Porquê… lhe chamaram “religião” ao culto de um estado que
não teve fim e que – connosco pretende acabar?...
Cada caminho – para o centro que há em mim – foi pendurado…
como um símbolo sagrado – de cujas origens - os de branco pintados - nem sabem o sentido devido nem o conseguem
enquadrar… é parte da galeria de medo que nos pretendem instilar:
baixo palavras
bonitas – como partilhar e amar… engrossam suas fileiras… destroem culturas inteiras
e verdadeiras… para um manto de treva espalhar…
Servem uma IDEIA – um antropomorfo que é senhor da dor… do
medo… e da morte… e assim condenam os que nascem baixo a sua triste sorte – a assim
viver… penar… e terminar…
Há tantos caminhos!
Tantos povos meritórios com seus próprios destinos – quem lhes
disse a estes que deveriam o mundo mudar?
De onde partiu a semente da discórdia que incendiou este sagrado
lugar?...
Estevam, o primeiro – apedrejado – por falar sem apelo nem
agravo contra a INSENSATEZ:
olha em teu redor… nas tuas mãos… na brisa que corre, nas
esferas sobre o teu olhar… não o vês?
Onde pretendes adorar – aquilo que te fez… aquilo que te perfaz?...
Se está em todo o lado, tudo o que existe é sagrado… apenas alguns pretendem o
sagrado MONOPOLIZAR?...
Como é possível tanta
insensatez – que se declare uma “ Nação”
UNIVERSAL (católica)?
Pois – sendo ROMANA
não o pode ser - mantém é viva a regra dos Césares e a sua bruta opressão – um mal
que já deveria ter passado, pela enxurrada levado – mas que, por qualquer
motivo, manteve sementes perdidas que voltaram a se acender…
Por onde estive, achei VIDA:
e VIDA PLENA
– desde as montanhas da terra
onde o Sol se ergue – que há homens e mulheres – que não precisam quem os leve…
pois são eles A VIDA feita gente… com o seu próprio caminhar…
Não invadem, não ensinam outros a
fazer, o que eles mesmos podem descobrir simplesmente por ser humanos neste
nosso jardim a cuidar…
Como então defendem estes
onanistas a VIDA se a encerram em cadeias e “em vida” e assim pretendem ensinar
outros a mal-fazer?
Se – na sua perspectiva – sendo assim
célibes – a vida querem matar?...
se todos seguíssemos exemplo –
quem seríamos?
Um povo triste e cinzento com um
ou outro rebento fruto do “pecado” de falhar a LEI DO HOMEM… que não a lei
universal?
São o ABSOLUTO CONTRACENSO – pois
são eles fruto do mesmo elemento que querem CONTROLAR, comandar… com suas regras
mentais definir e reduzir…
quando essa – que É A VIDA – assim os gerou….
E MAIS
AOS SEUS ESQUEMAS…
E MAPAS MENTAIS
E REGRAS TAIS
QUE CARREGAM PESOS TÃO PESADOS
que são impossíveis de erguer ou arrastar…
e é assim que nos condenam – ao nos
dizer de forma plena – que somos pó…
e no pó devemos nos digladiar…
eles que
ocupam mansões, vestes, carros, posições…
que são chefes de estados que se
estendem pelo mundo vergado
– vigilantes (EPISCOPOS):
de que
algum encontre um outro caminho
para o centro
que nenhum deles
– homens cinzentos
–
poderá algum dia encontrar:
pois é seu livro um eco macilento
inventado
por mentes que não
batem certo
inspirados
na vida que se vê detrás das grades onde os ensinaram a estar…
e não eco veraz da vida plena que
se manifesta e refaz em cada momento
– e não num ritual definido pela mente do
homem esgotado -
quando desiste de viver e passa a sua vida assim encadeado
a outras
vidas encadear…
Homens e mulheres azedos,
que
foram ensinados a sofrer e a penar…
e assim pretendem o mundo inteiro
conduzir
e condenar…
Seres que adoram a morte…
nas
suas 14 estações de dor…
sofrimento e tortura e triste sorte
– que eles traduzem como “paixão” -
quando dizem "Dor" ao esconder o Amor…
Será tão simples como estranho
mostrar esse espectáculo a uma criança
– e que a mesma compreenda esse tal "amor" –
onde há
loucura,
simples deleite e sofreguidão
pela redução da condição humana
a
simples erro do seu INVENTADO "Cria Dor"…
Porque – para esses CEGOS QUE
GUIAM CEGOS:
nascer humano é nascer em pecado…
por muitas prescrições e
libações que nos ensinem a realizar
(que eles mesmos gerem, para seu próprio e doentio
bem-estar)…
como se fosse o ser humano cheio
de taras
– libações geridas pela instituição que inventa os demónios aos que se
deve combater e refinar…
tudo porque, o humano
– quando nasce –
para eles
seres
bizarros
– não é puro nem sagrado…
é fruto do pecado que há que
lavar e purificar…
Como eles… onanistas… não
entendem:
o dom da vida nova a se prolongar…
como lhes foi dado o caminho da tortura,
da dor e da morte
a percorrer e
guardar…
e assim colocados nos tronos deste seu mundo particular
(súmula de
mentiras e meias verdades, de loucuras e vaidades
– inventadas para outros
semelhantes governar)
– nem sequer concebem…
que a VIDA tem RAZÕES que a RAZÃO
NEM DESCONHECE
e que apenas pode a razão ser porta pura
para que a VIDA MANIFESTE…
Inventam mil e uma formas novas
de dar resposta ao medo e ignorância que eles mesmos se encarregam de PERPETUAR…
Com o serviço da tecnologia e da
outra mão
– obscura amiga –
para a todos controlar…
Inimigos aparentes…
são a mesma
mão afinal….
Uns disfarçados de santos eloquentes,
outros de lógicos na sua
lógica linear…
uns e outros a mesma corja
– que a vida prende e pretende assim
o mundo atar…
O grave
– é que este CANCRO –
espalhou-se pelo mundo nas suas duas formas de se mostrar…
se a destra tem o de
branco que manda
(sendo ele rei de um estado particular…
estende o seu comando
ao mundo sem que o mundo lhe tenha pedido para reinar)…
Depois está a “sinistra”…
esquerda,
recriada á imagem da sua prima original
– órgão de verdadeiros negros e
elitistas esquadrões de fria dor:
que nos dominam desde as suas
posições
– de burocratas e oficiais deste sistema/ estendal -
que a vida
pretendem aprisionar –
pelo seu arrogante sentido de desempenho
no seu suposto "plano” da criação Universal…
Crianças mimadas que
– na sua
elevada loucura inventada –
pensam deter a chave de tudo o que É….
quando apenas
recebem parte da sintonia
– da harmonia –
que se espalha por todos aqueles que
estão vivos…
despertos…
unidos…
nessa vida que se estende de rebento a rebento…
de ser vivo a consciente e desperto…
daquilo que simplesmente É…
Já pensaste que o “in saecula
saeculorum”
é manter um “status Quo “
completamente alheio ao sentido das
coisas…
ao teu próprio sentido?
Nasces tu igual a aquilo que
agora és?...
serás igual quando estas linhas
lês?...
não há sistemas isolados…
não há
linhas que contenham as espirais ou os gestos mais profundos e vivos…
e
sagrados…
não há rituais marcados que
contenham a vida que lhes dá lugar…
apenas LOUCOS e TOLOS…
deserdados…
aqueles
que têm fome da sua herança universal….
Esses que se condenam por
juramentos enviesados
– a deixar o seu ser mais sagrado…
a sua essência
primordial…
se fazem algozes e tristes fantoches de uma ordem mental…
e mundial…
caixão de cobre… com fio de prata
– chumbo que
é fundo na mente e na alma dos que assim SE DEIXAM MATAR
– e que –
portanto,
toda a vida e esperança
– pretendem conter, reter… dominar…
ouro dos tolos que nunca há de
brilhar…
Já imaginaste – que compactado à
nascença, ensinado na crença, instilado com metais que te fazem sofrer… ficaste
privado, do teu espaço sagrado…
da tua ÍNTIMA AMPLITUDE poder um dia
reconhecer?
Ao nascer feito escravo
– de um
sistema que orienta teu fado, tua vida e teu querer –
para os instrumentos
macabros, os frios objectivos desses mortos por dentro
– eles já escravos –
da falta
de fundamento do seu viver…
condenados a espaço que não cede
espaço à vida que trazes para dar sem receber…
simplesmente pelo facto de o ser…
oriundo és de uma “causa maior”:
do que tudo aquilo que a mente humana
– que peca por falta de humilde gana –
de
se reconhecer parte de um SER MAIOR…
algo e alguém te rouba o foco, e
assim o orienta de forma subtil:
a tua força criativa para reforçar as paredes
de mentira
que nos mantêm a todos presos nesta histéria colectiva
da que os
algozes não nos querem deixar despertar ou fugir…
Porque nesse seu mundo – são eles
Reis e Senhores…
enquanto que no VERDADEIRO Mundo
–
são escravos de si mesmos, seres que rastejam sem fundamento –
pois perderam a
noção de estar ligados à GERAÇÃO…
e dela serem pequenas gotas de
orvalho…
pequenos grumos de romã…
pequenas notas de uma melodia Universal…
disto – abdicaram –
conscientemente ou atados –
pelos que os rodeiam e assim obrigaram
– a se
JURAMENTAR;
Sabes porquê…
porque – ao se
juramentar
– entregaram eles seu querer, ficaram ocos para o poder-
que assim
ordena e a todos quer comandar…
Abdicaram da VIDA…
dela fizeram INIMIGA…
e já não se vê como é possível
– que se diga :
”Eu e a Natureza”…
eu e tu…
quando a coisa mais óbvia e
simples, uma fácil certeza…
é que o ar que respiras entre
todos circula e alimenta…
a luz que nos sustenta –
simplesmente É…
o calor que emanas…
a tua
sensação sagrada
– que vem do peito que te inflama –
a todos nos une e ao todo
nos faz pertencer…
quem idealizou a ideia macabra
–
de que estavas separado-separada…
e que existia um inimigo na mesma Mãe que te
dá o SER?...
será o mesmo princípio que
inventa a “al-queida”,
terroristas de algibeira,
caos e guerras simuladas
-
para te manter no medo, na raiva…
para que desconfies da mesma razão que te faz
existir…
e fruir…
e caminhar para o mesmo lugar de onde vens?
… agora mais vivo,
consciente do caminho
e das opções assim tomadas para o percorrer?...
Livre dessa tensão…
livre da dor
que te gera a sensação
– da tua vida não ter caminho a
percorrer,
da jaula de contas que nunca serão resolvidas,
por serem elas feitas
a medida para te manter preso no chão…
encadeado como um mísero cão…
à volta
da cauda a tua vida a discorrer…
Vê mais longe… vai mais fundo
irmão!
– do que estes algozes pretendem com o seu
pequeno e triste mundo de sofreguidão…
No teu coração habita o infinito…
em cada célula um eco de vida e um grito de vida a se demonstrar…
da essência
mais pura a se celebrar…
em cada respirar uma oração:
muito mais sublime
que todos os cantos que
eles possam algum dia inventar…
Em cada sorriso uma libação…
muito mais pura…
meritória e segura
– do que todas as prescrições que te são
dadas para te libertar…
das mesmas cadeias que idealizaram para te prender…
e
às que de novo às de voltar…
uma e outra vez…
até assim a vida se esgotar…
a dar
força a esse negro querer…
que a tua vida pretende encadear…
Simplesmente:
MANDA-OS PASSEAR!
Que se alimentem a si mesmos da
sua própria medicina…
que se façam a si próprios as suas mesmas curas daninhas…
que se apliquem as suas mesmas invenções…
que estejam contidos nas suas redomas
de vidro…
para verificar quanto tempo demoram em se predar…
na falta tua…
minha…
e de todo aquele que ousar se libertar…
Por isso de nós necessitam
– para
seguir a existir…
seres sem alma sem rumo
que a vida negam e assim pretendem
nos punir…
Tu desperta, olha em volta
–
passa a vida a honrar:
em cada gesto,
em cada escolha
– que seja a mesma vida a
te orientar…
Mais do que um livro,
uma memória
– olha em frente –
ali está!
Cada gesto de vida
– na criança
que caminha, na mãe que a aninha, no pai que os faz querer…
nas gentes que se
iluminam, nas árvores que nos dão brisa…
no canto transcendente de uma mar que
nos convida a ir mais além…
sem medo…
e voltar…
Esquece o degredo dos lugares de
medo aos que te pretendem encadear…
Se é verdade que esse que afirmam
– destruiu a morte para dar a vida –
chegou então ele tarde:
pois desde que
havia humana gente nesta nossa esfera perdida
todos fomos ensinados a assim
saber:
adormecemos e nos expandimos para a verdadeira
essência do ser…
despertamos e nos concentramos
– nesta máscara garrida que
assim geramos para bem viver…
Vai mais longe
– procura –
a raiz
da tua vida está mais perto do que imaginas…
Na palma da mão amiga,
no abraço
de quem te anima…
na brisa que és quando o teu rosto assim se deixa tocar…
Na árvore que te ensina
– a santidade
de ser sem se manifestar…
Na vida que se estende de mil e
uma formas garridas
– todas eles ICONES puros que podes interpretar…
Os outros
– os TRISTES e VELHOS –
como diriam os seus evangelhos –
são tecidos que já não se podem remendar…