Música

quarta-feira, junho 25, 2014

Alternativas e Locais - Pt I - enraizar os cuidados de saúde no devido lugar...




Uma missiva para uma nova Ordem Local – se uma escola apresentasse uma proposta Projecto – de pequeno impacto  grande fundamento;

Relativamente ao primeiro ponto apresentado – muito me apraz em desenvolver - que se procura apresentar linhas de colaboração entre áreas afins para que os – as Enfermeiros possam estar capacitados com “ferramentas técnicas de base” que – desde o curso de base ou integradas em programas modulares para enfermeiros da comunidade – possam desenvolver dinâmicas (neste caso com base em ciências milenares como as que se desenvolvem nas artes Marciais – das que também sou professor e praticante) para benefício do utente, comunidade – FAMÍLIA:

 - englobando os mesmos em actividades cíclicas, passíveis de desenvolvimento durante toda a vida, adequadas ao ponto do ciclo vital onde os mesmos se localizam no tempo e integradas em estruturas da comunidade que – actualmente correm risco de desertificação

Todas as que ainda traduzam “soberania”, princípio público, Humanizante, social e o respectivo serviço à comunidade desde a comunidade para que essa mesma força se possa multiplicar em pequenos nichos e assim continuar.

Enquanto – em redor o sistema muda de forma radical – deixamos assim espaços abertos e resguardados para se poder evocar, recordar, vivenciar e optar por uma outra forma de promover saúde a título humano, local, tradicional – com creditação validade por técnicos e profissionais.

Sejam juntas de Freguesia – que são unificadas e assim se separam as pessoas anteriormente escolhidas pelas pessoas conhecidas, para dentro das máquinas partidárias;


As escolas – propriamente ditas – as primárias – sendo desenraizadas dos lugares que lhes correspondem, por motivações várias (económicas óbvias – falta de crianças) – agregar em complexo escolar, reduzir pessoal e depois privatizar por falta de sustento para dar resposta aos programas cada vez mais exigentes e de cariz internacional…

amor - devoção
sentimento - emoção
não tenhas medo de estares fraco
nem estejas muito orgulhoso
de estar forte
olha bem
para o teu coração
esse é o regresso a ti
o regresso à inocência...


domingo, junho 22, 2014

A coragem de ser o que se é… diamante (poema) em bruto - tu






Como estar entre uma praça de gente… e sentir – certamente – que estás o teu próprio lugar
Como ajudar a ver – o que está pleno – e precisa sair cá para fora
E se mostrar…

Sentir que vida em ti – convida
A ver
A sentir
A tocar
Outros olhares
Outras perspectivas
Outras formas de ver
Este novo mundo a rodar
Raízes de parques
Entre gentes
Raízes iguais

E assim sentir
Que o teu mundo
Certamente
É par…
Entre outros
Que tais…

Entrar num café – e deixar-se levar
Entre as gentes que ali estão
Tantas histórias diferentes a se conjugar
Numa melodia
Antiga
Mais não sentida
Que se pode
Mesmo assim
“ver e tocar”…

Ainda há quem o diga
Que assim não é verdade encontrar

Não seja as festas
As romarias
Não sejam todas as formas
Quentes
E mais não frias
De se entregar
O que se pensa
O que se é o que se sente
Mesmo quando parece não haver mais ninguém a quem o contar


E sair
Devagar
E ver o sol
De novo brilhar
Reflectido
Na cara
De outros seres a passar
Para to dizer
Para te tocar
Para te dizer
Que é momento de despertar do inverno e essa primavera interna
De novo invocar…


E dizer
Claramente
Sem se ver
Que se está
De par em par
Mesmo quando a esperança
Aparece
Se esvair
Entre o ar…

E assim seguir
Entre quem assim possa dizer
Entre quem assim possa sentir
Entre quem assim possa fazer
Acontecer…
Simplesmente
Porque – há coisas
Nossas
Que se fazem assim ver

E numa praça
Antiga
Por muito que a gente o não diga
Flores de semente
Sementes de vida
Estão a germinar
Entre as novas correntes
De gentes vivas
Que convidam
A viver
A sorrir
Sem saber
A dançar
Entre o sol e o luar
Em gestos
Que outrora
Seriam de duvidar
Quando agora
São momentos de festejar
São os fogos ai a chegar
Tradições antigas
Deste e daquele lugar
Nos que as festas e romarias
Se fundem com outras formas de se lembrar
A alegria
Dos novos dias
E ao velho a findar…

Estar entre as gentes e sorrir
Com a tua forma própria
Da tua semente de vida
Ajudara germinar e florir

Num parque
De gente
Que comparte
O que assim as faz ser
Parte de um mundo que se faz
De um mundo novo que se encontra

E nos dá
Espaços
Mundos novos
De abraços

Que assim se partilham
Entre quem passa
Quem sorri
Quem vê
Quem crê
Quem quer aprender
Ou relembrar e voltar a ser
O ser que era
Antes de ser
O tempo de inverno
O que gela
A forma interior
De ser
Amor
Calor
Interior
Ou simplesmente
Esse carinho de sorrir
Por louvor a uma vida
Que se faz
Que se mostra e se traz
E assim se partilha
Entre cheiros diferentes
Entre olhares convergentes
De tanta e tanta gente
Que caminha
Certamente
Para o lugar que se ilumina
Por dentro
Que se reflecte
Num momento
Como este
Numa praça
Entre olhares
Ou tempos agrestes
E gentes
Que sorriem
Esses rebentos
De vida
Essas gentes em romaria
Essas formas antigas
De festejar
Além de quem diga
Que é tempo de parar
De deixar-se levar
De abdicar
Da força interna
Viva
Festiva
Que sempre nos fez
E nos ajudou a nascer
E nos pode assim caracterizar..

Essa é a força da gente neste tempo presente
A força de gente que se torna
Irmã
Irmão
Neste tempo de colaboração
Alguns induzem a separar
A desunir
A ficar
Cada qual no seu lugar
E outros convidam a seguir
A convergir
A se encontrar
A passear num certo sítio
Num certo lugar entre tanta
Tanta gente
Que realmente nos pode reflectir
Ajudar
A meditar
E assim revelar a força do agir
Ainda presa em nós

Esperando se manifestar…

domingo, junho 15, 2014

A um Ser Oculto - em ti, em mim - quem sabe em todo o Mundo...



(fica tão fácil
entregara alma
a quem nos traga um 
"sopro" do deserto")



AS ORDENS DOS MOMENTOS FALHADOS – como manter-se lado a lado – com os passos assim acompassados…

Ordenavam os villanos – os vilões dos corações – que não aqueles em si honrados – separar amizades e corações – apar os milhões por eles guardados…

Para manter uma hegemonia, uma história escura e fria – que se repetia – até tu e eu cá chegar…

E ouvimos o que não vimos –e sentimos o ser a ser igual – e renascemos por dentro – sem saber bem quem é qual…

Por vezes te sei – por vezes a tua mão se esvai… por vezes a luz branca – de um luar – mostra uma figura – imensa – em volta a me abraçar…

Imagino que contigo é igual…

Que a sombra te pega e te pretende levar – pelos labirintos da treva – além do Mar – de Amar – e chegar a onde devemos – quase todos (seremos mesmo todos ) o lugar de onde mais não se pode escapar – esse paraíso perdido...

E esse fogo por dentro aceso… quando parecia esquecido, esvaído - ´pálido ou esbatido… esse algo –  incutido – que brinca por dentro – contigo e comigo…

O caminho consagrado – dos elementos em nós rezados – pouco a pouco encontrados –assim separados pelas ordens de gregos e troianos – interessados no poder – soberano – de comandar o que não lhes foi dado – a ver sentir ou tocar.. só tu e eu – poderemos achar – aporta da pureza – e por essa porta passar…

Seja à beira de imenso Mar – que se faz vaga –q eu nos enovela e arrasta – além a esse lugar que fica aquém – mais além do que se possa sequer imaginar – conceber ou até pretender encontrar…

Esse algo que se mostra - na luz do luar – entre poemas de uma vida inteira que – se dispõem assim a se contar – segredos interiores a segredar – duas peles um mesmo respirar…

Como seria possível dançar
Na orla de uma floresta
Sem encontrar

Que os meus passos 
são os ecos de outros passos 
nesse "nosso" caminhar...


"vai-te encontrando
na água e no lume
na terra quente
até perder
o medo
levanta muros...

Acontece assim contigo também – além de quem te assuste, te comanda ou te diz que alguém – é assim ninguém?

E se se pensares – que os caminhos são pares – ainda há muito por descobrires e pensares – se te atreveres a sair das barras dos vidas e dos recintos labirintos de certos ares…

E ver o mundo fluir, e fruir – por ti e por mim – assim – entre o que se ama e ao que se é devocional – aquilo que por dentro – nos apaixona…

Esse Ser Maior – que se faz em ti e em mim “senhor” – essa vida – escondida – senhora de todos os dias… essa força – vivente – em ti e em mim presente – esperando ser liberta – ser libertado – de entre os grilhões de ouro gasto de parecer dourado – esse relógio que permanece parado – que roda em si mesmo sem nada novo – de qualidade revelado – da tua qualidade...

Da tua vida .assim iluminada – e da minha promessa de essa mesma semente – que não se apressa – assim – de repente – em belo jardim – de encontro – plantada – plantado…

Como se o céu inteiro se reflectisse –além de quem te disse – para parar – para deixar de falar – para ignorar e isolar – que ordens sinistras de quem não sabe comandar – são ordens de artistas – que em vez de unir – pretendem separar…


"dá-te ao vento, como um veleiro - solto no mais alto "a"Mar"...



“Que maior do que mostrengo que minh’alma tema…
Me ate a vontade ao teu leme
Essa vontade suave e amena
Intensa, secreta...
Que se encontra
me permeia
quando menos se espera

E que por dentro
Nosso alimento

Por fora se reflectindo
No chorar sorrindo
e indo mais além, 

não mais uma quimera
algo concreto 
que nos anime
e nos eleva
a mim e a ti também

para a casa dos sonhos
que por dentro
ou por fora
nos espera…

Muito mais além
 do que se sabe
e pensa…

parte da resposta em mim
a outra…
em quem assim lembra…


a noite vem às vezes - tão perdida
e quase nada parece bater certo

algo em nós
mantém a perspectiva
mesmo quando o profundo 
do nosso abismo 
aparece aberto

e o sentir o fim de um amar
que nos diz o escuro
é o que resta
de um Amar Maior...

Se tu me Respirasses...
eeu caminhasse
em tua pele

trocando palavras tuas
minhas
que o sonho adormece
até se voltar a esquecer

seremos cúmplices
nesta vida
ou apenas até despertar e voltar
a deixar-se levar
por quem nos diga
aqui
além
está quem
te mostre
o que tu és...
alguém....

mais além
de peito aberto
encontrarás Quem
assim caminha
assim é
assim te mostra
de forma suave
como a um filho
quem És...
o que és...
e que tens realmente
em frente
enquanto
ainda
O não vês...











sábado, junho 07, 2014

Das latas dos Internacionais






Havia duas latas… duas míseras latas…

Sem Timorenses no local… nada de Timorenses a comprar… apenas havia Timorenses no balcão… do outro lado… a levar sacos de compras para o Jipe internacional… a levar embalagens vazias de volta para o seu lugar…

Duas latas… “Ice Tea” se a marca não se importa da publicidade… eram duas lado a lado; lembro porque pensei que era engano. Uma a u.s 1$67…a outra a u.s 0$67…

Achei piada… o funcionário tinha-se enganado a marcar preços… mesmo o sítio sendo Australiano pensei que a coisa tinha caído no “caos” de Timor.

Depois, olhei mais de perto: uma das latas estava escrita em Bahasa… a linguagem da tão vilipendiada Indonésia.

A outra, estava num bom Bretão moderno…


Qual a mais cara pensara… e – de repente – parte do Drama de Xanana num dia prévio à visita do Presidente Indonésio fez todo o sentido…

(excerto de relatos sobre experiências internacionais, com fotografias - que esperam ver a luz para patrocinar uma iniciativa de transfundo local que promova o enraizamento de actividades locais - que - como na montanha de Timor - permitam ao povo manter os seus costumes, a sua vida e os eu ritmo - além do tempo por relógio pautado - marcado pelo latir de um Coração Humano)