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sábado, março 01, 2014

Carta Aberta aos Responsáveis a nível da Enfermagem Nacional


As linhas apresentadas de seguida implicam que o potencial em termos de aplicabilidade, os ganhos em saúde, as mais-valias em termos de profissão (seja pela adaptabilidade das mesmas, seja pela capacidade de chegar mais perto das populações alvos potenciais destas temáticas ainda passíveis de desenvolvimento) e a potencialidade de desenvolvimento em termos de simplificação das práticas permitam – tal como referido no boletim anexo à mensagem deste ano da Ordem – (que muito apraz em receber na forma da agenda anual) – a “resiliência” ou a atitude flexível e ao mesmo tempo determinada para passar estes tempos de “austeridade”, mantendo a coerência inerente à prestação de cuidados e ao juramento evidenciado na integração à profissão, através de iniciativas que demonstrem a criatividade e o bem fazer de uma profissão que – tendo a sua origem na mulher de virtude e no meio rural – permita voltar ás raízes da mesma de forma adaptada e consequente.

Lembrar que as “empresas” ou empreendimentos modernos implicam mobilização dos funcionários em termos de dinâmica corporal como forma de vitalização e activação dos mesmos e do seu potencial.
 (em termos específicos, ainda que a contextualização destas práticas se possam implementar em diversos ambientes – como o de transfundo hospitalar – falamos do contexto dos Cuidados de Saúde Primários e da sua aproximação e adaptabilidade aos meios e pessoas que – por nomenclatura ou vocação -  assim servem);

Cuidar implica o “Dar Atenção”, e as diversas práticas inerentes ao mesmo ”Cuidar” implicam o desenvolvimento (aprofundamento – tanto em termos pessoais do próprio profissional, como da profissão ou dos locais onde a mesma se desenvolva – Promoção de Saúde em Ambiente Laboral) em temáticas que – aplicando nomenclaturas internacionais ou simplesmente utilizando referenciais já validados – traduzam técnicas eficazes de relaxamento ou promoção de “Bem Estar” – no contexto deste documento, utilizamos o termo “vitalização”.

Dar atenção, desenvolver um foco consciente e opcional com cariz de desenvolvimento integral implica mobilizar – seja o próprio profissional, seja a forma e meios necessários para que essa mesma mobilização seja – racional, eficaz ou simplesmente adaptada em função das exigências laborais – seja pela carga horária, seja pelos rácios de atendimento – Enfermeiro/ Utente, seja pelos condicionalismos inerentes ao desenvolvimento das práticas (desde o stresse inerente a lidar com a morte ou degenerescência dos pacientes alvo de cuidados, seja pelo simples facto de que – em ambiente ambulatório – a maioria das consultas impliquem tempo em frente a métodos informáticos e o respectivo padrão de mobilidade parcial que a posição sentada assim determina.

Outras formas de adaptabilidade desta temática implicam os condicionalismos e as noções inerentes ao posicionamento e mobilização de utentes em contexto de cuidados de saúde Primários – todos eles passíveis de serem alvo de atenção, ou simplesmente de serem desenvolvidos desde o ponto de vista das dinâmicas de base biomecânica e posteriormente adaptadas às necessidades específicas do tempo moderno em termos de stresse, gestão de ansiedade e as questões com esta relacionada (que como bem indicam alguns estudos relativos ao desgaste profissional inerente à nossa área, são factores de influência nas questões de absentismo laboral e de rendimento em termos de padrões de eficácia).

Como promotores de Saúde, e desde um ponto de vista de Cuidados de Saúde de base ou “Primários” – não entrando em questões ditas “diferenciadas” inerentes ao sector secundário, nem nas que se referem em texto seguido – como de atenção terciária ou de “reabilitação” – e aplicando o transfundo de conhecimento do todo holístico do ser humano integral e integrado – seja no seu contexto local, seja no contexto do contínuo vital, seja no contexto de famílias e as respectivas inerências evolutivas no desenvolvimento do “cardápio” de opções válidas para as diversas titulações inerentes a este perfil, poderia ser opção viável a inclusão de dinâmicas simplificas e de aplicação directa em termos de comunidade local – sem que para o efeito fosse necessário desenvolver espaços próprios dentro das estruturas de saúde (dispondo – por exemplo – de espaços para a ginástica de preparação pré-parto e de profissionais de Enfermagem que desenvolvem exercícios afins sem entrar em crivagem nem com a preparação física inerente a profissões via ensino, nem com vertentes de reabilitação ou outras de cariz diverso – adianta-se aqui – que devido à capacidade de se integrarem os cuidados de saúde em contexto local, estas mesmas actividades poderiam ser desenvolvidas em contextos como as juntas de freguesia, organizações humanitárias como Bombeiros Voluntários ou outras afins que disponham nos seus fundamentos – de especificidade para permitir o desenvolvimento destas práticas e de afinidade a áreas de promoção de saúde enquanto tal.


O Contexto acima referido (da promoção de saúde em meio local através de dinâmicas de movimento/ relaxamento reconhecidas e em desenvolvimento na actualidade dentro do território nacional debaixo da égide de associações/ legislação própria ou que assim possam ser desenvolvidas por creditação em termos de compatibilidade com creditação semelhante desenvolvida em países terceiros), tendo em conta o desgaste e o stresse inerente às praticas de Enfermagem actuais (tida como profissão d regime “especial” e sendo das posicionadas no topo das profissões de maior desgaste, logo a seguir a profissionais do ensino), tal como referido nas exigências que os novos desafios apresentam ao desenvolvimento e manutenção dos valores inerentes à nossa actividade (seja o cuidar, seja a cautela do desgaste do cuidador – tantas vezes assim desenvolvida e tramitada como parte integrante das competências a aplicar em contexto de cuidados de saúde primários em contexto de cuidadores informais) poderão ser motivo de encorajamento que se refere na mensagem que acompanha a nova agenda deste ano em termos de actividades de Enfermagem e que fazem parte dos conteúdos  de motivação – ou foco de atenção neste caso – endereçados pela Ordem aos Profissionais.

Internacionalmente falando a “International Nursing Association” – reconhece nos termos das dinâmicas ditas complementares as técnicas inerentes ao relaxamento – seja em práticas inerentes à nossa profissão – como o “Toque Terapêutico” seja em outras de vertente dito “alternativo” – como “Reiki” e afins, tal como a própria Organização Mundial da Saúde Reconhece.

Sabedor de que muitos profissionais de Enfermagem, seja em contexto de cuidados oncológicos ou á pessoa em fase terminal – desenvolvem competências nestas áreas, ao abrigo das diversas convenções e da legislação actualmente vigente, venho por este meio propor a inclusão de actividades de relaxamento ou vitalização, de origem dita “oriental” (Como o Qigong ou o Taichi) como passíveis de desenvolvimento e/ ou creditação (seja dentro do curso de base, seja – como se descreve de seguido – dentro da abordagem curricular das áreas de opção nos currículos de Enfermeiro de Saúde Comunitária ou dos Enfermeiros de Família, tal como anunciado por diversas vezes ao longo dos três anos de preparação destas especializações ou complemento de actividades em termos curriculares e profissionais.

Acresce lembrar que na listagem de titulações contravenientes ao desenvolvimento da arte e ciência do cuidar em Enfermagem, não se refiram as actividades inerentes a promover saúde com base em técnicas de base com cariz dito “oriental”.
Dentro destas premissas, e de forma a poder contribuir de alguma maneira com a experiência pessoal adquirida no contexto destas temáticas complementares e no desenvolvimento formal das mesmas em contexto próprio:
-seja em ambiente de lares da terceira idade, seja na promoção de saúde em termos de associações locais – IPSSs.

Seja no contexto de professorado em localidades com potencial de isolamento em termos de acessibilidade à diferenciação ou a actividades diferenciadas nesta área – como as representadas por aldeias e lugares com forte risco de isolamento/ desertificação e que representam a grande maioria do nosso território Nacional em termos de demografia- envelhecimento progressivo das pessoas e das “aldeias” ou lugares anteriormente tidos como de meio e contexto rural e em termos de localidades com forte distanciamento dos núcleos urbanos – seja por falta de transporte colectivo, seja por questões orográficas que traduzam esse mesmo distanciamento.

O facto de simplificar técnicas de promoção de saúde em termos locais, aliando creditações várias dentro do contexto de promoção de saúde de forma integral, poderá ser objecto de actividades de diversificação ou preparatório de desenvolvimento de cursos ou outras formas de complementar as actividades de promoção de saúde em Enfermagem e que melhor permitam a adaptabilidade da mesma em contexto de Cuidados de Saúde Primários.

Aqui lembramos a especificidade do contexto primário em contraste com outras “especificidades” inerentes ao desenvolvimento em áreas de especialização própria:

 - como as que existem em ambiente de contexto hospitalar ou as que se desenvolvem em áreas como a da reabilitação, nas que a nossa profissão também participa de forma activa.
sem entrar na especificidade da reabilitação típica do sector terciário – e sendo assim passíveis de ser integradas nas linhas de base das competências de Enfermeiros – como os precedentes existentes na Universidade Abel Salazar em termos de Currículos alternativos em Ciências Orientais;

 – sejam estes Enfermeiros já graduados como forma de aprofundamento em termos da diversidade e variedade inerente à prática diária (referimos de seguido a mobilização, o posicionamento, a formação de prestadores de cuidados informais e a formação de pessoal adscrito a entidades como as já referidas IPSSs e que – de forma habitual – são protocolarmente e de forma simples – assumidas por Enfermeiros locais;

– como alternativas de variedade do currículo associado aos Enfermeiros (futuros) de Família;

-  ou as respectivas actividades de formação permanente, creditada por módulos, e que impliquem a diversidade inerente à promoção de saúde em contexto local.

Estas são algumas das perspectivas potencias de inclusão destas dinâmicas dentro do contexto regular das práticas de Enfermagem.

Tendo em conta o enquadramento actual das práticas, e tendo em conta o desgaste inerente ás mesmas, que as actividades possam até ser dinamizadas intra-institucionalmente (como poderá sugerir a digníssima Ordem dentro do contexto da garantia da qualidade de prestação de Cuidados de Enfermagem, tendo em conta o desgaste inerente ás mesmas e as respectivas repercussões nos cuidados assim prestados – seja uma forma de Promover Saúde, de – antecipadamente -  prevenir a doença e desenvolver os “ganhos em saúde” inerentes à própria programação de actividades, tal como consta na metodologia de trabalho – ou registo científico de trabalho determinado pelo sistema actual.

Conseguir que a Enfermagem, como profissão, desça no “ranking” de profissões caracterizadas como de maior "stresse" poderia ser uma tradução eficaz destes mesmos "ganhos em saúde" – desde o ponto de vista “interno” e tomando como referência que o Enfermeiro é ao mesmo tempo utente e alvo de cuidados como pessoa Humana.


Dito de outra forma, venho por este meio sugerir – que as mesmas actividades – uma vez não entram em conflito com as competências de Enfermeiro, prestador de cuidados na comunidade ou dinamizador – enquanto elemento activo da mesma – das actividades de vitalização inerentes à promoção de saúde desde um ponto de vista integral – e que possam assim ser disponibilizadas em termos oficiais ou desenvolvidas como alternativas viáveis na creditação modular ou curricular de base – como áreas nobres e passíveis de opção e desenvolvimento da Nobre Profissão de Enfermagem na sua vertente de promoção de saúde em Cuidados de Saúde Primários.

Espera-se reflectir que nos tempos modernos, os desafios que  Enfermagem (e a população que a mesma cuida – em geral) implicam uma versatilidade e uma adaptabilidade que simplifique técnicas e – ao mesmo tempo – ofereça as dinâmicas de base para a melhoria:

- do próprio Profissional- seja como pessoa humana, seja em termos de desempenho, seja em termos de creditação e possibilidade de escolha profissional;

- do ambiente e contexto de trabalho no qual o Profissional de Enfermagem desenvolve as suas funções (a sua prestação de cuidados) – interpretando para tal o Enfermeiro como elemento activo, dinâmico e gerador de alternativas viáveis, utilizando os canais pertinentes e sugerindo as mesmas através das entidades competentes para fazer valer propostas ou alternativas válidas;

- da comunidade local, em termos de adaptar as técnicas desenvolvidas, a sua especificidade em função das necessidades dos utentes alvo dos cuidados  - tal como bem sabem os Enfermeiros em geral e as pessoas que desenvolvem cuidados em contexto de Família  - (no próprio domicílio dos utentes e fora de um contexto de prestação de cuidados ditos “formais”) ou interagindo e promovendo saúde dentro dos vários contextos passíveis de desenvolvimento dos mesmos (sejam escolas, lares de terceira idade entre outras estruturas da comunidade, habitualmente alvo da prestação de cuidados/ actividades de promoção de saúde);

Espera-se que estas propostas possam traduzir-se em termos de consideração, apreciação ou partilha em termos de opinião.

O simples facto de poder partilhar este tipo de experiências e de propor temáticas de diálogo dentro do contexto da profissão – seja nos fóruns próprios, seja nas várias actividades que habitualmente a Ordem dinamiza, seja através do Boletim Informativo à mesma adscrito, já seria – em si mesmo – um ganho em saúde.

Apontar o foco de atenção ao potencial humano e a capacidade do mesmo melhorar é algo intrínseco às linhas orientadoras da nossa profissão – promover e ajudar sem substituir.

Os Enfermeiros, aquando da promoção de saúde, observam e dinamizam as capacidades próprias dos utentes, previamente a desenvolverem actividades ou dinâmicas que possam anular esse mesmo potencial de mudança ou potencial Vital;

Certo de que a atenção dispensada a este documento poderá, de maneira positiva, influir de alguma forma na orientação e dinamismo que a profissão de Enfermagem tem demonstrado ao longo dos anos.

Certo também, de que poderá ser acrescento para a aplicação da legislação inerente à nova carreira de Enfermagem e aos graus “Simplificados” que a mesma entrevê (tendo em conta a anterior estrutura hierárquica).

Neste sentido, simplificar implica que se mantêm as capacitações, a qualidade dos cuidados é promovida – seja no próprio prestador, seja através da instituição que albergue as práticas referidas no contexto profissionalizante, seja pela diversidade de aplicação inerente às mesmas e o recurso a ganhos em termos económicos, pelo aplicar da base simples de que:

 promover saúde reduz gastos em termos de doença (morbilidade).

Atentamente


Ver o sol brilhar - por dentro e crer... evocar um certo j«hino antigo e lembrar...

verás a luz
transparecer
veras o eco
de te entrever
nas gentes
nas pessoas
nas linhas
de águas sonoras
que são firmes
por serem sustidas
por pedras
garridas

que tuas mãos decoram...




sexta-feira, fevereiro 28, 2014

A magia das palavras - ou como esperadança implica ser Homen, jovem ou criança... quem falta?

Ser poeta e voar, ser artista - optimista - e crer
sem duvidar
ser cientista e terfé
que entre as linhas
e entre linhas
encontrará
a fundamental
a fórmula de encantar...

Ser sacerdote e crer - sem duvidar - na pedra firme que sustem um altar

ser alguém
a quem importar
a vida
que tem em si
entre tecida
a mais valia
a manifestar

palavras
que traduzem
vida

vidas que se fazem melodias

gotas de uma corrente
devida
entre as linhas de um dia

entre as ondas que se anunciam
entre as vidas que são
cada dia

mais vida
e melhor vivida

Existe um certo lugar
existe uma zona
uma probabilidade
a crescer
para quem assim
quiser
encontrar

existe uma possibilidade
uma perspectiva
recomeçar
existe uma forma complementar
de dar nome
a um novo nome
e deste nome
ser parte
ntegrante
de proposta
a integrar

seja uma terra
nobre
seja a vida
human
em si mesma
valorizada

seja a mais valia
esquecida
entre o tempo
da estiva
e o calendario
que mais não mentia
que dizia
que a vida se erguia
entre o Mar
e o que o sopro
anuncia

em cada nova semente
feita vida
transformada
em magia

em flores
de vida
que se entrelaçam

nos tapetes de cores
que a vista
ainda não alcança

no ssonhos
nobres
de uma certa terra
feita em seus melhores
maiores
sejam eles jovens
senhores
senhoras
ou crianças
até a onde a vista alcança
em perspectiva
até onde mora
até onde se encontra
até opnde chora a gota
que anuncia
a melhora
do dia a dia

entre gotas
que se unem
num certo ponto
num certo dia
e se fazem ribeiro
se fazem rio
se fazem sintonia
de vida
devida

assim melodia
se anuncia
primavera
maior

entre o ceu que chora
e a gente que colabora
para fazer
deste
um lugar melhor...

propostas
de vida
entrelaçar vidas
melhorias
pequenas
em ecos de gentes
discretas
como as gotas
que caem
numm certo caudal
num certo rio
num certo lugar
que são
em si simples
e humildes
que juntas
perfazem
o céu
o solo
e o mar...

estranho
 o peso da vida
quando se vê
e se al«mplia a perspectiva

da tua própria vida
a integrar...
sonhos de vidas


assim
a epartntrelaçar...

num projecto
de vida
convidas
a vida
em tua própria vida
a entrar
e assim ser vida renovada
neste
ou noutro
aquele nosso
lugar...

Raízes
profundas
como um rio
no que fundas

algo de novo
que possa
ser

partilhar
colaborar
num algo
que possas ser
ou simplesmente
por o ser
possas divulgar

humanizar
palavra
simples


metodos
que compartes
com outras gentes
com quem interages
dia a dia
sem notar

são as novas tecnologias
que tal como as antigas
permitiam
desenvolver
e focalizar
a atenção
em certo ponto
focal

seja a mais valia
seja o dom
de voar
sonhos
de um firmamento
que desde dentro
mais não se pode apagar...

Projectos de vida
para reunir

um lugar especial
para "curtir"

sejam pequenos troços românticos
de vidas entrelaçadas
ecos de vidas
escritas
nos rios
e nos azulejos lembradas

são poesias
que são assim partilhadas
namoros
de outrora
feitos vidas novas
assim relembradas
em louvor evocadas
e em primor
de forma simples
assim
plantadas

são as sementes
das crianças

de outrora
hoje senhoras
que se fazem novas
espr'anças...


quinta-feira, fevereiro 27, 2014

V(i)ver a vida.... outra forma de perspectiva...

Uma luz nova
se acende por dentro
no firmamento
uma rosa
além do tempo

uma constelação
de gente
que firmemente
crê
e
sustenta

atenta

a vida
que em si representa

alberga

e alimenta....

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

Flor de Luz....





Naquele lugar
Naquele monte em particular
Naquela montanha
que mais não posso lembrar



Entre o calor de timor
e a luz da lua a se elevar

Entre a clareira antiga
E os ecos suspirados
das montanhas
de tempos sagrados

de casas de homens
e mulheres 
consagrados

de gente que falava 
com espíritos sábios

entre cantigas 
e louvores
erguer de casas
os telhados
de folhas de palmeira
entrançados

para filhos
e filhas bem amados

mãos de trabalho
gente de vida curtida

entre o sol e a lua
o monte
e o mar solitário…



Uma ilha de gente viva
Entre gentes
que navegam na bruma


De um dia a dia
Que é partida
Sem regresso marcado…



São as rochas mãe
Que falam
São as figuras de luz

que se encarnam
Entre os fios que trazem
o rumor da lembrança

Da água que escorre
Sem trava, 
que jorra
enquanto a terra 
resseca 



a engole
e a faz vida 
de novo
renovada



Das gentes livres
Sem mágoa
Das montanhas
De uma outra margem
Como esta – outrora - consagrada



Com as lágrimas 
de quem lá encontrou
A sua própria existência




Na vida de quem lá ficou
Marcada – em pedra, 
em árvore, 
em vida ali recordada



“Lifau” e a lágrima
Que conquistou um povo
Entre a espada

E a estratégia bizarra…



Foi a luz que une
foi a esperança partilhada

foi o que de melhor 
esta humanidade tem
 que faz da vida
flor além da mágoa 

florescendo, 
crescendo
se expandindo

latindo no interior
unindo
reunindo

num só abraço
de sol
e de cor

por dentro
o que por fora
aparece 
como nevoeiro
d'uma noite velada

vida e louvor
de devoção impregnada

Liz que mais não diz
o que a sua memória
traz
entre a gente 
de memória apagada

segunda-feira, fevereiro 10, 2014

Recordar... um dia sete de um mês qualquer




Que as mais-valias se escondem além das paredes de um banco… às vezes num banco de jardim.. por pintar… às vezes entre as flores… que falta ainda plantar… às vezes entre as histórias
De vidas… que se lembrou alguém de contar… às vezes entre os recantos… dos edifícios que são muralhas de vida por animar…

Às vezes vale a pena voltar…


À cultura que nos deu origem e à forma tradicional…

sexta-feira, fevereiro 07, 2014

A dama do Rio... quem passará sobre o destino frio?



Um dia
Num certo jardim
Esta estrela
Brilhou para mim
Um dia
Em mim a recebi
Um dia
Ela e eu
Fomos um

Agora caminhamos 
no mesmo
passo
neste espaço
escasso
de estar distantes
tão perto
como dantes
Agora
Somos o mesmo abraço
Agora
Quando o tempo chora
E o relâmpago
Rasga aaurora

Somos um no pranto
E um ao celebrar
As pequenas flores garridas
De Primavera investidas
Os ramos que abanam
Entre as águas
Que escoam

E os rios se apagam

Ecos das memórias
Paredes
cristais
serenas luze
reflexos de águas
que cruazam
e se espalaham
espelhandpo a vida
de forma escassa....
enquanto espara
o seu regresso
o retorno a casa...


quarta-feira, fevereiro 05, 2014

Sementes de vida - tempo de novas idas... saída para voltar a entrar




As sementes e o tempo

Existem sementes no firmamento
Esperam o seu tempo
De fruir
De dar frutos
E assim descair


Entre os mortais
Surgir
E dar luz
Ao mundo
Que pareça

Estar a ruir…



terça-feira, fevereiro 04, 2014

UMA FLOR DE ÁGUA... uma semente de esperança... numa mão de criança

São os montes
Os cons
De outrora
Da roda
E senhora





Em si mesmos a se condensar
Entre os campos de sonhos
Entre os sonhos
Medonhos
Existem pesadelos





Fantasias
E desvelo
Daquilo
Que ainda está por começar…


São essas as melodias
Escondidas
Sonhos
Magia





Que vale a pena
Começar a crer
E concretizar





No tempo no 
que os templos descaem,
nos que os fantasmas 
se esvaem
entre o tempo 
e as gentes 
que saem



Existem luzes de vida
Ancoras sólidas
Casas pristinas
A nascer



De entre os sonhos que se entrelaçam
De entre as fantasias de tempos tantos
Que se partilharam
Sem querer
E sem querer ver





São os momentos antigos
Antes dos tempos idos
São aqueles que hão de voltar acontecer
São os passeios de mãos dadas
Desta vez



Além da estrada
São melodias de quem é verdadeiramente
Feliz
São os contos de mais não acabar
Almas entrelaçadas
Numa mesma música
Melodia ao entardecer





São os versos que se não diz




São os momentos nos que
o ser e alma
pairam no ar
E as estrelas



Descem
Tao belas
Sementes
Novos
Vivos



A despertar
De luz a germinar
Entre os homens 
e os comuns mortais



São os novos fogos de  S. João
Pairando no ar…




Entre o luto de quem parte
E a parte de quem fica
E vai
Além da arte



Que se esvai
Existe a linha
Antiga
Que convida
A ser mais
Do que o que se era d´antes




É a memoria amiga
De uma estrela
Num certo dia
Ocaso
Nostalgia
Chama sagrada
Dourada
Que mais não
Se vai
Se esvai no tempo
Se transforma em momento
No que os amantes
De espelho
Passem a iguais



Nos que o eclipse dos tempos
O ocaso dos ventos
O silêncio
Seja ainda mais
E de entre os restolhos
Algo novo
Risonho
Sonho



Que se transforme
Em árvore
De fruto
De galho
De flor e de talho
Que sombra faça luz
Onde outrora havia
O que era abismo
E menos valia
Sejam brilho
E alegria desde o profundo da alma
Uma nova
Sintonia





E aqueles que desesperam
No medo de si
E aqueles que esperam
O ressurgir do porvir
E aqueles que simplesmente vigiam
Por medo a sentir
Os que se mostram
 E demonstram
Sensíveis de si
Pelos frágeis
Pelos quebrados
Pelos tristes e cansados
Pelos palhaços iluminados
Que mais não fingem
Serem tempos sacros
Serem belos anos
Pelos que se encolhem
Porque sentem
E sofrem
O que podia ser
E mais não é
Pelos que amam a vida
Um rosto
De homem
Ou mulher



Pelos sonhos desfeitos
Pelos que nunca chegaram a o ser




Pelos que aflitos esperam
Os tempos vindos
E o que há de ser
Por esses
Esse teu sonho
Não pode morrer


Por esses
Essa tua vida
Terá de poder
Vir
A ser



A promessa sublime
Subtil
Enlevo
Em segredo
Mostrado
Escondido
Esquecido
Entre os momentos de um dia
Feito olhar de mulher…





sábado, fevereiro 01, 2014

Estar preso e voar - divagar





Encontrar no coração
a causa
de caminhar
estar preso pela mão
e na mão
encontrar



o sustento
maior do que o sol


o pão
de amor


a vida
entrando
e saindo


para além
do que podia supor



algo bem mais simples
do que possas imaginar
algo concreto


e discreto
ao ponto
de não
mais
o poder
encontrar



viver
como respirar
pensar
em o fazer


deixa
a vida


divagar


até
um outro lugar
onde o querer



se faz
poder..



poemas
em circular...




sexta-feira, janeiro 24, 2014

PERDER...









É melhor o temporal das tecnologias
A levantar todos os dias
Com um novo ideal

Que tal o mundo
No que sorrias
Sem ser em frente de um ecrã

Onde as mais-valias
Estejam nas pessoas
Que te querem

Te podem ajudar
Onde os sonhos
se estendem

Em frente
Do vale
De águas claras

De verdes campos
Eiras sem fim
De sonhos a “dialvalgar”

E ao mesmo tempo
Onde estás tu
Para os poder partilhar

Onde está a tua voz
Onde está
o ouvir o temporal

De sonhos
De mundos
De fontes
De vales
De cresces

De gentes que se disfarcem
Como se fosse carnaval
Todos os dias

Porque

Todos os dias
O fazem
E o mal-estar
É geral

Onde essa verdade
Simples
De se ver

Que entre os rios da vida
Existe uma perspectiva
Que se está a esquecer

Que avida em si mesma é mais valia
E que a tua alma e a minha
Nela

Se estão a perder…




terça-feira, janeiro 21, 2014

TUDO

Onde seja de novo capaz
De um gesto de humanidade
De um tempo sem idade
De um momento a sós

SAUDADE

De um abraço
Que nos abrace
A todos nós


(pontes que unem
de cima abaixo
de um lado
ou de outro
quem comanda
um abraço?)

Coisas simples
Sem preço
Pelo apreço

(algo que vai além do nacional)

Patologias dos tempos modernos
Que uns pagam


(ainda não passou uma geração 
- aquele era o TEMPO)

Queimando como ferros
E outros compram


Como se
Pela rua

Andássemos todos nus


segunda-feira, janeiro 20, 2014

SILÊNCIO







A reunir
Sem quebrar
Ao longo do tempo
Pela terra
Pelo vento
Pelo firmamento
Pela água
Pelo ar…
Pelo verde








Que se sente
Pela criança
Sorridente






Algo

se está a recordar…




Direto

Cantar na vida
é fazer algo
alegrar a gente
dar um sentido
é sentir algo

sentir e partilhar

é viver algo

algo concreto
específico
é algo que não existe

quando alguém
encontrar
tal coisa
que diga
se é vivo...

uma abrao

um amigo


quarta-feira, janeiro 01, 2014

Dois países... uma linha... um vale... histórias... até que se faça real...


Timor Lorosae - Nibin - Oe-Cusse - 2004 -
 Posto de saúde a reabilitar
Aspecto anterior à intervenção
Missão Humanitária




Espero que la creatividad y las ganas de mejorar la sociedad sigan en pie… y sigan con GANAS…

Como sé que estás motivado para el tema… recuerdo lo que implicaba lo de “REVER”.

La Cuestión del espíritu de las “plazas” y de los “jóvenes” y no tan “jóvenes” está muy bien encuadrada…pero – LUCHAR CONTRA ÉS PERDER… LUCHAR POR ÉS VENCER…

Si tienes una META CONCRETA, DEFINIDA Y DISCRETA… y una VISIÓN DE COMO SE PUEDE AMPLIAR- entonces la RENOVACIÓN – puede pasar.

En medios locales- como tu Mondariz… es posible…

trabalho em comum... gente que sorri
algo tão simples e banal
que se esquece
no dia a dia
e enriquece
quem dele participa


"Aquí" también…

Si aplicamos la idea, con medios locales – como voluntarios tantos como los que se movilizaron para un movimiento de moda y lo hacemos sólido y sustentable en contexto definido – entonces empieza a gira la bola.

O sea.

Si hay un espacio concreto, y definido (una asociación en la que necesiten tu apoyo técnico y humano – como especialista o simple aficionado – en la acústica… gente con algo de dificultades en términos prácticos (como dinero) puede recibir ese apoyo y tu el crédito de lo que crees puesto en práctica de forma pragmática.


balde representativo 
- técnico - licenciado - 
colocando pintura em todo o lado...
na roupa, na parede... no nariz...
de quem passa
de quem lá esteve
de quem assim faz... e de quem assim diz...
coisas concretas
e discretas
que se podem aplicar
pequenas coisas
dos "meios" e "comunidades"
do lugar... 


Si es espacio es CONCEDIDO – para sesiones pequeñas – en las que se comparta el desarrollo sensorio motriz con otras actividades afines –(como representación teatral, u otras que hagan a la persona salir afuera de su límite e ir de encuentro a su MÁS VALIA – se genera un sistema de cariz humano y humanizante que pode de parte las cuestiones económicas como punto fulcral y las deja donde tienen que estar – como medio para un fin concreto).



aspecto geral
escada normal
feita á mão
para variar
pinturas
acabamentos... coisas simples
se se entreajudam
os elementos
das comunidades
onde sobram
ferramentas
fundamentos
pessoas
meios
coisas
canais
comunicação
e credenciais...

Como sé que – por ahí es posible – tenéis un encuadramiento local “discreto2 y no retumba mucho – y al mismo tiempo la juventud necesaria ara que”algo" nuevo pase, te pregunto si estarías disponible para hablar sobre el tema en términos de estructura de desarrollo.

Yo cuento con las Artes marciales y credenciales y con años de experiencia como Enfermero de Primarias – que ÉS PROMOVER SALUD.


gente que celebra
uma vida
simplesmente
baixo a chuva que cai

casas
estão por demais
a vida
sorri
para quem
a quer
celebrar


Las dos estructuras son válidas.

Si alguien da el puntapié de salida – la cosa puede empezar.


Tu tienes las conexiones con el mundo de la música y la publicidad… si echamos un poco de nosotros – la cosa puede empezar – en un lugar concreto – donde un par de personas – de mayor o menor edad – y con ilusión de hacer una causa válida avanzar – puedan tener la oportunidad de demostrar que son capaces.






Trabalho em comunidade
Todos juntos
maiorais... idosos... voluntários
crianças.. não há funcionários
há mãos para ajudar...
(escavando uma latrina para depositar dejectos comuns)



Ex.mo Sr./ª

O meu nome é Daniel Feijoo e Caldas Almeida Pinto, sou enfermeiro procuro algo de informação contextualizada acerca de possível creditação para VOLUNTÁRIOS em termos HUMANITÁRIOS dentro de um contexto LOCAL e numa ESTRUTURA de APOIO a carências específicas dentro das comunidades mais isoladas (física e socialmente).

A ideia radica em que as mais-valias acumuladas por profissionais ou outros em áreas específicas durante anos da sua vida, possam ser aplicadas sem restrição em termos 2oficiais” dentro das estruturas locais nas que se insiram.



latrina em fase de conclusão
pedras colocadas à mão
cimento.. feito do mesmo jeito
pessoas que sabiam imenso
sobre esa "arte"
falta a tampa
feita de arame entrançado
e papelão para fixar o cimento
com um tubinho
para que o "ar" não rebentasse...
coisas simples...
como levantar um ser humano do chão
dar-lhe tempo
ocupação
e tantas estruturas
da comunidade
que possam ser de forma semelhante
recolocadas
por seres "além da idade"

A ideia seria aplicar uma “clausula” que limitasse o exercício da creditação aos termos e contexto ESPECÍFICOS do VOLUNTARIADO para serviço à comunidade ou grupos dele necessitados…

Seria uma mais-valia em termos dos vários pontos possíveis de aplicação de um “banco de voluntariado” a título circunscrito no que os SABERES e SABER FAZER fossem “moeda válida” dentro do ambiente no que possam servir e promover outras mais valias em termos humanos.


Chefes locais - do centro de saúde e maiorais - colocam canos de esgoto
para passar os dejectos desde futuras instalações sanitárias
ATÉ O MAIS COMPLEXO E DIFÍCIL - COM A AJUDA CERTA
SE FAZ DA FORMA CORRECTA
JUNTOS MAIS FORTES


Formação MODULAR – de módulos pequenos – com duração aproximada de umas 7h, em áreas específicas (ex – motivação de idosos em lares/ instituições de terceira idade para pessoas voluntárias no desenvolvimento motriz de qualidades em risco de degenerescência (que em nada se opõe aos animadores culturais – complementa a sua actividade – nem aos Fisioterapeutas – área específicas que, no lugar – não existem radicadas nas instituições que lhe referi).


Chefe de aldeia com "ferramenta local especializada"
colocar o cimento no chão
quenado há vontade
custa algo menos que nada

especialização, especificidade
acção humanitária local
geral
para seres humanos
com mais dignidade


Este movimento seria para – posterior extensão a outras áreas nas que o voluntariado desprendido pudesse significar mais-valia para a comunidade gerando um modelo de “sinergia” que motivasse outros voluntários – com tempo a escalar, como em associações como os bombeiros voluntários – a poderem circular por VÁRIAS PEQUENAS ESTRUTURAS da COMUNIDADE em risco de se apagar (bairros como já lhe referi, juntas de freguesia e escolas primárias, IPSS como a APPACDM, ou outras de cariz específico na área – seriam desenvolvidas sessões práticas de áreas várias, e sistema de rotatividade – VITALIZANDO -  essas estruturas que estão a  ficar obsoletas e dinamizando um sistema no que os voluntários pudessem circular com comodidade por uma zona concreta
cirurgião em "acabamentos"...
cimentos, portas, janelas, madeiras... 
pinturas... 
apoio incondicional - do "pessoal local"
das crianças, dos idosos
e dos outros "tecnicos" que ajudam
como podem
naquilo que melhor sabem

especialização 
em cuidados gerais
humanização
sem mais



 (de uns 16-20 km ou menos) e desenvolvessem as sinergias necessárias que apelassem à inclusão das várias entidades locais e dos particulares que assim pudessem colaborar – seja com mais-valias económicas, seja com mais-valias de espaço, materiais, ou até informação ou voluntariado.

Atentamente

Daniel Pinto

Contacto via e-mail

danielfeijoo22@hotmail.com

As TUAS IDEAIS
para uma COMUNIDADE CONCRETA
SÃO BEM-VINDAS

Obrigado/a