intenção do adversário: simplesmente para verificar qual o movimento subjacente e depois... desviando ou espiralando essa energia, fluir com ele, acompanhando a sua intenção ao longo do nosso campo vital, até que sejamos atravessados completamente...  sua memória intrínseca se esvaíndo do plano da consciência...

A informação gravada é mínima, o nível de densificação reduzido e a probabilidade de encontrar a mesma experiência de aprendizagem para descobrir estratégias de integração torna-se menor...

Em termos práticos... alimentar o foco de problema aumenta o problema... aquilo onde coloco o meu pensamento - cresce; assim, é sábio colocar o foco de atenção na solução...


A análise rápida da situação exige uma atitude que permita o máximo de eficácia com o mínimo de esforço.

A sintonia com a consciência é importante... pois é mais rápida do que a análise mental da situação... a mente faz o somatório de partes, analiza semelhanças e estabelece padrões possíveis de conduta... a consciência desperta está mais perto do presente... do Ser... por isso - mais do que reactiva ela "é"...

Em termos práticos falamos de pro-actividade;



A partir do estadio no que despertamos para a consciência das coisas, a análise da situação é acelerada e podemos evitar ficar expostos demasiado tempo a vibração disruptiva ou descentrada.

Facilitar o processo de dissolução das emoções reactivas à situação concreta passa por não conter essas mesmas emoções no campo próprio... se o ego for cada vez mais transparente, as situações que nos causam atrito vão perdendo a sua força sobre o ser, uma vez que os pontos de ancoragem interior vão sendo reduzidos...

Em termos específicos - quanto mais livres das sintonias que tememos ou aquelas que nos desagradam menos as vamos aperceber na esfera da consciência: daqui a frase lapidar: para mudar o mundo, muda-te a ti mesmo.



Este é o processo de transformação: desfazer os nós de luz/ consciência dentro do próprio ser para que outros focos de luz/ consciência densa passem sem reverberação ou repercussão interna no ser que desperta... assim estas formas densas de energia/luz/consciência simplesmente tenderão à transformação, uma vez que não encontrem focos de sintonia que aumentem a sua vibração própria...



E o ser desperto caminhará o seu percurso, a sua vocação natural, para a luz da consciência pura, para o Ser, para a iluminação interior e a revelação da Verdade ancorada no seu coração...