Música

sexta-feira, outubro 10, 2014

ECOS ANTIGOS




Uma diz - que se encontra algo
entre o Vento, o mar... entre o lume que mais ninguém poderá apagar...






Versão de "trás os montes"

Vozes roncas e gentes másculas entre as vozes finas que se afastam...



versão "Galega" - o "cura não baila pois tem uma coroa na cabeça"...
entenda-se as duplicidades das músicas do povo e o que guardam


De onde vem estes lagartos que de despem de cabeça ao s pés e que tradições e dragões e cocas e romanizações se escondem estas terras - tã altas como esbeltas e belas?... quem é Carolina e com quem dança?...


 A saia da Carolina
tem um lagarto pintado
quando a carolina baila
o lagarto dá ao rabo
Bailaste carolina?
bailei sim senhor!
diz-me com quem bailaste?
bailei com o meu amor
bailei com o meu amor, bailei com o amor
bailaste, carolina?
bailei, sim senhor!
A Carolina é uma tola
Que tudo faz ao revés
Veste-se pela cabeça
e despe-se pelos pés
Bailaste, carolina?
bailei, sim senhor!
diz-me com quem bailaste?
bailei com o meu amor!
bailei com o meu amor, bailei com o amor
bailaste, carolina?
bailei, sim senhor!
O senhor Cura não baila
Porque tem uma coroa
Baile senhor Cura, baile
Que Deus tudo lhe perdoa!
Bailaste, carolina?
bailei, sim senhor!
diz-me com quem bailaste?
bailei com o meu amor
bailei com o meu amor, bailei com o amor
bailaste, carolina?
bailei, sim senhor!



Vamos mobilizar além do "vida activa" essas e esses que - mais nada obriga - a se esconder e virar a cara ao ser - esteios da nossa cultura ancestral - verdadeiros "presbíteros" - "anciãos", que conservem a viva e digna tradição da nossa cultura mais que milenar - cultura assim ancestral talvez? 

- vamos trazer esses e essas que se encontram trancados no lar - ou serão encenações de jovens e "jovenas" a imitar o que hoje assépticamanente, no socialmente "correcto" 

e mais uma vez a nossa essência tradição e enraizamento, de novo embelezar num sucedâneo deixar escorrer e assim esvair sem se ver - cortejos etnográficos como ultimo esforço para não deixar descair a cultura, a força e tradição que desde o calor da terra nos anima a continuar e mais não desistir?...



O dia há de nascer
Rasgar a escuridão
Fazer o sonho amanhecer
Ao som da canção
E então:
O amor há de vencer
A alma libertar
Mil fogos ardem sem se ver
Na luz do nosso olhar
Na luz do nosso olhar
Um dia há de se ouvir
O cântico final
Porque afinal falta cumprir
O amor a Portugal
O amor a Portugal!

Rasgar a escuridão, de não ver, não sentir - ainda - onde a raiz vera da nação
onde radica a chama
que há de em mil olhares brilhar
onde descansa a matriz que de novo
novo ser há de libertar...
talvez aqui
álém
no olhar de quem
 creia e conceba
ser possível"milagre igual"...


 - como tanto e tanto ser que desaparece - histórias inteiras dessa nossa cultura que não se esquece - assim colocados para que ninguém lhes faça caso ou os siga como era a tradição antiga?... 

que lhes contaram do trabalho e não lhes lembram como se colaborava e se divertia... e vida se fazia;

 vida nesse o nosso contexto tão sagrado, antergo como tradicional assim guardado

 -se for esta - como em S. Lourenço da Montaria e a sua subida na noite às Argas e ao S. João -  que não o é, mais lembra o calendário que nos foi roubado 
- eu vou - 

dar algo do meu passo, da minha presença e aprendo - assim - tanto.. tanto...

Vidal - Portugal, Luar - Galiza a cantar

Uma mesma musica e tradição - uma mesma "forma de se continuar"
entre quem assim não vê
a ser Nação...

estranha forma de vida que um rio de cento e poucos metros separe milénios e cutura, e trajectos - entre as pedras vivas, entre as antigas cantigas... estranha forma de vida




ou será um espectáculo asseptico para quem quiser apreciar a cultura DA COLABORAÇÃO - que nos define como nação - não seja o "galo negro de barcelos" oriundo de justiça mesmo depois de muito... muio  tempo - que se faz notar - com coração de Santa Marta de Portuzelo no seu lombo a decorar...





Será que nessas celebrados – entre meios gestos trajados – são tidos e contados os que mais- os que lembram recordam e evocam as tradições que assim nos lembramos de desenvolver . etnografia fria – se não estiverem as verdadeiras – das espigas, ode de verdade – dos rebolos do linho, os do à vontade – entre o ser e ser-se povo – protegidos por esse calor mão em mão – esse gesto beijado – amparado por malga – como um poeta da aqui cantava quando era perseguida esta forma antiga “anterga” de vida – e assim se deixava..  que pairara na imaginação de quem ainda acredita:
 ter a pátria antiga a sua nova “remissão”, que se afirme  e confirme desde dentro do nosso verdeiro e vivo coração..
Que estas sejam passadas – prenúncios – mais do que palavra s- de que se vão soltar os prisioneiros – de que vão de novo ser connosco
– seres humanos rijos – fixos e inteiros – e que assim –possam partilhar -  como sempre – de forma directa e sem sequer falarem - o que são, o que foram . a sua vida e a sua aventura bem vivida,  e os cantos e as romarias da labuta mais dura que se fazia sorrisos e amizades – mais além de amigos – entre capatazes que assim perseguiam outras coisas – que o povo nunca cedia… nem nunca chegou a deixar

A sua cultura as suas raízes a sua própria forma de ser e ser e estar – esperança para o mundo de “amanhã” – quando não há esperança – numa nação a se desagregar por fora – é encontrando e enraizando de novo quem de essência eu nos possa dar Norte e impoderar consciência  - RECORDAR;

Para evocar e recordar a força de um povo que não cedeu, nem cedeu, nem desta vez vai capitular…



nestes lugares antigos 
onde os mais jovens encontram 
o caminho entre o mágico labirinto 
desde antes tecido
algo diz
que tudo é vida em ter redor
e que - sendo nós terra a vida
assim aportamos no interior

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