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domingo, abril 17, 2011

p a i s a g é n s p a i s é g e n t é s p a í s n a m e n t é s



Enquanto te recorro: pé ante pé... dormente, 
em mim revejo esse sonho, neste eco sempre presente;




Ouço os ecos das ruas, revejo a história que passa
Contemplo perdido o restolho, vide sem fruto e escassa





É nas tuas paisagens e ruas, no mirar de toda a gente
que passo com passo tristonho, enquanto me perco neste presente



Nas capelas dos fundos, nas luzes distantes
Nas crenças, nos mitos, nas vidas errantes




E passeios  velados em tardes de estio
Ficaram tapados nos dias despidos



Já ninguém voga na barca do rio
Já ninguém cruza na ponte das almas



Está este tempo entre as gentes perdido
Silencioso o sino já não chama quem  passa




Ficaram as uvas pendentes sem brio
Ficaram os moços sem vida e sem graça



Onde outrora houvera vida, romaria
Há agora silêncio, uma escura vidraça





Onde os corações ansiando, onde a guarda do caminhar
Onde os jovens rumando defronte, onde a virtude de andar




Peito aberto, olhar sereno, fronte erguida ao ver-te passar
Rosto simples, voz sem ruído, corpo sóbrio no teu divagar...




Nem tudo se compra, nem tudo se vende - não há virtude que se possa pagar
Um só dedo, em um corpo livre - tem mais vida que uma vida a arrastar




Vê os laços e os compromissos, que teu futuro pretendem quebrar
Se tens brio, sentido profundo: ouve o apelo que te faz palpitar






Quem te perdeu... Portugal?

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Um "À Parte"





Uma cultura – na actualidade – desenvolve-se ao ritmo acelerado que os tempos ditam;
Tal como uma maçã de estufa – tratada com substâncias para permitir o seu crescimento bombástico, exposta à luz artificial para dar uma cor sugestiva, protegida dos elementos para não ter de apresentar as cicatrizes do seu próprio crescimento; 

Quem dela se alimente, alimenta a ilusão de um mundo novo – no que tudo é belo e perfeito – longe de imaginar os condicionalismos que fizeram possível o crescimento de tal fruto; que - muitas das vezes - pode estar podre no seu coração e que, regra geral – não tem o sabor que apresentam as pequenas e mirradas maçãs de verão crescidas nos pomares da nossa infância;



Assim sendo – uma cultura não amadurece com duzentos ou trezentos anos – muito menos numa geração; apresentará carências que poderão evidenciar a falta de coerência nas suas opções, que – impreterivelmente – criarão atritos desnecessários com o intuito de fornecer o crescimento e desenvolvimento dos indivíduos que a compõem através das suas próprias opções, ganhos e reformulações após a consciência do erro;

Uma das facetas que mais intriga relativamente à cultura dita “Occidental e Moderna” é a definição dos elementos considerados “género”, “estereotipo” e “sexo”, todas elas vinculadas (se não mesmo englobadas) dentro da visão abrangente da grande quimera actual – a sexualidade e a sua vivência na dita “plenitude”;

O facto de se poder “experienciar” cada vez mais cedo a vivência daquilo que para os nossos pais estava socialmente velado (talvez como forma de promover a solidificação estratificada da relação e um alicerçar de passos lentos e estáveis no conhecimento próprio e do outro) cedendo-se lugar a uma polaridade entre o interesse patológico e a fria vulgarização;

Assim, estamos num momento “sexocêntrico” – no que parece que o sentido da vida e a escala de valores que orientam as opções do indivíduo (para não arriscar das sociedades que este integra no mundo ocidental) se relacionam com a vivência imediata do prazer, a sua intensidade e os meios necessários para obter o máximo de satisfação com o mínimo de investimento pessoal… algo que – posteriormente – formatará pessoas em função destas mesmas opções e dará a profundidade pessoal equivalente à maturidade integrada nas opções realizadas;



Questões como coerência e opção ponderada têm sido sublimadas para dar azo a uma estrutura que promove o “aqui e agora” – compre agora, pague depois; não se responsabilize – tudo é válido e tudo é possível; "ganhe sem esforço", "comprometer-se é atar-se e ser livre é estar livre de compromissos"… inclusive para consigo mesmo – qualquer coisa que atire cá para fora é válida e a censura apenas serve para lhe causar atritos desnecessários;

"Compre o analgésico da endorfina" ou "consuma o prestígio adquirido pela sua imagem estereotipada" têm sido argumentos esgrimidos pela indústria de compra e venda de adereços que ajudam a reforçar um sistema altamente agressivo, instilando hábitos e atitudes compulsivas baixo o pretexto da liberdade e emancipação do indivíduo, género ou mesmo raça e sistema de governo…

Nestes momentos, pondero a coesão dos movimentos ditos libertatários, compostos por bastantes jovens idealistas com currículos parcos (se não mesmo esbatidos) nas suas costas, procurando explicar a sua própria lassidão mudando as regras de contexto para se adequarem à sua menos-valia em termos de opções e esforço desenvolvido para as fazer valer;

O oportunismo da “nova era” apanha desprevenidos aqueles que almejavam transições graduais e expansões da consciência do indivíduo e do estado-nação através de passos sistemáticos – lentos – mas tendentes a um desenvolvimento ponderado;



Neste momento arriscamos que as forças caóticas (não sujeitas à razão e ao método) tomem conta da vontade do homem, conduzindo-o mais perto da sombra animal da qual se elevou ao erguer-se na sua marcha bípede;

sábado, dezembro 25, 2010

RoSe - ErOs



É o tempo e atenção que dedicas a aquilo com o que te comprometes que o torna especial...




És responsável por aquilo que escolhes cativar...




O Essencial, é invisível ao olhar - apenas se vê bem com o olhar do reconhecimento que vem do coração...

Ontem

Encontrava-me entre os alunos.


A aula fora interessante – muitas coisas novas com bloqueios compostos, alturas novas, o início de um novo Tao…


É uma tão grande alegria, dar o que sei e sinto como válido, o que compreendo como ferramenta de trabalho eficaz na compostura e edificação de seres humanos com capacidades e qualidades que lhes permitam serem melhores e participar da construção de um mundo melhor…



É isto que me anima, é este o meu credo – e em cada exercício, em cada elemento de um Tao que se partilha com os alunos – repetimos numa voz só esta mensagem bem serena, bem calma, bem pragmática: que em cada momento de entrega, de dedicação, de esforço comum por uma causa válida; através de um método digno e coerente – estamos a crescer como pessoas, como seres humanos, como praticantes de “Kung-Fú”… caminhamos no sentido da mestria através do esforço.



Nesses dias – como em todos os dias nos que me entrego com tudo o que sou e revejo a alegria nos olhos de outros que assim podem crescer e passar a chama – lembro gestos pequenos: concisos… que despertam a memória que se vai apagando com os anos e as opções enviesadas, daquilo que sou realmente, dos sonhos que guardo lá no fundo do baú do tal sítio chamado eufemísticamente “coração”.



Família – passa por um caminho trilhado desde muito cedo – junto com pessoas que se mergem através de laços de confiança. Laços que vão sendo acrescidos e aprofundados – como sulcos num campo prestes a ser semeado – através de opções e atitudes, tempos partilhados, suores e lutas que convergem em certos momentos, no tempo e no espaço, em momentos como os de hoje, e assim diz-se “natal” ao renascer essa consciência – esse saber desde dentro – acerca daquilo que é real e me faz real.





Não porque seja o pai natal, não porque sejam os presentes, não porque sejam as músicas ou a aparente boa vontade… sim porque se lembra, se revive e se junta em perspectiva – todos esses momentos que nos fizeram ser e sentir como família.

Seja por laços de sangue, por laços de compromisso, por laços de palavra dada e coerência demonstrada ao longo do tempo e da dificuldade.




Seja por estar no mesmo barco e remar juntos contra a maré… no fundo, famílias há muitas. Talvez – na dificuldade – possam os que realmente partilham a irmandade – sentir a irmandade surgir no centro das suas opções.





Não estou aqui por causa do caminho que vejo à frente – sei que estou aqui por todo o caminho que percorri.

segunda-feira, dezembro 20, 2010

H o N o R

Sem palavras para dizer aquilo que as imagens podem contar...



No fundo, o que se perde é um sentido profundo de decência, de compostura, de validação daquilo no que se crê e de dar testemunho com cada passo, palavra ou opção...



Uma família leal, unida por laços de Honra...

sexta-feira, novembro 26, 2010

Strength and honor


Sempre que dizes a verdade que te habita no peito, arriscas a ficar só. 

Na grande maioria das vezes - posso garantir que ficarás mesmo...


Agora, se não o fizeres: dizer, ser e fazer quem és - ficarás só perante ti mesmo;

E o vazio é bem pior do que a ameaça de remar só contra a maré ou o confrontar de frente a ilusão comum. 



Respeita-te ao ponto de acreditar no que és,


mesmo que apenas o eco responda à tua voz. . .

quinta-feira, novembro 25, 2010

Silêncios



O silêncio de estar entre a multidão de vozes...



De que adiantará berrar a tua verdade aos quatro ventos,



No meio de uma praça onde toda a gente berra?



Teremos imposto uma nova ditadura de silêncio, 



fazendo todos berrar sem batuta a dar contraponto, acorde ou clave de base?



Seremos ainda escravos - mesmo que todos pareçam livres para falar,



Se não houver REALMENTE algo ou alguém:




que tenha tempo ou disponibilidade para nos ouvir?...


 
Com AMOR...
 
 

CHECK



O Zé jogava as suas lindas peças… gostava dos engraçados peões, tão pikininos e tão alinhadinhos: passo a passo – como caracóis entre as casas negras e brancas, arrastando-se pelo tabuleiro, indefesos – meras formalidades para abrir caminho aos “canhões” que se mexiam com rapidez e “matavam” onde queriam e quando lhes apetecia…

Adorava a torre – era sólida e segura – e queria "tirá-la" logo que podia. Era “fixe” arrasar as casas em linha recta e entrar pelo meio dos peões do adversário sem pedir licença, nem haver agravo.

O cavalo era um espectáculo! Era giro, tinha estilo, saltava e era "muita nice": dar dois ou três pulos e furar no meio dos peões – saltava pelas defesas – e matava até a Dama, ainda antes d’ela sair…

Os bispos – não os curtia. No fundo – se tinha as torres – que eram tão potentes – p’ra que raio queria aqueles peões grandes, de “racha” na testa, que andavam sempre na mesma cor e só cruzavam o tabuleiro p’ra se exibir?

O que o Zé gostava mesmo era de "sacar" a Dama. Mal tirava a “altona” como lhe chamava – dava cabo de tudo o que mexia. Às vezes lá perdia a peça mas – pá – dava cá um show… e – até ganhava às vezes mesmo sem a “altona”…



O Rei – esse nunca entendeu para que servia… ficava ali – parado.

Só andava como um peão – passo a passo.

Passava o jogo “metido na gaveta”, não matava nada e ainda fugia como covarde ,cada vez que era atacado… peça tão “cricas” pensava – era a mais alta, andava de cruz às costas – e só fazia “merda”.



Um dia sentou-se um velho na mesa do parque onde o Zé dava “coça” nos pequenotes,. O Zé falava-lhes amiúde da regra da saída dupla de peão, mostrando como podia comer até duas peças na mesma jogada se eles se distraíssem…



O velhote viu, sentou, pediu para jogar… e disse que começava sem Dama, sem bispos, torres ou cavalos – apenas peões e o tal rei caquético que o Zé tanto detestava.



Lol! O velho era curtido. Quase não se mexia, as mãos tremiam, devia-lhe faltar a dentadura e parecia meio cegueta detrás dumas lentes que já deviam ter visto duas guerras mundiais…
Enfim – que se pode fazer – há que aceitar os trunfos que a vida coloca nas mãos ,sempre que estes aparecem!


O Zé viu os peões do adversário ficarem unidos em cadeia – não compreendeu.

Quando chegaram perto das suas linhas e o velho anunciou “en passant”, o Zé ficou a ver navios.

Quando as suas peças foram sendo tomadas com uma lógica inexorável, o tal Zé começou a suar.

Quando o peão entrou na linha de fundo e coroou para se transforma num cavalo, dar um cheque duplo e tomar a sua “grandona” ele não acreditava no que via.



Ficou - no final - um rei contra rei e peão… e ele tinha vantagem!

Agora nada podia correr mal.
O rapaz avançou com o peão à frente – protegendo o seu “rei caquético”.

O rei do adversário tinha batalhado todo o meio-fim da partida – tomando peça após peça de entre o seu mermado exército de peões. Agora barrava o avanço da sua peça ,com irritante celeridade.

Já estava mesmo a perder a paciência! 
Bolas… que raio – estava tão perto e não conseguia sacar outra vez a “grandona” para dar uma sova no raio do velho?



Perto da linha final – o velho meteu-se a um canto… era agora!

O raio do pedaço de madeira, com cruzinha às costas,  não tinha mais por onde se enfiar…

Avançou o seu peão atingindo a tão almejada penúltima linha – já estava tudo nas mãos!

Era TUDO dele! Tinha custado, mas – bolas – ia ganhar esta partida…




O velho não era o que parecia, tinha dado luta… A sorte tinha dado ao velho peças, tinha-o levado a tomar as peças mais importantes e tinha despido a defesa até deixar  o Zé com apenas um peão.

Neste processo, o Zé prendera o valor das “pequeninas”.

Aprendera a não confiar apenas na força das grandes, fortes e mais luzidias do tabuleiro… bem – agora já estava… sim senhor!

Como no "Karate Kid" – tinha aprendido a controlar o tabuleiro e as peças.

Tinha saído vencedor! E isso era o único que importava…

Este Zé crescera! Como era bom agora, como era sábio, brilhante e espectacular!


Ia retar o velho a uma nova partida – desta vez com todas as peças, claro!

E – porque era bom, justo, modesto e sensato – ia deixar o velho ganhar.

Para depois esclarecer os admiradores mais novos que o tinha feito por respeito ao coitado…

O velho olhou-o serenamente: como que penetrando lentamente – fibra a fibra – na vida velada do Zé.

Incutindo nas suas fábulas de Play-Station e Gormittys algo de conteúdo de vida – compreensão, paciência, fé e esperança.

 
Retirou uma folha de dentro do bolso - esburacado por qualquer parasita dos tecidos.

Colocou  o papel por debaixo do Rei. 

Levantou lentamente. 

Olhou com serenidade a plateia de crianças que se encontrava em derredor da mesa.

Pareceu ao Zé que fez algo parecido a um saúdo de reconhecimento: por detrás das lentes riscadas – mas aqueles olhos cansados podiam estar a dizer qualquer coisa – o Zé não conseguia perscrutar a verdadeira profundidade da pessoa que tinha em frente...

Lentamente, aquela personagem deslizava parque afora – com o seu andar zorumbático - retirando-se tão silenciosamente como tinha aparecido…

O Zé estava como que magnetizado por aquela saída – lenta – mas inesperada.

Nem um nome, nem uma palavra, nem um repto… nada – apenas o lugar onde estivera o tal velho - agora vazio. 

O rei a um canto e o papel por debaixo – meio enrugado…

O resto dos putos olhava, apardalado de igual maneira.

O Zé levantou-se.

Foi até ao outro lado da mesa; pegou no pedaço de madeira entre as mãos … como que sentindo ainda o calor de quem o sustivera - ao longo de uma partida que parecera eterna.


O papel levantou um pouco com a brisa… na sua brancura ondulada apareciam umas linhas , entre os vincos amarrotados. 

As linhas – numa caligrafia fina ainda que ondulada – como tremida – tinha escritas 7 letras…

“AFOGADO”…


O Zé fixava a letra do centro enquanto o seu olhar se perdia em todas e cada uma das jogadas que o velho desenvolvera ao longo do jogo…

Cada passo, cada aparente distracção, cada movimento vacilante, cada perda despreocupada, cada momento de impasse e cada olhar perdido no vazio tinham formado parte de uma partida cujo final estivera no bolso do velho desde o início… um empate calculado ao pormenor desde um princípio.

Zé ficou absorto, enquanto o resto da canalha pululava à volta do seu líder, procurando descobrir o motivo da anodia total na que ele se encontrava – sem compreender de forma alguma – o que é que a água poderia ter a ver com o Xadrez…

Bem haja…

quarta-feira, novembro 24, 2010

VIRtuAL LOve








PrioRaridades
Agora corro – com o meu GPS – pelo meio de uma avenida… fascino-me vendo os números das casas passar, as descrições das ruas, até as curvas precocemente desenvolvidas no ecrã virtual… enquanto a minha vista se afasta do negro asfalto e se concentra cada vez mais no aparelho atractivo…

Cores garridas, vozes sensuais e muito mais me atraem para um outro mundo, que reflecte a “realidade” – tal qual – alguém viu e esboçou num ecrã de vidro artificial que responde ao meu tacto de uma forma personalizada…

Nem a pele da pessoa amada responderá assim, nem a sua voz será tão sensual, nem as cores desta rua serão tão garridas ou a sequência das curvas da estrada tão ondulante - harmoniosamente definida; nem os tempos assim tão perfeitamente pautados… 



“É isto que eu quero!” Diz a voz interior, seduzida pelo factor ficção.

De repente, o carro esbarra numa berma…

Uma rotunda apareceu no local onde – no ecrã - estava um simples cruzamento contínuo. 

Afinal sempre existia uma “realidade”, onde os profetas dos novos tempos anunciavam o vazio recriável pelo ecrã GPS…



Mensagem piscando em aparelho GPS: 

“Assinalar alteração de rota?”… 

Enquanto a letra virtual pisca, algo acontece além do vidro pára-brisas: uma velhinha olha placidamente o carro, enquanto passa - na sua velocidade própria - para o outro lado da rua …

As pessoas ainda não aparecem nos aparelhos eléctricos… ou será que já lá estão à muito colocadas entre a programação virtual, e – simplesmente – o nosso “software” ainda não as tinha detectado?

No fundo – à que ser “hard” para enfrentar estes tempos “soft” – nos que a dor da perda, da distância e a crónica dor subtil do dia a dia que se esvai – se vão sobrepondo à voz levantada e a estalada dada no tempo recorde, que caracterizaram a cultura do século anterior.


Ave aos novos tempos e as suas subtis aparências.

Eva nos salvará...



domingo, novembro 21, 2010

LISTEN



When we fight against each other – all the energy of this world turns to burn those things we helped to build.




When we can’t find things we did together or the bridge which made us feel closer: the path we stepped to cross over the other side fades in the mists – and all the world becomes so huge to be filled with warmth, an inmmensity impossible to embrace with two human arms as simple as these;



Then we stare at the drops of paint all over the walls, feeling how ugly they have become... the picture which was being created there fading and disappearing inside the realm of the things which could have been but we'll never get to know.