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terça-feira, novembro 18, 2014

SIMPLES entre SIMPLES


Caminhais por entre as linhas que nos defrontem
caminhais pela vida
e pela água da fonte



Casais assim
entre os linhos

cuidais dos meninos

que jazem silentes
que parecem perdidos
quando estão bem presentes


Caminhais na água da vida
entre os templos da sombra mais viva
a mais antiga e da sombra fazeis de novo vida

esses que outrora se conte
eram de festival e de vida

e de olhar de fronte

caminhais libertos
caminhais pela grei

pela terra
pela vida
e sois por el rei

pelo que se congrega
em alma lusitana

desespera
se na terra a naçon se estraga

assim a nossa viva voz se doa
de que porto de veraz vida
se escoa

que este terra fértil
de vida
nada mais brote...


calice

Gaia assim contada
assim dita
assim escrita
assim mostrada

quem é a força da terra
e quem a serve

de gleba

se a terra em vida se livra
de tanta má sorte

de tanta ordem que a contradiga
de tanta falsa espiga
que não brote da sua fiel fonte


de tanta coisa que é mal dita
quando a vida assim acredita


CÁLICE 
 de águas puras
de gentes livres

de quem acredita no templo do passado
voltando de novo a ser hontado

e não separado

sempre
juntos
lado a lado...



pedras  antigas
de embalar

de contar cantigas
às raparigas
marujas de outrora
hoje muxias
hoje mares uxias
ventos de oeste
que nos preste

hoje gaia de cálice

hoje caliza que fala
da terra e da fonte
da vida que qual agua escorre
e mais não cala
e nos olha de fronte
enos contempla
e canta sem nos dizer mais nada

hoje fonte doira
fonte de água dourada
em certo lugar ainda viva 
em certo lugar ainda plantada

hoje fala portugal que chora
essa fala
que em vós se añora



Duas pedras jazem ainda separadas
onde outrora eram vivas e erguidas e honradas

pedras de amar de Vigo
que é bom amigo

fala este Minho desse nosso amor

que fala nas lendas - mais além as calendas
quese contem

meses de Abrir

de se sentir
de novo a brisa de Hespér

por dentro a surgir

de algo de Primavarea nova 
assim a acontecer


Terra de Naranxos
De caninhas de S.João


entre as gentes da viva fonte
que rimem o que é água 
que é vida e é do monte

(água pura fruto agreste
foi avida que tu me deste)

numa mesma cantiga que a contém
- em vida - 
em vida é em ti e em mim

também

estabelecendo lugares consagrados
sobre solos antergos sagrados

vedaram quem poderia menos prezar
guardaram a vida que se esconde
por detrás de véu, de alba ou de altar



MIramar - Praia das Rosas... 
Octogonias preciosas
 a Norte viradas... 
catigas antigas 
musicas velhas 
de lendas e calendas namoradas...







haja o que houver
espero por ti

nesta barca que navega
anos a fio e mais não o nega

neste ser de amar
ser de amar em Portugal

ser de amar geral
ser de amar o verde
ser de amar o mar

ser de amar nas gentes e na fala  
e na linguagem eloquente
que não mais se acaba

(melhor linhagem, melhores gentes
que falem o que o coração entende)

que outra coisa não sabe
pungente
a não ser
 falar de a mar

fala
de saber amar...

fala de gentes de cálice
levantado... contentes... portodo este mundo espalhado

povo de nossas gentes mais não velado

assim eloquentemente
de novo reencontrado

a se reencontrar
em todo e qualquer lugar


fala de saber 
das gentes de viver e crer

dos mais simples sempre presentes
quenasce e que flui desde as mais altas vertentes

das águas puras dos rios correntes
das veigas e dos milhos
e dos trilhos 
assim tão eloquentes

de noites veladas
dos "s. João" em terras prezadas

das fogueiras desde outrora saltadas
junto ao mar pedras bolideiras ainda içadas




Minho de alto a baixo
minho que é da terra e das gentes

das águas vivas e fluentes

que é linha de unir e de juntar
é linha de definir e mais não separar




nos outeiros das verdes maresias
entre as copas das árvores antigas

que de novo -  um dia - seja sol ou luar
se encontrando, se reconhecendo e aceitando
assim vão voltar

"cons" e lume vivo 
de novo a se juntar

rochas vivas das vivas gentes 
a se concelebrar

ainda hoje esperando

tanto...
tanto...

nessa voz viva 
de novo a se entrelaçar...

seja meiga voz antiga
denovochamada de amiga
seja o cavaleiro do eirado
que navega por rio e mar e ceu estrelado
e se pousa
sempre a nosso lado
sobre outeiro derradeiro
assim o esperado

voz de todos nós que a cantamos
voz que se reconhece no povo 
que é de estranho fado assim falado

voz das gentes antigas e presentes
voz "nossa" - vossa voz 
assim certamente

que não mente à antiga água
da pedra bulideira que a farinha esmagava

com muinhos por todo o lado
"muinheira" de vida
entre as gentes de estiva 
humildes e simples e vivas
assim em vida mantida


das rodas vivas que se dançavam
em festas e romarias que se comemoravam

entre os milhos e as espigas e as estivas assim se davam
gentes meigas
gentes vivas
gentes da terra por sempre amigas...







Deste-me aromas de incenso
dormi contigo entre urzes e lamas

senti o brasão ser passado
de mão a irmão
irmanado
nosso sentir sendo dado
em vida e visão
assim coroado

povo da fonte e do rio
que entendes o dizer amigo
que ouves com devoção

cantigas de amigo
antigo
que volta com o coração aberto
esperando vivo
em peito desperto...



povo que talhas com vida
tabuas de morte eferida
povo que recordes - irmão
que há quem te defenda
há quem te compreenda
e que tua vida
sutenta
mesmo quandoa vida de outrém diz não...


machadinhas que cortam linhas
machidinhas do coração
tu és minha
eu sou de tua devoção...




talhar com voz de amor
musicas que falam da terra
das gentes e do seu coração
puro e agreste
algo que de mão em mão
tu assim me deste




rama do olival
duas linhas a se reencontrar
amor e vida
em acto de cor a gem 
de novo a se encontrar




é algo que ondeia
ondulante
na brisa
a cantaste

assim a nomeaste

alguém que cura
estava
de coroa sentado

ondulaste?
a viste a sentiste
estiveste ali
mesmo a seu lado

assim em negro mostrado

assim em verde pintado

assim em dizer e fazer cantado
e de forma e fazer bem trocado




quando cantas
carol 
algo se fala
além da linguagem do bomlusitano
do galaico
do castellano

algo que é vivo
e ondulado
se mostra na noite
estranho e obscuro fado

na roda viva
da gente festiva
encontraste o teu "namorado"...



Cantares de vida na noite mais dura
cantares que vida na noite assim apura

cantares de bastião levantado
cantares ao brasão
em brasa de uma lareira rezado

carolina estás aos pés
ergues-te pela cabeça
eveste-te ao "revês...

tens um ser que cura
bem coroadoe o calendário novo se acender
entre o que nos deram a aprender?...


.




acender o Brasão
porto de beira mar...


basta de lamentos

algo que evoque
a justiça
sem nome
de sua linguagem a se mostrar
de sua linhagem a se fazer notar

onde estará o que se canta
onde está o cálice que transborda
comn sua calma
o maor que se relembra
e comemora
algo que nos une
e reune
e em saudade se chora

quanto tempomais
demorará
 o circulo a se abrir

e a espiral
de novo
a se mostrar


passaram os do cálice a nota ferida
do peito amais viva

passaram para a luz de titania espiga

da crista mais alta
da estrela mais viva

cálice que a vida contenha
que de vida tão cheia
a vida mais não retenha...





os braços estende amigos
aos eidos bem antigos
brei - relembra
o teu nome guarda
aquilo que aguarda
a regressar
o cálice
a vida
a estima
entre a terra e mar de amar

terras "d'el rei" são as lusitanas
terras da aínha são as terras ainda veladas...

da linhagem de vermelho leão
ou da do nobre e verde dragão
em negro se esconde
em sombras se mostra
em bruma  e bretemas assim se gosta

entre o povo de esacalas
de escamas doiradas
assim se estabelece
e a vida inteira
em vida em bebece

uma musica e uma doca canção
um sentir pleno de um só coração 
cheio o cálice
de novo de vida
da cristalina brecha
reencontrando a saída

brecha cravada nos céus
frente a teus olhos e aos meus
qual lágrima de alegria ainda eferida
que não se entende e que a outra vida obriga

se ouvires com a voz do coração
a voz do universo cantará sua canção

além das mentes e das cores e do que desmentes
encontrarás aquilo que sentes

o que por dentro sabes
mesmo que não fales

algo por dentro te sente
-  em vida -  
mais além da mente...






regressar ao centro
de onde partimos e aonde sabíamos
que voltaríamos
um dia uma noite
no suave da luz do luar
na luz do sol entre a prata a se entrelaçar...

enviamos ondas de esperança e de amor
entre terras de fogo e madeira de amor maior

entre terras de pratas
e águas a se transparecer

sol douradoe mundo esverdeado

sol e luar lado a lado

algo estranho
quando aparece assim
cantado
esquecido
olvidado...

entre o bastião de algo de emoção assim de novo nomeado

num mar de amar
que regressa

em noite estrelada
em sol que se faz luar
antesde que anoiteça

assim se transforma e transparece

 algo mais puro que a prata
que o ouro
prevalece

amor que o medo esvazia
 que é vida assim reescrita

em verdor de amar assim cingida





auroras nas terras frias e brancas
coisas de norte
qeu a sorte não apaga

tal como ventos que nos confortem
oriundos do mar de amar
desse oceano antigo e atlanticoe viv

e a espiga que aponte a norte´cantav«brico e de morte
assim reconheça e recorde
algo como bretanha
que marcha
de fronte
que mais não se confronte com o que se prometeu

que mais não se esqueça
do que ao mundo se deu

aurora forte que desperte esse tal sentir e ser
em verde e vermelho
no escuro do segredo

de uma noite assim renascer...

e entre um eclpse também coroar
terra e vida  e lugar...




ignora a letra
ouve a musica

em frente adragões
em frente abretões
em alma e vida e corações
de novo se erguer
e andar
de novo 
nem deixar
de mexer 
nem correr

marchar...
marchar...

raios de aurora forte
em ti sinal de ressurgir
algo de verdor que demonstre
a aurora de um novo por vir


a luz de novo brilhando entre os rochedos
rochas que tods nós conhecemos
que entre luz de relampagos vivos fazemos
ainda que alguns de nós
ainda que a voz dos avós
nem no lo diga
nem no lo conte
nem as linhas novas o vejam de fronte


que o ressurgir está lento
semeado
está livre e é consagrado

em cálice vivo ainda sustido
na brecha antiga qual apelo divino

às linhas que aguardam
as linhas do cálice que guardam
eis que se ergue uma voz

falando de vida
de sonhos
de todos nós...

por um sentido
pleno e vivo
de novo se erguer
e agitando-se os filhos
os linhos no leito
de novo se erguer
sentido de regressar
ao centro de novo se colocar

entre as brumas
de um norte verde
sentem-se vozes
de avós
nos convidando
nos animando
se eguendo
connosco cantando
a sermos nós
de novo
a sermos nós
o povo
que caminhe 
para as estrelas
em imagens e vidas
novas e antigas
sempre tão belas...

eferidos
e duros
não entendem
ainda "non"

que a voz que fala
é a voz desse coraçon



Rosa a mais pura e agreste
Rosa de vida 
que sempre vida deste

que tal qual calice assim te chamaste
que lusitana assim nomeaste

que sendo de vida
entre carvahos e oi«uteiros
de dias antigos
de novo o sprimeiros

assim podes ser portentosa
se entre mãos de amar
não te encontras
assim poderás ser perigosa

Ca´lice de vida e de luz
ainda em amor trespassado
álice que vento algum de amar seduz
cálice da terra verde
em verde engalanado

não vais para lugar algum
estás em todoo lado

raiz de vida
em olhar de criança sustida
transparente assim

por ti
e por mim

mãos de abraço
de novo irmanado
abraço de coração a coração
assim em facto vivo e pleno
de novo reencontrado

o que se julgava
perdido

será de novo encontrado
o que se pensava caído
se erguendo

será de novo
o novo fado...








tudo em redor me diz
que tu ainda estás comigo

seja ao sol
ou ao luar
eclipse
duas coroas
a se coroar



tudo é vida em teu redor
compreender por amor
ver e viver 
no mar de amar
o mar de Amar maior...

talvez verdade
talvez saudade
dealgo bem interior
de um tempo
de alvor...












cálice de vida embelezada
cálice de brecha sendo de novo encerrada

qual lança ainda cravada
esperando
por louvor, devoção e entrega
retirada...













A minha terra é Viana!
Sou do monte e sou do mar.
Só dou o nome de terra
Onde o da minha chegar!

Ó minha terra vestida
Da cor da folha da rosa!
Ó brancos saios de Perre
Vermelhinhos na Areosa!

Virei costas à Galiza;
Voltei-me antes para o mar…
Santa Marta! Saias negras
Têm vidrilhos de luar!

Dancei a Gota em Carreço,
O Verde Gaio em Afife
Dancei-o devagarinho
Como a lei manda bailar!

Como a lei manda bailar
Dancei em Vile a Tirana
E dancei em todo o Minho
Quem diz Minho, diz Viana…

Virei costas à Galiza;
Voltei-me então para o Sul…
Santa Marta! Trajo Verde…
Deram-lhe o nome de azul…

A minha terra é Viana
São estas ruas estreitas
São os navios que partem
E são as pedras que ficam.
É este sol que me abrasa,
Este amor que não me engana,
Estas sombras que me assustam…
A minha terra é Viana.

Virei costas à Galiza…
Pus-me a remar contra o vento…
Santa Marta! Saias rubras…
Da cor do meu pensamento! 

Como a lei manda bailar
Dancei em Vile a Tirana
E dancei em todo o Minho
Quem diz Minho, diz Viana…


da saudação à Galiza e da Saudação Rosalia - obras de vida e verdade - Pedro HOMEM de Mello


"Onde escrevi "Minho" leia-se "Galiza"
onde escrevia "Galiza" leia-se "Minho"

"É João Verde e Rosalia!"





Dancei a Muinheira - Muñeira - do Minho  
a mais conhecida das danças deste povo tão lindo
tão lindo em terra inteira
das danças a mais verdadeira 

é a dança do muinho
que a gua da vida traz

é a dança da vida
que em semente festiva
assim por nós se compraz...





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