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quarta-feira, maio 10, 2006

Negreira

Para quem pensa que os caminhos terminam quando se obtem o que se pretende…

O Caminho continua.

O Peregrino cedo se precata que nao sabe bem o que procura; logo intui que obterá o que precisa – talvez nao exactamente o que desejava.

O Peregrino nota que se fez humilde o suficiente para admitir que é aluno da vida; poderá criar mundos de sonho mas - para encontrar verdade - terá de se despojar do que é, do que sabe, do que pensa ser…

Agora vou a caminho de Muxia – onde a Senhora arrivou numa barca de pedra.
Procuro um sonho – sonhem comigo…

Depois, Finisterra…talvez.

As minhas roupas já rasgadas - de outros anos, de outras tentativas, de andar em círculos - serao ali queimadas enquanto o Deus – Lugh – se some nas trevas do Oeste, para nos redimir numa nova manha…
Morte para o velho, purificaçao no fogo, água salgada de banho final e novo renascer… depois…nao sei.

Um abraço desde o caminho – agora bem mais simples e com menor efeito de história, monumentos, gentes… só as Lendas e os ecos Celtas a caminho de Fisterra…

3 comentários:

Micas disse...

Leio-te em silencio. Sei-te.
Abraco

(desculpa a falta de pontuacao, estou sem computador)

Renan Castro disse...

Grande amigo... quando regressas? Temos todos saudades tuas. Abraços peregrino.

brida disse...

:)
O caminho é infinito... Sigo esse sonho de coração.... é para mim uma honra poder sonha-lo "ao teu lado", grande Alma.

Bem hajas