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segunda-feira, março 17, 2014

Sinais de Vida



Entre as poesias incontidas, entre as palavras assim vividas
Entre as notas que convidam  a ser vida, na própria vida…

Entre as folhas – imensas… que desfraldam ao vento que as alimenta…
Como bandeiras… garridas… ao sol novo de um novo dia estendidas…

Entre os dias que passam, se erguem vozes de mudança
Na forma de ver
E viver
Todos os dias
Um dia
Que é mais-valia

Presente que mais não se perde…
Por ser maior do que o ter…
Por antever
a visão de um tempo
 a transparecer…
No que a fusão, 
a reintegração
O regresso à casa
De que todos são…

Parte…. Integrante
Vida em manifestação…
Leve a que os vários representantes…
Abram mão do poder
que lhes é dado
para dele fazerem parte

Desse algo

Chamado

Renovação…

Que vem desde dentro
Como sublime alimento
Indefinido sustento…
Que late em ti e em mim
– assim

Princípio de graça e gentileza
Que anuncia a nobreza
Da essência

Que late por dentro quando tu a encontras..
E – manifesto – a pões em movimento…

Seja na tua forma única da dançar o vento, seja na forma imensa de dar asas ao pensamento… e materializar sonhos
Com o sentir de um momento….
Transformado em algo concreto…

Como uma orla de uma floresta iluminada
Pela luz de uma Lua Consagrada

São poemas silentes dos que fazes parte… sejas de um ou outro lado
Esse algo te chama e te diz que tu és – mais além do que à parte…

Uma força da vida em si mesma transformada em chama acendida

Prateada melodia… que rodopia…
Em teu redor

Que anima
O teu ser maior…
Que se entrelaça
Com as ondas da vida do mar que passa…

Que abraça…
o céu o sol
a terra e o mar
e tudo aquilo que – mais há ainda
 a vivenciar e partilhar…

Essa bruma subtil...
que nos envolve
e permeia –
 a ti e a mim…
Formas diferentes de espiralar
Além
Mais além
Do que se possa contar…
 conter…
ou controlar…

São os harmónicos sublimes
Dessa voz de fundo que através de todos se exprime…

Humildes… simples… olhares
estrelados se olhares bem
Além do que te é dito ou falado…

Como montes iluminados…
de estrelas de faíscas belas…
quando a luz do dia se reflecte nelas
 e – com eco que tudo em si repete –
Rochas negras feitas brancas esteias
Da luz que se mostra
E se ergue numa outra força…

Algo que já se vê bem
Seja aqui seja além…

E essa terra redonda
 que se contempla…
desde a alta roda
de um sagrado lugar…
alto.. tão alto
 que voz nenhuma,
que mente alguma
pode ainda alcançar…
ou nomear…

E vês o azul subir…
e vês esse branco
 – neblina –
A vida
pairar subtil…

Opalescente…
latente…
abraçando o horizonte inteiro
bem pro dentro
à tua frente
e contigo
em abraço amigo
assim outra gente
assim toda a gente
que ainda dormente
se alimente
nesse seu suspiro incontido
respirado
por todos
assim vivido…

E te unes…
assim
A essa força
Essa vida
Que é em mim
Que é em ti
Que és tu
O teu ser a nu
…o que somos
E respiramos
Além das peles vivas
E dos olhares iluminados
Além dos momentos pautados
 e dos espaços definidos,
circunscritos ou limitados

Ecoamos em todos os lados
Latentes
Somos presentes
Da vida
Em si mesma contida

Em nós
Desatados

Por nós assim
Livres
Manifestos
De vida que se exprime
E sublime
Respire
Em todos os tempos
Por todos os recantos
Fazendo cada espaço
E momento
Algo extremo
Algo em si
Mesmo
Consagrado

Lugares ou tempos
Dos novos tempos alimentados
Templos vivos
Dessa vida
Que se mostra
E assim suspira

De momento calma
De momento dócil
De momento alma
Que desperta
Entre a sua manhã…
Desde a noite
Do esquecimento se erga

E seja
E veja
E transforme
O que embeleza


Daquilo que ainda não pudemos discernir….

sábado, março 15, 2014

Ver o mundo de outra maneira - por favor - ou a força das armas ou a força da vida como foco de atenção - Enfermagem dos novos tempos e simplificação do foco de atenção - princípio vitalizador e movimento integral como acto de Enfermagem...


Para não chegar ao ponto no que a vida tenha de ser defendida a ferro e fogo, para que uma profissão de mais-valia recorde a força que a anima, aquilo que defende, os meios e métodos que compreende, o código ético e deontológico que a circunscreve e defende - que se sustente no fundamento do juramento dado no primeiro passo como profissional formado... que lembre - que a isenção e o princípio de salvaguarda da vida - não se comercializa nem confunde com o que hoje - se multiplica.. numeros e estatísticas que em nada dizem - do que somos, do que queremos do que pensaqmos ou do que temos - como seres humanos - todos - sejam estes profissionais utentes ouos tais - que um dia destes - vão ficarde fora e vão ser sentidos como a menos - faltando o sustento... de ser humano que alimente o alento - chegaremos a isto que aqui se vê... um exemplo de aprofundamento - de uma sociedade na qual o tempo se pauta por numero e cifrão e a vida de um cirurgião, de um licenciado - tem dinheiro pago - diferente da de um artesão, de um aldeão, de um alguém que seja do campo a dedicação e a devoção... coisas estranhas que nos dizem respeito - como diz z constituição - todos temos o dever e o direito - de saber dizer - sim à vida e saber dizer não ao que esta não apresenta com a devida isenção...





Em termos de aplicabilidade prática de técnicas e metodologias simplificadas, em ambiente simplificado (de vertente humanizante como prioritária e tecnológica como adjuvante)
Em termos de preponderância do saber e do saber fazer local como força motriz que integre as várias técnicas e saber científico detido pelos enfermeiros para que esse mesmo potencial seja dinâmico e dinamizador “gerador de mudança, movimento local em termos de comunidade e vitalizador por inerência);

Para salvaguarda do princípio de equidade e opção consciente dos utentes, para preservar a existência de pólos de interesse e desenvolvimento de saúde comunitária ou os referidos cuidados de saúde primários enquanto tal, para motivar a participação do maior número de elementos da comunidade representados na pessoa das suas instituições (tal como referido pela constituição como dever e de forma q eu efectivamente este dever e esta responsabilização (co-responsabilização entre partes ou partes igualmente responsáveis pela sustentabilidade local e pela garantia dos valores fundamentais inerentes á própria vida – determinados pelas linhas directrizes desta profissão –torna-se importante a análise da “conjuntura económica” de forma a complementar as diversas pessoas até aqui referidas (sejam pessoas individuais – cidadãos – aos quais o Enfeiro está vinculado pelo dever de informar com a devida isenção inerente à prória essência das práticas), sejam as entidades/ organizações locais (que assim albergam – baixo a mesma legislação, baixo a mesma constituição – as suas actividades – sejam ou não de cariz pecuniário – logo estando, primeiro, sujeitas ao princípio que rege este mesmo princípio de equidade, de isenção e de salvaguarda dos valores transmitidos e dos deveres nesta implícitos), do Próprios profissionais – por ordem crescente – por serem cidadãos, por estrem enquadrados em organizações e por desenvolverem profissão “nobre” com fundamento nestes mesmos valores):

- o estar(em) despertos para a sua própria essência e possíveis desvios de foco de atenção numa sociedade crescentemente multifocal em termos de atenção polarizada pelos média (de cariz privado e de forte tendência ao consumo de bens e informação);
- o estarem despertos para o seu papel dinâmico, e dinamizador de comunidades- em prol do desenvolvimento e prossecução dos valores inerentes aos princípios da salvaguarda da vida e aos princípios constitucionais (além dos éticos e deontológicos inerentes ao REPE e ao próprio juramento – que não obstante sendo figura eufemística nos tempos modernos – se mantém patente como o cunho de origem da profissão que se representa e desenvolve);
- o serem efectivamente agentes de mudança – pelo foco de atenção centrado no potencial humano, na vitalização e na vida que assim traduz “cuidar” ou “dar atenção” – como fundamento e base de desenvolvimento desta profissão (em complemento co m outras de área afim (com modelos de base bio-médica) cujas competências radicam na “therapeia” ou “cura” da doença… Enfermagem dá atenção á vida… e assim se identifica e se define desde base – como arte e ciência do cuidar.

Complementar esta actividade através das ferramentas técnicas e científicas – de base coerente,

- universais* (movimento e base motriz, como já referido – representam um potencial humano universal e a vitalização através do movimento apresenta-se como uma das linhas de base a promover em termos de eficácia na promoção de saúde – contexto de cuidados de saúde primários e a sua aproximação às diversas idades e contextos locais)

 – adaptabilidade -  pelo já referido relativamente a idades, grupos, locais e meios adjuvantes quase nulos para seu efectivo desenvolvimento e prática regular);

- refinadas através das respectivas escolas superiores (desenvolvimento de protocolos):

1 – entre associações/ colectivos especializados nestas dinâmicas e que possam capacitar professores a desenvolver formação interna nas próprias escolas/ reciclar conhecimentos de forma regular – Viana do Castelo dispõe de entidades oficializadas perto, escolas de formação em termos de conhecimentos – escolas superiores de saúde de cariz oriental, passíveis de acompanhar os referidos programas e assim os adaptar, contextualizar e desenvolver em função dos vários currículos possíveis a serem aplicados em ambiente de desenvolvimento de Enfermagem – )*;

2 – com as respectivas associações locais – de desenvolvimento e promoção de saúde – que já tendo Enfermeiros/ profissionais de desenvolvimento de saúde através do movimento integral – permitam as devidas reciclagens, formações complementares e vinculação a fo9nte eficaz, sólida e validade de promoção de meios e recursos com o mínimo de gastos – consideramos as escolas como “estaduais” – tendo em conta que as entidades referidas sejam de cariz humano ou humanizante e com carta de fundação afim( sejam elas de cariz soberano local (como as representadas pelas juntas de freguesia locais) sejam eles de cariz humanitário (com fundamentos e carte de fundação que vinculem as actividades desenvolvidas e a limitem em termos de serem entidades geradoras de lucro/ benefício), sejam protocolizadas através de autarquia para o desenvolvimento de actividades de transfundo promotor de saúde em meio local, fora do ânimo de lucro (as restantes enquadram-se no modelo empresarial ou de foco de atenção prioritário na obtenção de lucros económicos através de meios humanitários – questões que não as de transfundo da proposta aqui representada);

*as propostas aqui apresentadas tem como base o princípio de Informar – com a devida isenção. Havendo outras entidades, a própria escola e os seus próprios elementos assim desenvolvem os respectivos esforços para a protocolização de formação/reciclagem);

Estes protocolos ou organizações assim protocolizadas, sendo aplicáveis em termos locais, são para benefício efectivo das populações que nelas se inserem e como devido contexto de simplificação para ganhos em saúde (e a respectiva garantia de sustentabilidade por investimento cíclico, circular e – vinculativamente fechado – dentro do contexto das organizações assim protocolizadas. Esta é a complementaridade com outras formas de gestão que impliquem saída de capitais ou meios para terceiros não reconhecidos em acordo protocolar inicial);

(já evidenciados por se poderem aplicar ao longo de todo o ciclo vital, de serem facilmente adaptáveis em qualquer lugar sem meios acessórios necessários e serem passíveis de desenvolver dinâmicas de grupo locais que permitam a integração de várias idades, de várias formas de saber e saber fazer em volta de pólos de aplicabilidade locais – sejam as já referidas juntas e as suas actividades regulares, sejam as instituições que alberguem pessoas de terceira idade e a sua dinamização através de práticas simplificadas dinamizadas pro profissionais com forte vertente de promoção de saúde – vincada, patente e evidente pelo currículo da Licenciatura nesta profissão evidenciada - além da respectiva integração dos cuidados prestados dentro da realidade aqui referida como “comunitária”);

Entre muitos outros termos a promover – em termos de diálogo interno.

Espera-se o momento propício para dialogar pessoalmente as prerrogativas de proposta aqui manifestas.

Um saúdo.



Foco de atenção na vida, na vitalização e no princípio vital; actos de enfermagem que deiam atenção à vida, à sua mais valia, à capacidade do ser humano de se transformar - como as células novas - que a dia a dia - em jovens idosos ou adultos - convergem em novos tecidos que se renovam.... 

ver a esperança, mostrara  ciência certa um método com base na confiança... as ferramentas - começam a onde a vista alcança - olha  vida.. e o que a pode iluminar... como  acandeia de uma certa "Florence" que passava pela noite para animar e do medo as suas pessoas... os seus pacientes.... assim poder çibertar...

Uma chama de vida - que se mantém acesa - na perspectiva - de que se ja a vida  aliderar - o alvo e foco das atenções do cuidar...

Ciência e Arte de "amar"... seja assim um eufemismo simples... traduzido de forma simples.... por simplificação de métodos e tecnologias autilizar - gastos menores - investimento smaiores nos seres humanos e o seu grande potencial vital...



quarta-feira, março 12, 2014

Carta Aberta à Formação e dinamização em Enfermagem - uma proposta para promover saúde em meio local









Fundamentação – enquadramento conceptual


Congregar pessoas e desenvolver focos de atenção pela positiva num espaço comum
– partilha de saber e saber fazer passível de  creditação interpares –
um passo em frente na direcção da integração e promoção de saúde no meio local;

No contexto das práticas anteriormente descritas, e tendo em conta o papel de dinamizadores em termos da comunidade, que os Enfermeiros também representam, aqui se manifesta uma proposta de simplificação de actividades através do movimento integral que permita:
-a salvaguarda das competências de Enfermagem ligadas ao cuidar e dar atenção como garante e fundamento pilar de um sistema de saúde que promova e proteja a vida como valor essencial (evocando a origem da nosso profissão – em termos de mulheres de virtude – assim inseridas dentro de contexto e meio local e rural e a sua respectiva evolução no tempo e na adaptação aos vários sistemas de saúde vigentes, trazemos assim a memória das raízes, como forma de dar a entender oque, na actualidade ,a Enfermagem a título local pode ainda desenvolverem termos de manutenção do foco de atenção e vitalização na pessoa humana integral – dentro de um contexto bio-psico-social, integrada num ciclo vital que implica várias idades cronológicas, várias estruturas sociais de enquadramento e que implica uma ferramenta – da parte de quem pode estar integrado neste mesmo sistema de promoção de saúde que seja- ao mesmo tempo:

-útil (movimento como vitalizador em termos universais);

-Flexível  - enquadravél ao longo de todo um ciclo vital e de acordo com as várias especificidades das pessoas alvo dos cuidados assim prestados (acção de enfermagem tida enquanto tal);

- De baixo custo em termos de aplicabilidade – o que limitaria as alusões a possível necessidade de aumento de custos e outro tipo de questões de gestão que não as directamente relacionadas como foco de atenção das práticas – a pessoa humana e a sua contextual condição;

Por integral entendemos assim  a respectiva contextualização (aplicabilidade) do mesmo ao longo de todo o ciclo vital, dentro de um contexto social e local.

Entendemos integral no sentido de integrador – de refinamento da consciência do ser, da integração dos vários aspectos do movimento – bio-mecânico, respiratório, sensório motriz, imaginação- visualização criativa, integração pela partilha via toque, desenvolvimento de integração em contexto via sentido de fluir em ambiente interno e ambiente “aberto” ou de cariz “natural” – enquadramento de Holismo tal como definido pelo modelo conceptual Rogeriano – Martha Rogers, modelos de desenvolvimento conceptual das práticas de Enfernagem;

Integrante – por ser o Enfermeiro parte integrante de uma comunidade específica
- pela adaptabilidade desde sempre evidenciada pelos Enfermeiros na adaptação das suas técnicas ao contexto local

– seja pessoa, seja familiar, seja institucional entre as várias vertentes de intervenção ligadas à prática da prestação de cuidados em contexto local ou até de  desenvolvimento conjunto das entidades locais;

A ligação efectiva, o enraizamento junto das suas famílias (Enfermeiros de família), o conhecimento das pessoas, das peculiaridades e dos recursos locais – pela vivência constante, intensa e directa da vida comunitária e da vida pessoal e familiar de cada utente ao seu cuidado posiciona o Enfermeiro como:

- promotor e como conhecedor - em termos de recursos locais, de pessoas carentes ou alvos latentes de atenção, e assim capacitado para o desenvolvimento das respectivas pontes de ligação que permitam a sua evidência como  elemento:

 Dinâmico – pela já referida pertença, integração nos vários pólos chave de desenvolvimento das comunidades locais e a sua efectiva presença em fases e momentos de vida que são de cariz interno e do domínio do mais íntimo que os seus próprios utentes, famílias e comunidade poderão alguma vez manifestar – neste papel, o Enfermeiro dinamiza momentos tão altos como o nascimento ou a morte, com a sua presença promove saúde em momentos álgidos como o desenvolvimento materno, como o acompanhamento de patologias crónicas e a recuperação de utentes oriundos de estabelecimentos hospitalares – momentos chave da vida humana –que – entre muitos outros o tornam como elemento vital e dinâmico a quando da aplicabilidade das técnicas que possam ser sinónimo de vitalização ao longo do ciclo vital que efectivamente abarca, conhece e contempla – ver simplificação de técnicas de abordagem para integração, manutenção de presença efectiva em termos comunitários;

 Dinamizador da rede local de saúde- por conhecer por dentro as várias instituições nas que presta cuidados, as pessoas que nelas assim se apresentam, as suas famílias e histórias pessoais além de compreender os vários recursos locais com os que habitualmente colabora – sejam estes os de cariz de “educação/ promoção de saúde” a colectivos – como escolas, associações locais (juntas de freguesia na formação” promoção de saúde sobre temáticas adscritas a patologias consideradas “crónicas” – como no caso da diabetes, hipertensão ou patologias cardiovasculares várias 

(aplicabilidade de índices de coagulação e seu controle em termos ambulatórios),Ipss (como lares da Terceira Idade (seja em protocolo seja em prestação directa de cuidados e promoção de saúde / informação/ formação a auxiliares de apoio e vigilância sobre temáticas ligadas a mobilização, posicionamento e higiene de utentes acamados), seja a colaboração com estruturas de cariz espiritual religioso  (como os centros paroquiais ) na formação/ informação a auxiliares de apoio e vigilância nestas mesmas dinâmicas e neste mesmo transfundo – seja na prestação directa de cuidados inerente aos enfermeiros integrados nos lares adscritos a instituições religiosas – tal como referido);


Entre muitas outras, que são as actividades potenciais dos Enfermeiros, integrados nas várias comunidades a nível local.

Assim, o facto de que os Enfermeiros representem um dos elementos de maior integração (como já demonstrado pelo facto de estarem intimamente relacionados com o mais profundo da vida e vivência dos comunidades adscritas ás suas listas de utentes como enfermeiros de família que são (ainda que o diploma da especificidade esteja em fase de desenvolvimento) e tendo em conta o seu cariz dinâmico (como já referido por circularem entre os vários pólos da comunidade – seus centros nevrálgicos) e dinamizadores dos mesmos  (por desenvolverem actividades de prestação de cuidados directa, de promoção de saúde de forma formal e informal e desenvolverem também actividades de interligação entre estruturas – inerente ao próprio périplo até aqui descrito).

O facto de se poder desenvolver a formação inerente aos conhecimentos técnico-científicos – dinamizados por escolas oficiais -  e que sirvam de elo de ligação comunitária para a continuidade, aprimoramento das funções em termos de prestação de cuidados actualmente desenvolvidas, tendo em conta a base e fundamento da profissão como ciência e arte de cuidar (assim mostrada na argumentação que se segue) e  a conjuntura actual.

Sabendo do risco que se corre em que a mesma estrutura se cristalize em redor dos valores económicos, como ponto de atenção focal da gestão do cuidar (seja pelos materiai e forma de contratualização de serviços inerentes ao modelo de gestão do SNS actuas, seja pelos sistemas informáticos que assim determinam o foco de atenção em termos efectivos e em termos de tempo dedicado aos registos científicos de trabalho), seja por modular as próprias práticas em função da programação prévia que os mesmos entrevêem 

(ex. escalas e classificação de feridas de cariz meramente administrativo ou de contagem de gastos para inclusão em termos de companhias de seguros e afins, contagem de matérias em injectáveis em termos de números e matérias envolvidos: questões que nada têm a ver com a qualidade dos cuidados desenvolvidos e que fazem – directamente parte – da responsabilidade de órgãos de gestão)

Vista esta perspectiva – real e integrada dentro do contexto da prestação de cuidados de saúde no SNS actual dentro da realidade contextual do Distrito de Viana do Castelo (à qual esta missiva se encontra vinculada) – cabe a possibilidade de se desenvolverem as devidas alternativas viáveis, para que Enfermeiros em ambiente comunitário e ligados a instituições locais – com outro tipo de dinâmica registo cientifico em termos de trabalho – possam também contar com elemento técnicos  – uma ferramenta técnica e científica ( válida e validada) e que possa ser enquadrada dentro dos focos de atenção actualmente vigentes pela CIPE.

Que sejam definíveis dentro do modelo de “Acto de Enfermagem” (como certas técnicas de relaxamento – toque terapêutico – são passíveis de ser enquadradas dentro do modelo profissional geral e com o precedente de muitos dos Enfermeiros actualmente optarem – de forma cíclica e sistemática – pelo desenvolvimento pessoal em áreas ditas “complementares” ou “alternativas” .

Em termos de simplificação – comparativamente – um curso de complemento que implique cinco anos ( ou três de formação) poderá ser adaptável contextualizando as devidas actividades modulares que tenham como fundamento o princípio bio-mecânico já comum nos conhecimentos intrínsecos ao desenvolvimento da nossa actividade – seja no posicionamento/ mobilização de utentes, seja nas questões ligadas às vertes psico-afectivas e emocionais que fazem parte do currículo de formação de base e que – quando aplicadas – por exemplo – em especificidade – como através das ESMO em ambiente de preparação psico-profilática para o parto) demonstram a sua eficácia e o inerente ganho em saúde em enquadramentos simplificados – tanto em termos de espaços como em termos de meios técnicos adjuvantes)


Assim, de forma a manter os pilares básicos e constitucionais, e desde um ponto de vista de “equidade”:

– equivalente a "justiça" em termos de distribuição de tempos, bens e valor – no contexto desta proposta, temos o valor humano como universal, e inalienável como declarado na declaração universal dos direitos do homem – e de forma a gerar a tão óbvia alternativa que permita que - efectivamente, e sem margem a subtilezas – exista uma forma viável, pragmática, acessível e equânime de que a saúde seja efectivamente gratuita ou assim sendo- tendencialmente – e que se já dinamizada por locais e para os locais sem saída de fundos próprios para fontes que não aquelas destinadas à melhoria e desenvolvimento da qualidade da mesma no transfundo que lhe corresponde.

Promover o Diálogo Interno no ambiente de ensino formal;

Tendo em conta que a Enfermagem – é e foi – uma parte da espinha dorsal de um sistema de saúde válido (falamos de uma continuidade em termos de carreira equivalente a trinta anos de desenvolvimento da profissão salvaguardando os valores a esta inerentes), até ao momento de se verem objectivos económicos além – antes – de se entreverem os fundamentos que e esses mesmos objectivos económicos obedecem:

– a qualidade, a capacitação, o acesso universal a cuidados de saúde dignos e de qualidade – independentemente da capacidade de compra do indivíduo (princípio e isenção da Enfermagem em termos da prestação dos seus cuidados) e sabendo o potencial inovador, renovador, gerador de mudança que esta profissão (ordem com maior número de elementos a nível nacional) detém, apresentamos esta proposta como transfundo á devida discussão /diálogo em ambiente de formação dita “formal” para que se possa valorizar a possibilidade de inclusão de técnicas simplificadas em termos de promoção de saúde através do movimento integral (no contexto desta proposta – e pelo já referido – em ambiente comunitário, de conjuntura rural ou local) – como:

- sensibilização para alunos de base em relação ao potencial das mesmas no desenvolvimento futuro da suas actividades na prestação de cuidados – seja ou não associados a um sistema ou outro de gestão;

- formação/ desenvolvimento profissional de profissionais (sejam ou não graduados) que assim entendam estas ferramentas- em formação modular e assim assessorada e gerida pelas respectivas escolas de cunho oficial (nesta zona a ESS do IPVC e a ESS da Universidade Fernando Pessoa em P. Lima) para possível creditação/ complemento de prática regular de Enfermeiros dos cuidados de Saúde Primários (tendo em conta que a mesma pode ser realizada já com complemento de colegas da área da reabilitação e com o devido enquadramento das técnicas de relaxamento/ vitalização – como as representadas aqui pelo Qigong/ Taichi entre outras – que são do conhecimento das responsáveis pela formação e que possam ser facilmente protocolizada em termos internos e em termos de extensibilidade às organizações que alberguem a prestação de cuidados tal como referido até aqui);

- adequação ao perfil do novo Enfermeiro de Família como ferramenta válida, flexível e útil, recurso de integração de saber e saber fazer em conjunto com os utentes/ famílias a seu cuidado e integrado nas instituições/ organizações que os mesmos assim manifestam pelo seu vínculo cíclico e regular na comunidade na que se inserem.

Fundamento legal e prática segundo princípios de ética e deontologia cidadã
Esta iniciativa vai de encontro ás medidas que promovem o levar os cuidados de encontro ás populações, adaptar e personalizar as dinâmicas de atendimento e desenvolver o máximo de eficácia através de técnicas e meios que exijam dos utentes (verdadeiro referencial do sistema nacional de saúde – baseado na aportação que os mesmos podem auferir para que existe – efectivamente – um sistema dos utentes e para os utentes )* o mínimo gasto em termos de recursos (sejam estes de transporte, de tempo e de meios económicos para pagar uma consulta de Enfermagem – por definição em termos constitucionais – tendencialmente – gradualmente, ano a não – mais barata)

 temos em conta neste ponto que qualquer profissional de saúde é um utente e que qualquer elemento gestor também- se não o for – então estaria fora do sistema nacional de saúde;
lembramos neste ponto, que o art.64 a mesma constituição refere que cada cidadão (Enfermeiro e o utente inclusive) é responsável por fazer valer esta definição anteriormente descrita – ou seja  é activo, dinâmico e dinamizador para que a mesma assim se mantenha, preserve ou melhor – no tempo e no espaço que lhe é dada viver.

Artigo 64.º

Saúde
1. Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover.
2. O direito à protecção da saúde é realizado:
a) Através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito;
b) Pela criação de condições económicas, sociais, culturais e ambientais que garantam, designadamente, a protecção da infância, da juventude e da velhice, e pela melhoria sistemática das condições de vida e de trabalho, bem como pela promoção da cultura física e desportiva, escolar e popular, e ainda pelo desenvolvimento da educação sanitária do povo e de práticas de vida saudável.
4. O serviço nacional de saúde tem gestão descentralizada e participada.


(sublinhado e negrito autoria do próprio)



Interligação com a Ética e Deontologia próprias á Profissão
Assim tendo em conta as prerrogativas inerentes à legislação e a sua consequente salvaguarda dos valores que mantêm a mesma vida que os Enfermeiros juram promover, defender – dentro do quadro de isenção que a profissão assim advoga, a proposta que se apresenta vai de encontro às várias linhas:

- sejam as emanadas pela própria Ordem dos Enfermeiros em termos da Reformulação da carreira e a inclusão da figura do Enfermeiro de Família como área específica de intervenção local e de gestão familiar e de transfundo de conhecimento que envolva saberes e saber fazer próprios das comunidades que os referidos Enfermeiros servem e integram;

- sejam as ligadas à dinâmica interna das Escolas de Saúde em termos da promoção dos valores de base que orientam a prática dos Enfermeiros em termos de futuro – para a salvaguarda da essência implícita no cuidar – dar atenção ao utente, foco de atenção ávida humana e preservar, aumentar o seu bem estar em consonância com as equipas técnicas vinculadas por juramento afim ao desenvolvimento desta vida humana causa e motivo da existência da profissão actualmente regularizada em REPE.

- sejam as próprias da ética e deontologia profissional – de forma permitir o maior número de ferramentas de trabalho que validem a devida isenção dos Enfermeiros e dos seus cuidados face aos vários contextos passíveis de albergar as suas práticas- dito e outra maneira –que ao mesmo tempo que se dispõem de regulamento e de exercício profissional, de legislação afim e de organizações que zelam pela garantia da qualidade dos cuidados prestados, se reúnam as condições de formação/ informação inicial para que os recém formados tenham uma maior consciência:

- do enquadramento laboral actual;

- da sua área de intervenção em termos factuais;

 - das dinâmicas e alternativas válidas para manterem a fidelidade à linha orientadora original que dá azo à profissão e assim garante a sua existência enquanto tal;

Complementar com consciência

– uma estratégia com fundamento para dar resposta ao desafio dos tempos modernos.

Estar consciente do ambiente dito “empresarial" e do materialismo que este mesmo ambiente em si determina e – ao mesmo tempo – estar ciente do valor e fundamentos intrínseco a uma profissão vocacional, de pendor humano e humanizante, apoiada em características técnico-científicas próprias .

Verificamos a complementaridade entre o biomédico e a arte e ciência de dar atenção ou "cuidar", 
Verificamos a evolução no tempo das práticas do cuidar e a gradual integração de técnicas que permitam manifestar esta mesma arte e ciência de cuidar dentro do contexto social- nos diversos tempos e nos diversos lugares –

Tomamos a devida consciência e damos a devida tenção ao óbvio sem cair na falácia da sua inversa:

 –a causa inicial da Enfermagem é a pessoa humana enquanto tal.  

O seu desenvolvimento, capacitou as diversas teorias e enquadramentos teóricos (modelos de Enfermagem) e as restantes actividades hoje definidas em termos de fenómenos e actos de Enfermagem.

– ver de outra maneira – seria inverter a linha das coisas e deixar a pessoa humana subsequente, subsidiária e dependente dos meios técnicos e das técnicas para essa mesma pessoa assim desenvolvidas (por ela assim desenvolvidas, tendo em conta o/a Enfermeira com pessoa humana em primeiro lugar e como profissional por subsidiária consequência);

Considerar a pessoa humana como um objecto, considerar a eficácia das práticas fora do contexto humanizante das mesmas ou considerar o profissional fora do contexto humano no qualo mesmo desenvolve a profissão pode ser uma ideia fácil de refutar e - ao mesmo tempo - difícil de definir no tempo actual.

Conscientes desta “falácia dos tempos modernos” – e apontando o foco de atenção das práticas de novo á sua origem, lembramos ainda:

Que a origem da enfermagem e que a origem em termos de contextualização de cuidados de saúde ditos primários advêm como pólos paralelos – enraizar os cuidados primários (por serem de cariz inicial, determinante na posterior elaboração dos diferenciados ou até da inclusão reinserção de utentes na sua comunidade inicial - paralelismo de enraizament em termos de origem/ busca de inspiração/ nutrição do sentido da prática da ciência e arte de cuidar).

Vemos aqui uma simplificação de recursos e uma redução de gasto (considerando como elemento primordial - ao referir 2ganhos" ou gastos/desgaste" a pessoa humana já referida e nesta definição englov«bando o profissional de Enfermagem como tal:

Em termos de coerência;

Em termos de princípio de verdade;

(ver continuidade de texto)


sábado, março 08, 2014

Ir além... do olhar...

Algures no tempo, num certo espaço…
Encontrei hinos de luz, de louvor e de abraço…

Encontrei vidas perdidas que se transmitiam
Entre gentes
Que assim faziam
Cânticos
E melodias

Eram homens que partilhavem
As luzes
Da noite
Dos seus dias…

Eram mulheres
Que dançavam
Salgueiros
Ao vento
E assim assistiam
Eram luzes
Na noite
Estrelas
Cheias de vida

No sorriso
Que assim transmitiam…

Eram a minha mesma vida

Assim reflectida…

Entre as chamas
De um coração
Vivo
Ardiam…

E quem contemplava
Assistia
À força da vida
Transmitida
Dia após dia
Reverenciada
E sustida

Quinhentos
Anos
E mais
Valias


Assim vivas
Um milagre
Magia
Para quem assistia

Às festas
De desluto
Ao cântico novo
Junto á pedra
Antiga

Às novas casas
Do ancião dos dias
Que velava a terra
E a terra valia…

Das palmeiras entrelaçadas
Sejam tectos
Sejam casas

Sejam gentes finas
Feitas velhos criança

Entre tanta gente nova
Que ali passa

Que aprende
A sua própria
Força

Dessa
Desta nossa vida
Que não passa

Renascer
Em Timor
E ver
Que Timor
É aqui

Parece como comparar
Uma flor
E vê-la crescer
Aqui
E ali…
Alguém vê
E não crê
Que é a sua vida
Assim reflectida

Alguém pisa
Sem querer
Alguém pisa
Por se fazer valer
Alguém lembra
Que assim
Sustida
Se pode fazer um dia
Uma nova flor
Na tua
Na minha
Mão
O teu
E o meu
O nosso
Mesmo valor…

Timor
É aqui

E além

Timor é de quem
Assim souber ver
E viver…

Um tempo lento
Para a gente
Que pauta o seu dia
Pelo ritmo
Da melodia
De um coração a bater…
Humana
Mente
Universal
Mente
Latente
E assim
Eterna
Mente

Presente

Vês Timor aqui
Em ti
E em mim
A latir?...

Nesse teu peito
Em flor
Uma semente de vida
A florir
Por amor?...

Formas de traduzir
A vida
Que és
A vida na que crês…

P.S – olhar com outro olhar
Olhar noutro olhar
Sentir além do medo
E ver
O segredo
De te sentir reflectido
Nesse olhar
Agradecido
Que em ti mesmo
Se fez pousar…

Timor é aqui
Em mim
E em ti
E
Em quem assim
Ousar

Olhar…

quarta-feira, março 05, 2014

Gaivotas... sem querer...

(ler poesia em bruto, ou texto em grosso, implica que algo ou alguémnão definiu a métrica, nem o passo que tu mesmo, tu mesma representas e que em ti há de Ser)


Se pensas que voas… pensas…
Se estás deligado da vida
Pensas que tu
E a vida
Representam
Duas entidades diferentes
E
Tu
E eu
Somos vida…
Mais além do que a vida alimenta
A gaivota que voa
O marque a sustenta
São a mesma linguagem
Que traduz
O ser que em ti
Se alimenta
Sustenta
Representa…
Que o mesmo ser
Em ti
Se manifesta
De forma aberta
Sincera
Além do que as metas
E as quimeras
Definidas
Fronteiras

Representam…

Como mapas que se pintam
Um dia
Num certo jardim
Certa linha
De perspectiva

E que – um certo dia
Num mesmo jardim
Mais não iluminam
Nem o jardim
Nem a ciência
Nem o que representa
Nem o que o jardim
Em si
Contém
Ou que para ti
E para mim
Orienta…

A vida
Em ti
E em mim
É a vida
Que somos
Assim
Unidos
Por fim
Descobrir
Que o sol
Que tomba
Um dia
Se lavanta
Como algo
Que recordas
Na cama
Quando
Sem sobressalto
Te deitas
E assim
Te deixas
E depois
Sem sobressalto
Voltas
E nem pensas
Que entre salto
E salto
Ficaste
Sempre
Amparado
Amparada
Nos braços
Do eterno abraço
Que mais não te larga
E que ´oteu ser
Para lém do espelho baço
Da mente que tenta
Com fios de seda tecer
O quadro
Por ti mesmo
Em verdade
Representado…

Vida
Entrelaçada
Dança
Que contradiz
Por baixo
O que a vida
Em si anuncia
Desde o alto
Nas estrelas
De luz
Que iluminam
O teu ser
O teu olhar
O nosso mesmo abraço

Vida
Que se traduz
Sem sobressalto
Se ainda lembras
De onde vem
A tua força
De onde se alimentam
Os sonhos
Que assim contas
De onde as ideias
Feitas metas derradeiras
De onde o compasso vivo
Que representas
Que dança
Que sustentas
No teu coração
Batimento
No teu passar
Pela vida
Passo lento
Passo de vida devida
Entre tanto ruido
Despida
Em ti investida
Do seu verdadeiro
Sentido
Sentir
E sentimento…
Entrelaçar vidas…

Entre a margem
Do céu
Que respira
E a outra margem
Que à
Margem
A mira
Despida
De si mesma
Investida
Na tua outra face
Um dia
Encontrada
Pelo simples
Ser

Pelo simples facto de o ser
Pelo simples suspiro
Sopro
Divino
Que em ti latente
Descansa
Sem querer

Sopro de vida
Que se desdobra
Garrida

Sem que tu
Ou eu
O sinta
Como algo além
Da sua própria forma
De vida
Como sua própria forma de ser…

Concebida
Gerada
Em ti consagrada
Além da negativa
Em ti representada
Quando unes
O céu
E o mar
No reflexo do teu olhar
E cantas
E danças
Sem notar

E fluis
Sem te precatar

E voas
Por ser gaivota criança
Que desperta
Por sobre as ondas que alcanças
Ao voar com elas
E com elas
Ser


O Ser…

domingo, março 02, 2014

Desde o escuro... gerar sonhos de luz... e caminhar

Desde sombra… desde o escuro




Desde onde nascem os sonhos
Que trazemos
E levamos
Por dentro…

Desde onde nada havia
E tudo d’antes
Acontecia

Desde esse mundo
De magia

No que se entrevia
Uma certa casa
Uma certa família
Uma certa vida
De sintonia




Desde essa melodia
Fundamento
De dar passos no escuro
Estado
Por dentro
O alento

Sempre perto

Sempre atento

Sempre surgindo
Além do lamento
De se encontrar
Em cada pedra
Em cada esquina
Uma opção
De ficar
De largar
De descansar
De perseverar
Em perseguir
Esse
Algo
Que por dentro
Nos continua
A chamar




Seja o rosto de uma pessoa amiga
Seja o olhar que a ilumina
Seja essa luz
Antiga
Que se veja
Reflectida
Cada vez mais incontida
Na luz do dia a dia

Seja esse força
Amiga
Que vem além da perspectiva
Desse novo tempo
Que se anuncia
No qual o coração
Diga
Aquilo que á mente
Lhe é velado lembrar…

Um dia
No que as definições novas
Por dentro
Corações que ecoam
Sentimento
Sejam mais
Muitos mais

E possam cantar
E evocar
Essa luz
Que nos guia
Essa força anterga

Que diga
Sem margem a que outra
Ofusque
A sua sintonia




Que entre quem ama
Quem assim creia
Quem persevera
Que assim faça
E diga
Existem
As mais valias
Encontros
De sintonias
Existem os que ainda
Esperam
Que as
Sementes
Dessa mesma vida
Sejam
Em simesmos
Em si mesmas
Traduzidas

Procurar
Por amor
Traduz
O que há por dentro
De melhor
Ouvir
 A dor
Da separação
Traduz
Esse mesmo primor
Uma e outra
A mesma via
A mesma chamada antiga
A mesma pátria esquecida




Regresso ou simples chegada…
Porto de abrigo seguro
Ou noite escura passada…

Dia sem noite

Luar que descansa
Algo que nos alimenta
Por dentro
Entre o sol que se esconde
E a lua que o abraça

Sintonia suave…

Melodia
Distante
Subtil abraço
Prateado

Leve
E enlevado…



São os sopros
E suspiros
De uma vida
A que te digo
Feita palavra amiga
Neste contexto
Neste momento…

É um clamor que se levanta
Quando sol anuncia aurora e espr’ança

É uma força que se invoca
Num canto amigo
Que se mostra
E demonstra
Quanto de nós habita
Onde não se encontra a vida




Quando me entrego
Semmais
Quando deixo as palavras fluir
Em si mesmas
Enquanto tais…
Quando algo por dentro se agita…
E grita
Que a vida
É bonita
É bonita
É bonita…
Músicas antigas



Seres que procuram
Em perspectiva
Encontrar esse caminho
Veraz
Essa perspectiva audaz
De a cantar no meio da rua
De serem estátuas vivas
Ferventes
De pele nua
De ir além do que se vê
E crê



E crer que por dentro
Algo novo
Nos vê

E assim anima
A gerar perspectivas
Onde
Outrora
Crianças
Víamos a vida
Entrelaçar
Asas
De sonhos
Em seres risonhos
Entre as florestas antigas
Melodias amigas
Entre as guirnaldas
Floridas
Entre as danças
E os cantos
De quem assim vivia



Coisas que mais não se esquecia

Coisas que se traz por dentro



Coisas que as rochas cantam
Em lúgubre lamento
E que o mar evoca
Em quada vez que o pisa
Um ser que assim o toca
Suspira



Assim por dentro
Se vê
Assim
Por dentro 
se crê
Que o que separa
Ainda se não vê
Que o véu de magia
Que é essa humana alegria
Traz em si a sintonia
Que a mente
Esquece
E que o tempo arrefece
Se ainda
Não converge
Toda essa força
Em nós contida
Para o caminho de casa
Dessa porta
A entrada
Para outros

A saída…