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quinta-feira, junho 17, 2010

Beyond the Invisible



Sereno, intenso, fluído,
vivo, mágico, subtil,
verdadeiro,
simples...

...é o coração do mundo, o que palpita em todas as coisas, que se reencontra através da imagem reflectida entre dois espelhos...

...é a dança, sintonia viva, que entrelaça os complementares numa melodia de reencontro na pauta original...

...é a filigrana que gera a realidade concreta tornando-se óbvia e palpitantemente presente...

bom dançar...

tão bom dançar... entrelaçar... viver e sonhar...





Enigma - "Beyond The Invisible"

I look into the mirror
See myself, I'm over me
I need space for my desires
Have to dive into my fantasies
I know as soon as I'll arrive
Everything is possible
Cause no one has to hide
Beyond the invisible
“Sajaja bramani totari ta, raitata raitata, radu ridu raitata, rota”
(The brave and wise men came together on horse)

Close your eyes
Just feel and realize
It is real and not a dream
I'm in you and you're in me
It is time
To break the chains of life
If you follow you will see
What's beyond reality

Ne irascaris Domine,
ne ultra memineris iniquitatis:
ecce civitas Sancti facta est deserta:
Sion deserta facta est:
Ierusalem desolata est:
domus sanctificationis tuae et gloriae tuae

(Do not be angry Lord,
or remember iniquity forever:
behold the Holy City is a desert:
Sion is mad a desert:
Jerusalem is desolate:
the house of your holiness and glory
)

sexta-feira, junho 04, 2010

... TU Verdad ...



Há uma causa para além dos efeitos deste mundo, que conhece o nosso coração … que o talhou em diamante vivo no princípio dos tempos…

Há uma casa na que mora o reflexo do que sou… nela me reconheço, nela o espelho que revela aquilo que se oculta no centro do meu peito…

Para além da intuição está a verdade… essa verdade que nasce do mais profundo, que deve ser berrada aos quatro ventos - doa a quem doer…



És mais do que alguém poderá alguma vez definir com palavras… o definir-te é reduzir-te, como dizia um ser sábio que encontrei alguns anos atrás…

Para além do romantismo das “músicas da vida diária” está o “grande oceano”, o Ágape onde a minha verdade se dilui na tua, onde a gota se faz mar…

Somos um, isto muitos o intuem… raro é que se navegue por entre as marés da incerteza até se topar a imagem viva desta verdade, caminhando e sorrindo com o olhar…

quinta-feira, maio 27, 2010

Caminante no hay camino... se hace camino al andar



CAMINANTE NO HAY CAMINO...

...sabes, hoje falei sobre paixão com uma funcionária da escola - muito simpática ela...

falava sobre sentir-se apaixonado;

ela dizia – “não é fácil, nos tempos que correm, com o passar dos anos...”

essas coisas “giras” que os "adultos" costumam segredar pelos cantos da casa de quando em vez e que as crianças apanham de vez em quando
(depois ninguém entende porque é que as crianças, quando chegam a jovens, não querem ser adultos, enfim…)

eu lá lhe perguntava - então, à quanto tempo está apaixonada?

ela lá vai dizendo - estou casada faz...

“Sim, compreendo isso, mas – lembra há quanto tempo se apaixonou?

Ela olha para mim, aparentemente sem compreender (ainda que o meu “dedo mindinho” diz-me que uma luz se vai acendendo no fundo do túnel, uma luz que – habitualmente – incomoda muita gente)

“não, não falo do contrato social - isso foi você que escolheu!”

ela agora olha para mim, entre curiosa e perplexa,

“eu falo daquilo que A ESCOLHEU A VOCÊ!”

Ela permanece com a cara de quem não compreende e com o olhar de quem sabe bem do que se fala…

“veja - o contrato social é quando combina sair ao mesmo tempo de casa, chegar a horas, pagar as contas juntos, programar crianças para vir ao mundo em x época…”

O seu olhar “vê para dentro”, revivendo todos esses “detalhes” re-conhecidos da vida da maioria da “gente graúda”…

“o estar apaixonado escolheu-a a você!”. Talvez seja a única força no mundo que não controla, talvez exista uma razão maior do que a razão para que isso aconteça ;)

é claro que, quando lhe perguntei à quanto tempo estava apaixonada não se lembrava…

Lembrava a data do casamento, os compromissos sociais.
Tinha presentes as pedras do caminho e a linha traçada no mapa ao caminhar, ainda que não lembrava as florestas e os rios nem a causa pela que iniciara a caminhada…

assim, é complicado explicar o que é o amor...

...SE HACE CAMINO AL ANDAR!

Como diria um sábio Gaulês:

estes humanos são doidos!

segunda-feira, maio 10, 2010

Artes Marciais

ARTESNo Sábado, estávamos na aula… os meus “campeões” de meio metro tinham vindo… como já se começa a tornar costume, entregam-se de corpo e alma (e eu bem que o sei, pois passam a vida a requerer a nossa atenção) durante duas horas, para aprender mais e dar mais.


Nesta dinâmica das artes marciais, é importante facilitar ferramentas de trabalho válidas para a vida do aluno… atitude, capacidades de raciocínio, cálculo de distâncias, orientação espacial, ambidestrismo, consciência do corpo, capacidade relacional, auto-confiança entre outras… bases de qualquer arte marcial que se preze.


Neste âmbito, vai-se criando um ambiente familiar, que se pretende intenso e agradável – o ser humano apenas desabrocha por inteiro no solo fértil.


As adversidades (os desafios) que lhes apresentamos são criados para reforçar a consciência das suas capacidades e da capacidade de transcender-se, não como formas de estabelecer limites estanque que os prendam desde dentro numa tenra idade.


Neste contexto, foram criadas equipas para torneio e demonstração. O estímulo para o desenvolvimento é enorme e, como contagiamos as crianças com a sede de aprender e de amar o que fazem na arte, torna-se complexo explicitar a criação de equipas diferentes dentro do seio da família mãe.


Como vão ter de competir uns com os outros, mesmo que entendam que são todos companheiros de trabalho, no fundo é complexo dissolver a sensação de vencedores e vencidos, de melhores ou piores…


A essência da arte marcial implica unificar a humanidade (como a dança, nascida ao mesmo tempo).


Como é complicado dar esta ideia a entender, dialogava com o grupo explicando perante as suas caras “virgens” neste assunto, que agora - ainda que fossem a mesma família e que continuassem a ser como irmãos, teriam que competir como equipas separadas, pois as normativas assim o exigiam.


O Gonçalo, de 7 anos, que tem sempre umas saídas engraçadas, chamou-me - dedo no ar:


“Professor, professor, tenho uma dúvida!”


Lá olhei para ele, com aquela cara castiça que o miúdo tem, procurando discernir qual a novidade que sairia daquela cabeça nesta ocasião.


“Diz Gonçalo”


“Quando disse que éramos como irmãos, queria dizer irmãos como filhos do mesmo pai e da mesma mãe?”…


Bem, o sorriso aflorou, e os de 10 anos lá se riram da pergunta do moço.


“Não Gonçalo, é porque suamos juntos, damos o máximo juntos e crescemos juntos debaixo do mesmo código de valores” – esta seria a resposta que lhe poderia dar logo que a pergunta aflorou.


O interessante é que as crianças conseguem trazer à superfície o fina que é a camada de verniz que os adultos aplicaram sobre a sua estrutura social para que esta aparentasse coerência e sentido…


Bem-haja as crianças que nos desafiam a mantermo-nos fieis à honestidade original.


MARCIAIS











terça-feira, maio 04, 2010

Forever


Sabes o que te mata?
O Oxigénio que respiras... oxida as tuas células.
Experimenta não respirar e viverás para sempre...
"Carpe diem quam minimum credula postero"

segunda-feira, abril 26, 2010

Rise and Rise again

Quando se olha no espelho e se crê no que se vê, para além do julgamento; quando o amor ultrapassa a moral e o abraço pleno é abrangente para nos acolher por completo: então despertamos…

Que o Universo te dê a força para lutar por aquilo no que crês e o saber para o fazer com precisão e confiança.

“Rise, and Rise again, untill Lambs become Lions”

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Dos Tempos

Contra o herói solitário, que combate tudo e todos com a sua vontade indómita, ergue-se o vazio do final do caminho uma vez as trombetas em crescendo deixam de ecoar na sala de cinema da vida.

Sem maior satisfação do que os limites quebrados e um tirano destruído para que outro se erga em seu lugar.

Esquece-se a força de uma mão estendida, o sorriso cúmplice de quem sabe que pode confiar.

Nesta época apela-se ao individualismo; à persecução de quimeras através da força de vontade de um homem ou mulher de coragem – que arrasta as multidões e as inspira.

É esta a mensagem que a minoria silenciosa pretende impor à maioria – para que comprem a ideia de que sós conseguem os seus fins e abandonem a protecção da sua força enquanto grupo; que as ligações que os fazem fortes se transformem em cadeias para que sós possam mais fácilmente ser predados pela máquina.

Neste época é fácil fazer esquecer que a força humana é a força das mãos unidas.

Nesta época é conveniente que as pessoas creiam que – competindo – se fazem mais fortes… e se esqueçam que a força do que se encontra no topo da pirâmide radica nos ombros de todos aqueles abaixo; que o sofrimento que causo ou vivencio – como o calor que emano – transpira para todos aqueles que se encontram em redor… somos um, só a ilusão não nos deixa compreender.

Se piso ou me deixo pisar a dor emanada alimenta a loucura colectiva e o círculo vicioso torna-se mais forte.

O ar que respiro é o ar que respiras, as emoções que emanas são as que recebo, os padrões alfa do teu cérebro pensante atravessam o meu córtex da mesma forma que as emanações electromagnéticas dos telemóveis reescrevem a harmonia das minhas células, com impulsos e pulsões…

Nesta teia de barulho não nos precatamos já da ausência de silêncio… para pensar claramente, para sentir amenamente, para agir com serenidade…

Com o acelerador a fundo e todos com medo, já quase não se age coerentemente. A compulsão leva-nos a esquecer o essencial e o tempo de que dispomos esvai-se entre milhares de actividades alinhadas atrás umas das outras.

Perde-se o sentido de profundidade - do tempo e da vida - uma vez que as actividades, os programas, as sequências do filme orbitam de forma acelerada sem que haja um plano único que seja coerente com a visão da realidade tal como a vivemos.

Dissociar a realidade gera o estilhaçar da lente que observa o mundo…

Não sabemos quem lucra com tudo isto, quem acelera os ponteiros, mas todos somos responsáveis uma vez aceleramos o nosso passo para nos aproximar da imagem proposta à maioria.

Como se uma nuvem avermelhada, uma fuligem de vida gasta (e perniciosa), fosse envolvendo a nossa radiante e cristalina pureza até que umas comichões estranhas, umas reacções impulsivas, umas atitudes de sobrevivência animal fossem se insinuando entre as actividades outrora gentis.
Perde-se a inocência, ganha-se em poder.

Alucinados pela enebriante sensação de omnipotência, ébrios desta lama que se vai espalhando pegajosa, lançamo-nos a desafiar os nossos limites sem compreender que as linhas que vamos reconstruindo eram a final a filigrana que compunha a melodia harmoniosa da nossa existência.

Agora soprem os acordes triunfais dos tambores anunciando os novos tempos.

sábado, fevereiro 06, 2010

Causa

Porque é que milhares de pessoas lutam contra a maré, dão o seu corpo, mente e vontade para conseguir um objectivo?


Será por arrogância, ganância, competição, falta de algo melhor que fazer… ou porque amam o que fazem, se sentem tão apaixonados por aquilo que os move que se dão por inteiro e o fazem de forma plena?


É assim que tem de ser. Sem paixão, o mundo termina. Sem vontade as pessoas zumbificam.


Sem uma linha que marque o norte anda tudo à deriva… e essa linha está no coração.


Quando se ama não se compreende – simplesmente sabe-se.


Quando se ama não se pensa, actua-se.


Quando se ama parece que é restrita a estrutura que nos contém, logo expandimo-nos.


Ao contrário, o medo reprime, arrefece a vontade e retira a força para caminhar. O medo constrange e arreda do caminho certo, desvia a vontade e congela o olhar.


Em que caminho estamos?

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Sulcos

Porquê é importante fazer e ser o que se ama?
Porque, se não, ficamos iguais a um ser oco que caminha, pensa e fala mas que não sente.
Às vezes questiono-me sobre as razões que motivam as pessoas a avançar, a perseverar, a concretizar sonhos…

Podemos fazê-lo pelo mero instinto de sobreviver – e ai somos predadores ou vítimas, ultrapassamos as regras sociais - idealizadas para facilitar o convívio entre diferenças que não se medem nos seus contrastes.
Podemos fazê-lo pelo prazer de caminhar – e ai necessitamos novamente dos limites para que o nosso bem-estar não afunde o mal estar alheio na completa falta de sentido. De novo voltamos às regras e limites.

Podemos testar os nossos limites até encontrar as fronteiras do que somos e embater numa parede que é mais forte do que a vontade – é a parede que marca as fronteiras da promessa que nos é dada e das terras áridas que são o mundo obscuro que se estende para além do que nos foi dado a viver.

O truque será que, para além do mundo tal como o vemos, poderá haver um mundo novo, que nos espera. A ilusão é a fronteira que tecemos com as nossas mentes – guardada pelos medos, pela frustração, pela falta crença nas nossas capacidades.

Mas há uma força, bem à mão, que se acende quando confiamos. Que aparece quando damos passos sem pensar uma vez marcamos uma linha orientadora para a força que levamos dentro.
Essa força é o substrato dos sonhos. Essa força é a água que nos alimenta, essa força é a criança dentro de nós entusiasta com a vida e o mundo e as maravilhas que se escondem numa rua que nunca visitamos muito ou na pessoa que sempre julgámos conhecer.

Assim, para além da formatação dos dias e das horas, para além das rotinas que são sulcos na lama, temos o novo e o criativo. Temos a arte de fazer uma vida nova de entre a multiplicidade das vidas em redor.
Também há harmonia no encontro de novas formas de se entrelaçar na dança da vida de uma forma livre. A questão é gerir a abertura desde a tirania das actividades programadas para a imensidão de um tempo não pautado.

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Sintonia

Quando as sintonias que se ouvem no exterior conseguem penetrar a nossa fronteira, então somos presa da totalidade que nos envolve.

No fundo, somos um e ainda não o sabemos.

Sendo uma parte ficamos com a voz cortada, até aparecer o “eu”que fala e se responsabiliza pelo seu destino e opções.

As opções do indivíduo afectam o tecido do todo no qual se insere e do que é parte. A voz do grupo soa a acorde mal tocado quando a voz do um é mais forte ou fraca do que a voz do grupo. No fundo, somos um eco de voz alheia que se expande, um pedaço de lógica na intuição do universo, um homem que se desenvolve à rebelia no útero materno e que do seu pranto faz nascer um mundo novo.

Dois gritos – um que se entrega outro que reclama o ser. Qual dos dois berre mais alto dará origem ao novo saber.

Se ambos são sintonia, esse o mundo à de viver

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Síntese


O mundo Ocidental caminhava a passos decididos para a perfeição da forma, longe dos seus conteúdos: como aquilo que se faz com-paixão…


O mundo Oriental caminhou para a perfeição da não forma, o abstracto caminho da essência para além das formas, longe das benesses materiais, como o poder…


Como hoje sabemos que vivemos num mundo arredondado, não faz sentido falar de Oriente ou Ocidente, a não ser que se pense estar no centro do próprio mundo…


Procurar a cura é recapitular as opções realizadas, comprometendo-se seriamente a realizar novas opções que levem a um caminho diverso, dentro do plano das possibilidades que o mundo próprio oferece.


Assim, a cura do mundo é o compromisso com opções que promovam o desacelerar da competição desenfreada, sem que se perca a consciência de que a competição foi gerada para se obter a perfeição.


A busca da harmonia parece um bom tema de começo. Para isso aconselha-se o ouvir novamente música clássica (como Johann Sebastian Bach), dançar como um sufi e rodopiar com a vida.


Dedicar-se mais ao que se ama, lembrando que o tempo é uma medida de qualidade, não de quantidade.


Lembrar também que os modelos são importantes até se descobrir qual aquele que pretendemos concretizar.


Um abraço!

sábado, janeiro 02, 2010

Fluxo


Estive no Jardim ontem…

Havia beleza, simples e finamente traçada. As cores, as texturas, os sons, o refinamento das linhas…

De repente um aroma fétido encheu o ambiente à medida que me aproximava das Rosas…

Entre as rosas havia excrementos que o jardineiro colocara para adubar a terra.

Uns e outros beleza, pois não são desligados.

A beleza da rosa eleva-se sobre a massa indistinta de excrescências que a nutrem e alimentam e na qual ela se transformará com o tempo…
Tudo flui...

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Amigos


Entre o compromisso e o real existe uma linha

Um caminho mais recôndito e – no entanto - mais real, para aquele que paira no desterro dos dias e noites, sem encontrar casa e moradia certa

É o caminho dos que nos foram confiados e dos que em nós confiam

Frente a aquele caminho que indica o caminho das casas onde pairamos uma vez entregamos nossa vontade indómita

No fundo somos seres livres – e a liberdade é gratuita – somente os carcereiros inventaram um sistema no que se tivesse de comprometer a alma para obter aquilo que é nosso por natureza

Amigos são verdadeiros e acima de tudo

O resto são detalhes

quinta-feira, dezembro 31, 2009

Castelos de Areia


De novo no msn, com o ano que se aproxima de fundo:


muitos gajos bons
muitas coisas caras
muitas viagens
e festas
e promoções no trabalho sem fazeres pívia
muita treta sem mais nada de por meio
e tudo o que puderes ver na tv
enfim

para além dessas coisas importantes
que um passeio te traga um sorriso por veres o mundo belo
que alguém te diga algo que entendas para além das palavras
que o teu coração palpite por sentir a presença de quem desejas
e que tu não tenhas que mudar nada no que és para estares bem
tu és o que tens de ser
é o mundo o que está com problemas

terça-feira, dezembro 29, 2009

Rainbow Stone


Dizia à pouco a uma amiga no msn:

"às vezes pondero
porque gastamos tempo a dar atenção a linhas virtuais que ondulam no ecrã azul
se não nos vamos encontrar no dia de amanhã?
porque as pessoas precisam de comunicar talvez?
porque - no fundo do fundo - sabemos que somos um
e não aguentamos a consciência de estar separados...

só encontramos no nosso caminho aqueles que se encontram na nossa sintonia
os outros são invisíveis ao nosso olhar
como uma pedra atirada contra o arco íris…
para o arco íris - a pedra não é real
por isso passa pelo meio
sem o tocar"

Talvez...

sábado, dezembro 19, 2009

Os Princípios Irmãos


Nas páginas do real somos histórias por contar
No livro em branco do amanhã, promessas a cortejar

Se alçarmos a vista para além do horizonte
Não tropeçaremos nos próprios pés

És vida que se faz noite e és dia que se transmuta em manhã!

Almas que se entrecruzam, ecos da nossa voz:

Somos vida que se fez gente e gente que ruma contra a maré
Amanhã seremos mais fortes, hoje somos apenas três
E quando o dia suceda à noite e a manhã vença de vez
Entre tudo o que existe e entre aquilo que não és
Ainda verás um mundo diferente do tempo
E terás o tempo a teus pés
Se fores sujeito e fiel
Serás o que queres
Serás quem és

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Entre as Ondas



Se entre o dia e a noite existe uma linha

É crepúsculo dos tempos e aurora a dealbar

Caminhar ao de leve, sentindo pedras no caminho

E cantar sempre mais alto para recomeçar

Querer é apaixonar-se pelo que se sente e pensa

É dar voltas no espaço e dele fazer mansão

É querer sem querer e sentir querendo

É dar-se ao mundo sem razão

The deep


All that is gold does not glitter,
Not all those who wander are lost;
The old that is strong does not wither,
Deep roots are not reached by the frost.

From the ashes a fire shall be woken,
A light from the shadows shall spring;
Renewed shall be blade that was broken:
The crownless again shall be king.

Para treinares o Inglês ;)

domingo, dezembro 13, 2009

o Toque

Era mais do que evidente… à medida que os seres se separam, a consciência profunda da sua identidade grupal diluía-se no jogo de luz e sombra do Ego.

À medida que a ciência da mente pautava regras mentais, a capacidade de ir além das aparências e de abrir portas à esperança ia-se confinando cada vez mais a um orifício minúsculo na parede prateada dos sonhos.

Então, Annael mensageiro, ergueu-se contra as linhas que pautavam o visível e abriu as portas ao mundo que podia ser e que ainda não existia.

Neste mundo, veio a sombra e a luz sem par.

Veio o medo e a esperança.

O sonho de Annael era que as pontes que uniam mundos se fizessem mais fortes do que as paredes que os separam.

A sua voz ecoa desde as profundezas, e continua a entoar a sua melodia mansa e clara, por entre o turbilhão de vozes enraivecidas que compõem o inframundo.

Talvez algum dia se ouça o seu canto e se abrace a sua queda…

sábado, dezembro 12, 2009

Ecoando


Havia uma ponte que ligava dois mundos. Num deles o Sol brilhava e o dia era pleno. No outro havia uma Lua velada e as sombras dançavam, etéreas…

Em cada momento que uma sombra se elevava, um pássaro no mundo vivo cantava. Em cada sorriso que uma criança esboçava no mundo de luz uma flor de esperança desabrochava no mundo da sombra.

Os dois mundos tinham uma ponte, e esta estava escondida entre as sombras dos arbustos que limitavam as paredes de um céu azul turquesa pintado para ser assim.

E havia lugares onde as sombras dançavam para que os mundos se mantivessem fechados e não pudessem haver confusões sem que houvesse vontade verdadeira para os unir.

No meio deste eco, espero que ouças as sombras dançar para que saibas que o teu sol é pleno.
No mundo das almas, quando um dá, o outro recebe. E se um se entrega, o outro renasce.

Um abraço para ti que lês :)

Templos


Se pensarmos acerca do mundo, das coisas, da vida – vamos encontrar sempre as mesmas barreiras e limites colocados no entramado mental, para que este seja circunscrito – que a lógica é circular, que a mente não tem respostas e que o ser humano é muito mais abrangente e complexo do que o topo aparente da sua pirâmide.

Se sentimos o que somos, então ligamo-nos aos outros, às coisas, à natureza, ao pôr de sol, à música, ao ser amado e à vida de uma forma irreversível mas plena – é compreender “desde dentro” aquilo que se observa desde fora.

Adorar é prestar culto ao invisível e torná-lo manifesto no dia a dia. É cultivar um templo vazio de imagens e sons para que este esteja sempre cheio do que é importante.

No fundo, pode definir-se a plenitude pelo seu oposto, e pode encontrar-se o sentido pelo que se desconhece.

Mas, o importante, sente-se em falta e costuma ser invisível ao olhar – como diria uma certa raposa.

O importante é amar. E isto é uma ciência que a ciência ainda não descobriu.

sábado, dezembro 05, 2009

Este Ano

Este ano, sei que estou ligado a pessoas que têm dado tudo o que têm para dar para que eu exista, viva e respire – para que seja quem sou. Sem Amor, não existimos.

O mundo está cheio de amor, e sabemos que é verdade quando somos nós quem está agarrado à vida por ele. São as pessoas, e o mundo que trazem dentro, que fazem com que valha a pena despertar de manhã. É essa irmandade invisível que nos mantém vivos.

Ao contrário do que possa parecer, o amor é imenso e é mais forte – ou não estariam estas linhas a gravitar no teu espaço virtual.


Ao contrário do que possa parecer, e por muito enigmático que resulte, é o Amor que governa este mundo. O caos tem é um marketing mais agressivo.



Este ano espero que algo bom daquilo que sou possa tocar as pessoas que apostam diariamente tanto naquilo que entregam.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Pequenas coisas para mudar o mundo

Um sorriso quando alguém chora, ou um silêncio quando alguém quer falar…

Um copo de água numa sala de urgência ou amparar o golpe quando o mundo quer atacar…

No fundo, fazer algo de poesia sem palavras entre o barulho do real

E fazer ouvir um canto de criança entre o ruído Infernal

Quem sabe, um dia, esse canto ecoe mais forte do que os muros que nos querem separar

Quem sabe uma memória favorável, num tempo incerto, traga luz onde a treva quer imperar?...

quarta-feira, dezembro 02, 2009

La Vita é Bela

O Barco parecia não aguentar o temporal. Por todos os meios, os homens procuravam segurar as velas, mantendo-as firmes, ainda que a qualquer momento poderiam rachar…
Quando os passageiros subiram ao convés, não entenderam como podia ter acontecido o milagre… Deus havia-os poupado e as suas preces foram ouvidas pela Dama Imaculada.

Os botes salva-vidas haviam desaparecido. As velas nem sequer haviam sido recolhidas pendendo ao vento, desgarradas.

A embarcação havia rumado milagrosamente até à costa, e ai se tinha mantido - varada, até que raios de sol matutino haviam acariciado as madeiras húmidas, fazendo o vapor subir em Espirais…

João corava de vergonha. Sentia a falta do seu pai – marinheiro neste barco… como podia ter sido abandonado, como podia ter sido deixado à deriva sem explicação?

A raiva e a revolta fizeram de João um soldado da paz. Com a sua divisa azul imaculada, levava palavras sábias a todos aqueles que queriam ouvir…

Entregava-se à causa e dava tudo o que tinha por fazer deste mundo um lugar mais justo e de maior valor…

Lutou contra aqueles que eram bribões, que davam mau nome à terra onde nascera e de onde partira cedo…

Um dia, passeando perto do Mar, viu um Madeiro flutuando à deriva.

Nunca soube explicar a razão pela qual o fizera, mas mergulhou em pleno inverno entre águas salgadas.

Retirou o madeiro e lá viu um nome gravado – albatroz…

O nome iluminou sua mente.

Compreendeu e aceitou.

Passou os seus dias caminhando entre as gentes, sorrindo para os desconhecidos, falando pausadamente e olhando de relance.

Um dia, talvez um dia, o visse novamente e lhe pudesse dizer o quanto o amava.

Um dia…

quinta-feira, novembro 26, 2009

Ar

Adaga de gelo no coração da sombra, melodia de criança entre o ruído do mundo…

A força da criatividade não se mede – sente-se…

A cada golpe da vida deixamos o nosso cunho na essência do vazio.

Cada folha que cai deixa a promessa de um renascer, cada fruto que esmorece traz em si a semente da nova vida.

Em vez de perder – renovar…

Na neblina há um sino que toca... não estamos sós.

J.S. Bach - Ar

quarta-feira, novembro 25, 2009

Dancer



Há um tempo no que o abraço faz pontes, no que o caminhar lado a lado faz presença.

Há um tempo para sentir cristalinamente a face do outro lado do espelho, para sorrir e saber-se neste mundo com um sentido – ainda que velado nas entrelinhas…

Há um momento para deixar as armas do guerreiro e sentir que é hora de ser o mago, de seguir a dama de sombra que suspira palavras no ouvido da alma e com elas fazer arte e dar vida…

A aspiração à plenitude é um caminho, e cada gesto é um passo na sua consecução.

Antes dançávamos na orla da ilha para acalmar as águas. Dançávamos para entrar em sintonia com o caos e nele depositar a nossa harmonia, a nossa arte.

Despertem as dormentes.
O canto já se ouve, é momento de dançar…

Até breve!

terça-feira, novembro 24, 2009

Do Sol e da Lua


Entre o ruído do diário, a sintonia dos seres que se tocam no invisível é a mais intensa.

Existe a vontade de ir mais longe, de se sentir mais fundo, de ser mais verdadeiro do que a realidade do “eu”.

Há um poço que tem origens profundas na terra, e do qual as nossas águas bebem.

Entre o ser e o estar existe o reconhecer.

Caminha-se lado a lado para além da distância e do tempo; para além do labirinto que a mente tece...
E os olhos da verdade não se enganam… nem enganam.

Até breve!

sábado, novembro 21, 2009

Inner Strength

A imagem estava clara. Havia um holograma, um plano fino e fiel. Dai toda a precisão.

A força vinha do íntimo, da natureza do ser criado. A coragem que inflamasse a filigrana escrita e lhe desse forma presente no mundo “real”.

No fundo, o real era antes e é agora. A promessa e aquilo que se cumpre.

A Consciência Universal dá a mão, cabe a cada um estender a sua da forma como sabe e sente.

The Tao of Kung-Fu

Até Breve!

segunda-feira, novembro 16, 2009

Um abraço de ida e volta


Quando o sorriso se faz dança e a dança abraço. Quando se vê para além da aparência e daquilo que separa, encontramos no outro o ser irmão que connosco caminha pelas veredas da existência.

Quando a energia une e não se para, quando o fluir é como um rio manso que caminha para seu mar... então a vida é deleite, paz e encontro…

Reiki, uma forma de encontro, de olhar o outro e ver o que se encontra para além da aparência.

No fundo, uma forma de nos olhar a nós mesmos e de servir. Cada qual se oferece, para ser canal. Disponibiliza-se para se deixar embalar pelo amor que une, por aquilo que é universal.

O resto é um caminho de encontro e uma vontade de ajudar.

Um abraço Universal

quinta-feira, novembro 05, 2009

Tecer


Há um lugar onde tecemos os nossos sonhos, de onde flui a nossa magia pessoal… esse lugar é o que chamamos de coração – o centro onde o céu e a terra se juntam. Toda a verdade e todo o valor encontram-se ai. O poder e a mente são as portas por onde começamos a caminhar até chegar aos portões dourados onde se entretecem as histórias, o lugar onde o ontem e o amanhã se fazem hoje…

Há uma arte e ciência que é a de transformar a força vital em coisas. Podem ser pensamentos em obras, sonhos em palavras, habilidades em serviço. Essa é a arte que se pode ir treinando para se transformar este lugar num lugar melhor – mais do que num mundo de olho por olho (onde toda a gente seria cega, como dizia Mahatma Gandhi) – um lugar onde a consciência se eleve acima das agressões da vida diária e a nossa originalidade opere, transformando o insulto em sorriso, o acto cruel em obra benéfica, o sofredor em ser consciente. Apontar para a meta de ser tecedor de realidades… escolhendo o padrão que se pretende gerar.

Entre o negro e o branco há uma delicada linha que marca o equilíbrio. Apontem para ela os pecadores e os justos. Como dizia alguém, o caminho pode ser mais ou menos tortuoso, com maior ou menor declive – escolham… a vista lá de cima é a mesma para todos.

Até amanhã!

segunda-feira, novembro 02, 2009

Bicicletas e caminhantes


É curioso pensar nas combinações possíveis que a realidade pode tomar, uma vez que as nossas opções a colocam em movimento. Pode-se pensar que o caos e o erro trazem consigo mais caos e erros mais severos – ainda que é nestas situações que se pondera seriamente acerca das nossas opções e atitudes e se pensa em alterar comportamentos.

O caos oferece sempre a opção de se alterar o rumo dos passos que tomamos e uma oportunidade de avaliar a nossa conduta e descobrir as verdadeiras motivações que a regem.

Por outro lado, a ordem e o fluir encadeado de opções correctas, podem levar ao “adormecimento” da consciência das coisas e do próprio. Um adormecimento tal que submerja o indivíduo num estado no que se sinta estar tudo está a fluir conforme tem de fluir…

Quando uma vicissitude de maior porte aparece no caminho, então desperta-se do estado onírico e depara-se com uma realidade algo diferente daquela que se sentia viver.

É algo assim como andar de bicicleta nos primeiros tempos nos que se aprende a pedalar. Se adormecemos no encanto da viagem, o velocípede embala sem que haja grande esforço, mas basta o primeiro pensamento que nos transporte à realidade do medo para que o equilíbrio se rompa e o ciclista caia da sua trajectória recta e harmoniosa.

Alguns já sabem pedalar, já ultrapassaram os primeiros medos e conseguem corrigir em viagem, mesmo quando as dificuldades parecem muitas. Outros simplesmente caem e não levantam ou perdem embalamento e terminam por ficar cada vez mais incipientes, cada vez mais deslocados… até terminar por cair… ou ganhar novas forças e novo ânimo para voltar a pedalar com o vigor necessário; acelerar o seu veículo, sem o fazer tombar para o lado com a falta de perícia das primeiras pedaladas de maior força do que saber.

Nos tempos que correm, o medo é regra geral. Esperemos que se saiba pedalar com arte e graça, sem perder o centro nem a noção de Norte, sem cair no desespero, sem tombar.

No fundo, cada passo na vida, representa a arte da alternância - deixar o seguro para uma situação nova de instabilidade… e voltar a pousar o pé e sentir-se seguro… até se ter de levantar o outro pé novamente.

Força! (com precisão)

domingo, novembro 01, 2009

Simpatias

Ao longo da existência, vamos tomando consciência da plasticidade do nosso ser. Em especial, de afinidades – como se fôssemos tons musicais entrando em sintonia.

É dentro desta visão que enquadro a “simpatia”.

Tenho reparado que muitas pessoas entram em sintonia com o estado de saúde ou doença de outras – tenho notado como a ansiedade de uma mãe na sala de espera se “contagia” à equipa de saúde que atende a criança, se esta não estiver consciente de focalizar a função que se executa; tenho notado como uma pessoa em depressão atrai para o seu baixo nível de vibração o interlocutor incauto. Tenho notado como pessoas com alterações respiratórias, como a bronquite ou asma em fase aguda, atraem por simpatia pessoas em seu redor para que fiquem com sintomas semelhantes.

É que a mente funciona como um espelho dos estímulos sensoriais e, ao captar impulsos emanados do “exterior”, evoca esses impulsos no nosso interior, tornando-os tão reais como se fossem gerados por nós mesmos. Há pessoas com maior capacidade para evocar imagens de outras fontes e as reconfigurar no seu interior. Este caminho tem dois sentidos e pode ser usado no sentido ascendente ou descendente...

Ao longo do tempo, creio que até doenças mais crónicas, podem ser causadas por “simpatia”. A consciência modelou-se à imagem da patologia que gerou em determinado momento ou à influência sobre a que esteve durante determinado tempo e com determinada intensidade. A miséria, o abandono poderiam caber aqui…

Por outro lado, também tenho notado que a “simpatia” gera em nós as características dos ícones ou personagens que pretendemos imitar. Isto funciona actualmente com os estereótipos sociais – como o belo, o forte, o atractivo, o poderoso – e funciona com os ícones espirituais que nos têm sido sugeridos. Funciona com os modelos que definimos para o nosso caminho e funciona com aqueles que – mesmo inadvertidamente – se transformaram de uma forma ou doutra em modelos para nós: por isso a importância das companhias que escolhemos ou dos papéis de autoridade e da forma como desempenham as suas funções.

As simpatias vão mais além de meras “tendências” para com alguém ou alguma ideologia. São tão estranhas como a modelagem das caras de pessoas que se amam, e que ao fim de alguns anos desenvolvem características faciais semelhantes.

As simpatias são como cruzamentos de onda no entramado do “real” – cabe-nos a nós tomar consciência delas e começar a ser artífices despertos das mil e uma formas de as combinar: para o bem-estar da humanidade, para o enriquecimento próprio e daqueles que nos acompanham nesta peregrinação no caminho chamado “vida”.

Até breve!

quarta-feira, outubro 21, 2009

Da Répública de Platão à História Interminável


A ideia tem uma nível de perfeição incomparável…



O artista, quando idealiza, antevê uma obra. Com o seu esforço, dedicação, fé no resultado e o efeito do tempo, consegue transformar a matéria em algo novo, vivo… uniu o mundo ideal ao mundo factual. Criou uma ponte…




Como uma simples mesa, que o carpinteiro amou desde a ideia, passando pelo delinear do projecto, a selecção das madeiras, a aplicação da ferramenta… o artista ama a obra sem preterir a ideia - fácil de amar; à madeira - aparentemente tosca e requerendo entrega.




Miguel Ângelo dizia, que num bloco de pedra, ele devia intuir qual a obra latente, em espera da sua arte para ser descortinada.




A harmonia é, no fundo, o encontro balanceado entre o mundo de vibração subtil - o "céu" - e o mundo de vibração pesada - a "terra". Ambos se encontram pela obra do artista.




Alguém radicalizou o conceito, tomou Platão de forma tendenciosa – quase que Maniqueísta – e acusou a Madeira de ser o mal - de ser imperfeita. Atribuiu à ideia e ao projecto o título de "bem" ou perfeição. Confie-se na arte do artista para transformar – pelo seu trabalho meritório – a matéria prima em obra de arte.



Talvez as maiores verdades do mundo estejam estampadas nos livros para crianças, enquanto todos os outros contenham bastantes imprecisões…


terça-feira, outubro 06, 2009

Espelhos


a beleza que sentimos é um reflexo do nosso mundo interior;
se a vemos lá fora é uma questão de a amimalhar
de a cultivar
para que o que somos dentro se pareça mais a aquilo que vivemos fora...

terça-feira, setembro 29, 2009

Caminhos


...há caminhos no coração
que a razão desconhece;
cada pessoa - é um caminho,
e todos os caminhos levam ao mesmo sítio:
o centro de nós mesmos;
todos somos companheiros de caminhada,
ainda que cada um de nós tem as suas opções a tomar

quinta-feira, setembro 17, 2009

Trabalhos


Disseram-nos que vivemos para trabalhar
mas, de facto, trabalhamos para viver...
São duas coisas bem diferentes, não achas?...

terça-feira, setembro 15, 2009

Coragem


ainda bem que existe gente como tu,
se não passávamos a vida a falar prás paredes
ou a dizer totices só para que os outros anuíssem a falta de coragem
para ser nós mesmos...

sexta-feira, setembro 11, 2009

Fênix

...é para isso que estamos aqui
para inflamar a nossa chama,
para descobrir quem somos realmente e pintar o mundo com a nossa verdadeira cor;
para dar o canto do cisne
e renascer das cinzas, como a fênix, em cada vez que nos inflamamos ao dar tudo o que somos
Carpe Diem!

segunda-feira, setembro 07, 2009

O Alimento da Alma


Quando colocas o coração naquilo que fazes
É aquilo que fazes que te alimenta
A magia acontece
E recebes mais do que dás

É assim que Lavoisier se engana...
...é assim que a Causa deste mundo esconde dos letrados os seus segredos

quarta-feira, setembro 02, 2009

A Força da Vida


Gosto de intimidade...
Essa força que une homens e mulheres...
A força da atracção que é a força da vida!

Aprender a amá-la e cultivá-la é saudável e necessário...