pub

quarta-feira, maio 11, 2005


A parte mais agradável de Covent Garden - a esplanada de café onde se pode apreciar música classica e ópera ao vivo. Arte, turismo e "laisser faire, laisser passer" - hot trick!

Do outro lado do mercado - saltimbancos fazem o seu espectáculo para que as multidões lhes atribuam algum mérito traduzido em moedas mais do que aplausos... "money makes the world go' round"

O mercado das maçãs - onde se compra desde joias a pinturas. Um mundo de cores, cheiros e texturas...

Covent Garden de frente - com o nosso artista aberto de pernas para o dinheiro, bem a coberto da igreja de St. Paul...

Covent Garden... o meu lugar de predilecção. Montes de gente acotovelam-se para ver um artista de rua em acção. Por detras o corpo do mercado e um dos varios Pubs que adornam o local...

Leicester Square - o local das estreias de cinema, dos tapetes vermelhos, das óperas e teatros... fica-se com os olhos estrelados de tanta estrela em cartaz...

Aqui o "Je" perto da "Tower Bridge". Não confundir com a ponte de Londres - que é um pedaço de cimento armado sem valor histórico.Tava a chegar de uma viagem de 27 horas - nada mal heim?...

Ok - o cartaz diz tudo. A Torre de Londres era o lugar onde os nobres choravam tanto como os pobres... justiça emaranhada que tinha "beef-eaters" como guardas. Ha muito la dentro, incluindo joias de coroas que fazem os sonhos de mil e uma noites de muitos. Pergunto-me onde está a simplicidade da minha montanha... ai - saudade!

St. Paul's cathedral - um símbolo da II guerra mundial - entre o fumo dos bombardeiros Nazis a cúpula da catedral ergueu-se incólume. Na entrada, uma enorme porta rotativa deixa ler em letras enormes "This is the house of God and THIS is the gate to Heaven". Um par de metros mais à frente um cartaz adverte - entrada: adultos - 8 libras; desempregados - entrada gratuita... afinal o sermão da montanha sempre era verdade e - os pobres - vão herdar o reino dos céus - ainda que, com a rainha Victoria de ceptro dourado na mão, ninguém diria que a igreja - protestante ou não - seja muito dos pobres... enfim.

Trafalgar Square - onde o homem que vence Napoleon admira a paisagem guardado por enormes leões de bronze e dando as costas ao museu de artes pictóricas. Montes de autocarros vermelhos cruzam a rua e eu lá sigo o meu devaneio de início de manhã - procurando por toda a parte as minhas gentes simples e a vida pacata de outrora sabendo que - agora - ela já mais não volta...

Westminster... bem ao lado das casas do parlamento. Os manifestantes já aqui estão desde - pelo menos - Março do ano passado (quando aqui estive da última vez). Hoje, as bandeiras da commonwealth não estão presentes. Ao lado direito, uma estátua de Churchill contempla o cenário, enquanto três "bobbies" passeiam entre miriades de turistas que sobem e descem dos típicos autocarros de dois andares descapotáveis... mesmo complexo para este "alienígena" de terras Lorosae.

O BigBen e as casas do parlamento - uma vista sobre o rio Tamisa. Imaginam a minha desorientação?... Umas horas antes, o maior edificio do meu universo tinha dois andares. Agora...

terça-feira, maio 03, 2005


Chegou o final - O Josh (bom amigo Timorense) - O Ruben (estagiario de Enfermagem em terras Maubere com a AMI) - A Xenia (proxima chefe de equipa em Timor) e eu dizemos "ate breve"! Que a espera seja curta...

Policia local de um lado, santos e populares do outro. No estrado padres resistentes, Ramos Horta e Xanana falam ao povo, procurando solucionar uma situacao que ninguem entende mas que marca estes ultimos dias. Policias da U.N, observadores militares vao-se misturando entre a multidao... que vai ser de ti Timor, se te viras contra ti mesmo? Quem te quer assim dividir?...

Che que apareces mesmo em contraste com quem parece estar a ajudar o povo...

Gente onde o Che se faz notar e luta - na alma da gente - entre os simples e contra o opressor que vem de cima...

Rostos com luz no olhar, maos dadas em doce proximidade...

Rostos que falam por si...

Rostos - sorrisos e olhares que me acompanharao sempre...

Como estas gentes no caminho para Aileu, tambem eu me atiro para o nevoeiro, esperando que - detras da curva do caminho - algo de novo e de melhor espere os meus passos...