pub

quarta-feira, fevereiro 03, 2021

Vozes entre o silêncio

 



Olhar esse lugar

Tempo sem fundamento

Voltar a se encontrar

Tudo o que levamos dentro

Esse espelho

Bafejado

Pelo que ainda

Temos sonhado

Esse algo temperado

ao se encontrar

Por todo o lado

Essa voz

Fugidia

Esse algo de magia

Esse sorrir

Em cada dia

Que se via

Refletido

Nessa criança

que sorria

Nesse momento

Ao fim do dia

No que voltava

a saber-se ouvir

Esse ser que tocava

Musica que nos elevava

Do silêncio

Mais simples

Desse algo que nos unisse

Em redor

Dessa voz maior

Que se elevasse

E qual tenor

Nessa obra sem valor

Esse sentimento

De novo prendasse…

à volta da roda de bem-estar




Essa chamada recôndita

Essa chama escurecida

Essa sombra que se deixa

Esse nascer de novo dia

Essa esperança

que se encontra

No mais profundo

Escondida

Esse algo que se ignora

E que desse lamento

Andar sem fundamento

Nos livra

E nessa estrela que guia

Ao longo do firmamento

Essa luz luzidia

Que se ilumina por dentro

Esse algo entretecido

Em tudo o que te é querido

Esse algo bem mais vivo

Entre tudo o que tens vivido

Esperança

 


Nesses momentos

Nos que te sentes esvaziado

Depois de ter andado

Depois de ter perseverado

Depois dessa longa jornada

Que se inicia

Onde se termina

E que parece que não acaba

Dia a pós dia

Esse olhar que se deixa

Se admira

 Se contradiz

Até se iluminar

Ou ser feliz

Nesse horizonte

Sempre pintado

De cores diferentes

De quem caminhe a teu lado

Cristal transfigurado

Entre aluz trespassado

Algo que por dentro

Te é bem prezado

E nesse sentimento

Nesse momento

A tua vontade

Volta a ter a idade

De crer

Sem saber

Ou perseverar

Por querer

Até se concretizar

No teu ser

Esse algo a se entrever

Essa esperança

Renascida

Que dá sentido

A todo o teu dia….

terça-feira, fevereiro 02, 2021

Entre as sombras a luz mais se deixa sentir

 


Nesse encontro tão sonhado

Nesse estar de novo a teu lado

Nesse sentir alegria

Que renasce em ti cada dia

Sendo ramagem

Que ampara

Sendo o rio

Que te alaga

Para se abeirar

Dar de beber

E sarar

 

Essa antiga chaga

Que te esvazia

Essa outra voz

Que te guia

 

Essa luz que nas sombras

Parece que se desvanece

Que cintila

E permanece

Esperando esse teu calor

Quando arrefece

Para ser valor

Que se enobrece

 

Em cada palavra de vida

Que se entrega e se anuncia

E que jamais se esquece

 

Esse algo que se enebría

Que em ti se embevecia

E que te meche

A perseverar

 

A seguir em teu lugar

Esse por dentro cuidado

Esse rebento

Esperado

A ser levado

Pelo mais antigo prado

Pelo caminho mais esquecido

Para voltar

A ser assim renascido

 

E nesse algo de bem-querer

Voltara fixar o ser

E nesse calor emanado

Desse ser irmanado

Voltar a saber entender

Braços estendidos

Entre esse cantares amigos

E palmas de mão

Sempre cheias

Dessa luz

Que nos permeia

Lampejos de querer

 





Essa chama que nos chama

Essa voz que por dentro clama

Para ser ouvida

Sentida

Bem cuidada

Esse tempo de estiva

Para bem se chegar a colher

 

O que por dentro ainda é vida

Isso que se transpira

Em cada palavra

A renascer

 

Esse momento culminante

No que nos damos

Qual o céu

Antes Toldado

Ao ser trespassado

Por esse efeito bem-amado

 

Água desse mar de amar

Oceano que navega por dentro

Esse lampejo de encanto

Entre o mar

de amor e sentimento

 

E nesse relâmpago

Se acende

O que a vida entende

A ser trazido

Ao de cima

Ao coração vivo

 

Esse que compreende

Que sabe e sente

O que é nós é bem querido

 

E nesse momento

Tão vivido

Nesse lugar ancorado

Dentro do peito

Mesmo no estio

Esse calor tão humano

 

Se faz vida

Encanto

Cantar

Se faz

esse algo que se entretece

dá vida ao próprio vagar

e esse cantar de vida enaltece

Chamadas de amor

 


Nesses momentos

Nos que despertamos

Sedentos

 

Dessa alegria

Desse licor

Desse mel redentor

 

Que nos alivia

Que se escorre por dentro

 

Que aviva

Essa chama viva

O íntimo alento

 

E se explica

Qual chama luzidia

Poisada em teu olhar

Esse algo que nos agita

que nos diga

Para onde seguir

Por onde perseverar

 

E nesse ir andando

Ir também encontrando

Estendendo essas pontes

Para outros seres humanos

 

E nesses momentos

Nos que se entende

Mais além

Do que se pensa ou sente

 

Esse ser fraterno

Esse algo terno

Em nós a crescer devagar

 

Esse fio fino

Que temos entretecido

Ao dizer sem cessar

Essa verdade

Por dentro a berrar

Essa saudade

De algo a abraçar

 

E a transformamos

Em mais belo canto

Nesse poema de encanto

Para dar

partilhar

 

Destino

Dos que amam

Assim a irradiar

Essa alegre chama

Que sempre

por dentro proclama

Que é para se entregar

Brisa em Pensamento

 


Nessa brisa

Nesse vento

Te leva

Qual ave a vogar

Entre esse algo

Que ruge por dentro

E esse simples sussurrar

Em mar aberto

Esse sentimento

Força maior

Que voga

E acende o momento

Chama e luz de amor

E nesses momentos

Tão bem amados

Nos que estamos

Acompanhados

Lado a lado

 

 

Assim andamos

E nesses lugares

Onde paramos

 

O céu e as estrelas

Essas melodias tão belas

Mesmo na noite aveludada

o que nos é entregue

A ser ouvido

Nesse cantar

Entre triste

E o sigilo

De se segredar

 

Qual a onda

em pleno mar

Aberto

Na praia o deserto

Onde venha a poisar

 

Qual a folha em branco

a pairar

Nesse encontro

de a entretecer

Devagar

 

E nesse tema

De poema

melodia

Que se eleva

Assim ao se deixar

Ouvir

 

sentimento

a se abrir por dentro

E a nascer… assim

 

Qual o florir

Desse algo

que se transformou

Que em nós ficou

 

Assim plantado

Germinando

Quando ainda estamos

Lado a lado…

 

Assim parece

Que se esmorece

Para se fazer

Bem humano

 

E sendo a teus pés

Assim segredado

Fica nas areias

Do tempo

Que parece que jaz

Parado

 

Até se ver

Vaga após vaga

Esse algo que une

Nem se determina

Nem se acaba

 

E culmina

Nessa areia

Tão viva

 

A que tens tu gravado

Com o teu passo

Assim o que tenhas amado

Nesse compasso

Que faz evocar

 

Essas entretecidas

Ondas

Nesse teu ser a vagar

 

Estendendo-se

Por ti adentro

Sem se deixar parar

 

Dando sentido

Ao sentimento

A esse algo de alento

Nessa palavra a entregar

 

Nesse tempo que por dentro

É qual eternidade sem contar

 

E aparece nesse suave lamento

Nessa melodia garrida

Nesse algo intenso

Que dá luz à tua vida


segunda-feira, fevereiro 01, 2021

Chamadas de Vida...

 


Quando estendes braços

E esperas encontrar

Esses ternos abraços

Esse tão breve momento

Esse lugar

 

Quando estendes teu ser

À espera de encontrar

A luz do fundamento

Que te impele

A crer

A querer

Amar

 

E se nesse instante

Sedento dessa água

Viva

Que convida

A mergulhar

Nesse oceano

Nesse mar

Que em ondas

Breves se eleva

Odes que ainda

Não nasceram

E ficaram à tua espera

Para as fazer soar


Assim quais nas teclas

Que sempre

Te atreves a tocar


Palavras nascidas

Nesse silêncio ouvidas

E levadas

 a onde

ainda

as possam chegar

a bem querer


Ora a ouvir

Ou ressoar…


Nesse outro ser

Quem as chegar a ler

Nessa sua voz

A se acompassar


Com esse sentido sentimento

De tudo o que levamos dentro

E que nos leva de novo a sonhar…

Chama d@ vida

 




Quando algo te chama

Voz que se aviva

Chama que se anima

Entre a luz desse calor

Que parecia que se afastava

Essa melodia

Tão intima

Tão segredada

E nessa sintonia

Que se procura

no dia-a-dia

Esse tempo

Que se deixava

Para se prender

Nessa fagulha

Que brilhava

Sem se esquecer

 

E quanto mais te achegavas

Com esse teu alento

Mais a avivavas

E se ficavas

Esperando

O que assim abandonavas

Para voltar a encontrar

Largar o que seguravas

Para deixar a tua mão

Acolher o ar

Esse calor

Que emanava

Ao ficar estendida

Esperando

Que alguém

Assim a recolha

E a cuide um dia…