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quarta-feira, março 05, 2014

Gaivotas... sem querer...

(ler poesia em bruto, ou texto em grosso, implica que algo ou alguémnão definiu a métrica, nem o passo que tu mesmo, tu mesma representas e que em ti há de Ser)


Se pensas que voas… pensas…
Se estás deligado da vida
Pensas que tu
E a vida
Representam
Duas entidades diferentes
E
Tu
E eu
Somos vida…
Mais além do que a vida alimenta
A gaivota que voa
O marque a sustenta
São a mesma linguagem
Que traduz
O ser que em ti
Se alimenta
Sustenta
Representa…
Que o mesmo ser
Em ti
Se manifesta
De forma aberta
Sincera
Além do que as metas
E as quimeras
Definidas
Fronteiras

Representam…

Como mapas que se pintam
Um dia
Num certo jardim
Certa linha
De perspectiva

E que – um certo dia
Num mesmo jardim
Mais não iluminam
Nem o jardim
Nem a ciência
Nem o que representa
Nem o que o jardim
Em si
Contém
Ou que para ti
E para mim
Orienta…

A vida
Em ti
E em mim
É a vida
Que somos
Assim
Unidos
Por fim
Descobrir
Que o sol
Que tomba
Um dia
Se lavanta
Como algo
Que recordas
Na cama
Quando
Sem sobressalto
Te deitas
E assim
Te deixas
E depois
Sem sobressalto
Voltas
E nem pensas
Que entre salto
E salto
Ficaste
Sempre
Amparado
Amparada
Nos braços
Do eterno abraço
Que mais não te larga
E que ´oteu ser
Para lém do espelho baço
Da mente que tenta
Com fios de seda tecer
O quadro
Por ti mesmo
Em verdade
Representado…

Vida
Entrelaçada
Dança
Que contradiz
Por baixo
O que a vida
Em si anuncia
Desde o alto
Nas estrelas
De luz
Que iluminam
O teu ser
O teu olhar
O nosso mesmo abraço

Vida
Que se traduz
Sem sobressalto
Se ainda lembras
De onde vem
A tua força
De onde se alimentam
Os sonhos
Que assim contas
De onde as ideias
Feitas metas derradeiras
De onde o compasso vivo
Que representas
Que dança
Que sustentas
No teu coração
Batimento
No teu passar
Pela vida
Passo lento
Passo de vida devida
Entre tanto ruido
Despida
Em ti investida
Do seu verdadeiro
Sentido
Sentir
E sentimento…
Entrelaçar vidas…

Entre a margem
Do céu
Que respira
E a outra margem
Que à
Margem
A mira
Despida
De si mesma
Investida
Na tua outra face
Um dia
Encontrada
Pelo simples
Ser

Pelo simples facto de o ser
Pelo simples suspiro
Sopro
Divino
Que em ti latente
Descansa
Sem querer

Sopro de vida
Que se desdobra
Garrida

Sem que tu
Ou eu
O sinta
Como algo além
Da sua própria forma
De vida
Como sua própria forma de ser…

Concebida
Gerada
Em ti consagrada
Além da negativa
Em ti representada
Quando unes
O céu
E o mar
No reflexo do teu olhar
E cantas
E danças
Sem notar

E fluis
Sem te precatar

E voas
Por ser gaivota criança
Que desperta
Por sobre as ondas que alcanças
Ao voar com elas
E com elas
Ser


O Ser…

domingo, março 02, 2014

Desde o escuro... gerar sonhos de luz... e caminhar

Desde sombra… desde o escuro




Desde onde nascem os sonhos
Que trazemos
E levamos
Por dentro…

Desde onde nada havia
E tudo d’antes
Acontecia

Desde esse mundo
De magia

No que se entrevia
Uma certa casa
Uma certa família
Uma certa vida
De sintonia




Desde essa melodia
Fundamento
De dar passos no escuro
Estado
Por dentro
O alento

Sempre perto

Sempre atento

Sempre surgindo
Além do lamento
De se encontrar
Em cada pedra
Em cada esquina
Uma opção
De ficar
De largar
De descansar
De perseverar
Em perseguir
Esse
Algo
Que por dentro
Nos continua
A chamar




Seja o rosto de uma pessoa amiga
Seja o olhar que a ilumina
Seja essa luz
Antiga
Que se veja
Reflectida
Cada vez mais incontida
Na luz do dia a dia

Seja esse força
Amiga
Que vem além da perspectiva
Desse novo tempo
Que se anuncia
No qual o coração
Diga
Aquilo que á mente
Lhe é velado lembrar…

Um dia
No que as definições novas
Por dentro
Corações que ecoam
Sentimento
Sejam mais
Muitos mais

E possam cantar
E evocar
Essa luz
Que nos guia
Essa força anterga

Que diga
Sem margem a que outra
Ofusque
A sua sintonia




Que entre quem ama
Quem assim creia
Quem persevera
Que assim faça
E diga
Existem
As mais valias
Encontros
De sintonias
Existem os que ainda
Esperam
Que as
Sementes
Dessa mesma vida
Sejam
Em simesmos
Em si mesmas
Traduzidas

Procurar
Por amor
Traduz
O que há por dentro
De melhor
Ouvir
 A dor
Da separação
Traduz
Esse mesmo primor
Uma e outra
A mesma via
A mesma chamada antiga
A mesma pátria esquecida




Regresso ou simples chegada…
Porto de abrigo seguro
Ou noite escura passada…

Dia sem noite

Luar que descansa
Algo que nos alimenta
Por dentro
Entre o sol que se esconde
E a lua que o abraça

Sintonia suave…

Melodia
Distante
Subtil abraço
Prateado

Leve
E enlevado…



São os sopros
E suspiros
De uma vida
A que te digo
Feita palavra amiga
Neste contexto
Neste momento…

É um clamor que se levanta
Quando sol anuncia aurora e espr’ança

É uma força que se invoca
Num canto amigo
Que se mostra
E demonstra
Quanto de nós habita
Onde não se encontra a vida




Quando me entrego
Semmais
Quando deixo as palavras fluir
Em si mesmas
Enquanto tais…
Quando algo por dentro se agita…
E grita
Que a vida
É bonita
É bonita
É bonita…
Músicas antigas



Seres que procuram
Em perspectiva
Encontrar esse caminho
Veraz
Essa perspectiva audaz
De a cantar no meio da rua
De serem estátuas vivas
Ferventes
De pele nua
De ir além do que se vê
E crê



E crer que por dentro
Algo novo
Nos vê

E assim anima
A gerar perspectivas
Onde
Outrora
Crianças
Víamos a vida
Entrelaçar
Asas
De sonhos
Em seres risonhos
Entre as florestas antigas
Melodias amigas
Entre as guirnaldas
Floridas
Entre as danças
E os cantos
De quem assim vivia



Coisas que mais não se esquecia

Coisas que se traz por dentro



Coisas que as rochas cantam
Em lúgubre lamento
E que o mar evoca
Em quada vez que o pisa
Um ser que assim o toca
Suspira



Assim por dentro
Se vê
Assim
Por dentro 
se crê
Que o que separa
Ainda se não vê
Que o véu de magia
Que é essa humana alegria
Traz em si a sintonia
Que a mente
Esquece
E que o tempo arrefece
Se ainda
Não converge
Toda essa força
Em nós contida
Para o caminho de casa
Dessa porta
A entrada
Para outros

A saída…




sábado, março 01, 2014

Carta Aberta aos Responsáveis a nível da Enfermagem Nacional


As linhas apresentadas de seguida implicam que o potencial em termos de aplicabilidade, os ganhos em saúde, as mais-valias em termos de profissão (seja pela adaptabilidade das mesmas, seja pela capacidade de chegar mais perto das populações alvos potenciais destas temáticas ainda passíveis de desenvolvimento) e a potencialidade de desenvolvimento em termos de simplificação das práticas permitam – tal como referido no boletim anexo à mensagem deste ano da Ordem – (que muito apraz em receber na forma da agenda anual) – a “resiliência” ou a atitude flexível e ao mesmo tempo determinada para passar estes tempos de “austeridade”, mantendo a coerência inerente à prestação de cuidados e ao juramento evidenciado na integração à profissão, através de iniciativas que demonstrem a criatividade e o bem fazer de uma profissão que – tendo a sua origem na mulher de virtude e no meio rural – permita voltar ás raízes da mesma de forma adaptada e consequente.

Lembrar que as “empresas” ou empreendimentos modernos implicam mobilização dos funcionários em termos de dinâmica corporal como forma de vitalização e activação dos mesmos e do seu potencial.
 (em termos específicos, ainda que a contextualização destas práticas se possam implementar em diversos ambientes – como o de transfundo hospitalar – falamos do contexto dos Cuidados de Saúde Primários e da sua aproximação e adaptabilidade aos meios e pessoas que – por nomenclatura ou vocação -  assim servem);

Cuidar implica o “Dar Atenção”, e as diversas práticas inerentes ao mesmo ”Cuidar” implicam o desenvolvimento (aprofundamento – tanto em termos pessoais do próprio profissional, como da profissão ou dos locais onde a mesma se desenvolva – Promoção de Saúde em Ambiente Laboral) em temáticas que – aplicando nomenclaturas internacionais ou simplesmente utilizando referenciais já validados – traduzam técnicas eficazes de relaxamento ou promoção de “Bem Estar” – no contexto deste documento, utilizamos o termo “vitalização”.

Dar atenção, desenvolver um foco consciente e opcional com cariz de desenvolvimento integral implica mobilizar – seja o próprio profissional, seja a forma e meios necessários para que essa mesma mobilização seja – racional, eficaz ou simplesmente adaptada em função das exigências laborais – seja pela carga horária, seja pelos rácios de atendimento – Enfermeiro/ Utente, seja pelos condicionalismos inerentes ao desenvolvimento das práticas (desde o stresse inerente a lidar com a morte ou degenerescência dos pacientes alvo de cuidados, seja pelo simples facto de que – em ambiente ambulatório – a maioria das consultas impliquem tempo em frente a métodos informáticos e o respectivo padrão de mobilidade parcial que a posição sentada assim determina.

Outras formas de adaptabilidade desta temática implicam os condicionalismos e as noções inerentes ao posicionamento e mobilização de utentes em contexto de cuidados de saúde Primários – todos eles passíveis de serem alvo de atenção, ou simplesmente de serem desenvolvidos desde o ponto de vista das dinâmicas de base biomecânica e posteriormente adaptadas às necessidades específicas do tempo moderno em termos de stresse, gestão de ansiedade e as questões com esta relacionada (que como bem indicam alguns estudos relativos ao desgaste profissional inerente à nossa área, são factores de influência nas questões de absentismo laboral e de rendimento em termos de padrões de eficácia).

Como promotores de Saúde, e desde um ponto de vista de Cuidados de Saúde de base ou “Primários” – não entrando em questões ditas “diferenciadas” inerentes ao sector secundário, nem nas que se referem em texto seguido – como de atenção terciária ou de “reabilitação” – e aplicando o transfundo de conhecimento do todo holístico do ser humano integral e integrado – seja no seu contexto local, seja no contexto do contínuo vital, seja no contexto de famílias e as respectivas inerências evolutivas no desenvolvimento do “cardápio” de opções válidas para as diversas titulações inerentes a este perfil, poderia ser opção viável a inclusão de dinâmicas simplificas e de aplicação directa em termos de comunidade local – sem que para o efeito fosse necessário desenvolver espaços próprios dentro das estruturas de saúde (dispondo – por exemplo – de espaços para a ginástica de preparação pré-parto e de profissionais de Enfermagem que desenvolvem exercícios afins sem entrar em crivagem nem com a preparação física inerente a profissões via ensino, nem com vertentes de reabilitação ou outras de cariz diverso – adianta-se aqui – que devido à capacidade de se integrarem os cuidados de saúde em contexto local, estas mesmas actividades poderiam ser desenvolvidas em contextos como as juntas de freguesia, organizações humanitárias como Bombeiros Voluntários ou outras afins que disponham nos seus fundamentos – de especificidade para permitir o desenvolvimento destas práticas e de afinidade a áreas de promoção de saúde enquanto tal.


O Contexto acima referido (da promoção de saúde em meio local através de dinâmicas de movimento/ relaxamento reconhecidas e em desenvolvimento na actualidade dentro do território nacional debaixo da égide de associações/ legislação própria ou que assim possam ser desenvolvidas por creditação em termos de compatibilidade com creditação semelhante desenvolvida em países terceiros), tendo em conta o desgaste e o stresse inerente às praticas de Enfermagem actuais (tida como profissão d regime “especial” e sendo das posicionadas no topo das profissões de maior desgaste, logo a seguir a profissionais do ensino), tal como referido nas exigências que os novos desafios apresentam ao desenvolvimento e manutenção dos valores inerentes à nossa actividade (seja o cuidar, seja a cautela do desgaste do cuidador – tantas vezes assim desenvolvida e tramitada como parte integrante das competências a aplicar em contexto de cuidados de saúde primários em contexto de cuidadores informais) poderão ser motivo de encorajamento que se refere na mensagem que acompanha a nova agenda deste ano em termos de actividades de Enfermagem e que fazem parte dos conteúdos  de motivação – ou foco de atenção neste caso – endereçados pela Ordem aos Profissionais.

Internacionalmente falando a “International Nursing Association” – reconhece nos termos das dinâmicas ditas complementares as técnicas inerentes ao relaxamento – seja em práticas inerentes à nossa profissão – como o “Toque Terapêutico” seja em outras de vertente dito “alternativo” – como “Reiki” e afins, tal como a própria Organização Mundial da Saúde Reconhece.

Sabedor de que muitos profissionais de Enfermagem, seja em contexto de cuidados oncológicos ou á pessoa em fase terminal – desenvolvem competências nestas áreas, ao abrigo das diversas convenções e da legislação actualmente vigente, venho por este meio propor a inclusão de actividades de relaxamento ou vitalização, de origem dita “oriental” (Como o Qigong ou o Taichi) como passíveis de desenvolvimento e/ ou creditação (seja dentro do curso de base, seja – como se descreve de seguido – dentro da abordagem curricular das áreas de opção nos currículos de Enfermeiro de Saúde Comunitária ou dos Enfermeiros de Família, tal como anunciado por diversas vezes ao longo dos três anos de preparação destas especializações ou complemento de actividades em termos curriculares e profissionais.

Acresce lembrar que na listagem de titulações contravenientes ao desenvolvimento da arte e ciência do cuidar em Enfermagem, não se refiram as actividades inerentes a promover saúde com base em técnicas de base com cariz dito “oriental”.
Dentro destas premissas, e de forma a poder contribuir de alguma maneira com a experiência pessoal adquirida no contexto destas temáticas complementares e no desenvolvimento formal das mesmas em contexto próprio:
-seja em ambiente de lares da terceira idade, seja na promoção de saúde em termos de associações locais – IPSSs.

Seja no contexto de professorado em localidades com potencial de isolamento em termos de acessibilidade à diferenciação ou a actividades diferenciadas nesta área – como as representadas por aldeias e lugares com forte risco de isolamento/ desertificação e que representam a grande maioria do nosso território Nacional em termos de demografia- envelhecimento progressivo das pessoas e das “aldeias” ou lugares anteriormente tidos como de meio e contexto rural e em termos de localidades com forte distanciamento dos núcleos urbanos – seja por falta de transporte colectivo, seja por questões orográficas que traduzam esse mesmo distanciamento.

O facto de simplificar técnicas de promoção de saúde em termos locais, aliando creditações várias dentro do contexto de promoção de saúde de forma integral, poderá ser objecto de actividades de diversificação ou preparatório de desenvolvimento de cursos ou outras formas de complementar as actividades de promoção de saúde em Enfermagem e que melhor permitam a adaptabilidade da mesma em contexto de Cuidados de Saúde Primários.

Aqui lembramos a especificidade do contexto primário em contraste com outras “especificidades” inerentes ao desenvolvimento em áreas de especialização própria:

 - como as que existem em ambiente de contexto hospitalar ou as que se desenvolvem em áreas como a da reabilitação, nas que a nossa profissão também participa de forma activa.
sem entrar na especificidade da reabilitação típica do sector terciário – e sendo assim passíveis de ser integradas nas linhas de base das competências de Enfermeiros – como os precedentes existentes na Universidade Abel Salazar em termos de Currículos alternativos em Ciências Orientais;

 – sejam estes Enfermeiros já graduados como forma de aprofundamento em termos da diversidade e variedade inerente à prática diária (referimos de seguido a mobilização, o posicionamento, a formação de prestadores de cuidados informais e a formação de pessoal adscrito a entidades como as já referidas IPSSs e que – de forma habitual – são protocolarmente e de forma simples – assumidas por Enfermeiros locais;

– como alternativas de variedade do currículo associado aos Enfermeiros (futuros) de Família;

-  ou as respectivas actividades de formação permanente, creditada por módulos, e que impliquem a diversidade inerente à promoção de saúde em contexto local.

Estas são algumas das perspectivas potencias de inclusão destas dinâmicas dentro do contexto regular das práticas de Enfermagem.

Tendo em conta o enquadramento actual das práticas, e tendo em conta o desgaste inerente ás mesmas, que as actividades possam até ser dinamizadas intra-institucionalmente (como poderá sugerir a digníssima Ordem dentro do contexto da garantia da qualidade de prestação de Cuidados de Enfermagem, tendo em conta o desgaste inerente ás mesmas e as respectivas repercussões nos cuidados assim prestados – seja uma forma de Promover Saúde, de – antecipadamente -  prevenir a doença e desenvolver os “ganhos em saúde” inerentes à própria programação de actividades, tal como consta na metodologia de trabalho – ou registo científico de trabalho determinado pelo sistema actual.

Conseguir que a Enfermagem, como profissão, desça no “ranking” de profissões caracterizadas como de maior "stresse" poderia ser uma tradução eficaz destes mesmos "ganhos em saúde" – desde o ponto de vista “interno” e tomando como referência que o Enfermeiro é ao mesmo tempo utente e alvo de cuidados como pessoa Humana.


Dito de outra forma, venho por este meio sugerir – que as mesmas actividades – uma vez não entram em conflito com as competências de Enfermeiro, prestador de cuidados na comunidade ou dinamizador – enquanto elemento activo da mesma – das actividades de vitalização inerentes à promoção de saúde desde um ponto de vista integral – e que possam assim ser disponibilizadas em termos oficiais ou desenvolvidas como alternativas viáveis na creditação modular ou curricular de base – como áreas nobres e passíveis de opção e desenvolvimento da Nobre Profissão de Enfermagem na sua vertente de promoção de saúde em Cuidados de Saúde Primários.

Espera-se reflectir que nos tempos modernos, os desafios que  Enfermagem (e a população que a mesma cuida – em geral) implicam uma versatilidade e uma adaptabilidade que simplifique técnicas e – ao mesmo tempo – ofereça as dinâmicas de base para a melhoria:

- do próprio Profissional- seja como pessoa humana, seja em termos de desempenho, seja em termos de creditação e possibilidade de escolha profissional;

- do ambiente e contexto de trabalho no qual o Profissional de Enfermagem desenvolve as suas funções (a sua prestação de cuidados) – interpretando para tal o Enfermeiro como elemento activo, dinâmico e gerador de alternativas viáveis, utilizando os canais pertinentes e sugerindo as mesmas através das entidades competentes para fazer valer propostas ou alternativas válidas;

- da comunidade local, em termos de adaptar as técnicas desenvolvidas, a sua especificidade em função das necessidades dos utentes alvo dos cuidados  - tal como bem sabem os Enfermeiros em geral e as pessoas que desenvolvem cuidados em contexto de Família  - (no próprio domicílio dos utentes e fora de um contexto de prestação de cuidados ditos “formais”) ou interagindo e promovendo saúde dentro dos vários contextos passíveis de desenvolvimento dos mesmos (sejam escolas, lares de terceira idade entre outras estruturas da comunidade, habitualmente alvo da prestação de cuidados/ actividades de promoção de saúde);

Espera-se que estas propostas possam traduzir-se em termos de consideração, apreciação ou partilha em termos de opinião.

O simples facto de poder partilhar este tipo de experiências e de propor temáticas de diálogo dentro do contexto da profissão – seja nos fóruns próprios, seja nas várias actividades que habitualmente a Ordem dinamiza, seja através do Boletim Informativo à mesma adscrito, já seria – em si mesmo – um ganho em saúde.

Apontar o foco de atenção ao potencial humano e a capacidade do mesmo melhorar é algo intrínseco às linhas orientadoras da nossa profissão – promover e ajudar sem substituir.

Os Enfermeiros, aquando da promoção de saúde, observam e dinamizam as capacidades próprias dos utentes, previamente a desenvolverem actividades ou dinâmicas que possam anular esse mesmo potencial de mudança ou potencial Vital;

Certo de que a atenção dispensada a este documento poderá, de maneira positiva, influir de alguma forma na orientação e dinamismo que a profissão de Enfermagem tem demonstrado ao longo dos anos.

Certo também, de que poderá ser acrescento para a aplicação da legislação inerente à nova carreira de Enfermagem e aos graus “Simplificados” que a mesma entrevê (tendo em conta a anterior estrutura hierárquica).

Neste sentido, simplificar implica que se mantêm as capacitações, a qualidade dos cuidados é promovida – seja no próprio prestador, seja através da instituição que albergue as práticas referidas no contexto profissionalizante, seja pela diversidade de aplicação inerente às mesmas e o recurso a ganhos em termos económicos, pelo aplicar da base simples de que:

 promover saúde reduz gastos em termos de doença (morbilidade).

Atentamente


Ver o sol brilhar - por dentro e crer... evocar um certo j«hino antigo e lembrar...

verás a luz
transparecer
veras o eco
de te entrever
nas gentes
nas pessoas
nas linhas
de águas sonoras
que são firmes
por serem sustidas
por pedras
garridas

que tuas mãos decoram...




sexta-feira, fevereiro 28, 2014

A magia das palavras - ou como esperadança implica ser Homen, jovem ou criança... quem falta?

Ser poeta e voar, ser artista - optimista - e crer
sem duvidar
ser cientista e terfé
que entre as linhas
e entre linhas
encontrará
a fundamental
a fórmula de encantar...

Ser sacerdote e crer - sem duvidar - na pedra firme que sustem um altar

ser alguém
a quem importar
a vida
que tem em si
entre tecida
a mais valia
a manifestar

palavras
que traduzem
vida

vidas que se fazem melodias

gotas de uma corrente
devida
entre as linhas de um dia

entre as ondas que se anunciam
entre as vidas que são
cada dia

mais vida
e melhor vivida

Existe um certo lugar
existe uma zona
uma probabilidade
a crescer
para quem assim
quiser
encontrar

existe uma possibilidade
uma perspectiva
recomeçar
existe uma forma complementar
de dar nome
a um novo nome
e deste nome
ser parte
ntegrante
de proposta
a integrar

seja uma terra
nobre
seja a vida
human
em si mesma
valorizada

seja a mais valia
esquecida
entre o tempo
da estiva
e o calendario
que mais não mentia
que dizia
que a vida se erguia
entre o Mar
e o que o sopro
anuncia

em cada nova semente
feita vida
transformada
em magia

em flores
de vida
que se entrelaçam

nos tapetes de cores
que a vista
ainda não alcança

no ssonhos
nobres
de uma certa terra
feita em seus melhores
maiores
sejam eles jovens
senhores
senhoras
ou crianças
até a onde a vista alcança
em perspectiva
até onde mora
até onde se encontra
até opnde chora a gota
que anuncia
a melhora
do dia a dia

entre gotas
que se unem
num certo ponto
num certo dia
e se fazem ribeiro
se fazem rio
se fazem sintonia
de vida
devida

assim melodia
se anuncia
primavera
maior

entre o ceu que chora
e a gente que colabora
para fazer
deste
um lugar melhor...

propostas
de vida
entrelaçar vidas
melhorias
pequenas
em ecos de gentes
discretas
como as gotas
que caem
numm certo caudal
num certo rio
num certo lugar
que são
em si simples
e humildes
que juntas
perfazem
o céu
o solo
e o mar...

estranho
 o peso da vida
quando se vê
e se al«mplia a perspectiva

da tua própria vida
a integrar...
sonhos de vidas


assim
a epartntrelaçar...

num projecto
de vida
convidas
a vida
em tua própria vida
a entrar
e assim ser vida renovada
neste
ou noutro
aquele nosso
lugar...

Raízes
profundas
como um rio
no que fundas

algo de novo
que possa
ser

partilhar
colaborar
num algo
que possas ser
ou simplesmente
por o ser
possas divulgar

humanizar
palavra
simples


metodos
que compartes
com outras gentes
com quem interages
dia a dia
sem notar

são as novas tecnologias
que tal como as antigas
permitiam
desenvolver
e focalizar
a atenção
em certo ponto
focal

seja a mais valia
seja o dom
de voar
sonhos
de um firmamento
que desde dentro
mais não se pode apagar...

Projectos de vida
para reunir

um lugar especial
para "curtir"

sejam pequenos troços românticos
de vidas entrelaçadas
ecos de vidas
escritas
nos rios
e nos azulejos lembradas

são poesias
que são assim partilhadas
namoros
de outrora
feitos vidas novas
assim relembradas
em louvor evocadas
e em primor
de forma simples
assim
plantadas

são as sementes
das crianças

de outrora
hoje senhoras
que se fazem novas
espr'anças...


quinta-feira, fevereiro 27, 2014

V(i)ver a vida.... outra forma de perspectiva...

Uma luz nova
se acende por dentro
no firmamento
uma rosa
além do tempo

uma constelação
de gente
que firmemente
crê
e
sustenta

atenta

a vida
que em si representa

alberga

e alimenta....

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

Flor de Luz....





Naquele lugar
Naquele monte em particular
Naquela montanha
que mais não posso lembrar



Entre o calor de timor
e a luz da lua a se elevar

Entre a clareira antiga
E os ecos suspirados
das montanhas
de tempos sagrados

de casas de homens
e mulheres 
consagrados

de gente que falava 
com espíritos sábios

entre cantigas 
e louvores
erguer de casas
os telhados
de folhas de palmeira
entrançados

para filhos
e filhas bem amados

mãos de trabalho
gente de vida curtida

entre o sol e a lua
o monte
e o mar solitário…



Uma ilha de gente viva
Entre gentes
que navegam na bruma


De um dia a dia
Que é partida
Sem regresso marcado…



São as rochas mãe
Que falam
São as figuras de luz

que se encarnam
Entre os fios que trazem
o rumor da lembrança

Da água que escorre
Sem trava, 
que jorra
enquanto a terra 
resseca 



a engole
e a faz vida 
de novo
renovada



Das gentes livres
Sem mágoa
Das montanhas
De uma outra margem
Como esta – outrora - consagrada



Com as lágrimas 
de quem lá encontrou
A sua própria existência




Na vida de quem lá ficou
Marcada – em pedra, 
em árvore, 
em vida ali recordada



“Lifau” e a lágrima
Que conquistou um povo
Entre a espada

E a estratégia bizarra…



Foi a luz que une
foi a esperança partilhada

foi o que de melhor 
esta humanidade tem
 que faz da vida
flor além da mágoa 

florescendo, 
crescendo
se expandindo

latindo no interior
unindo
reunindo

num só abraço
de sol
e de cor

por dentro
o que por fora
aparece 
como nevoeiro
d'uma noite velada

vida e louvor
de devoção impregnada

Liz que mais não diz
o que a sua memória
traz
entre a gente 
de memória apagada

segunda-feira, fevereiro 10, 2014

Recordar... um dia sete de um mês qualquer




Que as mais-valias se escondem além das paredes de um banco… às vezes num banco de jardim.. por pintar… às vezes entre as flores… que falta ainda plantar… às vezes entre as histórias
De vidas… que se lembrou alguém de contar… às vezes entre os recantos… dos edifícios que são muralhas de vida por animar…

Às vezes vale a pena voltar…


À cultura que nos deu origem e à forma tradicional…

sexta-feira, fevereiro 07, 2014

A dama do Rio... quem passará sobre o destino frio?



Um dia
Num certo jardim
Esta estrela
Brilhou para mim
Um dia
Em mim a recebi
Um dia
Ela e eu
Fomos um

Agora caminhamos 
no mesmo
passo
neste espaço
escasso
de estar distantes
tão perto
como dantes
Agora
Somos o mesmo abraço
Agora
Quando o tempo chora
E o relâmpago
Rasga aaurora

Somos um no pranto
E um ao celebrar
As pequenas flores garridas
De Primavera investidas
Os ramos que abanam
Entre as águas
Que escoam

E os rios se apagam

Ecos das memórias
Paredes
cristais
serenas luze
reflexos de águas
que cruazam
e se espalaham
espelhandpo a vida
de forma escassa....
enquanto espara
o seu regresso
o retorno a casa...


quarta-feira, fevereiro 05, 2014

Sementes de vida - tempo de novas idas... saída para voltar a entrar




As sementes e o tempo

Existem sementes no firmamento
Esperam o seu tempo
De fruir
De dar frutos
E assim descair


Entre os mortais
Surgir
E dar luz
Ao mundo
Que pareça

Estar a ruir…



terça-feira, fevereiro 04, 2014

UMA FLOR DE ÁGUA... uma semente de esperança... numa mão de criança

São os montes
Os cons
De outrora
Da roda
E senhora





Em si mesmos a se condensar
Entre os campos de sonhos
Entre os sonhos
Medonhos
Existem pesadelos





Fantasias
E desvelo
Daquilo
Que ainda está por começar…


São essas as melodias
Escondidas
Sonhos
Magia





Que vale a pena
Começar a crer
E concretizar





No tempo no 
que os templos descaem,
nos que os fantasmas 
se esvaem
entre o tempo 
e as gentes 
que saem



Existem luzes de vida
Ancoras sólidas
Casas pristinas
A nascer



De entre os sonhos que se entrelaçam
De entre as fantasias de tempos tantos
Que se partilharam
Sem querer
E sem querer ver





São os momentos antigos
Antes dos tempos idos
São aqueles que hão de voltar acontecer
São os passeios de mãos dadas
Desta vez



Além da estrada
São melodias de quem é verdadeiramente
Feliz
São os contos de mais não acabar
Almas entrelaçadas
Numa mesma música
Melodia ao entardecer





São os versos que se não diz




São os momentos nos que
o ser e alma
pairam no ar
E as estrelas



Descem
Tao belas
Sementes
Novos
Vivos



A despertar
De luz a germinar
Entre os homens 
e os comuns mortais



São os novos fogos de  S. João
Pairando no ar…




Entre o luto de quem parte
E a parte de quem fica
E vai
Além da arte



Que se esvai
Existe a linha
Antiga
Que convida
A ser mais
Do que o que se era d´antes




É a memoria amiga
De uma estrela
Num certo dia
Ocaso
Nostalgia
Chama sagrada
Dourada
Que mais não
Se vai
Se esvai no tempo
Se transforma em momento
No que os amantes
De espelho
Passem a iguais



Nos que o eclipse dos tempos
O ocaso dos ventos
O silêncio
Seja ainda mais
E de entre os restolhos
Algo novo
Risonho
Sonho



Que se transforme
Em árvore
De fruto
De galho
De flor e de talho
Que sombra faça luz
Onde outrora havia
O que era abismo
E menos valia
Sejam brilho
E alegria desde o profundo da alma
Uma nova
Sintonia





E aqueles que desesperam
No medo de si
E aqueles que esperam
O ressurgir do porvir
E aqueles que simplesmente vigiam
Por medo a sentir
Os que se mostram
 E demonstram
Sensíveis de si
Pelos frágeis
Pelos quebrados
Pelos tristes e cansados
Pelos palhaços iluminados
Que mais não fingem
Serem tempos sacros
Serem belos anos
Pelos que se encolhem
Porque sentem
E sofrem
O que podia ser
E mais não é
Pelos que amam a vida
Um rosto
De homem
Ou mulher



Pelos sonhos desfeitos
Pelos que nunca chegaram a o ser




Pelos que aflitos esperam
Os tempos vindos
E o que há de ser
Por esses
Esse teu sonho
Não pode morrer


Por esses
Essa tua vida
Terá de poder
Vir
A ser



A promessa sublime
Subtil
Enlevo
Em segredo
Mostrado
Escondido
Esquecido
Entre os momentos de um dia
Feito olhar de mulher…





sábado, fevereiro 01, 2014

Estar preso e voar - divagar





Encontrar no coração
a causa
de caminhar
estar preso pela mão
e na mão
encontrar



o sustento
maior do que o sol


o pão
de amor


a vida
entrando
e saindo


para além
do que podia supor



algo bem mais simples
do que possas imaginar
algo concreto


e discreto
ao ponto
de não
mais
o poder
encontrar



viver
como respirar
pensar
em o fazer


deixa
a vida


divagar


até
um outro lugar
onde o querer



se faz
poder..



poemas
em circular...