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terça-feira, outubro 09, 2012

TEMET

Quando...

Os teus dias pareçam as névoas doOutono desfolhando ao vento dos dias e das horas lentos... que não passam... que se estravasam em novas horas e novos dias repetidos...

Quando, os teus pensamentos e sentidos estiverem toldados: pela rotina modelados... sem vento nem saída - janela, casa ou perspectiva...

Quando: a vida que por ti clama se torna numa pálida e incipiente chama... que a brisa apaga e que a tua força ainda não consegue suster...

Então - recorda!

Quem é este ser?!?!?...

Este que agora escreve... este que agora relê?...

Quem é esta presença - que enclausurada entre quatro paredes - se desliga e suspende - o vínculo vital que o prende a tudo aquilo que REALMENTE ele É?...

Quem o que tenciona?

Quem pontapeia esta bola em direcção à escola da vida que se pretende apreender?...

Quem o que ignora... quem o que pretende saber?

Quem o que anseia? Quem o que suspira... quem o que receia não encontrar guarida no teu coração de mulher?

Quem o que aspira a te encontrar por inteiro neste que fala, pensa, sente e te quer?...

Quem o que por mim respira? Quem o que através de mim fala? Quem o que comigo aspira à imensa e única chama?...

Quem o que curva entre as sombras... quem o que ondula nas linhas brancas?

Quem o que se esconde agora e promete estar contigo quando a noite acalma?...

Quem?... digo EU... quem te vê?

A ti - sim - a ti; oh tu que me lê...

Ou pensas que me és indiferente? Pensas que o teu pensar e sentir já não penetrou em mim?... e - EU - em ti?...

Quem pensas que és? Ser isolado, que se esconde como gado e se humilha a meus pés?!?...

Tu ÉS!

És o ser que me encontra, o que comigo toma o pão e o vinho e se faz mesma carne.... és arte... movimentoe vida... por isso te posso sentir... assim...

Além, de definição e estrutura... SEI quem tu ÉS!...

TU ÉS!

Não te serve, não te chega? Não te sobeja para arrancar esse ser que lateja de entre a imensidão das horas; elevar-te por entre os rescolhos e despojos arrancados aos que ainda provam - dia a dia; hora a hora - que respiram a vida - que marcam perspectiva e se não rendem perante a idiota tirana que se entende soberana deste mundo nossa nação...

Aqui nascidos, aqui crescidos... aqui estão as raízes dos nossos avós...

Queres mais - queres saber quem... o quê.... somos nós!

Somos o lume que dá vida à treva... a vida que aquece e eleva o que de ti mais alto há para refinar...

Somos NÓS...

Tu e eu - que me lês, que te vês, que te repulsas e impulsas e que aqui regressas para te ver...

Eu sou tu... tuas costas no espelho da vida... tuas quimeras e conquistas e batalhas perdidas...

Onde quer que vá - tu vens.. e onde quer que estás - estás em mim também...

Por isso - VÊ...

Não há coisa como a separação - apenas linhas e limites que a mente tece constantemente para nos manter na ilusão...

Mas TU - que és EU

TEU - VÊ

TEMET


quinta-feira, outubro 04, 2012

Camino REAL

Quando os limites parecem encolher-se em teu redor... e sabes que o teu coração é mais amplo - vai!

Tantos lugares, tantas pessoas para amares.... não deixes que essa camada cinzenta de força mental, esse córtex que te determina te encerre e fulmina dentro de um espaço irreal...

Abre os braços - ouve as pesoas que REALMENTE querem amar... e vai!

Dança na vida com espírito marcial: uma intenção bem definida e soltura na presença que avança em direcção ao alvo que quiseste marcar...

Pára se for preciso! Tira tempo para sentir... ouvir... repousar:

Que essa mente coagida para correr e voar se aperceba do quanto há, quanto está contida num mundo belo e por explorar...
Em cada esquina, em cada virar de página mil histórias para partilhar!

Depois - senta! Com amigos do peito - senta - ouve e apascenta: o teu cavalo brioso, o teu espírito selvagem... as tuas ganas de saltar e te elevar...

Vai ver a escada - e celebrar!

Porque - passo a passo - às vezes galgando, outras tantas simplesmente balouçando - no limite da escadaria que te eleva para o teu verdadeiro sonhar...

Acredita - que as aparências são pequenas
Que se não fosse a sala minúscula na que te puseram, as tuas ideias seriam amplas, novas, renovadas - como a brisa que sopra sobre as árvores verdes enquanto o sol amarelo se faz dourado na linha do horizonte ansiado!

Lembra quem és - recorda que só nunca estás!

procura o teu alimento - verdadeiro sustento - na natureza do teu ser imortal e no abraço companheiro de todos os que te sabem ser vivo, pleno e original!

O resto virá por acréscimo - se segues os preceitos - o caminho que segues é o caminho REAL.

ATÉ JÁ!

segunda-feira, setembro 17, 2012

Os Bardos das Idades

Porque te escondes?

Detrás dos finos véus da verdade vazia... que é a oca mentira transformada em enjeitada forma de falar... de olhar... de tocar?...

Porque te não mostras?

Tu que - desde sempre - saltaste com o teu ser à frente - pensavas que o pequeno e indiferente nunca te iria ver... sentir... reconhecer?...

Agora estás perdida - entre a vida plena prometida e a vida vazia da que partiste um dia...

Tudo é possível - ser de luz ou anjo de destrução - tudo é possível na chama vera do AMOR...

Ainda que ameacem a tua cabeça servir em bandeja de prata - simplesmente para os fazer sorrir...

Podes ter a certeza - que o nosso olhar - a força e coragem do coração da vida a inflamar.. o fogo da luz e da verdade te vai tocar... encontrar e libertar...

As sombras nada mais poderão do que fugir ou se inflamar... na força do que UNE E LIBERTA... aquilo que de nós emana quando evocamos a pura chama da vida MAIOR que em alta voz clama:

!SEDE LIVRES - SEDE VÓS!"

Invoca a VERDADE!

Regressarão os dias... os TEUS dias - nos que sorrias - convencida: do sentido deste mundo e da vida como o caminho a trilhar... passo a passo - devagar... para ir mais longe do queas medíocres vozes, matando ao de longe a tua sede de vida plena, a tua vontade de regressar...

Confia - pisa firme... vai seguindo a voz do teu puro coração a palpitar... nunca elas poderão o teu rasto assim encontrar!...

Por isso - vém!

Se te ameaçarem - vem!

Não deixes que os medos e as dúvidas lancem amarras no que nasceu para viver e congregar...e CONFIA!
A tua vida à minha vida - para que possamos aprender novamente a voar...

Estamos aqui, a desafiar o povo dos que prendeu a ilusão e aniquilou a luz da vida no nosso vivo olhar...

Estamos a provocar, os exércitos cinzentos, de seres tristes e velhos que se deixaram na prisão encaixotar!...

Mas - agora - Nós somos mais!...

desprende as tua mente do abismo onde pretendem deixar-te a balançat...

Solta os dedos da dúvida e do medo... abraça a confiança de que já não mais - nuncva mais SÓ!...

Salta no escuro pois eu já lá passei e aqui estou para te receber e abraçar!...

E se se interpuserem esses néscios que se proclamam senhores deste mundo e deste lugar...
Elevaremos nosso rugir, inflamaremos nosso querer e queimaremos o seu pó ao vento como se pedaços de excrementos que já não podemos mais suportar...

Por isso - salta - é o teu dia - de aprender a ser... a querer... viver... e voar...

quinta-feira, setembro 13, 2012

REVOLTA-ME! um apelo à indignação... primeiro passo para o sangue que palpita num coração vivo desde as sombras da inércia diária


Revolta-me!

Revolta-me que o amor e deleite com o que preparo o pequeno almoço apanhe com o tempo que gastas à frente do espelho para te preparar para mais um dia de trabalho; revolta-me que o tempo que quero passar: para viver contigo e contigo estar -  seja diluído em milhares de afazeres sem sentido que em nada contribuem para a nossa humanidade;
Revolta-me os milhares de rotinas que tenho de fazer para preencher uma vida vazia – quero lá saber de tai-chi de manhã se te tenho a ti para abraçar!
Mas – lá está – se não há humanidade na vida vou ter de aprender qualquer merdice vazia para me anestesiar… a diferença é que o Prozac custava uns tosões, a terapia uns milhões e o Tai-chi é só abanar…
Revolta-me a mentira que arranca as pessoas queridas dos braços umas das outras com a desculpa de que “é o mundo no que vivemos!”

Revolta-me!
A ti não?!?

Prefiro Morrer a ter de ver como –todos os dias – personalidades vazias teorizam acerca do mundo e da vida em cafés “chiques” :sem sentir sequer um arrepio –
 é o vosso filho o que está a morrer!!!: quando to arrancam todos os dias, dos braços e do carinho que tinhas para lhe oferecer – para o lançar nos braços do mundo que corre – é para morrer!

Mas – tu – não!...
Tu tens outra opção – que é “viver”…
Vamos lá ver então:

Revolta-me!  Tu não?...
Que ninguém fique literalmente louco ao sentir tanto outro ser humano a caminhar em passos de gigante para esta morte constante e – mesmo assim - se mantenha activo – soldado fiel do inimigo – que nos escraviza a cada instante e nos rouba o dom de amar… e o tempo para o fazer… e a qualidade para o dar e receber…

Revolta-me… deixa-me doente… como queres que sorria – para a mentira do dia a dia – quando te sinto esvair… vou sorrir? Vou-me divorciar? Vou lutar?... que faço – diz!...

Mas não dizes… ficas… nessa coisa indiferenciada: que às vezes é um tudo e outras é um nada… nessa amalgama de coisas bizarras que leste e ouviste… nessa cultura de retalhos onde as verdades são fáceis de inventar, e de retalhar… e de modelar – como plasticina…

Antes – dava um trabalho do crlh mudar um texto de vencedor em vencedor… hoje – basta correra  voz que o zum zum e o diz que diz que já fazem tudo – o pessoal já nem se rala sequer de verificar – tanta é a tralha que lhes metem pela goela que… hoje – é só comprar…

Chama-se cultura “pop”… e nós lá levamos com a coisa quando nos deixamos vergar… mas tu não sabes oq eu é cantar os meninos da Fogueira – porque Huambo já não te diz nada e os gajos apagaram tudo… só o ouves daqueles que ainda se dão ao trabalho de falar…
Mas – lembra!
Revolta-ME!
Revolta-me que uma menina produzida, em horas de maquiagem garrida, se sente todos os dias num vidro frio – à minha frente e à de mais uns quantos seres vazios - que olham copos de cafeína fumegante – e com total desatino…

Isso – antes – era nas tascas e os que olhavam os copos de tinto eram os que não tinham escolhido a vida e a família e que andavam perdidos… somos agora assim tantos? E a coisa vá assim tão disfarçada que tantos somos para não nos precatar?
Mas a menina la está  – vai passando imagens de medo degradante, de horror calcitrante, de desporto vibrante, de alegria inquietante e – na fábula do dia – compara-se tudo no espaço de vinte minutos para que o meu ser fique tão confuso que já não note a diferença da merda de mistela que lhe deram a comer…


quarta-feira, setembro 12, 2012

Viana


Terra sem par
Aberta para a vida
Com sua vida aberta para o Mar



terça-feira, setembro 11, 2012

Camino de Santiago - algumas ideias em Setembro

O caminho de Santiago é COMPLETAMENTE SEGURO. Pensa que é o Primeiro itinerário cultural Europeu e que - como tal - o Governo Espanhol investiu no bem estar e segurança dos peregrinos modernos de forma a que estes tivessem uma viagem completamente pacífica;




Agora - as responsabilidades do peregrino relativamente à sua PREPARAÇÃO PRÉVIA e GESTÃO AO LONGO DO CAMINHO - são importantes para o BEM ESTAR do caminho que DECIDIU percorrer.



Coisas a ter em conta:



A RAZÃO QUE LEVA A CAMINHAR determina o caminho. Pessoas caminham pelo DESAFIO físico e fazem etapas LONGAS; pessoas caminham pelo interesse cultural e PARAM em lugares de interesse; pessoas caminham pelo interesse Espiritual e discorrem por roteiros alternativos… o caminho oferece surpresas, vida e magia a todos eles. E há sempre algo a aprender – sem necessidade de ir muito longe com a imaginação – basta abrir-se à experiência e querer.



O CAMINHO TAMBÉM FAZ O CAMINHANTE.



Já vi muitos jovens trilhar o caminho; na sua maioria - como a grande maioria dos peregrinos - são estrangeiros; Jovens que terminam o Liceu e decidem fazer uma pausa prévia a escolher ou enveredar pelo ambiente académico.



A PREPARAÇÃO



Um bom livro GUIA do CAMINHO.

Existem imensos livros que falam do caminho.

Um bom guia - que justifica um salto a Espanha ou a encomenda pela internet - é a do PAÍS AGUILAR.



É completo, fácil de utilizar e actualizado. Vale a pena seleccionar as ETAPAS em FUNÇÃO do tempo disponível.



Depois a PREPARAÇÃO DO PRÓPRIO.



Convém CAMINHAR - de forma prévia - umas duas a três horas por dia, com o MESMO PESO e SAPATO/BOTA que se vai levar, pelo menos uns quinze dias antes e num terreno semi-montanhoso (algum monte ai da zona).



Assim não há diferença entre o início do caminho e a fase prévia e é mais fácil evitar BOLHAS e incómodos que - no início não se notam mas que - a longo prazo - podem arruinar a viagem.



Depois - o material:



As botas/ sapatilhas são o companheiro CONSTANTE de viagem - devem ser leves, flexíveis e - se possível de "Gore tex" que é um material impermeável que transpira bem. Deve treinar bem com elas para não ser novas;



Já vi pessoal a caminhar de Sandália – são poucos. A sandália é um apoio para o fim do dia, para o pé respirar e relaxar e – eventualmente – serve para os duches sempre diversos de forma a evitar micoses alheias e indesejadas.



Os pés não precisam de ser preparados para a “fritura” cremes e afins fazem deslizar o pé dentro da peúga técnica que já vem preparada para gerar a aderência necessária.



Uma boa massagem a seco – no entanto – é sempre bem vinda – pés, glúteos e base das costas agradecem já que o peso da mochila não exactamente o “natural”.



A mochila - não muito mais de 30 litros - O QUE IMPLICA QUE DEVE GERIR BEM O peso QUE VAI LEVAR E O MATERIAL QUE LÁ VAI METER.



A adaptação às costas e ombros deve ser tomada em consideração - treinar com alças - que se ajustam e deslizam - é importante. Em subida - mochila contra as costas; em descida - mochila "pendurada" a fazer contra peso. Estas pequenas coisas treinam-se e descobrem-se.



As peúgas: eu gosto da Thorlos - o tipo de peúga de trecking pode variar - semi-montanhoso é o melhor. Não são finas - o que implica mais atrito do pé e bota - nem grossas - mais suor. O tipo de ponto é importante - há um da "dupont" que é bem bom e que ajuda a transpiração.



O material a incluir - roupas e afins:



Se conseguir aproximadamente 10% DO PESO CORPORAL - na mochila é o ideal.



Três mudas de roupa e quatro de peuga é bom. T-shirts de algodão já usado (para não gastar muito dinheiro em material "técnico" como camisas especiais e afins) e com resistência demonstrada. Ter em conta que LAVAR A ROUPA TODOS OS DIAS É PARTE DAS ROTINAS DO CAMINHO.

Usar FRALDAS DE ALGODÃO como Toalha é uma forma de EVITAR PESO - são fáceis de lavar, não pesam e secam logo. A alternativa é material técnico - mais dinheiro a gastar.



Um impermeável - GORE TEX é o melhorzinho: é CARO. Se houver ou alguém emprestar - melhor.

Uma protecção para mochila e depois lembrar que a pele - quando se caminha - não se chateia muito com a chuva. Só a temperatura MUITO BAIXA e a chuva contínua e com VENTO podem estragar a viagem - por isso - não se preocupar muito com isto.



Comprar um "camelback" - que é uma bolsa de "borracha" com um tubo e um doseador que se pode utilizar a qualquer momento sem necessidade de parar. Tem a vantagem de ficar - CONTRA AS COSTAS pois a maioria das mochilas têm espaço para o colocar.





Truques - a água como o resto do material - fica melhor CONTRA AS COSTAS E NO FUNDO. O MAIS PESADO - NO FUNDO e CONTRA AS COSTAS. Quanto mais perto do centro - coluna - melhor. Quanto mais nivelado melhor - equilibrar o peso do lado direito e esquerdo.



Se o material for para a MELHOR ÉPOCA - Março/ Abril. O verde e a gente que caminha são diferentes. Alternativa - entre Setembro e Início de Outubro. Apanha-se sempre alguma chuva - a diferença é mesmo que numa se entra na verde galiza com Primavera estável e noutra se entra com as chuvas de Outono no seu início... chuva apanha-se quase sempre ;)



Um Forro Polar pode resultar interessante - já que na noite a temperatura corporal desce e o aconchego é importante. Como são fáceis de transportar e se podem usar depois como "outwear" - se usar uma casaca de fecho deste material serve para outras coisas e poupa-se no material técnico (mochila, bota, impermeável e afins despendem bastante dinheiro - por isso é bom pensar nisto desde o início e IR COMPRANDO O MATERIAL que não necessita usar para adaptar ao corpo - como a bota, meia ou a mochila).



O caminho - actualmente - é uma OPÇÃO PESSOAL que oferece cultura, arte, tradição, história, natureza, espiritualidade, desafio e muito, muito conhecimento de outras pessoas, culturas e tradições. Pessoas de todo mundo caminham diariamente, por vezes andamos entre centenas de pessoas (como no dia no que se passa dos Pirenéus para Roncesvalles e se arranca de manhã desde este ponto - o primeiro da Espanha no caminho da Navarra).



Que aproveite esta diversidade e que tenha bem prontinho o Inglês - assim pode conhecer e partilhar experiências com outras pessoas interessantes.



Caminhar o caminho implica ter uma CREDENCIAL DE PEREGRINO - que pode adquirir em postos de turismo ligados ao caminho Português, em paróquias ou em abrigos do caminho oficiais ou alternativos (como certas corporações de bombeiros). Aqui na zona de fronteira adquire-se muito fácil - não é dificuldade.



LEMBRAR - o caminho tem LOJAS e pode-se comprar alguma coisa que se necessite ou se tenha esquecido. Não há problemas.



O mais importante - é o caminhante (ou peregrino).



A sua abertura para o caminho vai determinar a forma como o caminho se abre para ele.



Agora - É UMA EXPERIÊNCIA EXTRAÓRDINÁRIA.



Qualquer dúvida que necessites esclarecer não hesites em contactar.

A caixa dos comentários serve mesmo para isso... e para conversar também - porque estamos sempre a aprender mesmo quando TEMOS MUITO A PARTILHAR :)



Um abraço

terça-feira, setembro 04, 2012

Como é Possível?!?!?


Como é possível que o amor humano tenha sido vencido pelo sistema concebido para dar ao seu criador o espaço e tempo necessários para se elevar para o seu Ser Redentor?

Como é possível que as prioridades se tenham invertido ao ponto no que um relógio comande e determine a prioridade humana?

Adoramos a Morte na forma do trabalho que nos rouba e nos leva o melhor tempo da nossa vida… uma religião de morte a tal ponto divulgada que se torna “normal”, “normativa”…

Números clausos de soldadinhos de chumbo marchando: defendendo um credo ronco que os esmaga e que eles – satisfeitos – louvam e impõem ao que são e ao que amam… coisa doentia que sorri com máscara óssea num esgar sem graça…


Como é possível que milhões de pessoas – despertem o seu dia – sem louvar o Amor na pessoa da pessoa amada? Que com eles desperta lado a lado nessa mesma almofada?

Existe mensagem escrita em forma mais clara? Com olhos, nome, sentir e falar de forma tão igual que resultaria impossível negar que está ali - mesmo ali na frente?

Que estranha cegueira ataca a humanidade a este ponto?...

Como é possível que o amor, na forma, calor, textura… na voz, presença toque e essência… no espaço ocupado pelo ser adorado - se tenha tornado tão cinzento, tão invisível… tão vazio: que um qualquer relógio, uma qualquer rotina… uma outra qualquer outra "prioridade" o faça invisível e o expurgue da nossa vida?

Como é possível que não desperte, olhe ao lado o ser que amo – ainda inerte – e logo que abre os olhos para o novo dia que nasce a não abrace, beije sorria e nela mergulhe o olhar para lhe confessar que é a luz do amor que nos une que dá sentido ao dia, ao despertar, ao existir, ao levantar… que tudo o resto são estruturas vazias, repetições de colagens mentais pretendendo ter a vida do humano Deus que temos que adorar – o Deus “Vida”, o deus “Luz”, o deus “Calor” - que se mostra a mim em forma humana, concreta e definida – em cada dia e que – por força da rotina vazia e de um exército de escravos que escraviza seus semelhantes – começo a deixar de ver?

Como é possível jurar fidelidade ao amor – e no dia seguinte ter já uma outra luz, um outro olhar - uma outra voz - que limpe completamente do meu ser a vontade de estar: o querer que ainda uns dias atrás me fizeram olhar para ver: verdade e querer ao caminhar na luz da seriedade que me estende a mão para a verdade na forma humana que amo e venero?

Como é possível que a humanidade se desumanize neste ritmo frenético, suba por sobre os cadáveres caminhantes que preenchem lugares de trabalho, ruas e estradas e não se precate – na sua cegueira – que caminha oca e seca e vazia de vida: apenas seguindo a batida ritmada de um tambor eléctrico, de uma lata criada para gerar autómatos:

 quando o verdadeiro coração, o verdadeiro ritmo - o verdadeiro tempo – lhes late no corpo e no centro do peito?

Que aconteceu neste planeta, que vírus mortal foi largado, que exterminou a vida humana e no seu lugar gerou escravos?... 

Que aconteceu?

terça-feira, agosto 28, 2012

Cinzas

a caminho do novo tempo

Há um caminho para tempo renovado - esse caminhar é concretizado no ser humano amado: no ser humano que escolhe se libertar através do termo amar...




Um amor sólido, um amor sereno.. um amor anti-conceito: baseado na pele, na presença concreta do ser humano a teu lado;



Um caminho com um fundamento - uma pedra basilar - assente em raízes profundas gravadas no mais interno da nossa existência particular : a vocação ao encontro, ao abraço - ao sentir outrém que não o próprio e integrar o ser no ser amado...



Expandir a vida que em mim palpita para dentro de um outro - que tenha uma história, uma personalidade, uma forma de ver e viver... que juntos aceitem o caminho, o desafio e o compromisso - e que a força de vontade que nos é dada: fogo verdadeiro - seja o elemento decisivo nesse mesmo caminhar;



É o pragmatismo óbvio - o de que - sem um alguém com um nome concreto, uma pele que toca a minha, uns braços que me envolvem... disposta a se entregar por mim num "nós" desconhecido e que desafia as fronteiras antigas; - linhas negras parasitas, gravadas a ferro e fogo pelo jogo social actual: apelando ao individualismo e à fantasia de se encontrar um qualquer paraíso idílico numa profissão, num lugar geográficamente definido, nalgum tipo de relacionamento humano de meio termo, em algo nunca antes experiênciado pelos biliões de seres humanos que percorreram estes eidos precedendo os nossos passos e que firmaram o mundo que ousam estes agora espezinhar e escarrar como se fosse lama...



Há um mundo novo a nascer no humano que lê estas linhas: o mundo que vire o seu foco de atenção para uma pessoa em concreto, uma relação específica, um construir de tempo e espaço para que essa nova forma de estar e ser - dual - tenha substrato para se alimentar e crescer com qualidade e vida plena.



O ser humano - isolado - é fácilmente predado.

Pelo sistema ideológico vigente, pelo marketing agressivo que esconde a visão mais profunda e concreta do mundo que nos é dado a experienciar; pelos grupos e ideologias que arrastam os dons individuais para se misturarem como cores sem vida numa palette alheia...



O ser humano em relação - tem força; o ser humano com um foco em alguém vivo - tão humano como ele mesmo - ainda que dispar: contraste e complemento da sua própria e igual essência humana - ganha força... torna-se verdadeiramente livre.



O tempo e atenção que disponibilizo aos "pacotes humanizados" em ambiente profissional - NÃO;

É tempo de qualidade igual a õ..... quase zero;

são os papeis sociais que imperam e a prioridade é o desenvolvimento de uma rotina - o humano não se alimenta e esmorece - dentro de mim que alimento e do outro que se alimenta... há que mudar: a humanidade esmorece por falta de ar... amar verdadeiro e real - usa o teu tempo para te libertar... JÁ!



Actualmente as linhas de defesa recuaram tanto que já nem a atenção consciente - a razão que motiva a praxis parece suficientemente forte para conter a FALÁCIA: a justificação lançada num misto de argúcia e cega ignorância - para perpetuar o factor DÔR/ SEPARAÇÃO;



NÃO! a justificação que - falaciosamente - a estrutura social (FEITA DE "PERSONA"= MÁSCARAS) apresenta ao ser que sofre por estar semi-desperto - é suficiente para tapar o Sol exterior com uma PENEIRA: servimos um sistema idealizado para nos permitir BEM-VIVER - então porque não sentimos assim?...



Este sistema, actualmente baseado na completa falta de humanidade - incluiu a tal "peneira" ou o "sucedâneo" (um chocolatinho a meias que serve para calar os "parvos" - algo assim como a cenoura que se lhe coloca à frente do olho do burro para o motivar a caminhar em frente - mesmo que "em frente" seja o próprio abismo);



O Sucedâneo, actualmente (e se - por um ligeiro acaso - se pensasse em "sanear" os serviços é algo assim como ("existimos para o servir!" que traduzido à letra significa: "servimo-nos de você para gerar lucro"):



refinamento de serviços... falácia enorme que mesmo os mais visados toleram como mal menor que permite a este cancro civilizacional continuar a drenar as forças vitais e humanas da nossa existência...



Venderam-nos o IDEAL idôneo para ENCHER BOLSOS da banca... AGORA - É este o IDEAL para que o BEM-ESTAR humano prevaleça?



Como humano - que é mais importante? Um telemóvel, televisão, computador ou o ser humano que amo?

Que é mais importante, o ideal que defendo ou o sentimento que me faz existir como homem? A máquina emite determinismos vários... mas será a máquina amada integralmente como um ser semelhante com "imperfeições" que me fazem sorrir para quem reconheço como ser entranhado no meu ser ?

Uma casa é necessária - quantas casas construo ao longo da vida de trabalho? Quanta energia gasto para gerar o ninho onde o amor se consume em cada dia que passa? Quantos carros adquiro ao longo do meu caminho que me possam levar para mais perto do meu amor? e - já agora - porque me tenho de distanciar dela em primeiro lugar?...



Quem manda nisto? Qual o seu interesse?

Partilhará a minha mesma humanidade, sentirá o mesmo desejo de abraçar o ser amado ao chegar o fim do dia? Despertará com o mesmo hino de louvor ao despertar ao lado da mulher que ama, do ser que sabe ser o sentido da sua vida?

Somos liderados e levados por humanos ou por seres ocos, desprovistos de mais humanidade do que alguns ideais lidos em livros, passados por cooptação e que não são nada mais do que pó ao vento sem o sangue e carne amado que lhe deiam sentido e vida?...



Como homem desejo amar uma mulher - em concreto.

Quero tempo, tempo de qualidade, atenção consciente e recursos para desenvolver esse vínculo.



Para que tenhas uma ideia do perto que estamos de nos animalizar - garanto-te que este vínculo afectivo é tão importante como as tuas necessidades humanas básicas (como comer, dormir e afins) e - não podendo ter uma garantia PLENA, TOTAL, e INQUESTIONÁVEL de que podes desenvolver esssa relação HUMANA DE QUALIDADE - te/me/nos estamos a aproximar do nível mais baixo da animalidade não racional;



É isto que o sistema actual está a construir - humanos de aspecto embelezado e conteúdo deturpado...



Como anedota geral básica - cá vão umas contas: tão queridas aos "Senhores" deste lugar:



Dedico 8-9 horas ao trabalho. Associo 1-1/2 hora ao transporte desde e para o trabalho; anexo as funções básicas de antigo caçador/recolector - caço no hiper e recolecto no shopping... preparo os alimentos em casa da forma como posso... movo o corpo que foi feito para mover e que fica confinado nas suas horas diurnas - nalguma sala climatizada onde pago para ser o que sou - e depois chego a casa: disposto a dormir 8 horas para render no trabalho :



não para VIVER - mas para ser um bom servil... no meio disto - e cada quem com as suas - ainda há tempo para encontrar esse "alguém" que se pretende amar?

Com que tempo?

Com que disponibilidade?

Com que energia vital?!...



Com que vontade que não a de um impulso humano básico sem refinar por tudo aquilo que somos e - simplesmente - não somos convidados a exercitar?...



Mais contas do PAÍS DAS MARAVILHAS que pretensamente estamos a habitar:



Adquiro a preço de sangue e suor electrodomésticos que me garantem que vou ter mais tempo para dedicar ao mais importante - ser, relação, família

Depois o erro nas contas: todos os dias - termino vencido ao constatar que cada vez tenho menos tempo para dedicar...

Depois o pequeno puxão de orelhas: como faziam os do passado para desenvolver as relações de raízes profundas que alicerçaram culturas ao longo de milhares de anos sem tanta treta virtual de suporte?



E - se tudo isto não for suficiente - para onde vai toda a força vital que se move em mim e que - constantemente - enterro num campo que se nega a dar frutos ou florir?



Onde está o furo?... para onde se esvai a MINHA VIDA?



A essencia VITAL que me foi dada a viver?



Terei entrado no "Shopping" DA VIDA?

Tantos estímulos atraentes serão assim tão vazios de conteúdo vital?

Fui realmente educado - pela vida e experiência dos meus semelhantes, para saber distinguir o que é verdadeiramente nutritivo para mim daquilo que é verdadeiro e oco lixo para o meu caminho de viver? Não lembro de ter aprendido isto na escola que levou um terço da minha suposta vida "ÚTIL"...



Tantos estímulos preparados para cativara atenção... ai shopping, shopping... termino o meu percurso vital esvaído, cansado, vazio (pelo menos de carteira mais leve, tendo adquirido algo que não queria mas que me foi - de alguma forma - impingido)... assim, meio embriagado nas luzinhas da ribalta social da moda sou largado na porta do estacionamento - com uma dor de cabeça brutal - por me martirizar por tanto cartaz luminoso, promoção tentadora, oportunidade única... por tanta banalidade que deixei por explorar... e fico com dor de consciência - por não gastar :)



É que - antes - havia um foco claro, raízes de relação profundas e aspiração ao alto...



O Foco no ser humano amado, amor que se transformava em opções diárias para construir pontes, estabelecer bases para que esse amor: conceito sentido, sangrado e vivido em cada passo a dois percorrido: cada vez mais pragmático em tempo partilhado, espaço no que se convivia.... família que se gerava... refinamento no trato e na forma como nos víamos e sentíamos: tudo à luz do amor que colheitamos com nosso próprio mérito: simplesmente por pegar no embalamento da vida e fazer dele um cantico ao entendimento universal entre seres dispares -homem e mulher - pertencendo a um mesmo esforço na busca do deleite da grande e ansiada coesão;



Agora - desperta! Fica Alerta: a tudo o que dói e faz sofrer - a tudo o que as ligações profundas pretende fazer morrer, a tudo o que drena a tua vida e - viral - torna dolorosos os gestos mais banais - de dar, de sorrir, de falar, de partilhar... quem te rouba o tempo para desfrutar - de um bebé no teu colo, de uma história de idoso num parque ou de simplesmente ficares deitado a ver o por de sol com tendo no colo a pessoa amada?



Uma qualquer força começou a desestruturar a base e a cabeça do templo no que a humanidade habita...



Decapitou-se a estrutura de suporte e gerou-se: desde uma abstração de um suposto mundo greco romano - uma invenção que ainda nos está a custar tempo a compreender como falaciosa: no dia em que as máximas responsabilidades se assumam com o máximo de consequências, poderemos ter homens e mulheres de fibra destinados a gobernar - até lá teremos oportunistas virtuais, formados por um sistema escolástico para orientar as vidas reais feitas de sangue e suor humano.



Quando houver gentes escolhidas - depois de anos de prova constante e sem mácula - da sua lealdade e serviço às comunidades, serviços e funções que desempenham - teremos líderes solidos - com verdadeiros valores vivos a suportar as suas atitudes e não apenas leis mortas ou constituições que se possam mudar de um momento para o outro como convenha ao status quo da Oligarquia;



A verdadeira vida começa por dentro.



Para equacionar o seu valor pensemos nos milhões que se suicidam todos os dias: nas drogas, na depressão e nas psiquiatrias, nas vidas vazias ou nas tentativas obsessivas de encontrar a vida que cada célula exige.



A verdadeira vida começa num abraço, num peito batendo em uníssono, na força de vontade para dizer não a todos os apelos que parecem reais e que - no fundo - apenas nos afastam desse abraço, dessa pertença: desse foco que é REAL - para um mundo de ideias que é IRREAL e que nos está a consumir a vida em brincadeiras sem graça.



Esse mundo - verdadeiraMENTE virtual - deve cair: cair para o lugar que lhe corresponde no ser humano: elevar a sua consciência para a vida que lhe é proposta a viver - englobar a sua animalidade num sentir vibrante que tenda ao extase e à vida que se manifesta de forma plena numa entidade concebida para ser centro deste lugar-jardim que nos foi dado habitar...



O inimigo OBRIGA: rasga os laços de união entre homem e mulher, entre pais e filhos, entre irmãos... destrói a noção de nação, o conceito de sangue, esforço ou sacrifício pervertendo-os em prol de um sistema idílico retirado de romances de Orwell e Huxley...



É o domínio dos que não sentem... é o reino dos mortos sobre os vivos.... aqueles que servem a morte e as suas múltiplas formas de tiranizar o mundo - pelo medo, a ignorância ou a dúvida sobre algo ou alguém...



São os senhores do mundo que se servem da vanidade humana para construir seus castelos efémeros e enterram a grandeza de um abraço debaixo de horas de serviço vazio, sorrisos a meias, palavras forçadas, tons de voz modulado...



São essas entidades que roubam à humanidade o seu dom mais precioso - a sua naturalidade; e que ainda por cima mente ao procurar confundir a naturalidade do carinho e da solidez do sentimento puro com animalidades e bestialidades várias que eles próprios praticam por serem seres mortos e despidos de vida, alma ou coragem...



São as elites dos fantasmas: daqueles que se deixaram despojar da sua vontade de dizer “não”!, do seu conceito interior de vida e verdade e mergulharam no programa de desumanização de elites que agora procuram impor à massas de forma sistemática e - imperceptivelmente - eficaz.



A cura está no abraço humano. A cura está em ter RAZÕES para agir e não DESCULPAS - para se arrastar e sobreviver...



Dizia uma música "if you tolerate this, then your children will be next"...



É assim que estes tempos "correm" - já não há tempo para abraçar e para amar... essa prioridade foi-nos lenta e subtilmente apagada do corolário de prioridades na organização de um dia; e custa tanto despir as barreiras coleccionadas ao longo do dia para chegar ao ser amado - olhar transparente e iluminado - e declarar que a vida é vazia se ela não está nela com sua força e presença viva!...



Pois o amor foi comercializado, transmitido e enlatado em filme e série produzida para cultivar as massas...

O amor próprio, o Único - aquele gravado em cada coração humano de forma única - esse foi abafado na corrente dos dias que se arrastam e das horas que passam - sem nada para lhes dar vida...



É ouro vital que escorre por entre as mãos! - tudo para comprar o ultimo modelo de algo que não se necessita... ou simplesmente para se manter a flutuar enquanto o barco vital se arrasta para o Grande Mar



O caminho está em escolher UMA PESSOA... (e não ouças a voz da insídia que te diz - escolhe-te a ti primeiro! – essa voz viperina leva à perdição por isolamento!);



O caminho implica dar a mão... e deixar que essa mão esteja lá presente SOBRE as mesas mais sociais: sobre os jantares mais rococó, sobre os encontros mais familiares e formais... porque essa mão dada é o símbolo de um poder que se não impõe e que tem mais força do que todo o teatrinho humano que tanto veneramos.... é o símbolo de que a religião dos tempos modernos não mais força do que as mãos que se amam - unidas - razão pelas quais toda essa fantasia meio perdida ainda existe... se não já teria sido varrida pela própria vida: simplesmente por a não servir...



O caminho implica o abraço até que o coração que se "pensa" só (corações que pensam são espécies difíceis - são impossibilidades geradas pelos abortos modernos) SAIBA aquilo que sempre soube - que só não está - que existe PELO MENOS UM CORAÇÃO gerado para bater no seu mesmo tom... não porque algum iluminad@ de ocasião regulou sua respiração para estar com batimento igual - mas simplesmente porque - na entrega e na verdade - os dois tendem a se encontrar...



... porque é assim de bom e maravilhoso o plano original de amor e encontro que nos pretendem fazer ignorar, vilipendiar ou desconhecer...



O caminho vai - passo a passo - quando se abandona tudo: as riquezas pontuais - como o estatuto, o poder económico, as crenças abstractas que nos são dadas a "mamar" todos os dias em séries de televisão fantasiosas e em programas de educação com fantasia enganosa por não conduzir à felicidade do ser e apenas ter como prioridade o alicerçar de conhecimentos - que como paredes - cobrem o sol da vida interior de certezas falsas e de imagens de um mundo inexistente...



e - por força de uma força maior: que queima desde dentro e que tudo arrasta - colocamos todo esta montanha de entulho, de conhecimento vazio e crenças que levam a nenhures no caixote do lixo da fonte UNIVERSAL:



o que era aparentemente inabalável (como uma certa montanha para aqueles que falavam de fé) - simplesmente - é humilhado... o gigante sistema, o colosso poder económico, o omnipotente ego - nós os pequenos, os que apenas apostamos no ser que amamos vergamos para servir a escolha consciente de se entregar a outrém que simboliza um nós que brilha mais forte do que o Sol - porque enquanto o Sol se cansa e descansa de noite - o Nosso amor brilha de dia com tal intensidade que noite e dia são estados da nossa mesma luz...



Os desvios a este renascer? A este querer viver? A este mergulhar - com a loucura de amar - que nada nem ninguém pode parar?



Eu digo:



O maldito senso comum... as pessoas limitadas que habitam nossas portas e entradas - aqueles que nem querem nem deixam entrar...



Como nos matam esses?

que nos roubaram o sentido de existir, de viver e morrer como humanos... nos pregoam, garantem e até obrigam com o poder que neles depositamos a viver como carcaça ambulante que sorri quando puxam fios e depois esmorece em silêncio na hipocrisia da sociedade que cala o destino ao que nos condena - cada vez de forma mais acelerada, fria e desapiedada...



Prometem o fulgor ao vencedor - ao que vence em carreiras e competições - seja à mulher pelo poder de regular a sua vida seja ao homem pelo poder de ser bem sucedido... quando - no fundo - o poder corrompe uns e outros e os abraços que se deviam dar para manter a coesão que nos manteve humanos e vitoriosos até aqui, se vai esvaindo...



Para que força obscura trabalham estes ocos, estes túmulos vazios de branco caiados?

Que Potencia pretende absorvera felicidade humana e transforma os sorrisos e a espontaneidade numa marcha militar de fantoches sem cor, vontade ou coragem?...



São MENTIRAS que se vão contando ao amor: mentiras por falta de coragem ao não se admitir que é o UNICO caminho... mentiras que falam de como ignorar o óbvio - o toque da minha pela na tua, a certeza da tua presença, a alegria do teu olhar iluminado, da tua simplicidade quando passeias na rua, da jovialidade de dançar juntos, de brincar em casa pelas pequenas peripécias que nos aconteceram durante o dia...



Quem nos obriga a renegar desta nossa vida e pretende substituir o ESPÍRITO da PRÓPRIA VIDA por uma marcha programada de robots sem alma nem amor?



Renegaremos do mais sagrado e ficaremos com as cinzas que parecem reais mas que nos dão menos que zero... ou lutaremos - com tudo o que somos: pelo amor que é nosso cunho primeiro e derradeiro,; pelo abraço entre os que se amam, pela mão dada entre os que se querem bem, pela dança e canto em sintonia pelos que partilham a alegria...



ROMA CAI – VAI!

segunda-feira, agosto 20, 2012

Sem medo a Nada

Sem medo a nada - com um outro coração entre os braços... ser humano é estar completo... no abraço me encontro - no teu peito desperto - sol que renasce - vida sentida se fazendo sentido de existir





Alex Ubago y Amaia Montero

"SIN MIEDO A NADA"


Me muero por suplicarte

Que no te vayas, mi vida,

Me muero por escucharte

Decir las cosas que nunca digas,

Mas me callo y te marchas,

Mantengo la esperanza

De ser capaz algún día

De no esconder las heridas

Que me duelen al pensar

Que te voy queriendo cada día un poco mas.

Cuanto tiempo vamos a esperar



Me muero por abrazarte

Y que me abraces tan fuerte,

Me muero por divertirte

Y que me beses cuando

Despierte acomodado en tu pecho,

Hasta que el sol aparezca.

Me voy perdiendo en tu aroma,

Me voy perdiendo en tus labios que se acercan

Susurrando palabras que llegan a este pobre corazón,

Voy sintiendo el fuego en mi interior.




Me muero por conocerte,

Saber que es lo piensas,

Abrir todas tus puertas

Y vencer esas tormentas que nos quieran abatir,

Centrar en tus ojos mi mirada,

Cantar contigo al alba

Besarnos hasta desgastarnos nuestros labios

Y ver en tu rostro cada día

Crecer esa semilla,

Crear, soñar,dejar todo surgir,

Apartando el miedo a sufrir.



Me muero por explicarte

Lo que pasa por mi mente,

Me muero por intrigarte

Y seguir siendo capaz de sorprenderte,

Sentir cada día

Ese flechazo al verte,

Que mas dará lo que digan

Que mas dará lo que piensen

Si estoy loca es cosa mía

Y ahora vuelvo a mirar el mundo a mi favor,

Vuelvo a ver brillar la luz del sol.




Me muero por conocerte,

Saber que es lo piensas,

Abrir todas tus puertas

Y vencer esas tormentas que nos quieran abatir,

Centrar en tus ojos mi mirada,

Cantar contigo al alba

Besarnos hasta desgastarnos nuestros labios

Y ver en tu rostro cada día

Crecer esa semilla,

Crear, soñar, dejar todo surgir,

Apartando el miedo a sufrir.




Me muero por conocerte,

Saber que es lo piensas,

Abrir todas tus puertas

Y vencer esas tormentas que nos quieran abatir,

Centrar en tus ojos mi mirada,

Cantar contigo al alba

Besarnos hasta desgastarnos nuestros labios

Y ver en tu rostro cada día

Crecer esa semilla,

Crear, soñar,dejar todo surgir,

Apartando el miedo a sufrir.

domingo, agosto 19, 2012

Canto aos jardins Prohibidos


Os tempos e as máscaras... as "persona" exigem que paremos; condicionam e controlam o coração inflamado - que nada mais pretende do que se entregar em linhas, palavras - seu fado... numa dança interminável de espirais entrelaçadas... que una mãos... e sonhos e esperanças num fluir novo... rio de estrelas que marque caminho para o local mais belo deste hemisfério distante...

Mentiram as vozes ao afirmar a terra esférica - esférica é a ânsia contida que espera a sua saída do coração humano. Êxodo verdadeiro esperando um pioneiro para estilhaçar vidraças...

Esse mundo ainda está por descobrir - não te deixes esmorecer - tu que estás a despertar e a ver...

Mais do que as linguas que separam, do que os géneros que nos fazem ver o mundo por outros olhos... espelhos dignos que nos reflectem de outras formas...

Mais do que as palavras que se entrelaçam e que - nas definições nos espaçam - por reduzir essa essência que rodopia e que a vida pretende muito mais viva!...

Tenho distribuído dons... de forma patética - admito;

No último caminho de santiago tirei tantas fotografias... queria partilhá-las de seguida - para que muitos vissem e se apaixonassem... e caminhassem para ver, reconhecer e vibrar ,mais amor do que aquele já é seu na sua vida de paz... e dor...

Curioso foi o pagar a conta do roaming - mas isso é um mal menor - estou aqui para viver e para esmorecer cantando...

Como dizia uma frase bela à saída do ginásio onde tanto amei a arte marcial "Polvo seremos: pero Polvo enamorado"...

Em cadasorriso de criança apetece tecer um poema... em cada por de sol ou passeio pela areia - entre vagas que se enrolam nos pés descalços...

Entre cada mão que se dá e se entrega - sem saber quem agarra e quem se deixa... em cada abraço no que o coração palpita no centro do peito e se faz um por ser um a tempo inteiro... coisas bizarras... pequenas... tão simples - e por vezes tão deixadas de parte - traduzindo verdades imemoriais - que nem Jung e arquétipo, nem livro sagrado ou toráh poderá algum dia conter nas suas palavras firmes e seus bloques de vida pagã...

Palavras vida - me dizia alguém um dia ... primeiro elogio verdadeiro que me preencheu por inteiro vindo de um ser que é dança pura, fogo vivo quando circula pela sala preenchida de seres que querem amar...

Cada um de nós uma nota, cada um uma cadência dessa harmonia universal que se espera e não começa mas que já se está a ensaiar...

Palavras de vida!... é isso ao que este ser aspira - a ver o Sol por e relatar o seu renascer... olhando Lucifer e entender que porta a luz de ponta a ponta do obscuro para que a luz se não extinga do coração e olhar Mortal.... por isso lhe chamamos Vénus... ambas as estrelas o mesmo círculo a se complementar e que apenas os conceitos entravam aquilo que a vida pretende unificar...

Que as palavras nos telefones podem ser para animar, para motivar e encantar...

Que há gente - como eu - que se sentou numa tarde de Inverno - quatro anos ternos - a compor uma poesia à chuva...

Como aprendera a escrever - não o sei. Compus e escrevi o que "ouvi" até que - por milagre - os raios de sol começaram a raiar...

A partir dai escrevi... como se a palavra fosse mais eu do que o braço ou a perna... pois basta sentar numa mesa e deixar que flua e saia e dance em sintonias várias no coração da mente que desperta para o ser singular...

Por isso me espanta - que palavras de vida, que sonhos, que poesias... simplesmente se esvaiam... como gotas de chuva numa vidraça fechada.... em tarde de Inverno na que o calor está dentro e a chuva parece vazia para quem a não sabe sentir... e ouvir...

Pois sua melodia intensa - trespassa a alma densa - e faz o coração latir... melancolia...

Tal como o pássaro Primaveril luz e vida anuncia e Vivaldi nos faz sentir água em chuva fina e pássaro que canta e alucina num entramado de cordas pregadas num pedaço de madeira curtido ao sol... que um certo humano desperta e transforma em vida, arte e Amor...

Mistério avassalador!!!

Quem comanda a dança meu irmão? quam faz do ponto e da linha a ilusão... da arte, da vida e do coração?

Ou visto desde outra perspectiva - será a verdade o que vê a mente definida ou será mentira o que compõe a luz singular que se vê com o sentir maior?

Aqui fica o pedido de desculpa - por plantar flores em jardins alheios - pensando que de flores estão todos cheios e que apenas necessitam uma ou outra mais garrida - tal como este coração aspira - para ser jardins melhores... verdadeiros jardins de flores... de vida... antes que a vida se esvaia sem deixar uma única palavra que fale de ti... de mim... de nós...

sábado, agosto 18, 2012

Bi(b) o poetica mente



Cada Jóia deVida merece um altar. Cada sorriso uma câmara de vida neste ser para a guardar e cada encontro uma porta aberta para de novo procurar.

Há perseverança nesta forma de ser - é assim ou deixar-se morrer - ficam (para ti que sabes e lês) a saudade e a inquietude.

Saudade do tempo que passou e daquilo que ficou.

Inquietude por sentir quanto irá de novo florir a flor de Verdade...

Obrigado a ti - luz da Vida - por existir nesta guarida do caminho cinzento que se trilha... e destila

Dia a Dia...

sexta-feira, agosto 17, 2012

O quanto se espera tão pouco...



Mais de quinze mil biliões de anos para fazer com que o "Universo" entrasse em pele humana e falasse de si para si...

Mais de dez mil anos para que os macaquinhos enjeitados aprendessem a guardar as dicas que os avós não cansam de repetir...

Mais de trinta anos para começar a descobrir que não se quer bem ser o que nos disseram que devíamos ser...

Mais do que um batimento cardíaco para separar a linha entre viver... e morrer...

Enquanto o sol circula e o tempo apura - a ânsia de viver se esvai em múltiplos filmes e historietas, de montes e vendavais...

É no gajo que passa e que é o homem dos teus dias... na miragem ondulada que te despoja da carteira, do sono e das companhias...

É na viagem que tresvasa as fronteiras do teu mundinho conhecido e do "pessoal banal" - para teres histórias floridas, experiências vividas fora do teu cerco artificial... pitoresco animal;

Estrebuchas por dentro - ao ser esse enorme universo - trancado num espaço tão confinado... não - isso não é natural...

Dás aos pés e às mãos... não encontras comunicação - que chegue para dara entender dez mil anos a descrever...

Confundes a luz e a razão quando te dizem que não ao momento no que anuncias que queres viver - afinal - construíste durante trinta anos o caixão onde vais perecer... para quê dar marcha atrás?...

Qual crise dos trinta? qual irreverência adolescente? Ou vocês acham que a vida se submete aos padrões arbitrários da moda feita gente?

Uns dias é educado deixar a dama ao lado passar à frente... noutros chauvinista sequer pensar em pagar a conta sem ter em conta lavar os pratos e aspirar a sala que elas mesmas nunca nos ensinaram a aspirar...

Uns dias é divertido que haja um chefe que, no desatino, se deixe levar pelos nervos - pelo menos uma vez por mês... depois é contradança se o subalterno oficial se lança com algum "crlh" em bom português...

No fundo meus amigos - neste momento divino - que é teclar férias antes de se entrar para as jaulas com feras que nos pautaram sabe-se em que lugar: posso dizer e confessar:

se o humano pudesse, se das suas entrenhas um novo grito viesse - este mundo: que não é nosso - que é bem artificial - como diz o povo novo, a malta das raves de Portugal: "ia bater muita mal"!...

Enquanto houver essa réstea de esperança - de que há sempre espaço para a diferença e a mudança - apreciaremos a música da criação - sabendo humano o toque sagrado da batuta do mestre criador...

No dia em que tudo flua num sentido pristino - sem mácula ou distensão ou desatino - então é momento de partir para outra terra; de começar a viver uma qualquer quimera - pois o Patrão - com todas as linhas que se cruzam quando se abre uma boca obtusa - terá deixado de lado o próprio dilema de ser empregado e - ao mesmo tempo - opressor;

Vamos andando - contra vento e maré remando - que nesta nau dos tempos - o que comanda a vontade é mais alto do que eu...

Se assim não fosse, minha chama teria à muito se esbatido, e eu seria mais um fantoche no palco dos muitos que aspiram a ser "meninos bem"...

quinta-feira, agosto 16, 2012

O Gosto de Re Viver



Gosto de ser quem sou... gosto de estar no que estou...

Mundo de magia, de vida e folia - no que as personagens que cruzam o meu dia são a mais completa bizarria segundo os canones do meu absoluto viver!

Curioso - quem me mergulhou no mundo da noite esperaria talvez mais um recluso... mais um servil: servente de sombras que se arrastam e capitão daqueles que se escravizaram por um lugar na frente do comboio dos eleitos para o reino do "do-li-dol"

Desde o esgotamento que quase me limpou da memoria de mim até à "limpeza" física bem real por parte dos que deveriam tomar conta do meu percurso vital (pesadelos vivos feitos concretos que não ficam bem num ambiente virtual), o certo é que foram uns anos de mergulho na escuridão... até começar a despertar... a vir á superfície e sobre águas começar a caminhar.

Agora sei - um dia num gabinete - quando confrontei a Psiquiatra e lhe dizia que apostaria nas artes marciais (que bem me deixaram pendurado faz já mais de um ano) e nas terapias complementares... a senhora - com toda a boa vontade - lá dizia: "que o último que lhe tinha passado pelo gabinete e nesse meio alternativo se tinha metido - tinha - simplesmente - o suicídio encontrado...

Lindo! Seria um Romeu engeitado? Uma Julieta fora de prazo?... seria um romântico empedernido? Um quixote esbaforido e cansado de afiambrar tanto e terrível gigante num tempo no que os moínhos eram prédios que levavam a multinacionais irracionais brincando aos legos com os seus funcionários e capitais?...
Seria um Sócrates ou um Nero... seria algum grande feito pequeno que decidiu deixar exemplo antes de vergar - como o faziam os "d'antes"... oualgumpequeno armado em grande procurando deixar vacante o seu lugar no paraíso suicida occidental (40% de aumento de taxa anual - isso só entre os homens - acha a senhora que me surpreende a sua extrondosa vaguedade?!?!)?

Bem - pelo menos - algo encontrou... não foi daqueles que - sem provar cicuta alguma por causa nenhuma... se deixou levar sem saber se o que Sócrates afirmara fora verdade ou não...

Eu - firmei minhas razões - e olhem que - num meio hostil, frente a quem nos vê como uma mais uma hora entre muitas horas e nos encontra VERDADEIRAMENTE entre nomenclaturas de livrinhos de conta inventados por génios das classificações patológicas que chamariam "quadripolar" à mamã natura - tristes nomenclaturas do livrinho da classificação suprema da superpsiquiatria moderna - gaiola triunfante e plena de medalhas reconhecidas - de vidas renascidas e revividas (não?!?!... então e aqueles zumbis a arrastar de medicação... não são triunfos para os laboratórios que os mantêm na mão?) e fruto de centenas de anos de condenados ao oblívio - boca negra de serpe esperando assim - algum dia - definir e enclausurar-te de forma definitiva para que a tua incómoda humanidade deixe de ser obstáculo para a ciência e o método que passam. enquanto tu és espremido pelas suas rodas de betão!

Mais um pequeno passo para o Método (S. Descartes nos perdoe) mais um triunfo para o estatuto omnipotente do médico estudante...

O facto é que - não sendo compulsivo - apenas tive de dizer não... seguir o meu caminho e procurar fazer sentido naquilo que tinha trazido confusão...

Este é o rugir do tigre e a chama do Dragão - naquele consultório solitário, frente a um adversário cem mil vezes mais poderoso - representando o omnipotente sistema e todo o risco que maneja - todo o peso da sua opressão - um ser pequenino - por acreditar nesse grito de desafio que provém do coração: ergueu um bocadinho o olhar, aclarou o tom de voz e disse "Não".

A partir dai foi dançar, namorar, optar por ir para este ou aquele lugar...

Foi procurar a praia ao fim do dia, escrever o que podia...

Abraçar com o coração, ser honesto com a emoção.... dar o que há cá dentro para dar...

Gostar de novo de namorar... convidar para dançar... ir para a pista... beber umas bejecas... "passear a franga" como me disse uma cachopa simpática!...

Despir as roupas petrificadas e as maneiras tão estudadas que já agiam em piloto automático em vez do eu que lhes dera ser...

Foi descobrir Dionísio sorrindo matreiro, ou reencontrar me ser verdadeiro por detrás de um muro de betão, encerrado num pétreo caixão de rotinas sem sentido e de ditames perdidos: oriundos de mensagens gravadas por verdadeiros loucos na mente da criança ainda sã...

Por isso - agora - faço o que estava numa carta - com uma flor branca - enterrada baixo o busto da Senhora de Magdala algures num caminho na terra das brumas, meigas e trasgos.

Dizia algo assim como: "ama a vida e vive o amor"

Assim - sim - encontro meu Deus e Senhor...

Habita o peito, está presente e se inflama com furor quando se desreipeita sua mensagem viva, pulsante e sentida em troca de palavras ocas, gestos vãos... vidas vividas sem paixão;

Hoje a medicação da psiquiatria já era: prefiro uma conversa vera com um par de colegas - sejam eles da passa ou da cúria... o que importa é o que nos unia:

Afé no poder do amor:

O que Une e Liberta

Vamos nessa - que a força que nos atravessa - é tudo menos mansa,balofa ou branda: é dura e fria como escama de dragão sempre que ameaçada pela luz da razão; é quente, intensa e fundente como sua chama em bulição quando consome e destrói a gradada degradação... desgarra do comodismo, escangalha cristalismos e põe os vendilhões de pregões a esvoaçar - pois é tão forte e livre que vê por dentro aqueles que se lhe querem impôr... e nos seus olhos límpidos - espelhos oblíquos e cristalinos - lhes revela sua verdadeira imagem para que se alimentem de pavor...

E dom da vida - fulgor como lava activa - que penetra as veias do bom vividor.

Ao Dragão... Anima Mundi... todo o louvor

quarta-feira, agosto 15, 2012

O lume que se ergue e o frio que rasteja

Já os vi tombar... já as vi cair...

Não há pena... nem glória...

Apenas um expirar vazio... um corpo que fica frio... no seu lugar uma lágrima... deixar de existir...

Já os vi tombar - vender sua alma numa cama...

Já os vi partir... anónimo guerreiro da vida em corredores esquecidos:
Brancos sepulcros dos seus gritos... retocados com o cheiro pulcro das mágoas consumadas...

Cânticos de ecos perdidos... memórias recolhidas entre silêncios e paredes brancas...

Lamentos contidos e lacrados em outros seres investidos de pulcras túnicas alvas
Recolhendo entre pó e vestígios os olhares esvaídos que outrora foram estrelas de fulgor em olhar inflamadas...

forças perdidas... outrora esperanças...

É bom dia para morrer!

Por uma causa... um sonho... uma loucura... uma coisa qualquer - simples fruto do teu querer... simplesmente porque SIM! Porque é teu esse poder - ninguém to deu - nasceu contigo e contigo tem de crescer!

Porque é bom viver!
Ainda que vozes sibilinas te façam duvidar, ainda que campanhas mesquinhas te queiram arrancar - o dom de sorrir, de vibrar, de sentir: a vida pura e simples com a que foste imbuído ao respirar;

É bom dia para lutar!
Por querer... por poder... por celebrar: a vida que se agita no peito, que move estes braços que dirige este querer! Foi assim que vieste ao mundo... foi assim que te fizeste nascer!

Há uma paz velada que ameaça com o nada toda chama de paixão... há uma voz fria, contida, gelada que vai trazendo até si os mil e um lumes que ardem no coração Português...

Uma serpente fria que se enrosca no coração que proclama, uma adaga fria cravando-se na viva chama que reclama: vida é para se viver!...

Sedução mordaz, sortilégio capaz de cauterizar a semente vital que nos faz ser... querer... poder!

Medo que se antecipa, peste que emancipa rebentos de morte plantados no dia no que se deu a nascer...

Rugir de Dragão que se invoca - para cerrar a boca de viperina sibilância - entre os corredores obscurecidos de uma vida que se esvai;

 Grito singelo: de coração guerreiro, erguendo-se sobre despojos humanos feitos de medos e receios - reclamando pela vida na que se pretende ser mais:

Humano ou vazio, sangue vivo ou fluxo mansino... quem és tu que lês, que és tu que te revês naquilo que te dão a comer?

A vítima expectante, o rato que se encolhe enquanto a víbora se expande ou o dragão que abre asas e com sua chama queima a praga deste medo que nos congela a vontade, nos tolda a verdade e se vai instalando no sangue até deixar veneno vermelho em vez da herança viva dos nossos egrégios avós?

Hoje é um bom dia para morrer... sem este risco presente e assumido ninguém vive... tudo  marcha sem se aperceber... caminho a perecer...

Corredores frios... ecos vazios... passos que se arrastam... aromas estéreis... clamores débeis de fios de luz que se desgarram...

É assim que queres viver?
Posso garantir - homem ou mulher - que esse corredor esquecido: sem nome, calor ou amigo - é o prémio da tua servil submissão;

Já lá estive tantas vezes - achas que não?

Sabendo isto questiono - que mais será necessário - que triste e oco ossário, terás de viver uma e outra vez para despertar?

Quanto mais suplício vais querer para te lembrares da tua vista erguer, desse corpo frio e hirto da enxerga levantar?

Par uma brisa que é sempre Tua; para um Sol e uma vida que se perpetuam: para tudo o que sem preço em ti suspira - uma praia, um sorriso, uma conquista... simplesmente por te apetecer?

Porque assim manda o teu querer...

Antes de que chegue a tua hora: de ir para onde todos vamos - lembra que este momento é teu para sempre... que farás dele - dragão ou serpente?


O jogo divino

O que Deus espera é a revolta - espera que o desafies na sua força e na sua forma...

Espera que o reencontres por te testares - por o amares - por sentires que deste o litro - até caíres e
tombares...

Espera que o retomes - que o vejas e o encares - que vás além do temor de te reencontrares - dois olhares - um só espelho de vida...

Esse deus espera o teu pronuncio - espera que te lances mais fundo - do que algo ou alguém alguma vez ousou mergulhar...

Não te deste conta que Ele ousou Te desafiar? Quem pensas que te deu Nome?

Não entendeste que te marcou os limites para te ajudar a avançar?

Pensas que te levantoubarreiras para te deixar ficar? Sentes que te estabeleceu quimeras para te aborrecer sem sequer as tentar?

Esse algo te espera - espera o teu dó de peito - o teu sangue esvaído no palco da vida depois de teres dado o tudo que te pertence e ao que te entregaste de forma inventiva...

Esse Deus te espera - ao virar da esquina - porque estás a caminho do desafio que te ilumina...

Em cada momento de elevação, em cada integrar com vida plena toda a força em teu redor... ao arriscar ir mais longe - ao aceitar a voz do que te interpela dizendo-lhe não com teu próprio nome - é assim que cresces...

Esse Deus não espera um povo balofo, não espera títeres ou fantoches - espera seres livres e pudentes... seres ousados e arrojados que abrem linhas onde apenas havia batentes...

E gosta do teu esforço - pois sabe o quanto te faz crescer... e aceita o teu desafio - pois sente quão perto do seu trono tu queres aparecer...

Por isso te espera e sorri - a cada novo gesto ou passo... aparece e diz "tens carácter ser ideal" - aproveita essa linha e faz de ti algo mais do que animal...

Usa a força de vida que em ti jorra sem cessar e - com um toque de magia - faz da consciência teu canal...

Ferramenta de vida e motivo do jogo final...



terça-feira, agosto 14, 2012

Por um mundo melhor... ser o que se é

Estamos num mundo no que - constantemente - somos interpelados a escolher caminhos já trilhados, passos já marcados...

Desbravar terreno é expandir horizontes... de certo - incomodar...

A nossa diferença - incomoda: não sabemos quem ou o quê - mas, de certo, que algo ou alguém desejou essa diferença para que se expandisse e crescesse... para que pintasse o mundo com as paredes do amar, do sentir, do vivenciar...

Entretanto - somos convidados a permanecer no lugar... a ir desvastando sonhos trocados por objectos, cargos, salários, posição... estatuto...

Somos convidados a entrar nos lugares cerrados cortados a eito no frio diamante diário...

E o coração puro -que palpita sempre diverso... sem nunca repetir duas vezes a mesma voz... cristaliza numa série dourada de estruturas ordenadas geradas por máquinas sagradas para que os escravos se mantenham em volta da mesma fé: a fé de um caminho único, de uma mesma forma de falar, sentir e esperar...

No fundo - já somos assim - só que ainda não abrimos os olhos para ver que - mesmo um encontrão - é uma forma profunda de comunicação...



terça-feira, agosto 07, 2012

Quando



O mundo não avança... a sintonia de criança deixa seu eco por um triste e frio lugar - onde sombras passam, vozes ecoam... seres se permeiam sem se encontrar...

E no vazio: neste meio desatino/ destino... velado para quem quer caminhar - procuras teu rumo como doce perfume... encontrar teu passo e teu caminhar...

E quando as estrelas se velam e já nada chamam  de ti... e as vozes se abafam ao sentir que se encandeia a esperança, a vida perde o seu por vir...

Se a vida esmorece no teu ser... se o teu ser deixa de se ver... se em redor apenas sentes carcassas frias... cores esbatidas... sonhos vagos que se perdem num tunel sinistro vogando para uma noite sem luar;

Então clama - pede ajuda - que o teu anjo de guarda desperte, que essa tua gente que te rodeia te ilumine...

Diz: já não posso mais - que os vossos sonhos, a vossa arte - o vosso coração ancestral

Embale este meu que está esvaído... e o façam elevar... para voltar a sentir  vida plena... o hidromel sagrado... a doce bebida que alimenta - a alma, a vida e a coragem do guerreiro velado...

Desperte o tigre, ruja o leão... que o foco de vida seja plena devoção...

Que o sangue fervente do áureo dragão seja forte o suficiente para inflamar teu fado...

E das ruas vazias... dos ecos passados... das imagens perdidas de ecos apagados: dessas tuas ruínas - surja um grito - berro embalado - de quem desperta do seu sono e se encontra a si mesmo agarrado a um novo ponto de luz - calor - mundo dourado...

Estão a afundar teus sonhos, a consumir teu sangue, a fazer tua vida um mar seco e uma praia distante...

Névoas percorrem as manhãs... gentes errantes levantam seus corpos sem que sua luz as possa acompanhar:

Por isso tu grita! Desperta! Espevita...
Estrebucha entre as ondas - mas não te deixes af(i)ndar!

Há mais forças neste mundo do que a vontade de te comandar - existe uma nascente pura onde está o teu verdadeiro lugar:

Vai e encontra!

Por muito que o mundo queira mentir,

Por muito que o destino pareça se divertir - tu centra teu foco e teu olhar - no único ponto, na estrela dourada - assento verdadeiro do teu sentir e vagar...

Vai mais longe... não te deixes ameaçar - e liga as ancoras que deixaste no passado para que se façam vivas no presente singular...

Invoca o que de ti sabes - que estás aqui para crescer - avançar - e amar: verdadeiramente - não apenas a um ser em particular....

Estende tuas asas e prepara-te para voar - no fundo somos dois dias - um para nascer - outro pra lutar:

Se souberes que já tens o teu lugar prometido - qie te impede de ir mais fundo - de ir e desafiar?

Tens a espada quebrada, tuas pernas a vacilar? teu escudo rachado e tuas vestes a sangrar?...

Esquece amigo - tua força é teu coração - o resto - mestria e destreza - vêm quando as aplicares na palma da mão- em direcção certeira ao que te comanda a verdade interior

Por isso crê - que vais mais longe daquilo que toda a gente vê

Crê - que há mais vida e sentido od que aquilo que os mundo em redor te mostra e revê...

Sente - que o teu enigma é teu e de mais ninguém - e vai mais longe pois mais longe está tua vida que a vida sustém...

Assim - sem medo - avança - que vais mais rápido e mais longe do que toda aquele que se deixa na posança...

No fundo - estamos a caminho já - alguns repararam, outros querem-se deixar ficar.

Tu - que estás ordenado - para andar - VAI

segunda-feira, agosto 06, 2012

o centro da roda


No centro está a maçã dourada - oponto de luz que tudo ampara e que ilumina a nossa alma....

Nele convergem as altas luzes: branca alvura de Jerusalém amada e os vermelhos raios do sol que se esconde na terra fria por ele fertilizada...

Raízes na terra - para converger a força da vida, mãos aos céus - para elevar esse luz num novo padrão de ser...

Umas e outras - luzes da vida - via em luz:

aguardamos quando a flor que palpita na fronte estrelada possa estar em sintonia com a que crava a espada no rocha fria do mundo real...

segunda-feira, julho 30, 2012

Sementes de vida e luz

Descobrir a esperança  num mundo labiríntico que manda para atrás ou para a frente consoante baixemos a guarda: aprender a dançar é muito mais simples do que parece - apenas necessitamos encontrar o BOM MESTRE que retire do coração a semente de vida e luz que germina em seu interior.

terça-feira, julho 24, 2012

O Milagre



Um dia uma mulher orou... com o ouro que o coração chorou... para que suas entranhas pudesse sarar;

Uma noite uma dança ocorreu... um toque aconteceu... uma luz nova se fez notar...

Uma vida se renovou... um novo ciclo iniciou... uma nova estação a começar...

Era primavera do sorrir - da vida - do sentir... todos juntos chorávamos por mais...

Havia luz no porvir - um sinal de ressurgir - por onde andas Portugal?

Depois tudo aconteceu - a luz esmoreceu... e de novo se fez luar...

Até que a esperança recomeçou - a nova vida desbordou: e a mulher criança se fez Mãe;

Assim - entre a luz e o luar - entre o dia que começa e a noite a terminar

Acontece uma nova história - na que a vida e a memória - voltam a começar;

quarta-feira, julho 18, 2012

A Luz Branca



Entre as luzes que despontam - há uma luz branca que nos faz sentir sós...
Por estar habituados ao abraço, à alegria... ao encontro sincero com quem nos reconhece para além de nós...

Como é tão complexo - ver o ser inverso - para além das tonalidades e da sua cor!
O espelho reflecte um reflexo que se parece ao sonho submerso de uma manhã fria na que vagamos para longe da viva voz...

Que nos diz - "és amado" - não importa!
Abre a tua porta - dá luz ao ceu estrelado - irradia ao mundo uma outra forma de viver sem nós...

E lentamente se desprendem as vaidades... se aproximam as verdades... e o que nos une se revela no simples sorriso de um momento: distraído - para tudo o que perturba essa dourada visão...

Estamos a caminho sem saber: parece estranho - e a vida vai revelando o seu viver....

terça-feira, julho 17, 2012

A Dor



Quando a vida pede um salto... e se não vê o lugar onde se vai pousar... vem o medo... vem a dúvida... vem a dor...

Sinais de um parto que se prevê lento e que dará ao mundo um outro sentido... uma outra cor...

Entre tantas voltas o rumo aponta ao coração - o coração da vida aparece esbatido - o do sonho parece que não...

terça-feira, julho 10, 2012

A Verdade do Silêncio



Grito que ecoa sem se ver

Hino profundo na concórdia de se reconhecer

No abraço dado sem pensar, numa mão que ampara outra no seu caminhar

sexta-feira, junho 15, 2012

Meditar...



O foco de atenção daquilo que sou dá origem e determina: o meu caminhar... o meu caminho... o local por onde passo... as pessoas que vou experiênciar...

As opções que tomo ajudam-me: a crescer... a renascer... a rever:

o horizonte, a vida, os ideais...

Por vezes tropeço... pedra no caminho que me avisa... vista acima ou abaixo... de mais...

Levanto... há um ganho... há vida que se alimenta... há caminho... lá estão os meus iguais...

Uma mão... que ajuda... gesto de vida... humano... nosso... real...

Ser que se ergue... complemento... deste mundo... ganho... acrescento... ideais...

Abraço... vivo... desperto...aconchego... liberto...

Lar de vida acolhendo vida... motivando a germinar;

Plantamos sementes de sonho... ao longo do nosso vagar...

Seres de luz... cuidando vidas... alimentando essências... motivando a despontar...