pub

segunda-feira, dezembro 28, 2020

Repousar

 


Repousar

Parar

Inspirar

E deixar-se levar

Cidade afora

Rua a rua

Que nos ignora

Assim nesse sentido

De estar atento

Nesse caminhar entre a gente

Com suave alento

Lento, e a ver passar

Detalhes

Mais de mil milagres

Que acontecem sem cessar

E nessas miragens

Nesse olhar

Escrever novos momentos

Entre os lugares sedentos

Desse teu ser a passar

Até encontrar fundamento

Raiz profunda

Sustento

Para te erguer e sonhar

Confiar

 Confiar que se vai encontrar

O tempo e lugar para se abeirar

Dessa paz e tranquilidade

De se dar tempo e verdade

A espaços e lugares

A gente em comunidade

E fazer amizade

Com quem assim partilhar

Esse algo de vida

Essa humanidade unida

Esse fruto que se respira

Ainda qual fina flor

E nessa suavidade

Nessa transparência

Nesse algo que nos alimenta

Encontrar dom de coragem

Inspiração na viragem

Da barca dos sonhos

que nos sustenta

E assim chegar a arribar

A esse bom porto

Em um qualquer lugar

Trilhos na névoa

 Nestas vagas viventes

Que vêm e vão

e nos arrastam

Nessa ilha de paz

Serena tranquilidade

Que se estende

na longevidade

E que se vê de relance

Vogam as marés

No ser que és

Procurando

Peregrino vagando

Migrante se achegando

A gente certa

Em lugar qualquer

A coerente reta

Que sempre acerta

Assim no bem-querer

E nesses seres

Que vais encontrando

Ao som das marés

Te mostrando

Assim reflexo vivo

Descoberto

Em cada caminho perdido

Em cada trilho de novo aberto

domingo, dezembro 27, 2020

Sêmea de vida




Quando damos

tempo e atenção

Às amenidades serenas

Às tempestades apenas

Trazemos

O que assim pescamos

Ao de cima

Desse mar de amar

Imenso e profundo

Que anima

e dá cor a este mundo

E nos inspira

E se lança

A quem abraça

A assim enjeitar

Em sons de melodia

Entre a noite e o dia

Alvorada

Ora ocaso

Silêncio

Escasso

Pintado

Por todo o lado

E no vento

O sentimento

A se levantar devagar

Até o ar ficar sereno

E o sol repousar

Ou se elevar

Para mostrar

Novas cores

Aos mil amores

Que cintilam

nesse teu jardim

A florir

Longe de mim

A se abrir

Primaveril

A ser sêmea

Desse gérmen

que se semeia

Em cada dia

Chamarada

que se ateia

Ao dar

E saber receber

O que a vida

íntegra

inteira

Convida

A partilhar

pontes entre nós

 Encontrar o teu lugar

Seguir e perseverar

Atrás dessa estrela cadente

Entre a multidão da gente

A passar sem notar

Que vês o mundo outra vez

De maneira singular

Que estendes pontes

Por onde se entretecer

Linhas a saber

Reflexo de outro olhar

E te deixas seguir

Nessa odisseia

Algo que por dentro

Se faz candeia

nesse nevoeiro mais frio

E calor de estima

aonde nem te sentes querido

E nesse algo a entregar

Sentes que voltas a viver

De verdade

Ao dar

O que te foi dado a conhecer

E estando porto

Tanto que tocas o sentimento

As finas sedas

Subtis apenas

São qual pontes entre o sonho

E a imaginação

Refúgios de Hospitalidade

 Nesse lugar

Onde acolhem

Os que escolhem

Assim ficar

Nessa simplicidade

Na mais pura clandestinidade

Até se abeirar

À mesa

Ninguém sopesa

Quem estará

Lado alado

Sentimento alado

No alento assim formado

Nesse sentimento

De se estar por dentro

Encontrado

Assim no abraço

do silêncio

Pela palavra animado

Assim nesse lamento

De melodia renascida

Recriada

Revivida

Nesse lugar

Na mesa redonda

Sem soçobrar

Ninguém sobra

nem há sombra

De se ocultar

E nesse tempo

Velejamos

Nessa brisa

Navegamos

Nesse algo

que nos avisa

Ouvimos

E sabemos

Partilhamos

E nesse dizer

Assim ao saber

Que vamos

Nos ver

Outra vez

Quem sabe

Quando

Levámos

No íntimo

O que encontramos

E no ser

A leveza

Que aceitamos

sábado, dezembro 26, 2020

Abraços dados

 




Nesse elemento

Forte e sedento

Que jorra por ti afora

Que se estende

quando se demora

Nesse tempo,

nesse lugar

Que voga aonde

o sonho chora

Que se entretece

Quando assim permanece

Sem se estender

Entender

Sentir ou partilhar

Essa ponte enrolada

Dentro de ti mais nada

A dar

Sem se ver

Saber

Assentir

Sem querer

E ousar

Assim estar

Lado a lado

Sabendo que somos

Por dentro

Abraçados

Poesia serena

 

Nesse poema

Nesse tema

Em ti adormecido

Por amor e devoção sustido

Por bem querer vivido

E partilhado

Em páginas de imaginação e fantasia

Levado

E nesse dia a dia

Plantado

No coração humano

Para voltar a germinar

Noutro tempo

Noutro poema

Na luz desse

Teu olhar

Alegrias

 

Alegria de se partilhar

De mostrar esse estar presente

Qual palpitar

De sorrir e ver brilhar

O olhar entre a gente

Desse calor de amenidade

Desse algo subtil e coerente

Dessa verdade

Que se sabe e sente

E nesse sentido

Desconhecido

Que nos envolve

Qual abraço

Aconchego renascido

Nesse mais pequeno espaço

E no seu lugar

O lar

Dessa lareira sempre acesa

Assim ao se achegar

Também em calor de humanidade

Assim nos envolve e expressa…

Sentido do Sentimento

 

Nesses momentos

Nos que o sentido do sentimento

Aponta bem adentro

E nos leva a exprimir sem pensar

Asas de sonho

Coração imenso

Qual o medronho

Que cresce devagar

 

E nesse sentido mais alto

Nesse ir mais ao fundo

Dar o salto

E enviar melodia a este mundo

E nesse palpitar de emoções

Em silencio prezadas

Assim levar as opções

a serem pelo teu sonho

enfeitadas

 

qual árvore de natal

que antes se perfazia

na esperança subtil

desse ser criança

mais um dia

Incerteza

 

Nessa incerteza

De onde nasce a poesia

Dessa suavidade

Musicalidade em melodia

 

Desse algo que nos alumia

Desse sentir que faz da noite ser dia

Desse encontrar novas metas a se partilhar

E ao chegar, descobrir

O que em nós estava a bulir

E a se querer mostrar

 

Qual uma surpresa enfeitada

Nessa árvore de presentes

Que na noite mais intima

Nos foi deixada

Para a sós descobrir

Qual o sentes

 

Criança amada, ser maior

Que a matura vida entretecida

Desses poemas que se destinam

A ser enviados

A outros corações

 outros seres

humanos

Bem amados

sexta-feira, dezembro 25, 2020

Coração de Mundo

 


Poemas e temas

Melodias apenas

Para voltar a encontrar

Uma perspetiva futura

Algo que nutre e perdura

Nesse centro

Latejante

nesse ser amante

Da vida

Da sua leveza

Do que seria sentir e partilhar

Com plena certeza de se encontrar

Tempo

Sonho

Lugar

Para se voltar a plantar e ver germinar

Tanto que levamos

O muito que partilhamos

O sentido desse algo que encontramos

Quando nos damos anos ver refletidos

A estar de novo unidos

A nos assumir

Em humanidade de verdade

Em simples sinceridade

Desse abrir mãos

E vogar

Nesse confiar

Sem mais duvidar

Nesse mergulhar

Hino profundo

Nesse centro a palpitar

Nesse coração do mundo

Cidade cintilando

Poesia da cidade que se esvazia e preenche

Qual coração vivente que se deixa

Assim esvaziar

Para lançar aos seus lugares

Assim quais nos lares

Esses que se encontram

Noite e dia

Sem mais

Qual lembrar que bem estamos

Quando juntos celebramos

Essa familiaridade

Sem tempo ou idade

Do reconhecimento que se leva por dentro

Que brilha no olhar

Que canta no sorrir

Que se sente na amenidade

De se suster

Mão em mão

Pontes de ligação

que se entretecem

sem se desligar

e nos voltam a juntar

a esse ritmo

latejante

assim sereno

misterioso

e que nos abre

de par em par

para a emoção desse novo encontrar

um outro coração assim em seu lugar

a se fazer notar

Nesses lugares prendados

Nesses tempos sagrados

Nesses momentos nos que nos damos

E lembramos

Quanto ainda somos humanos

 

Nesse deixar de correr

E encontrar que fazer

Pelo simples facto de ser

Assim

Sem mais

E ser em abraços levados

Assim mão em mão elevados

Para sentir outra vez

Universos sem fim a passar

Pelo âmago desse renascer

Pela luz desse novo olhar

Voltas de vida

 

Nessa leveza de se harmonizar

O tempo

o pensamento

o que se sente de repente

o que se sonha assim deixar


Em temas leves, apenas

Quais brisa no teu cabelo a brincar

 

Ou sem desvelar

o tempo no que te foi dado a partilhar

sentir que assim poderemos ver e ouvir

...E lembrar...

 

O tanto que se ilumina

quanto em nós cintila


Nesse momento sem tempo

No que nos é dado a soletrar

 

E ler devagar

 

Uma prosa sem tema

Uma rima em poema


Essa tua vida a voltar

Jorrar de amores

 

Marés que não vês

E te preenchem sem cessar

Dessa saudade

Sentimento sem idade

Desse integrar

Esse fundamento

Forte suave e lento

Essa estrela

que levas por dentro

a cintilar


Para que brilhe

E ilumine

Uma outra vida


Nessa breve perspetiva

De se estender

Desde poente a ponte

Que traga assim forte


Alvoradas

Amigas

Águas passadas

mas vivas


Desse querer encontrar

Um lugar e sentimento

Uma palavra de alento

Um momento a se entregar


E ouvir sem mais parar

Isso que se leva por dentro

Assim livre a jorrar

E além do pensamento

Pleno de sentimento

Assim se entretecer e amar

Momentos a se encontrar

 Quando, por enquanto

Ainda se não conseguiu

Subir

Ao sopé desse alto que é

O lugar aonde queres chegar

E as imagens

Em derredor

Se fazem

Quando olhas atrás

E vês em perspetiva

O campo a estiva

A labuta antiga

Renovada

Pela nova rotina

Nessa cidade marcada

Pelos recantos mais belos

Pelos lugares sobranceiros

Aos que chegas e te entregas

Assim a repousar

Poema de vida

Tempo a se entretecer 

devagar...


Até um dia

Poder ser e estar

Nessa melodia

Entre a noite e o dia

Qual horizonte de fronte

A se ver pintar


De cores amenas

Suavidades apenas

Para quem quiser olhar


Sentimentos passados

Suaves e bem levados

Para esse lugar


Íntimo sentimento

Claridade do momento

Que nos é dado a viver

Devagar...


E a entregar

Assim se se puder partilhar

Poema à Vontade




Nesse momento,

no que decides

Ir e vogar na vontade

 

Nesse algo que sempre viste

Assim nascer da tua verdade

 

Nesse âmago invisível

Que te sorve sem mais

 

Teu querer

Teu ser

sem saber

assim voltar

 

A se acender

Ou transcrever

 

Sem se ver

Em suavidade

 

E eco

Silente

 

Secreto

Ora ausente

 

trazendo de volta

 

essa saudade

 

Desse querer

Desse deter

O tempo

 

Sem mais

 

Desse ir

e voltar

 

E saber

Plantar

 

Sementes

No teu mais

simples quintal

 

Assim reacender

Esse lume

 

De amenidade

 

Calor

trazendo em si

a sobriedade

 

De se entregar

Pequenos

momentos

Assim ligados

 

Grandes eventos

Assim saudados

 

E por dentro

Esse bem

Vem poisar…

Nos tantos

Sentimentos

Num clarão

Desde o coração

A se suceder

Sem mais duvidar

Espelhos de Vida

Quando tudo o resto

se desvanecia…

 

Essa face

Que se ilumina

 

Quando se reconhece

No espelho da vida

 

Assim a se ver voltar

 

Entre as brumas

Dessa alvorada forte

 

E o horizonte

Que se desprende devagar…

 

Nesse ocaso

Que é qual se deitar e sonhar

 

Elo de verdade

Laço de sinceridade

Eco de vida assumida

Assim a se revelar

Intimas Ondas

Nesse lugar

aonde se abeira

A barca a vogar

Dessa maneira

 

Sempre serena

Suave e calma

Nessa lagoa

Qual olhar da alma

 

E nessa onda

Pequena

Identidade

 

Que se transforma

Qual pena

A descrever sem idade

 

Esse tempo que se lembrava

Esse algo entre tudo e nada

 

Essa alegria

Mais quente que fria

 

Que ainda se elevava

Que ainda preenchia

Que ainda se levava,

E prendava

quinta-feira, dezembro 24, 2020

Sonhos no Estio

 


Nostalgia desse sonho 

...varado...


À frente do olhar

Dia a dia a divagar

Sempre à espera de voltar

No momento menos pensado…

 

Saudade desse tempo esperado

Presente nesse futuro plantado

Dessa ironia que se faz melodia

Nos tornando centro desse novo dia

 

Sempre a nos alimentar

algo mais simples e forte

sentimento que reconforte

 

Esta sensação

De se encontrar

 

Em cada momento

Um suave lamento

Desse lugar

a preencher

…devagar…

 

Letra a letra

Passo a passo

Se achegando

E essa melodia

Sintonia

De doce pranto

 

Ruas e avenidas

Vazias

Pelo encontro

nestes dias

 

Pelo calor da proximidade

Pelo amor que une em verdade

 

Por esse algo de familiar

Por esse ser abundante

Desse estar qual antes

 

E celebrar

 

As alegrias e as penas

Partes de um contínuo apenas

Para se deixar afundar

 

Nesse peito aberto

de sentimento

Pelo sentar e olhar

mais ao perto

 

Pelo se abeirar

Neste tempo mais frio

Entre o nevoeiro e o estio

 

Gota a gota

Chuva a se escoar

 

Nessas avenidas

Que permanecem

…vazias…

 

Apenas estando

Para o migrante

Que por elas vai passando

regressos e passos

 

Esse estar – lado a lado

Esse encontrar o rosto velado

Felicidade por ser ousado

E vogar

Nas asas do tempo

Partir ir e voltar

 

Assim o migrante sabe

Que regressa

Nesse algo de saudade

Que nos envolva qual promessa

E nessa vereda sempre molhada

nessa lágrima todo o tempo guardada

Assim saber a sal

Desse algo que nos envolve

Que nos acaricia a fronte

E de novo nos deixa voltar

Migrar na tal idade

 Seguir e perseverar

Nesses recantos velados

Nos braços da cidade aninhados

Repletos de seres humanos

 

Que se procuram e se tocam

Que falam de boca em boca

As novidades mais contadas

Horas a tempo marcadas

E gentes de outras falas

Assim reunidas, sentadas

Nesses lugares de encontro

nesse algo que é assombro

Entre ir e voltar

Ser de outro lugar

Nestas datas tão sonhadas

Entre seres que amavas

Agora na distância a nos olhar

quarta-feira, dezembro 23, 2020

Calor da proximidade

 



Quando nos precatamos

Que estamos

plenos de vida

 

Quando celebramos

Essa festa

Em semelhança

de perspetiva…

 

Quando abdicamos

Dessa razão a se ter


E damos,

esse abraço

direito ao outro ser…

 

Esse que nos convida

Assim a nos achegar....


E nos aproxima

Desse calor da verdade

ao se entrelaçar

e nos voltar a encontrar...

algo consagrado...

 

Sorrir em conjunto…

Nesse sossego

de se estar junto;

 

Assentir de sentimento

Desse algo

Que é suave sustento…

 

E no momento

Hino anunciado

 

Esse sentimento

Que se desprende

 

E prende

Qual fogo sagrado

Na tal idade

 

Gosto de se estar

Num certo tempo

num certo lugar…

 

Estendendo pontes viventes

Entre o coração vivo das gentes

E celebrar

 

Esse tempo

Lento

Que nos foi dado

a partilhar

 

E nesse momento

Que perdura

A amizade

Em silêncio

Se torna mais

forte e mais pura…

terça-feira, dezembro 22, 2020

Qual saber a mar


Enquanto sentamos

E nos estendemos…

 

E no tempo

Prolongamos

Esse cálido alento

E nesse momento

Pontes de vida

a se fazer sentir


E nesse sentimento,

assim voltar a crer…

 

Em ser humano

Estar mano a mano

Dois assim a reerguer…

 

Esse lugar sonhado

Esse algo ansiado

momento declarado

Para se poder repousar

 

Por entre as asas do vento

Indo além do pensamento

E regressar

A esse sentir devagar

Réstia do que se pode

Um dia, uma noite

Chegar a partilhar

 

… qual saber amar…

Outros tempos nestes lugares

 

Entre tempo e lugar…

Quente ao se repousar

Dia após dia

E se sentir

A alegria…

De se deixar ir

 

Nessa melodia

Que converge

Aonde se ia

Assim se ergue

Esguia

 

Qual árvore que fosse da flor mais simples

Sua pétala mais além da suavidade…

Da sêmea dessa semente que nos alimenta

Entre a realidade, desse outro tempo a voltar

Entre o presente, fruto futuro a se prolongar;

Tempo de estar mais perto

 

Dando tempo para se estar

Neste tempo das realidades

 

Ir sem mais duvidar

Encontrar o tempo

para se poder parar

E sonhar os sonhos

que foram dados a concretizar

 

E nesse ir e voltar sem maneira

Definida ora contida

Verdadeira

 

Atear fogos secretos

Em paragens assim preparadas,

E deixar assim chamas sagradas

Voar entre fagulhas das páginas

dessas poesias ainda ignoradas… 

 

poesias soletradas

desde o mais profundo

desde o íntimo desse mundo

âmago e fulcro a suster

 

Uma certa realidade

Um certo ideal de verdade

Um sentido de tempo e idade

Uma paz que se procura em saudade

Jardins de dentro

 

Jardins de desconhecimento

Vagando na suavidade do tempo

Pairando entre o sentido e sentimento

Brisa que se escoa e se leva por dentro

Para depois se voltar a encontrar

 

Ver o nascer desse etéreo elemento

Indo desse simples fundamento

Pleno de se fazer assentimento

Até assim poder voltar a sonhar

 

E nesse divagar de sobriedade

Nesse encontrar uma verdade

Nesse dizer de felicidade...

 

Assim voltar a ler devagar

 

Ecos dessa sonoridade essencial

Latejo silencioso desse algo que amais

E com suavidade assim apanhar

Molhos de flores aparecendo a teus olhos

Para depois assim colocares em seu lugar

Tempos amigos

 

Nesses tempos fugidios

Nesses recantos ainda vazios

 

À espera do teu bem-querer

Desse teu decidir que fazer

 

Moram os sonhos mais esquecidos

Esses à espera de serem nascidos

 

Entre os canteiros sem plantar

Flores desses momentos vividos

 

Rebentos de vida a desabrochar

segunda-feira, dezembro 21, 2020

Oceanos sem voz...

 




Oceanos de saudade

Vivem em ti qual vaidade

Essa que se recatou…

 

Qual onda que não chegou

A praia alguma… a suspirar

 

Nesses teus sonhos

Entre labirintos medonhos

À espera de se libertar

 

E quando acedes

E se fazem mais leves

 

Quando entregas

Determinada cena

A algum tempo ou lugar

 

E dás corda solta para poder voar

 

Até algum trilho ou rota

Que ainda não se atreveu ninguém a tocar

 

Assim pé ante pé aparece

Sem contar acontece

E sem mais se deixa assim alcançar

 

Até ao momento de ser

No teu ser

 

Até ao evento assim suceder

E alimentar

Outros olhares

Parecendo distantes

 

Outras chamas

de vida…

Que até parecia

Assim se eclipsar

 

Ora baça, bafejada

pelo frio do estio

Chamarada

Eco bem forte

Desse algo que não sorte

Que nos foi dado a partilhar

 

Ora por ventura

A semente segura

Que em solo consagrado

Pelo tempo e teu agrado

Assim cresceu e se deu

 

Tendo alimentado

Quem dela assim colheu

 


Desse teu campo tão soletrado

Desse poema tão ousado

Desse tema que te tem falado

 

Vez a pós vez ao passar

Nessa praça depressa

Nessa correria que cessa

Quando assim consegues chegar

 

Ao local sem espaço nem tempo

A esse estranho silêncio

 

Cheio de som – melodia

Estranha antiga sintonia

 

Que até a criança mais pequenina

Sabia cantar sem ensaiar

voltaste...

 Apenas o ribeiro ameno

Que por ser calmo e sereno

Nela se deixou prendar

 

E dando de si sempre

Ora assim por enquanto

Dá palavras simples

Que nos libertam outro tanto

... se foste

E se foste e procuraste nova paragem

Na mais fina brisa essa suave aragem

E nessa paisagem ainda por explorar

Nessa viagem teimando concretizar

 

Ao teu íntimo regressas

E se não te apressas

Hás de saber chegar

 

Assim qual a devesa

Não contém em si o mar

Amor Varado

 Quem por via de verdade

Amor sem tempo ou idade

Se deixou

 

Qual presente perdido

Abandonado

 

Aqui ora além

Ora de alguém

 

Quando assim

aparece varado

 

Ora assim por todo o lado

Nesse olhar a se iluminar

 

Ou sendo qual barco varado

À espera da maré cheia

para voltar a vogar 

Hora de viver

Ora a viver

Ora a partilhar

Ora a deixar entrar

Desde esse outro ser

Assim a se estender

Ponte de vida a entrelaçar

tempo vergado

 Vereda inconclusa

Sempre a mudar

Ora é linha reta

Ora se faz curva

 

Tempo

Por ti adentro

a vergar

 

E nesse instante

Tão puro e singelo

qual inquietante

 

O puro mistério se abre

E nesse veludo etéreo

Assim se conhece, sabe

 

Entre o tudo mais sério

O que era assim ameno

se torna presente sereno

 

Nesse lugar de vida e júbilo

Nesse momento atempado

 

Nesse espaço entre tudo e todos

Esse presente de vida que foi dado

vestes de sentir

 

E sentes, onde estás

E sabes quando vás

aonde te perdeste

 

E sabes assim, sem mais

Quais os locais

Mais enamorados

 

Quais os jardins

Onde os prados

 

Que te podem dar

Essa paz velada

 

Esse trilho perdido

depois dessa estrada

 

A entrar

Por ti a dentro

 

A ir e voltar

Aonde tua flor silvestre

Se veste de sentimento…

algo velado

 

Nesses lugares fechados

Onde deixas sonhos trancados

Nesse bem-querer sem mais

Onde todos os dias se fazem reais

 

Nesse algo tão almejado

Querer sem deixar de amar

 

E nessa estar em verdade

que vai onde voga à vontade

 

Ai se perfazem os beirais

Destas ruas tais

 

que se desfazem

em marés de verde azulado

 

Quando trilho e caminho

São contigo lado a lado

 

E quem caminha

E assim se avizinha

É ainda teu amigo velado

domingo, dezembro 20, 2020

Encontro de Humanidades



Qual encontrar humanidade

Comunidade de vida e verdade

 

Qual viver sereno,

calmo simples ameno

 

Qual ver acontecer

Esta vida de novo a reviver

 

Qual em cada esquina

Uma nova cena,

 

uma palavra de poema,

uma cor mais garrida…

 

Qual voltar a sonhar

A crer e ver acontecer

neste lugar

 

Odes de sinfonia,

sons de melodia,

alguém que nos guia

Mais perto...

 

Se estivesses mais perto

Nesse espaço mais certo

Se sonhasses comigo

E dançasses destino

 

Se aconchegasses

O que escrevo e mimo

Se ainda voltasses

Onde te deixei qual amigo

sábado, dezembro 19, 2020

melodias na pedra

 


Nessa melodia

Que se entretece

E se passa

 

Nessa cadencia

Que nos envolve

E abraça

 

Partilha serena

Qual suave pena

Na pele a poisar

 

Ponte de suavidade

Fina e sem idade…

 

Que une em verdade

Sem deixar tocar

 

Tempo a se prolongar

Frase sem se findar…

 

Sentido do sentimento

Que ora lembramos

Ora levamos por dentro

 

Saltitar nas letras

E ver assim passar

 

Estradas estreladas

Pontos de luz e alvoradas

Nesse teu céu interior…

 

 

E sentir renascer

Esse voltar a crer

 

Por devoção

Por amor

Por simples dar

Sem esperar

Receber

 

Mais que a atenção

Assim sendo dispersa

 

Em gotas desse calor

Em claridade desperta

 

Celebrar sem estar em festa

Assim qual o se reencontrar

 

Quem junto a nós se apresta

 

Entregar simples e sem mais

 

Deixar fluir essas melodias iguais…

E transformar fantasias em sonhos

Reais melodias em cantos risonhos

 

E entre esses íntimos espaços

Ecos de vida num puro abraço

 

Dar, e dar de si sempre…

Num poema, qual novo tema

Assim ecoando entre a gente

e ir mais fundo...

 

Mergulhar

Hino profundo

Nesse confim

 

Entre a verdade

e o mundo

Estender

 

Pontes de vida, 

coragem

Reconhecer

 

Qual na brisa

tempo em passagem

e saber

 

Voltar

Em estrofes de sonho

a contar

 

A pairar

trazer,

devagar

 

À tona

Dessa

consciência

renovada

 

Essa tal cadência que se procurava

Essa melodia que não se encontrava

 

Essa suavidade frágil e subtil,

Essa idoneidade de ser dúctil


Entre seres assim a se assumir

Humanos e irmanados

pelo tema desse algo a surgir;

Palavras Amig@s

Abrir frestas entre janelas fechadas

entrar por portas que estavam deixadas…


Por acaso, no coração ao lado, esperando

Uma nova primavera, uma outra janela;

Assim sempre por dentro nos chamando;


Ou ainda neste ocaso se abeirando...

E se abrindo seu calor, nos tocando;


e ao se abrir de par em par, 

sorriso amigo a encontrar


Abraço sempre prometido

Pontes no tempo e espaço


Força que ainda chamamos humana


Amizade na que se crê e se proclama

Nosso lugar inexplorado

Quando o tempo não passa

Não traz nada novo na asa


Poder voltar a voar e vogar


Nesse nosso ser à vontade

nesse amplo mar sem idade

essa balançar de suavidade


Que leva mais além

nos trazendo a bem

 

A essas veredas novas, inexploradas

Nessas Ilhas a beira mar varadas…


À espera da primeira pisada

Nessa areia nossa, molhada


A que nos sabe e nos ama…


Salgada melancolia sagrada

Quando ai poisamos o ser…

 

E repousamos, sonhamos

Nesses belos recantos de anos

Sem nada saber esquecer

 

E voltamos, regressamos

Assim por se bem querer

 

Ora o dar ora se partilhar...

Ora reconhecer nosso lugar

aeroportos de emoção

 

Nestes horizontes

Nos que a luz é sempre a mudar

Onde as gentes chegam

e não param de chegar;

 

E ao se abeirar,

alguém poderia estar à espera

Depois de tudo se ter de largar

Um tal abraço a alegrar

Esses que agora se nega

 

Que nos recebam devagar… sem duvidar

De que chegámos, que voltamos a estar

 

Em casa – qual suavidade

Entre o campo o rio – cidade

Nesse velho casario – de frio

Esse lugar de brio - no estio

Palavra traduzida em verdade

 

E nesse acolher, rosto familiar a se ver

E nesse voltar, a abrir portas e sonhar

 

Ao sair desse algo que nos estava a levar

Ver veredas ainda inexploradas

Gentes quais portas abertas jamais fechadas

Avenidas de luz e de cor, desse algo de amor

 

O que se leva por dentro

Para doar e se partilhar…

 

Se planta um pouco

entre quem e aonde

ainda se achega ao passar…

pontes poéticas

Estaríamos assim juntos, jamais separados

Pelos poemas de vida que por dentro levamos

 

E nas paragens desse dia a dia,

fazer crescer a harmonia

Desse saber estar outra vez

 

Em qualquer tempo

Lugar que não vês…

 

Assim ao perto

Qual passo certo

em calor humano

mano a mano

a se saber levar…

 

por dentro sempre

dom de vida que se sente

assim sem mais, ao partilhar

momento que ainda paira no ar…

por dentro essa surpresa que se expressa

e na tua vontade recomeça, a se mostrar; 

reanimar e voltar

 

Quando estás entre paredes meias

Entre chamas que não ateias

E se sente a chuva no ar

Esse estio de frio

Que congela a vontade de sonhar

 

Agarrar alento, ser suave ora lento

Correr sem vagar e voltar

A estar frente a frente

A esse algo sedento

De te ouvir contar teu sonhar

 

E se encontrasses

Alguém que assim sonhasse

Em ti, contigo por um segundo

Dar cor e vida ao tempo

E dar voltas de vida a este mundo

sexta-feira, dezembro 18, 2020

Ibéria Renascida

 


A sombra do monte pautava…

O lugar aonde a luz se marcava

E no horizonte

Sempre qual fonte

Ver assim a voltar

Estilhaços de estrela

Estrada assim bela

Aonde nos foi dado

Assim erguer o olhar

E esse lugar estreito

Passo a passo, leito

De ribeiro silencioso

Na noite a borbulhar

Paisagens de outrora

Eternidade ou hora

Nestas paragens

 ainda a espera

De te ver voltar,

caminhos de sonho real

A se entretecer devagar

Voltar a Rimar

 

O simples gesto de se gostar

De algo, uma frase uma imagem

Uma certa melodia no ar…

a pairar


Esse lugar preferido

Esse algo que é quente no frio

Essa mensagem sempre fascinante

Esse algo que não se diria antes...

 

E tudo volta a rodar 

e em teu derredor 

– fina flor

A se abrir devagar...


Esse sentido mais vivo,

Entre o calor deste estio


Sonhar


em encontrar

sem se vagar

 

Até fazer tuas as avenidas...

Dessa tua cor ainda despidas


E nesse acorde de suavidade

Nesse ser que recorre

passo a passo, a nua cidade


Ir pintando telas imaginadas

Ruas vazias cheias de fadas


Nesse caminho a se completar

Encontrar novos sons

para se voltar a rimar