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domingo, novembro 02, 2014

PT I - A torre Exaltada - ou defendida... ou abandonada




voa pensamento voa
nas asas de imaginação
voa para onde é tua casa
aqui o nosso eterno coração...



Brasão de Santa marta - coração e rosas
algo que se leva "na casa portuguesa"
e num certo galo de "Bar Cellos"




Nos dias que se maldiga:
Nas noites mal prezadas

Essas… relações antigas:

Que voltam entre romarias
Nas nossas festas sagradas;

Nesses dias, eternos…
Sol algum as pautava…

Nessas noites em seu luzeiro:
Cobriam céus e dias inteiros:
Luz nossa em forma humana


desde o lugar mais afastado
ao seu ponto mais prezado
esse algo que nos é dado 
nem vendido
nem comprado




Correntes nessa Luz que nós Somos…
que entre a noite  dos dias cintilavam
Nós assim dentre as veredas seguiam

procurando assim as nossas vidas
entre horas por outrem pautadas:

esses dias entre horas
essa a noite anunciada





essas veras horas marcadas
essas as nossas horas livres
essas, por sempre sagradas

esses os lugares antigos:
dessas antigas passadas;

como esses ecos… vivos
veras vozes lembradas…







Vivos aqui ainda avançam;
ainda assim vida alcançam

Entre sua voz de menina, mulher e criança:
Como vida que se alça na voz da esperança

Coros de vidas, Vida assim abraçam:
Coros da Vida essa em mesma graça;

Coros das flores vivas
De Invisíveis louvores


esse lugar
a norte plantado
onde é nascido
e não esquecido
 o que falo

esse país
onde se fazem os rios
e os verdes prados
e o mar´seja Atlântico
seja a norte
a morte
que mais não se vai nomear...

das lareiras
das corredouras
de vida tão cheias

seja esse o tal fazer
o tal lembrar
o não esquecer

a luz do lar
entre o rapaz mais pequeno
e o velho a acompanhar

as lendas e marés bem fazejas
das costas de cruzes tão cheias
como se fosse o mesmo mar
de lágrimas  e sal

uma folha que se esvai
num carvalho de lés a lés

a se demostrar

 (carvalho sobreiro ou azinheira
mesma voz, mesma força
mesma fala
mesma maneira
de ser pátria
tantas vezes honrada
tantas vezes
de novo esmagada)

umas vezes empolgado
outras esquecido "olvidado"
umas vezes crendo

em fogo de lume lento 
outras vezes duvidando

entre as cinzas de um Lume
vivo
esperando




Se passam
Como vivas flores
Que falam



A quem assim souber
…Tomar…
E Tocar
Em si acolher abraçar…

Cuidar, ajudar a renascer
E a viva vera a bem viver;
onde se possam proteger
De quem as quiser cortar;

Espinhos cravados nessa nossa mão viva deixados;
Assim ferindo todo, quem não souber bem mentir
Assim esvaindo, toda vida que nos foi dada a gerir

Vertendo o sangue, onde era para ser vivida;
Rasgando a vida ali onde poderia ser garrida;

Estando livre, exultante e protegida… assim plena em si mesma;
Assim plena em nós mesmos assim de nós, em nós preenchida;

Plena nos tempos que nem temos,
Nem no que somos, nem sabemos;

Não vilipendiada nem demarcada ou vendida:
Feita vida escrava de entre mãos desprendida


se não és terra guardada
se não és terra amada

se deixas que levem
a tua mesma vida
para onde ela não
seja reverenciada

o medo como bandeira
separada

assim um credo de morte
como se fosse vida anunciada

pinhais de outrora
plantados neste mesmo lugar

para suster a onda
que nos poderia arrastar



Nossas vozes que assim calam
Para quem se atreva as cortar…

que antigos mais não vivos
nos dizem em seus abrigos
com peles de cores baças…


por sete caminhos
se vão achegando
em cores subtis
assim chegando...




que própria vida, que passas
deixou poema para se rever

para que pudesses ser tu

de novo, a voltar, e a ler:


as portas da água da vida
que banham estas costas
de vida florida

as mesmas águas
puras
que nos guiam
e iluminam

três as figuras
que assim
nunca

por eles
entre eles
se viam

esperando a aurora

desse tal lugar

esperando o tempo
PRESENTE
que se pode
e deve
se se quiser
assim
anunciar



que própria vida, que passas
deixou poema para se rever

para que pudesses ser tu
de novo, a voltar, a o ser;

Assim de novo sendo:
Tendo deixado de ser

por ti essa própria vida a cantar:
por ti mesmo essa vida desvelar

vida sem ninguém a poder mediar
Essa vera via, vida que apenas tu
poderás viver, sentir, experiênciar

fazer assim 
rir chorar...
ir ou voltar



despindo a terra
despindo a lágrima da sua água

despindo o coração de um povo
do calor que clama
do calor que por amor se chama



É da torre mais alta
Que eu canto este meu pranto
Que eu canto este meu sangue,
Este meu povo
Dessa torre maior
Em que apenas sou grande
Por me cantar de novo,
Por me cantar de novo.

Cantar como quem despe
A ganga da tristeza
Como quem bebe
A água da saudade,
Chama que nasce e cresce
E vive e morre acesa
Chama que nasce e cresce
Em plena liberdade.

Mas nunca se dói só
Quem a cantar magoa
Dói-me o Tejo vencido
Dói-me a secura
Dói-me o tempo perdido
Dói-me ele de lonjura
Dói-me o povo esquecido
E morro de ternura
Dói-me o tempo perdido
E morro de ternura.







sexta-feira, outubro 24, 2014

PROVÁVELMENTE - a unica força que te alimente - neste nosso "presente"... vida que Era... que já não o é... certamente...






Depois do tempo – que como seria de esperar – protelou o assunto, recebi carta – hoje 24 de Out – nas pós prescrições do processo legal que te referi…


É uma pena para os serviços de Justiça de PORTUGAL, uma pena para os Portugueses, uma pena para qualquer ser Humano que ainda valorize os conceitos e definição de Justiça, Verdade, equanimidade e exempção – como valores de protecção da Própria vida que – hoje em dia… dia a dia – se nos esvai das mãos.

Essa que foi comprada –a justiça, a saúde e a educação – que existira em função de quem pague e como pague e para todos os outros não.

Que existira para quem faça alianças nefastas e esmague o pequeno que pranta – com justiça e com razão…

Que transforme de nome em ignorantes os filhos dos plebeus para que os que como eram ”dantes” sejam reis entre pigmeus…
 Lacra que – por dentro nos está a corroer… que transforma e as mulheres em seres estéreis – por nem terem tempo, nem vontade nem como nem com quem
– que transforme seres homens em seres débeis  – por não saberem nem como, nem a onde nem a quem…
sem valores de referencia, sem valor sólido que ampare a consciência – tudo vale e tudo o é…

Pena que a vida se vá… isso diz mais do que se poderia querer dizer – entre tanta notícia e filme e serie e jogo e net… a vida se esvai e nada parece parar esta vaga que – por dentro – nos está a matar…

Já aconteceu antes – lançamos súplicas aos mares, procuramos novos "sangues", para nos cruzar, para novas terras, novos desafios assim achar…
 – da lacra que nós mesmos ousamos gerir e criar…

já aconteceu antes – como criança de colo a babar – procurando os seres grandes que – noutros lugares nos pudessem livrar … preste João, preste João – empresta lá o teu puro coração…


Um sem fim de coisas estranhas – que se sucedem – sem levar ninguém a seu lugar
– esse sitio nas entranhas – esse que se guardava ou aguardava por alguém que ali assim pudesse chegar
– e iluminando todos os nossos espaços e vendo e cantando nossos reais potenciais ,em ternos ou eternos abraços – nos revelasse e assim afirmasse o valor das nossas vidas sem mais-
nestes nossos dias – além dos momentos injustos – de todos e tantos truques sujos – que se vêm dia a dia a crescer,
uma casa, uma pertença, um lugar de real nome que vença, todo lixo que nos estão a fazer comer, toda a lacra que dia a dia – por razão injusta ou menos valia – uns e outros umas e outras –se atrevem assim a ceder…


E assim todos juntos  a vida – cravada, em cruz assim sustida – assim mostrada: ao mundo inteiro para o mundo inteiro ver e cuspir e maldizer
– é assim dia a dia vendida – por três tostões, em tuas roupas rasgadas – em "shoppings" de merda que não nos dizem nada …
– se prostrem nos novos altares do vazios, cheios dessa tal roupa marcada – de corpos e acções – corporações -  que nos tragam, que nos devoram e empapelam com sua marca gravada na pele e em peles – Humanas -  assim pela rua arrastadas…

– que tanto por dentro nos matam e assim – ainda assim nos contratam – para seguir e ir como mão de obra barata e fazer e vender e voltar a escravizar quem pudesse ainda querer algo de si dizer… e assim amor e vida demonstrar

E os poucos que houver – logo vão as legiões, as legislações as internacionais e boa missões a li decapitar, vão acusar Homens de tiranos, mulheres de seres escravos, vida de ser demais

Vão acusar – de serem seres profanos, de serem ignorados – ignorantes do “bê há bah!”…

Vão acusa-los… vão por nossas leis julga-los e condenar – serem outros seres escravos – engravatados – como todo o mundo em geral…
- até sermos todos irmanados nesta morte que se estende – tanto tanto – e que já ninguém se rale em sequer e querer parar… ou pensar como se poderá – um dia – a esperança de novo erguer e de dentro de nos renascer – uma nova terra – talvez?



e quando despertes em banco de jardim
e assim
te enxertes
nessa era
nesta era
em ti e em mim

és demasiado criado
para ser orgulho e 
e assim
com o embrulho
de uma garrafa triste vela de esperança apagada
te esvais
entre o som da cidade que desperta
de tantos outros teus iguais

que se esvaem
em chama que mais não desperta
e entre elas
que são cada vez mais...

e mais...

tantos braços que te poderiam abraçar
a ti que te estavas a ir
a esvair sem ninguém notar
lugares de poder´
a ocupar
lugares de ter e ser
nas sociedades ocidentais

"the world's down crazy"...


the jury is out
you search for the only friendly face

it's probably

a tua face reflectida
na poça de sangue e vida
de lágrimas na noite vertida
antes dessa triste
e silente e fria despedida
no banco da vida
assim de novo
em madeiro
em seus braços
inteiro
assim de novo o ultimo
e o primeiro

adormecido marinheiro
que nestas costas arribaste
e nada mas
de ti
do que eras
encontraste...


Um planeta inteiro que ainda não vês

Uma nova vida – de lotaria, de cinema da pátria antiga – que nem tu és, nem vês nem verás – nem verão esses que hoje educas em frente á televisão…

E os montes arderão – ou não serão os da China ou do Paquistão?...
E as bombas cairão – será o ser ao teu lado o teu vizinho ou irmão?...

Que mais te dará –se tens mil e uma caras para vida assim mostrar…
Que é linda atraente, está entre a data presente – é rio corrente e disponível para te querer…

Que é tipo eloquente, que é em Inglês fluente titulado, que gosta de dança e mora quase, quase a teu lado – combinar – teclar – enviar e – tau la está
Mais uma vida a tombar;
E um par de vidas de novo a separar apropria vida eu juraram guardar – sendo estes vida – em vida se foram assim enterrar…



E compramos o sangue que espartilhamos, que vertemos no chão a - preço de ouro vendido em loja de ocasião…

Pena que haja quem desista desta forma covarde invista na mesma força que nos esta por dentro a comer, que assim se faça colaboracionista – desta forma de ser – esteticista – do derruir da vida que gerações atrás de gerações se esforçaram por erguer…

Pena que seja a Vida neste pais – sempre tão querida… a que se esteja a perder…
Sendo esta terra – verde e quente, e cálida e eloquente – em mar e gado e destino dourado para quem assim o quisesse entrever.

Pena que já nem há homem, nem há mulher…
Que se levante e diga o que tem a dizer…
Tudo cala...
Tudo tem mais que fazer…
… tudo procura a migalha do dinheiro e do poder…

E a vida – que lhe valha quem valha – que tantas a vidas se estão assim a perder…
Uma pena para quem queira ver a vida – um dia – renascer – de entre esta vaga  de esterco – que – como máscara facial – nos esta a “embelezar” e em seguida a corroer – por ser tão activa, por passar no rádio dia d ia – na televisão para quem a quiser ver…

E há quem queira
Quem tome umas pipocas
Que se sente como sumo em mão
E ponha o puto a ver a imagem de alguém as ser massacrado – na hora do almoço sagrado – ou do jantar que era igual… era assim em Portugal… agora – nas novelas – tudo empena – a fodera – a bainha – e os putos aprendem a mesma linha – depois falam-lhes de “amor” – nos 14 de Fevereiro… POR FAVOR!...

E se tal não fosse pouco – ainda convidam o casal do lado – para que o tal assim seja criado e ensinado – ase “entrelaçar
“a aprender o que é o presente que a vida – maça corrompida – lhe vem assim mostrar – liberdade bem libertina – para quem aa quiser viver – pena que não haja alternativa – pois a imagem é massiva e é o dia todo a martelar e a entrar na casa de quem calhar – apagara  tv não da…
Encerrar as outras e desfazer todo e cada cartaz – de “pubs” que mostram o que não é para mostrar – tampouco – imaginar para algum lar de loucos – será a opção
- Seremos todos um pouco e não haverá, assim mais nenhum a dizer “não”!...

Como tudo – perdemos assim esta esperança – de que mude o mundo e a vista venha ali onde  a nossa moral não alcança – e advenha algo que se atreva a rasgar – este breu este fumo este lixo que nos está -. Dia a dia a  matar

Pirâmides etárias invertidas – como as do Egipto – cheias de múmias- mortas e garridas – em vida… pútrido e desvalidas…

Suicidas – cada vez mais especiais – cada vez mais jovens e cada vez mais… e eles se esvaem… e se vão e ninguém lhes dá a mão… e elas festejam – cada novo cargo que ganham – cada novo filho que empalham… e seguimos! Pois a televisão é rainha, a religião é fininha – entre bem pelo canto do olho – do que tenha, do que não da triste vida em comparação…

Criminalidades, dependências – sabias eloquências – que se sucedem – enquanto os da montanha não cedem, enquanto os das aldeias ainda resistem, enquanto os das cidades de sistema – de tudo e todos os que eram amados – de tudo que mulheres era rezado – e vão e partem e dão – os seus filhos à eterna prisão – de serem apátridas em terra alheia – de serem a visita quando a casa está cheia e de serem mobiliza vazia quando nada mais resta – como «aquilo que presta – nesta terra – que apesta e que não se limpa, nem se fala, nem se diz , nem se apaga – seguimos – rosto no chão – vergados pelo nosso próprio peso e por todo o que por dentro é “ileso" nem importa, nem não….

Assim – é igual… que mais te dá?
Se ganhas ou perdes – perdes sempre no sofá… ao veres quem ganhe e quem perde nos concursos que a vida desmentem – dizendo que é competente – a competição – mentira de vida certamente…
E dizes adeus aos teus – num esgar – de banana ou chocolate ou pizza na índia ou Afeganistão e a Júlia Roberts – à – tudo que era a tu a tradição – essa que mais não se dá…

Agora todos tem guita pra curtir o fds.
Todas tem a potencialidade de igualmente fazer
Todos tem o poder de perder
E tudo gira em volta de mais nada fazer…

Arde a terra.. arde…
Queimada até
E mais não se ver
Arde a vida perdida

– entre os gritos dos que
nunca mais hão de nascer

E quanto mais se cala o seu grito
Mais se houve o seu som

Perdido ou achado
em silencio marcado
nas ruas anunciado…

Pelo mundo inteiro espalhado…

quarta-feira, outubro 22, 2014

Almas "irmãs"...



Frutas de oiro

À coroa de um barco

Se avistavam




Vem a Lua
Sempre alba
Com sua suave

Mostrar o caminho da calma

Ao suave e doce cantar

Um dia ou noite se juntam
De dia um
Noite é outro sem se precatar

Sendo um serão um mundo
Novo mundo de luz a se criar;


sexta-feira, outubro 10, 2014

ECOS ANTIGOS




Uma diz - que se encontra algo
entre o Vento, o mar... entre o lume que mais ninguém poderá apagar...






Versão de "trás os montes"

Vozes roncas e gentes másculas entre as vozes finas que se afastam...



versão "Galega" - o "cura não baila pois tem uma coroa na cabeça"...
entenda-se as duplicidades das músicas do povo e o que guardam


De onde vem estes lagartos que de despem de cabeça ao s pés e que tradições e dragões e cocas e romanizações se escondem estas terras - tã altas como esbeltas e belas?... quem é Carolina e com quem dança?...


 A saia da Carolina
tem um lagarto pintado
quando a carolina baila
o lagarto dá ao rabo
Bailaste carolina?
bailei sim senhor!
diz-me com quem bailaste?
bailei com o meu amor
bailei com o meu amor, bailei com o amor
bailaste, carolina?
bailei, sim senhor!
A Carolina é uma tola
Que tudo faz ao revés
Veste-se pela cabeça
e despe-se pelos pés
Bailaste, carolina?
bailei, sim senhor!
diz-me com quem bailaste?
bailei com o meu amor!
bailei com o meu amor, bailei com o amor
bailaste, carolina?
bailei, sim senhor!
O senhor Cura não baila
Porque tem uma coroa
Baile senhor Cura, baile
Que Deus tudo lhe perdoa!
Bailaste, carolina?
bailei, sim senhor!
diz-me com quem bailaste?
bailei com o meu amor
bailei com o meu amor, bailei com o amor
bailaste, carolina?
bailei, sim senhor!



Vamos mobilizar além do "vida activa" essas e esses que - mais nada obriga - a se esconder e virar a cara ao ser - esteios da nossa cultura ancestral - verdadeiros "presbíteros" - "anciãos", que conservem a viva e digna tradição da nossa cultura mais que milenar - cultura assim ancestral talvez? 

- vamos trazer esses e essas que se encontram trancados no lar - ou serão encenações de jovens e "jovenas" a imitar o que hoje assépticamanente, no socialmente "correcto" 

e mais uma vez a nossa essência tradição e enraizamento, de novo embelezar num sucedâneo deixar escorrer e assim esvair sem se ver - cortejos etnográficos como ultimo esforço para não deixar descair a cultura, a força e tradição que desde o calor da terra nos anima a continuar e mais não desistir?...



O dia há de nascer
Rasgar a escuridão
Fazer o sonho amanhecer
Ao som da canção
E então:
O amor há de vencer
A alma libertar
Mil fogos ardem sem se ver
Na luz do nosso olhar
Na luz do nosso olhar
Um dia há de se ouvir
O cântico final
Porque afinal falta cumprir
O amor a Portugal
O amor a Portugal!

Rasgar a escuridão, de não ver, não sentir - ainda - onde a raiz vera da nação
onde radica a chama
que há de em mil olhares brilhar
onde descansa a matriz que de novo
novo ser há de libertar...
talvez aqui
álém
no olhar de quem
 creia e conceba
ser possível"milagre igual"...


 - como tanto e tanto ser que desaparece - histórias inteiras dessa nossa cultura que não se esquece - assim colocados para que ninguém lhes faça caso ou os siga como era a tradição antiga?... 

que lhes contaram do trabalho e não lhes lembram como se colaborava e se divertia... e vida se fazia;

 vida nesse o nosso contexto tão sagrado, antergo como tradicional assim guardado

 -se for esta - como em S. Lourenço da Montaria e a sua subida na noite às Argas e ao S. João -  que não o é, mais lembra o calendário que nos foi roubado 
- eu vou - 

dar algo do meu passo, da minha presença e aprendo - assim - tanto.. tanto...

Vidal - Portugal, Luar - Galiza a cantar

Uma mesma musica e tradição - uma mesma "forma de se continuar"
entre quem assim não vê
a ser Nação...

estranha forma de vida que um rio de cento e poucos metros separe milénios e cutura, e trajectos - entre as pedras vivas, entre as antigas cantigas... estranha forma de vida




ou será um espectáculo asseptico para quem quiser apreciar a cultura DA COLABORAÇÃO - que nos define como nação - não seja o "galo negro de barcelos" oriundo de justiça mesmo depois de muito... muio  tempo - que se faz notar - com coração de Santa Marta de Portuzelo no seu lombo a decorar...





Será que nessas celebrados – entre meios gestos trajados – são tidos e contados os que mais- os que lembram recordam e evocam as tradições que assim nos lembramos de desenvolver . etnografia fria – se não estiverem as verdadeiras – das espigas, ode de verdade – dos rebolos do linho, os do à vontade – entre o ser e ser-se povo – protegidos por esse calor mão em mão – esse gesto beijado – amparado por malga – como um poeta da aqui cantava quando era perseguida esta forma antiga “anterga” de vida – e assim se deixava..  que pairara na imaginação de quem ainda acredita:
 ter a pátria antiga a sua nova “remissão”, que se afirme  e confirme desde dentro do nosso verdeiro e vivo coração..
Que estas sejam passadas – prenúncios – mais do que palavra s- de que se vão soltar os prisioneiros – de que vão de novo ser connosco
– seres humanos rijos – fixos e inteiros – e que assim –possam partilhar -  como sempre – de forma directa e sem sequer falarem - o que são, o que foram . a sua vida e a sua aventura bem vivida,  e os cantos e as romarias da labuta mais dura que se fazia sorrisos e amizades – mais além de amigos – entre capatazes que assim perseguiam outras coisas – que o povo nunca cedia… nem nunca chegou a deixar

A sua cultura as suas raízes a sua própria forma de ser e ser e estar – esperança para o mundo de “amanhã” – quando não há esperança – numa nação a se desagregar por fora – é encontrando e enraizando de novo quem de essência eu nos possa dar Norte e impoderar consciência  - RECORDAR;

Para evocar e recordar a força de um povo que não cedeu, nem cedeu, nem desta vez vai capitular…



nestes lugares antigos 
onde os mais jovens encontram 
o caminho entre o mágico labirinto 
desde antes tecido
algo diz
que tudo é vida em ter redor
e que - sendo nós terra a vida
assim aportamos no interior