Música

segunda-feira, maio 13, 2013

Not Alone Pt II





Temos o alimento  do mundo
ecoando na pedra firme
que  não cobra por nela me sentar…

revelando em si o perfume…
expandindo a luz e cobrindo o negrume..
a firmeza serena de quem é e sabe estar…

Esse é o assento da Vida
Vida além do momento…
A que se afirma…

no sentimento
assim confirma 
ser o que é…



Ser o que a vida dá… 
gratuita herança para todos partilhar

Sol que se escreve na pele com primor… 
marcas que cavam fundo no ser interior…

Brisa que se esvai… 
tocando o rosto da criança riso se faz...
eco procurando a origem do sopro que a fez voar…

Água que cai… 
gotas mil…. 
Escadaria sem fim...

porvir - que ninguém sabe encontrar… 
apenas sentir…e sorrir… e apreciar..

e ouvir... 

no toque gracioso da gota que se faz som silencioso...
Ao cair...entre a mata e o tojo, na terra seca... 
na tua pele nua do negrume que a transfigura...

Quantos sons que se não ouvem...
melodia que a mágoa dissolvem...
transportando tua essência novamente
para o teu eterno lugar... 

chamemos-lhe 

"LAR"

De onde a vida surgiu 
para onde tende a regressar...
Rio de volta ao seu Mar... 
Mar que abraça o seu Céu... 

tu gota que discorre, 
eu gota que em ti concorre... 
ecos dormentes de uma

 MELODIA UNIVERSAL...

Que se revela quando os biliões de gotas 
- Rio, Céu e Mar - 
toquem a terra sedente 
da vida que trazes tu sempre



em teu rosto de luz, tua essência abrangente
para  este verde vale semear... 
e  veres germinar... 
e florir e em nós frutificar 

- em teus gestos viris e livres passos que ainda tens para mostrar...

Vamos JUNTOS - caminhar!
Fazer do eco dos nosso passos 
a melodia da vida esparramando-se neste nosso chão!

Irmã!... Irmão!... 
água viva que se fez gente garrida 
Espiral de luz que entre a luz caminha 
anunciando a grande RENOVAÇÃO! 

Impossível de conter... 
apenas para se sentir, saber... e viver!
sem restringir, circunscrever ou controlar



Como tu – que és sopro… 
que és melodia do Ar sem rosto… 
intenção do Universo que se faz eco vistoso 
– na harpa dos dias que te são dados a contar…

Fogo transmutando o vil metal… 
esse que serve de estrutura férrea
mas que a ti não mais te vai encadear…

Entre os elementos que nos convidam a reconhecer 
– que em cada toque da sua essência 
reconhecemos o nosso próprio renascer 
– viva pureza que é nosso verdadeiro ser… 

há O que se esconde entre todos a enlaçar… 
O que dos muitos é ponte e uma só força a nos reencontrar…

Para além do ruído está a harmonia que o gerou… 
são os ecos ainda indefinidos
nas sombras da noite e dos cinzentos destinos
Anunciando a Aurora que ainda não raiou…

E os sons que a garganta tece sem pensar… 
baixo as gotas de chuva, entre a brisa madura no calor do teu lar…

entre os verbos que fragmentam o quanto mais gostarias dizer… 
entre os sons que encerram a essência do teu bem querer:

 – existe uma mensagem que se transpõem… 
um eco que se supõe… 
algo que a mente não vê...
mas o livre ser sabe dizer…

…entre as linhas que são espirais, 
encontras o sentido vivo daquilo que é despido de forma, 
de intuitos e mentes nas que transforma 
a vida que se entre-tece em vida nova a despontar…



Eis de onde vens… 
feito som, feito vida em ti que a retens…  
eis para onde vais…

quando me lês assim o tocas… 
e eu de ti sou canal… 
dessas palavras que não têm boca 
– que são vida viva para nos permitir acreditar…

e ecoando de boca em boca – de peito em peito a verdade a latejar…
se vai falando daquilo que a mente nem sabe nem pode algum dia escutar…

E entre a vida que se anuncia há uma vida nova a trilhar 
– ecos de verdades perdidas que deverão novamente à luz da verdade raiar…



Entre os lábaros do firmamento 
há montanhas de segredo 
que ninguém mais consegue ver  

–  é ai onde se esconde a fina fonte 
da vida em nos a palpitar…

São os órgãos supremos 
que marcam com seus segredos 
as notas de vida a reluzir…

entre os montes 
– nossos - 
- antergos – 
se escondem os corações soberbos 

que a vida fazem seguir…

São palavras bizarras… 
feitas ecos… graças… mundo que não reconhecemos já

– até nos fazer vida nova em espirais a transitar.. 
são as vidas que se escoam… 
em vidas que pregoam 
a nova essência a se manifestar…



TUA PRÓPRIA VIDA se mostra 
– em cada palavra… 
em cada eco dos passos – 
que vieste a esta vida deixar…

Lembra – sempre – que já és aquilo que és… 
nessa confiança – avança…
entre os ruídos – os ecos garridos -  
que o teu ser vai deixando ao passar… 

como pequenas ondas.. 
que ficam no claro e silencioso lago 
que tens que atravessar…

Como fariam teus passos para assim poder concretizar?
– simples amigo – é bem fácil…

és a mesma água que te atreves a trilhar…
és a mesma consciência que parece se atravancar…
és os nós que se atam – que também podes tu desatar…
por dentro – simplesmente sendo -  o que aqui vieste encontrar…



Canta amigo – canta! 
– a tua melodia sem voz…
faz do teu tempo criança, 
dos teus altos - os vales esmeralda - 
onde o teu coração se possa deter…

dança amigo - Dança! 
- como verdadeira herança 
do rodopio da brisa no ar… 
vai mais longe do que a mente alcança 
gera o novo onde o vazio pretende esmagar….

Salta amigo - Salta! 
– mais alto do que a o céu ou o luar… 
agarra esse Sol que em ti brilha 
e traz de novo a luz a este lugar….

Ilumina a gruta perdida 
com o amor que és 
- heis tua sina, tua verdade escondida 
- o que verdadeiramente vieste aqui partilhar…
Reflexo da tua luz para a tua luz encontrar...




vive amigo – vive! 
– como se fosse este o dia no que a tua verdade escondida 
estivesse pronta a se revelar!...



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