Música

sexta-feira, outubro 24, 2014

PROVÁVELMENTE - a unica força que te alimente - neste nosso "presente"... vida que Era... que já não o é... certamente...






Depois do tempo – que como seria de esperar – protelou o assunto, recebi carta – hoje 24 de Out – nas pós prescrições do processo legal que te referi…


É uma pena para os serviços de Justiça de PORTUGAL, uma pena para os Portugueses, uma pena para qualquer ser Humano que ainda valorize os conceitos e definição de Justiça, Verdade, equanimidade e exempção – como valores de protecção da Própria vida que – hoje em dia… dia a dia – se nos esvai das mãos.

Essa que foi comprada –a justiça, a saúde e a educação – que existira em função de quem pague e como pague e para todos os outros não.

Que existira para quem faça alianças nefastas e esmague o pequeno que pranta – com justiça e com razão…

Que transforme de nome em ignorantes os filhos dos plebeus para que os que como eram ”dantes” sejam reis entre pigmeus…
 Lacra que – por dentro nos está a corroer… que transforma e as mulheres em seres estéreis – por nem terem tempo, nem vontade nem como nem com quem
– que transforme seres homens em seres débeis  – por não saberem nem como, nem a onde nem a quem…
sem valores de referencia, sem valor sólido que ampare a consciência – tudo vale e tudo o é…

Pena que a vida se vá… isso diz mais do que se poderia querer dizer – entre tanta notícia e filme e serie e jogo e net… a vida se esvai e nada parece parar esta vaga que – por dentro – nos está a matar…

Já aconteceu antes – lançamos súplicas aos mares, procuramos novos "sangues", para nos cruzar, para novas terras, novos desafios assim achar…
 – da lacra que nós mesmos ousamos gerir e criar…

já aconteceu antes – como criança de colo a babar – procurando os seres grandes que – noutros lugares nos pudessem livrar … preste João, preste João – empresta lá o teu puro coração…


Um sem fim de coisas estranhas – que se sucedem – sem levar ninguém a seu lugar
– esse sitio nas entranhas – esse que se guardava ou aguardava por alguém que ali assim pudesse chegar
– e iluminando todos os nossos espaços e vendo e cantando nossos reais potenciais ,em ternos ou eternos abraços – nos revelasse e assim afirmasse o valor das nossas vidas sem mais-
nestes nossos dias – além dos momentos injustos – de todos e tantos truques sujos – que se vêm dia a dia a crescer,
uma casa, uma pertença, um lugar de real nome que vença, todo lixo que nos estão a fazer comer, toda a lacra que dia a dia – por razão injusta ou menos valia – uns e outros umas e outras –se atrevem assim a ceder…


E assim todos juntos  a vida – cravada, em cruz assim sustida – assim mostrada: ao mundo inteiro para o mundo inteiro ver e cuspir e maldizer
– é assim dia a dia vendida – por três tostões, em tuas roupas rasgadas – em "shoppings" de merda que não nos dizem nada …
– se prostrem nos novos altares do vazios, cheios dessa tal roupa marcada – de corpos e acções – corporações -  que nos tragam, que nos devoram e empapelam com sua marca gravada na pele e em peles – Humanas -  assim pela rua arrastadas…

– que tanto por dentro nos matam e assim – ainda assim nos contratam – para seguir e ir como mão de obra barata e fazer e vender e voltar a escravizar quem pudesse ainda querer algo de si dizer… e assim amor e vida demonstrar

E os poucos que houver – logo vão as legiões, as legislações as internacionais e boa missões a li decapitar, vão acusar Homens de tiranos, mulheres de seres escravos, vida de ser demais

Vão acusar – de serem seres profanos, de serem ignorados – ignorantes do “bê há bah!”…

Vão acusa-los… vão por nossas leis julga-los e condenar – serem outros seres escravos – engravatados – como todo o mundo em geral…
- até sermos todos irmanados nesta morte que se estende – tanto tanto – e que já ninguém se rale em sequer e querer parar… ou pensar como se poderá – um dia – a esperança de novo erguer e de dentro de nos renascer – uma nova terra – talvez?



e quando despertes em banco de jardim
e assim
te enxertes
nessa era
nesta era
em ti e em mim

és demasiado criado
para ser orgulho e 
e assim
com o embrulho
de uma garrafa triste vela de esperança apagada
te esvais
entre o som da cidade que desperta
de tantos outros teus iguais

que se esvaem
em chama que mais não desperta
e entre elas
que são cada vez mais...

e mais...

tantos braços que te poderiam abraçar
a ti que te estavas a ir
a esvair sem ninguém notar
lugares de poder´
a ocupar
lugares de ter e ser
nas sociedades ocidentais

"the world's down crazy"...


the jury is out
you search for the only friendly face

it's probably

a tua face reflectida
na poça de sangue e vida
de lágrimas na noite vertida
antes dessa triste
e silente e fria despedida
no banco da vida
assim de novo
em madeiro
em seus braços
inteiro
assim de novo o ultimo
e o primeiro

adormecido marinheiro
que nestas costas arribaste
e nada mas
de ti
do que eras
encontraste...


Um planeta inteiro que ainda não vês

Uma nova vida – de lotaria, de cinema da pátria antiga – que nem tu és, nem vês nem verás – nem verão esses que hoje educas em frente á televisão…

E os montes arderão – ou não serão os da China ou do Paquistão?...
E as bombas cairão – será o ser ao teu lado o teu vizinho ou irmão?...

Que mais te dará –se tens mil e uma caras para vida assim mostrar…
Que é linda atraente, está entre a data presente – é rio corrente e disponível para te querer…

Que é tipo eloquente, que é em Inglês fluente titulado, que gosta de dança e mora quase, quase a teu lado – combinar – teclar – enviar e – tau la está
Mais uma vida a tombar;
E um par de vidas de novo a separar apropria vida eu juraram guardar – sendo estes vida – em vida se foram assim enterrar…



E compramos o sangue que espartilhamos, que vertemos no chão a - preço de ouro vendido em loja de ocasião…

Pena que haja quem desista desta forma covarde invista na mesma força que nos esta por dentro a comer, que assim se faça colaboracionista – desta forma de ser – esteticista – do derruir da vida que gerações atrás de gerações se esforçaram por erguer…

Pena que seja a Vida neste pais – sempre tão querida… a que se esteja a perder…
Sendo esta terra – verde e quente, e cálida e eloquente – em mar e gado e destino dourado para quem assim o quisesse entrever.

Pena que já nem há homem, nem há mulher…
Que se levante e diga o que tem a dizer…
Tudo cala...
Tudo tem mais que fazer…
… tudo procura a migalha do dinheiro e do poder…

E a vida – que lhe valha quem valha – que tantas a vidas se estão assim a perder…
Uma pena para quem queira ver a vida – um dia – renascer – de entre esta vaga  de esterco – que – como máscara facial – nos esta a “embelezar” e em seguida a corroer – por ser tão activa, por passar no rádio dia d ia – na televisão para quem a quiser ver…

E há quem queira
Quem tome umas pipocas
Que se sente como sumo em mão
E ponha o puto a ver a imagem de alguém as ser massacrado – na hora do almoço sagrado – ou do jantar que era igual… era assim em Portugal… agora – nas novelas – tudo empena – a fodera – a bainha – e os putos aprendem a mesma linha – depois falam-lhes de “amor” – nos 14 de Fevereiro… POR FAVOR!...

E se tal não fosse pouco – ainda convidam o casal do lado – para que o tal assim seja criado e ensinado – ase “entrelaçar
“a aprender o que é o presente que a vida – maça corrompida – lhe vem assim mostrar – liberdade bem libertina – para quem aa quiser viver – pena que não haja alternativa – pois a imagem é massiva e é o dia todo a martelar e a entrar na casa de quem calhar – apagara  tv não da…
Encerrar as outras e desfazer todo e cada cartaz – de “pubs” que mostram o que não é para mostrar – tampouco – imaginar para algum lar de loucos – será a opção
- Seremos todos um pouco e não haverá, assim mais nenhum a dizer “não”!...

Como tudo – perdemos assim esta esperança – de que mude o mundo e a vista venha ali onde  a nossa moral não alcança – e advenha algo que se atreva a rasgar – este breu este fumo este lixo que nos está -. Dia a dia a  matar

Pirâmides etárias invertidas – como as do Egipto – cheias de múmias- mortas e garridas – em vida… pútrido e desvalidas…

Suicidas – cada vez mais especiais – cada vez mais jovens e cada vez mais… e eles se esvaem… e se vão e ninguém lhes dá a mão… e elas festejam – cada novo cargo que ganham – cada novo filho que empalham… e seguimos! Pois a televisão é rainha, a religião é fininha – entre bem pelo canto do olho – do que tenha, do que não da triste vida em comparação…

Criminalidades, dependências – sabias eloquências – que se sucedem – enquanto os da montanha não cedem, enquanto os das aldeias ainda resistem, enquanto os das cidades de sistema – de tudo e todos os que eram amados – de tudo que mulheres era rezado – e vão e partem e dão – os seus filhos à eterna prisão – de serem apátridas em terra alheia – de serem a visita quando a casa está cheia e de serem mobiliza vazia quando nada mais resta – como «aquilo que presta – nesta terra – que apesta e que não se limpa, nem se fala, nem se diz , nem se apaga – seguimos – rosto no chão – vergados pelo nosso próprio peso e por todo o que por dentro é “ileso" nem importa, nem não….

Assim – é igual… que mais te dá?
Se ganhas ou perdes – perdes sempre no sofá… ao veres quem ganhe e quem perde nos concursos que a vida desmentem – dizendo que é competente – a competição – mentira de vida certamente…
E dizes adeus aos teus – num esgar – de banana ou chocolate ou pizza na índia ou Afeganistão e a Júlia Roberts – à – tudo que era a tu a tradição – essa que mais não se dá…

Agora todos tem guita pra curtir o fds.
Todas tem a potencialidade de igualmente fazer
Todos tem o poder de perder
E tudo gira em volta de mais nada fazer…

Arde a terra.. arde…
Queimada até
E mais não se ver
Arde a vida perdida

– entre os gritos dos que
nunca mais hão de nascer

E quanto mais se cala o seu grito
Mais se houve o seu som

Perdido ou achado
em silencio marcado
nas ruas anunciado…

Pelo mundo inteiro espalhado…

quarta-feira, outubro 22, 2014

Almas "irmãs"...



Frutas de oiro

À coroa de um barco

Se avistavam




Vem a Lua
Sempre alba
Com sua suave

Mostrar o caminho da calma

Ao suave e doce cantar

Um dia ou noite se juntam
De dia um
Noite é outro sem se precatar

Sendo um serão um mundo
Novo mundo de luz a se criar;


sexta-feira, outubro 10, 2014

ECOS ANTIGOS




Uma diz - que se encontra algo
entre o Vento, o mar... entre o lume que mais ninguém poderá apagar...






Versão de "trás os montes"

Vozes roncas e gentes másculas entre as vozes finas que se afastam...



versão "Galega" - o "cura não baila pois tem uma coroa na cabeça"...
entenda-se as duplicidades das músicas do povo e o que guardam


De onde vem estes lagartos que de despem de cabeça ao s pés e que tradições e dragões e cocas e romanizações se escondem estas terras - tã altas como esbeltas e belas?... quem é Carolina e com quem dança?...


 A saia da Carolina
tem um lagarto pintado
quando a carolina baila
o lagarto dá ao rabo
Bailaste carolina?
bailei sim senhor!
diz-me com quem bailaste?
bailei com o meu amor
bailei com o meu amor, bailei com o amor
bailaste, carolina?
bailei, sim senhor!
A Carolina é uma tola
Que tudo faz ao revés
Veste-se pela cabeça
e despe-se pelos pés
Bailaste, carolina?
bailei, sim senhor!
diz-me com quem bailaste?
bailei com o meu amor!
bailei com o meu amor, bailei com o amor
bailaste, carolina?
bailei, sim senhor!
O senhor Cura não baila
Porque tem uma coroa
Baile senhor Cura, baile
Que Deus tudo lhe perdoa!
Bailaste, carolina?
bailei, sim senhor!
diz-me com quem bailaste?
bailei com o meu amor
bailei com o meu amor, bailei com o amor
bailaste, carolina?
bailei, sim senhor!



Vamos mobilizar além do "vida activa" essas e esses que - mais nada obriga - a se esconder e virar a cara ao ser - esteios da nossa cultura ancestral - verdadeiros "presbíteros" - "anciãos", que conservem a viva e digna tradição da nossa cultura mais que milenar - cultura assim ancestral talvez? 

- vamos trazer esses e essas que se encontram trancados no lar - ou serão encenações de jovens e "jovenas" a imitar o que hoje assépticamanente, no socialmente "correcto" 

e mais uma vez a nossa essência tradição e enraizamento, de novo embelezar num sucedâneo deixar escorrer e assim esvair sem se ver - cortejos etnográficos como ultimo esforço para não deixar descair a cultura, a força e tradição que desde o calor da terra nos anima a continuar e mais não desistir?...



O dia há de nascer
Rasgar a escuridão
Fazer o sonho amanhecer
Ao som da canção
E então:
O amor há de vencer
A alma libertar
Mil fogos ardem sem se ver
Na luz do nosso olhar
Na luz do nosso olhar
Um dia há de se ouvir
O cântico final
Porque afinal falta cumprir
O amor a Portugal
O amor a Portugal!

Rasgar a escuridão, de não ver, não sentir - ainda - onde a raiz vera da nação
onde radica a chama
que há de em mil olhares brilhar
onde descansa a matriz que de novo
novo ser há de libertar...
talvez aqui
álém
no olhar de quem
 creia e conceba
ser possível"milagre igual"...


 - como tanto e tanto ser que desaparece - histórias inteiras dessa nossa cultura que não se esquece - assim colocados para que ninguém lhes faça caso ou os siga como era a tradição antiga?... 

que lhes contaram do trabalho e não lhes lembram como se colaborava e se divertia... e vida se fazia;

 vida nesse o nosso contexto tão sagrado, antergo como tradicional assim guardado

 -se for esta - como em S. Lourenço da Montaria e a sua subida na noite às Argas e ao S. João -  que não o é, mais lembra o calendário que nos foi roubado 
- eu vou - 

dar algo do meu passo, da minha presença e aprendo - assim - tanto.. tanto...

Vidal - Portugal, Luar - Galiza a cantar

Uma mesma musica e tradição - uma mesma "forma de se continuar"
entre quem assim não vê
a ser Nação...

estranha forma de vida que um rio de cento e poucos metros separe milénios e cutura, e trajectos - entre as pedras vivas, entre as antigas cantigas... estranha forma de vida




ou será um espectáculo asseptico para quem quiser apreciar a cultura DA COLABORAÇÃO - que nos define como nação - não seja o "galo negro de barcelos" oriundo de justiça mesmo depois de muito... muio  tempo - que se faz notar - com coração de Santa Marta de Portuzelo no seu lombo a decorar...





Será que nessas celebrados – entre meios gestos trajados – são tidos e contados os que mais- os que lembram recordam e evocam as tradições que assim nos lembramos de desenvolver . etnografia fria – se não estiverem as verdadeiras – das espigas, ode de verdade – dos rebolos do linho, os do à vontade – entre o ser e ser-se povo – protegidos por esse calor mão em mão – esse gesto beijado – amparado por malga – como um poeta da aqui cantava quando era perseguida esta forma antiga “anterga” de vida – e assim se deixava..  que pairara na imaginação de quem ainda acredita:
 ter a pátria antiga a sua nova “remissão”, que se afirme  e confirme desde dentro do nosso verdeiro e vivo coração..
Que estas sejam passadas – prenúncios – mais do que palavra s- de que se vão soltar os prisioneiros – de que vão de novo ser connosco
– seres humanos rijos – fixos e inteiros – e que assim –possam partilhar -  como sempre – de forma directa e sem sequer falarem - o que são, o que foram . a sua vida e a sua aventura bem vivida,  e os cantos e as romarias da labuta mais dura que se fazia sorrisos e amizades – mais além de amigos – entre capatazes que assim perseguiam outras coisas – que o povo nunca cedia… nem nunca chegou a deixar

A sua cultura as suas raízes a sua própria forma de ser e ser e estar – esperança para o mundo de “amanhã” – quando não há esperança – numa nação a se desagregar por fora – é encontrando e enraizando de novo quem de essência eu nos possa dar Norte e impoderar consciência  - RECORDAR;

Para evocar e recordar a força de um povo que não cedeu, nem cedeu, nem desta vez vai capitular…



nestes lugares antigos 
onde os mais jovens encontram 
o caminho entre o mágico labirinto 
desde antes tecido
algo diz
que tudo é vida em ter redor
e que - sendo nós terra a vida
assim aportamos no interior