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quarta-feira, janeiro 27, 2021

Caminho para um sonho

 

Quando nada mais

 reluz no horizonte

E o que se parece

Se desvanece de surdina

Na realidade que se estremece

Quando aparece assim - vazia

E nesse dia solarengo

No que o que sou não entendo

Estendo os braços à gente

O pensamento a esse algo vivente

E nesse estar de novo contente

Com o tempo para vagar

Paro e sento

Reúno algo de alento

E me ponho de novo a soletrar

 

Pequenas frases entrelaçadas

Unidas às nossas vidas

Harmonias que se terminavam

Nas orações mais finas

E nesses versos entregues

Aonde tu os segues

Manter

Essa perseverança que nos guia

Essa luz estranha que anuncia

 

Que há um sonho a se concretizar

E há caminho

por onde se possa assim chegar

terça-feira, janeiro 26, 2021

Sementes de estio





nessas sementes de estio

que foram em verão plantadas

nesses rebentos que digo

serão quais prosas bordadas

em teu ser esse linho

essa linha entrelaçada

esse estar tão sozinho

esperando ainda tuas palavras


Transparência do teu ser




essa transparência em vitral

sendo pela vida trespassado

luz de sol a iluminar

esse calor a teu lado

A tua essência

 




essa tua essência a germinar....

essa sêmea mais íntima 

que faz a casca rasgar... 

em mil e uma alegorias... 

em emoções tão vivas... 

em alegria no pensamento... 

nesse afago de carinho 

que ainda se leva por dentro...

Semente de vida

 




essa semente renascida

em pleno deserto plantada

eco dessa tua vida

água viva que se escoava

pelas gretas que o tempo nos deixava

calor humano e ameno

escondido no mais íntimo segredo

brisa suave e pura

que se apura no momento presente

esse que nos traz alegria

e nos faz estar mais perto da gente...

Luz Velada

 




essa luz ainda velada

no lusco-fusco que antecede a nossa madrugada... esses recantos escondidos... canteiros ainda cinzentos esperando a ser coloridos... esses momentos ainda ausentes para se plantar a semente desse bel-presente… em nós a se deixar florir... essa esperança tênue que se estende.... entre chorar e rir se acende... e no teu momento será sempre levada... ali onde pode nascer antes ficando sempre plantada... esperando essa lágrima humedecida... que de alegria dê luz à tua nova vida

Luz de Alvorada

 




Nesse sorriso tão recordado

Nessa luz que nos preenche

Nesse tanto que tenho dado

Nessa água de vida que enche

Assim impregnando

Essa alegria contida

Esse novo canto

Essa melodia que se esquecia

Esse abraço de querer tanto

 

E nesse tempo bordado

Entre o mais fino rendilhado

De se encontrar lado alado

Calor de ser humano encontrado

Ao se rever

 

Nesse espelho saudado

Esse que tens bafejado

Com teu intimo alento

Da graça em vida o sustento

Esse que te leva a entregar

O que levas por dentro

O que se mantém no olhar

Vida e sentimento

Pensar além do tempo

E encontrar lugar

Para dar asas ao novo dia

Ouvir essa esperança que se anuncia

Despertar antes da alvorada

E ouvir essa melodia em nós velada

Orlada pelo orvalho

Coroado dessa luz

a se fazer amanhecer

Elevada pelo encanto

dessa tua natureza

Sempre a querer se embelezar

Encontrando assim a certeza

A ventura desse teu bem amar

Fina flor de amor... esse sentir redentor

 


Rasgas o betão

Fina flor de amor

Cujo gérmen

 está no coração

Alegria e dor

Se vai elevando

Palmo a palmo

empurrando

Todo esse entremeado

definido

Tudo o que tens vivido

Para dar luz e calor

Nesse algo de amor

Esse momento concreto

No que se faz vida no deserto

Que tens estado a atravessar

 

Esse recanto – escondido e secreto

Onde se tem juntado

sonhos e lamentos

Que tanto te tens esmerado

em resguardar

Essas melodias escondidas

Essas fantasias não vividas

 

Sonhos e divagação

imaginação sustida

à espera de ser desperta

Por essa chama

que deixa a tua vida

Assim qual porta aberta

Janela trespassada

de par em par

Pela luz que tudo desperta

E que reacende

De novo o  brilho no teu olhar…

Presente Definido

 


Nesses momentos

nos que nos deixamos

Nos que o sonho chamámos

Para seguir a construir

 

Essas pontes de fios de seda

Que entrelaçamos

Com tudo o que tão bem amamos

Com o que nos é dado a querer

Chegar a viver

ao voltar a sorrir

 

E nesse sentido preenchido

Nesse tempo renascido

Para se entregar

 

Nesse projeto de vida definido

Esse algo inesperado

A entrar por nós a dentro

A dar vida ao momento

e a deixar falar o sentimento

Desse coração sedente

De mais calor

De mais amor

Desse humano fundamento

Mais além desse espaço

Desse tempo

Que grita ser ouvido

Nesse teu presente definido

segunda-feira, janeiro 25, 2021

A folha enamorada

 



Se não fosse esta estranha mania

De escrever em poesia

Se estendesse os braços ao verso

E o fizesse mais extenso

Se incorporasse

Tudo o que sei e penso

Ao sentir intenso

Que por dentro clama

A ser levado

Partilhado

Entregue de coração aberto

Qual rio em pleno deserto

Deixando algo humedecido

Talvez o que sou

Talvez o que digo

Talvez o que sinto por dentro

ao ser renascido

Nesse estranho caminho

De se deixar levar

Pela harmonia

dessa simples melodia

Que se entretece sem cessar

 

E se imaginar chegasse

Não seria assim ficar

Com a palavra desmedida

Com essa estranha amiga

Que nos impele

e quase obriga

A dar, a dar, a dar

De si até se esvaziar

 

E depois voltar-se a inspirar

Inspirar suavemente

Voltar a caminhar

Entre o riso e a tristeza

de se ser gente

E recolher o momento

Na palma da mão

E deixar esse incêndio por dentro

Tomar conta do coração…


encontrar sentido na rima do dia a dia

 

Nessa rima fácil

Que se deixa levar

Nesse esforço de parto

Para ao mundo se entregar

Esse algo silencioso

Deixar-se esvaziar

 

Expiração desse mundo íntimo

Alento intenso a se expandir

 

Devagar

E á medida que a rima

segue sua sina

E que o poema se adivinha

Qual uma imagem bafejada

 

Nessa janela mal fechada

Esperando a tua gema

Desse dedo bem quente

Desse ademão coerente

Para trazer ao dia

o seu presente

De se ir mais ao fundo

Ao íntimo deste teu mundo

E regressar

 

Com alguma luz de maravilha

Qual vagas numa pequena ilha

Sempre a segredar

 

Nas areias mais finas

Desse teu tempo

O que vai por dentro

desse teu alento

entregar-se nesse mergulho ao mais profundo...

 

Nesses dias pesarosos

Nos que o frio

te entra pelos ossos

Y a tua vontade

parece estar cega

Por esse algo

que nos nega

 

O caminhar

O ir

O chegar

Aonde a alma anima

Aonde a vontade motiva

Aonde ainda há a estiva

Desse verão sonhado

A se recolher no adro

Desse lugar

Tão antigo e querido

Como tão bem familiar

E nesse sentimento

de ser acolhido

Nesse algo

que sinto no que digo

Nessa sensação

clara e forte

Desse sentimento de sorte

Para se entregar

 

Nessa linha que se caminhava

Nesse algo que nos chamava

E está sempre a se renovar

 

Nesse momento inesperado

Que nos chama a outro lado

Desde onde se ia e se seguia

Assim na rotina de si despida

 

Esperando o nosso calor

Bem humano

Para a preencher com alento

Do que se tenha idealizado

Caminho estranho para a razão

Que leva direto ao coração

domingo, janeiro 24, 2021

nesse esperança fugidia se acende a luz do novo dia

 




Quando o mundo parece que se apaga

Quando o sonho parece que se acaba

Entre o tempo e o teu firmamento

Eleva então o teu olhar…


E nessa estrela que cintila

Vê nascer a luz do dia

Esse que tens

em teu peito plantado

Semente de ser gente


Que tanto se tenha amado

Momentos de simplicidade

 


Nesse algo tão comezinho

Nesse sentimento vizinho

De se abeirar

De se encontrar

Tempo e lugar

 

Para uma conversa simples

Para caminhar

Lado a lado

 

Sendo encontrado

O sentido mais simples

 

Assim prezado

Ao ser apreciado

 

E quando afastado

Assim se parece deixar

 

nosso mais simples calor

O mais amado

 

O jeito de se ter entregado

Sem pensar no fado

Desse algo marcado

No ser-se humano

No mais simples sentimento... momento que levamos por dentro

 

Ainda cresce por dentro

Esse sorriso

Esse alento

Esse algo sedento

De se encontrar

Entre as ruas da cidade

Nesses momentos de verdade

Esse ser a se abraçar

Esse momento a mudar

O rumo

Trazendo algo desse sumo

Que se estava a espremer

E nesse licor mais prezado

Nessa essência que se tem levado

Até se transformar em querer

Assim voltar a falar à vontade

Com o ser entre a saudade

Que se estava a conhecer

 

Esse saudar simples e terno

Esse afeto mais direto

Que nos entrega

de novo o saber

 

Dessa vida

Dessa harmonia

Dessa humanidade

Mais quente

E não fria

Essa que se quer bem

E se não distancia

 

E encontra

no dar a mão

Essa sua sina

Essa sua alegria

 

A magia que anima a imaginação

 

Em lugares bem acompassados

Nesses momentos prezados

Nos que nos encontramos

Assim sem mais

 

Sem ter de recorrer

Mundos de imaginação

Sem ter de entregar

A razão à divagação

 

E ainda estando coesos

Se não deixar levar

Esses momentos intensos

Ligados

A ter de se fragmentar

 

Se nos concentramos

No que tão bem prezamos

E não damos

Atenção aonde vogamos

Sem rumo nem meta nem seta

A indicar caminho

Ou direção

encontrámos esse algo

comezinho

Desse algo tão vizinho

Que passa de geração em geração