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sexta-feira, julho 18, 2014

Luzes e caminhos - pro dentro pequenos como pardais que voltam ao ninho





A luz da verdade

Que nos une em qualquer idade
Que vem para vencer
Essas feras interiores
As que nos afastaram
Desse  vero querer…

(seguimos no caminho da verdade
por muito estranho e enviesado
que pareça - em verdade!...)


terça-feira, julho 15, 2014

Há qualquer coisa em nós…


 

 

Que palpita sem se ver

Que se manifesta sem querer

Que se mostra

Quando não estás  a ver

E vendo

Começa assim a acontecer

 

Esse algo te chama

O teu olhar reclama

A tua viva chama – chama

Para se mostrar

Para se manifestar

Em pleno dia

Baixo a luz do luar

 

Assim de cálida

E quente

Assim de presente

É o teu ser …

 É o teu viver

 

Que assim palpita

É o que está acontecer

A quem assim explica

Ainda que não se possa

Em si

Descrever

 

Algo que em nos

Indica

Que algo novo está a nascer

Que nos diz

Que o sopro vivo

Que é

Em nós amigo

Não há assim

De morrer

 

Algo

Vivo

Está a latejar

Amiga

Amigo

Nos irmanando

Mais não se contendo

Mais não se entregando

Livre no mostrando

O caminho maior

A se percorrer

 

Lado a lado

Sempre juntos

Assim

Eternos mundos

A se encontrar

E se reerguer

 

Como pedras esquecidas

Como pequenas e antigas cantigas

De novo recordadas

Como histórias amigas

Nos corações guardadas

 

Esperando assim

Reviver

Sementes de vidas

Assim germinando

Perfurando o chão pétreo

Onde se encontravam

Refazendo de vida a antiga estrada

E a vereda

E o jardim

Em ti

E em mim

Aparecendo

De novo

Assim

Tão perto

De um momento

De um suspiro

Eternamente aberto

 

De se entregar sem esperar

O que vai assim suceder

 

Dançando na luz do eterno

Entre qualquer espaço aberto

Entrelaçando assim fundamento

De ser vivo

Liberto

Com todo o ser Humano

Desperto

Que assim pode de novo

Reviver…

sexta-feira, julho 11, 2014

A Mudança pt I


 
 
Na derrota surge a espr’ança… de uns anos de bonança… de uns momentos nos que se esqueceu… tudo aquilo que havia, o que era realmente… o que reluzia… o que é teu e meu….
Um dia… nesse – NOSSO – PRIMEIRO DIA…
 
Deixar rodar.. deixar o mundo avançar… para o abismo ou para onde quer que vá parar…
 
E ir… e largar.. e estender asas e voar…
 
E deixar o medo de mais não se enraizar… sabendo que as raízes – por dentro – ninguém as vai poder apagar….
 
E ir – e confiar – que algures – neste imenso mundo.- estará lá alguém para nos ajudar…
 
E ir – passo a passo – devagar – deixar este ritmo endiabrado que me esta (nos está) a matar… a separar, a secar… a deixar de fora neste ou naquele lugar – nichos vivos – com scírios passivos – como velas num obscuro altar…
 
E assim – saber largar, chorar e ir – e acreditar – que as raízes que aqui não  vi – estão a espera – nalgum outro lugar – que possa compreender, abranger e ajudar a renascer- oq eu por dentro não se pode enfim – assim -  encontrar…
 
Que as pequenas gotas de vida – que caíam – se esvaíam na rotina de todos os dias, nessas pedras gastas, cinzentas marcadas – de tantas e tantas outras vidas marcadas, de tantas e tantas outras a – as mesmas passadas – de tantos e tantos momentos que somados – são tantos nadas…
 
Que a força por dentro lacrada – é bem mais forte do que não valer nada…
Que o espaço para que vingue e seja assim – o que é – esteja num lugar que não este – que não o teu ou o meu…
 
Que desgastar-se e lutar alimenta esta força que nos está a drenar…
Que dar de nós o melhor – num lugar onde não louvor – implica ir caindo, descaindo – sendo igual – a tudo aquilo que sonhavas mudar…
Que se te deixas ficar – no teu seguro e quieto lugar – avida – por ti , amigo, amiga – vai passar e tu vais ver… todo o mundo a crescer e – tu – sempre, sempre igual…
Mudamos os olhos, mudamos os saudos risonhos, mudamos o sentir-se vazios, por dentro frios – esperando sabe-se lá que novidade a passar – que o vizinho era o tal tipo esquisso – que mais não é do que a tua imagem no espelho do singular…
 
 
E ligar o tal aparelho que nos está cilindrar – faz mais de dez anos e seguir assim a nos drogar…
 
E acreditar que la fora não sopra o vento e ficar cá dentro
Quando a vida é lá… e veras folhas ao vento… e nós sem as poder tocar
 
E sentir a brisa na cara e subir para além da estrada e gritar
Porque apetece, porque é o que se merece –
depois de tanto tempo a se aguentar
Porque a alma assim enlouquece
Se não puder ser e se dar
E encontrar onde poder
Assim Fazer valer
Aquilo que aqui
veio  concretizar…
 
 

terça-feira, julho 08, 2014

A força em nós contida - força calma, simples - relembrada quando encontrada - esquecida quando deixada...


eclipse mais não velado
poder unido
mais não separado
que se desfaçam as paredes erguidas
erigidas
um dia
por simples memória esquecida...


num eclipse que durar
seja noite
ou seja dia
seja amor a nos  (re)encontar


Abraço dado, povo de novo – reencontrado… despedido mais não perdido – simplesmente achado – voltará o dia do seu eterno fado – no que os guardiães dos dias ouçam as litanias que o rio nos tem contado, que a pedra fria de aspecto rachado – escondia – bem a nosso lado, que o carvalho e o sobreiro tinham em si velado e a luz da árvore de lua nos mostre assim – nua – bem lado a lado…


Quem veja a luz que cega -  não veja o que amor almeja nem a devoção que nos reja… quem veja além do que se vê e sente além do que crê…. 
Se esvai em mil pedaços para ser de novo encontrado entre mil e um abraços


qual o ser
qual o cálice
qual o graal
qual a luz
qual
qual o Ser 
que concentre
a estrela candente
que numa certa noite
entre nos se esvai...


Quem será a menina – qual – que encontre a luz de um anjo – pairando na palma da sua mão – será ela dama ou corriqueira – será quem a vida –em si mesma – queira…

Vêm as ordens e as mensagens de outras aras – de outras paragens – anunciar os dias do eterno retorno – escolhidos a dedo entre quem – em si e em seu entorno – protegido como belo “retoño” – cresce além fronteiras, além de verdades meias e se mostra – em Verão – num novo e vivo e puro São João – formas diferentes de dizer o mesmo – formas diferentes de comunicar – verdades meigas – contadas a meias – que juntos poderemos assim – aqui – decifrar…

quem tem a flor branca no peito
tem algo além do leito

tem no seu jeito
em luz branca
refeito

o caminho da alvura
da luz branca
a amais pura
caminho de altura entre a noite do verso lento
entre o que povo disperso vai escrevendo
em músicas perdidas e em litanias antigas
assim de novo cantadas
assim de novo evocadas
assim de novo celebradas
entre fogueiras
apagadas
nos trilhos de leitos
de rios de luzes marcadas 


Como essa luz que nos faz cantar – e soltar amarras e asas e pode de novo voar – como esse ser que não chega mais ao mar – e que a aragem que vem do Norte traz em asas . como consorte – para assim poder de novo levantar – as histórias contidas em hinos velhos – para que os velhos se possam orgulhar – dos valores finos e fortes – guardados – mais não em cofres ou fortes – guardados entre as árvores que mais ninguém se atreveu a desterrar…

e entre as pedras – firmes – que ninguém se atreveu a deslindar…

São essas histórias antigas – Presentes de Vidas –que estamos hoje aqui a relembrar


procuro
entre a noite esquecida
uma melodia
antiga
uma voz
unida
um cantar
que
em peito se abriga
e em luz maior
se transforma
e motiva
a chegar além do que a treva
pretende
ainda
em si ocultar...


Uma força – amiga – que poder dentro – por mais do que se diga – sendo nossa – nos acariciando de forma conhecida – nos aproximando além do medo, da dúvida ou da despedida – nos encontrando além da saída por confiança de saber o que estamos aqui a fazer e como aqui perseverar – em vez de procurar o Norte como se fosse um alinha a salvar- sentir a orientação além da sorte que vem por dentro nos despertar…

quinta-feira, julho 03, 2014

Círculos de pedras vivas...






E despertas
Essas antigas letanias
Essas melodias
Geridas
Geradas
Para assim sotar
Que todos os dias
Pouco a pouco
Tens em ti
Um verdadeiro despertar



E os lugares
Que algo se preocupou em desfazer
Os que te elevam
Á alegria
Mais além do ser

Sejam as florestas antigas
As pedras magnéticas que te mostram mais vida,
Sejam as águas amigas
Que te guiam
Para onde não sabe a mente chegar
Sejam os rios e os barcos que te vêem assim buscar
Para o lugar onde pertences
Se este verso
Conseguiste visualizar



Se algo em ti se move
Além do barulho que o come
Se algo em ti papita
Além do ruido que oclui e grita
Se algo em ti prevalece
Além do fogo que arrefece
E esquece
Para mais uma noite de nadas
Para mais um despertar entre camas


Para mais um ir
Sem mais voltar
Entre  a mesma rotina vazia
Que juras
Dia a dia

Salvaguardar

terça-feira, julho 01, 2014

Carta Aberta à Justiça Portuguesa na forma que nos ajuda a permanecer com a personalidade ilesa







"Ex.ma Srª Doutora:

O Jo´se do Povo, mais uma vez passado a ferro pelo ferro das empresas que nos comem o dia todo, tendo em conta as perspectivas múltiplas de abordagem da temática em questão -  o tratamento de forma descuidada de um trabalhador e a relação instituição/ trabalhador – nomeadamente na exposição a terceiros (como juristas presentes nas várias entrevistas com os vários elementos hierárquicos) e assim como a exposição de dados de saúde de cariz pessoa em ambiente que não o de consulta ou de terapia –factor que lesa os direitos de utente que o próprio trabalhador em si incorpora – aliando-se ao facto do maltrato – verbal directo de que v. Exc. Já tem conhecimento de forma paralela, associado ao não cumprimento do estatuto disciplinar da função pública nas várias missivas endereçadas à estrutura hierárquica que representa a ULSAM de Viana do Castelo – e que não sendo atempadamente respondidas com a sua respectiva justa conta, peso e medida – que se esclareça -  o retirar de funções de um profissional válido (e validado) por todos os instrumentos médico-legais requeridos para o efeito – ao longo de mais de três anos e meio.
Sem haver resposta para estes elementos e tendo em conta que a situação é passível de desenvolvimento em tribunal de trabalho assim como em tribunal de direito comum, vem por este meio, renovar o seu requerimento de apoio Jurídico na área que – sendo clara, estando documentada, tendo provas complementares que suportam a mesma e existindo a possibilidade de desenvolvimento de causa até às instâncias competentes:





- que de a conhecer o processo totalmente alheio à gestão interna de questões de trabalho;
- que se revelem as injustiças laborais de vária índole (desde o “emprateleiramento” até a transferir sem conhecimento prévio das reuniões entre sindicatos e directivas) permitidas e geridas pela organização em causa;
- a negação dos mais básicos componentes de assistência requeridos e inerentes à garantia da qualidade de cuidados prestados a nível de enfermagem – segundo refere o REPE – regulamento de exercício profissional e assim também apresentados em documento oficial próprio em sede Regional da Ordem de Enfermeiros do Porto por duas Vezes consecutivas; sendo analizada a situação que levou ao forçar de corte de vinculo com a função pública – sem apelo e sem agravo – que se possa restituir:
- o padrão de verdade;
- o Bom nome do profissional (vilipendiado em corredor publico de unidade adscrita à disciplina da organização em causa por legítimo superior hierárquico sem que deste incidente resultasse investigação alguma a não ser o prosseguir com os meios de pressão para afastar o profissional da prestação de cuidados – sua por direito e legitimidade);



- Que, sendo reconhecidas estas irregularidades, seja emitido um pedido oficial de desculpa por parte da organização em causa – que reconheça o desenvolvimento de gestão de recursos humanos de forma danosa e que reponha o nome pessoa e profissional da pessoa humana assim tratada em ambiente intra-institucional – invocando para o efeito de que  a mesma instituição zela, é garante e assim se anuncia como promotor de saúde, qualidade em saúde e vida e assim tem afixada na sua fachada como acreditação de entidade internacional que assim atesta);




Que se possam encontrar outras pessoas – profissionais – em situações afins, para possível causa comum que mostre a uma instituição blindada baixo a antiga legislação que dava sustento ao sistema público – que um sistema privado assolapado em legislação que não lhe corresponde – deverá ser – de um ou outra forma desmascarado – e assim apresentado – pelo princípio de coerência – como tal: para que cada cidadão efectivamente, e segundo a lei – possa escolher os cuidados de saúde que mais lhe convêm em vez de se encontrar a ser enviado para um modelo de gestão rivado, baixo a nomenclatura “E.P.E” sem que tenha existido – atá a data – explicação, definição de alternativa válida a um modelo privado (lei de concorrência de mercado – esta empresa – literalmente – tomou conta de um distrito sem ter competição válida para o efeito e assim se mantém debaixo da aparente consistência de m sistema público que efectivamente não é nem representa – veja-se as taxas moderadoras aumentadas em 100% no início do ano passado e o que a legislação que fundamenta o serviço de assistência público referir (SNS) – art. 64º - “tendencialmente gratuita”.

Este princípio de EXCLUSÃO de CIDADÃOS de forma gradual, crescente e velada – deve ter um componente de alternativa, equilíbrio e escolha elucidada por parte dos utentes e – ao mesmo tempo – deve ser desmascarada como uma "invasão" dos direitos humanos básicos contidos na própria constituição do Estado Português que – como soberano – lhe dá fundamento institucional para existir e se valer desde que – a mesma respeite as leis de livre comércio, princípios pilares inerentes aos direitos constitucionais dos utentes  a seu cuidado e dos trabalhadores como indivíduos com os mesmos direitos enquanto tal);

Esta carta – segue em carta aberta, para blogue de saída internacional.

Espero que possa desenvolver o princípio de coerência que se pede em grandes momentos de crivagem e que a justiça – equanimidade – entre o que parece pequeno e o que parece grande – encontre baluarte em pessoas – que como V. Ex.ª Juraram defender essa linha, essas linhas legais que salvaguardam os grande ou os pequenos como iguais.

Atentamente
 Um Cidadão que cre num sistema de Seres Humanos para Seres Humanos"

quarta-feira, junho 25, 2014

Alternativas e Locais - Pt I - enraizar os cuidados de saúde no devido lugar...




Uma missiva para uma nova Ordem Local – se uma escola apresentasse uma proposta Projecto – de pequeno impacto  grande fundamento;

Relativamente ao primeiro ponto apresentado – muito me apraz em desenvolver - que se procura apresentar linhas de colaboração entre áreas afins para que os – as Enfermeiros possam estar capacitados com “ferramentas técnicas de base” que – desde o curso de base ou integradas em programas modulares para enfermeiros da comunidade – possam desenvolver dinâmicas (neste caso com base em ciências milenares como as que se desenvolvem nas artes Marciais – das que também sou professor e praticante) para benefício do utente, comunidade – FAMÍLIA:

 - englobando os mesmos em actividades cíclicas, passíveis de desenvolvimento durante toda a vida, adequadas ao ponto do ciclo vital onde os mesmos se localizam no tempo e integradas em estruturas da comunidade que – actualmente correm risco de desertificação –

Todas as que ainda traduzam “soberania”, princípio público, Humanizante, social e o respectivo serviço à comunidade desde a comunidade para que essa mesma força se possa multiplicar em pequenos nichos e assim continuar.

Enquanto – em redor o sistema muda de forma radical – deixamos assim espaços abertos e resguardados para se poder evocar, recordar, vivenciar e optar por uma outra forma de promover saúde a título humano, local, tradicional – com creditação validade por técnicos e profissionais.

Sejam juntas de Freguesia – que são unificadas e assim se separam as pessoas anteriormente escolhidas pelas pessoas conhecidas, para dentro das máquinas partidárias;


As escolas – propriamente ditas – as primárias – sendo desenraizadas dos lugares que lhes correspondem, por motivações várias (económicas óbvias – falta de crianças) – agregar em complexo escolar, reduzir pessoal e depois privatizar por falta de sustento para dar resposta aos programas cada vez mais exigentes e de cariz internacional…

amor - devoção
sentimento - emoção
não tenhas medo de estares fraco
nem estejas muito orgulhoso
de estar forte
olha bem
para o teu coração
esse é o regresso a ti
o regresso à inocência...


domingo, junho 22, 2014

A coragem de ser o que se é… diamante (poema) em bruto - tu






Como estar entre uma praça de gente… e sentir – certamente – que estás o teu próprio lugar
Como ajudar a ver – o que está pleno – e precisa sair cá para fora
E se mostrar…

Sentir que vida em ti – convida
A ver
A sentir
A tocar
Outros olhares
Outras perspectivas
Outras formas de ver
Este novo mundo a rodar
Raízes de parques
Entre gentes
Raízes iguais

E assim sentir
Que o teu mundo
Certamente
É par…
Entre outros
Que tais…

Entrar num café – e deixar-se levar
Entre as gentes que ali estão
Tantas histórias diferentes a se conjugar
Numa melodia
Antiga
Mais não sentida
Que se pode
Mesmo assim
“ver e tocar”…

Ainda há quem o diga
Que assim não é verdade encontrar

Não seja as festas
As romarias
Não sejam todas as formas
Quentes
E mais não frias
De se entregar
O que se pensa
O que se é o que se sente
Mesmo quando parece não haver mais ninguém a quem o contar


E sair
Devagar
E ver o sol
De novo brilhar
Reflectido
Na cara
De outros seres a passar
Para to dizer
Para te tocar
Para te dizer
Que é momento de despertar do inverno e essa primavera interna
De novo invocar…


E dizer
Claramente
Sem se ver
Que se está
De par em par
Mesmo quando a esperança
Aparece
Se esvair
Entre o ar…

E assim seguir
Entre quem assim possa dizer
Entre quem assim possa sentir
Entre quem assim possa fazer
Acontecer…
Simplesmente
Porque – há coisas
Nossas
Que se fazem assim ver

E numa praça
Antiga
Por muito que a gente o não diga
Flores de semente
Sementes de vida
Estão a germinar
Entre as novas correntes
De gentes vivas
Que convidam
A viver
A sorrir
Sem saber
A dançar
Entre o sol e o luar
Em gestos
Que outrora
Seriam de duvidar
Quando agora
São momentos de festejar
São os fogos ai a chegar
Tradições antigas
Deste e daquele lugar
Nos que as festas e romarias
Se fundem com outras formas de se lembrar
A alegria
Dos novos dias
E ao velho a findar…

Estar entre as gentes e sorrir
Com a tua forma própria
Da tua semente de vida
Ajudara germinar e florir

Num parque
De gente
Que comparte
O que assim as faz ser
Parte de um mundo que se faz
De um mundo novo que se encontra

E nos dá
Espaços
Mundos novos
De abraços

Que assim se partilham
Entre quem passa
Quem sorri
Quem vê
Quem crê
Quem quer aprender
Ou relembrar e voltar a ser
O ser que era
Antes de ser
O tempo de inverno
O que gela
A forma interior
De ser
Amor
Calor
Interior
Ou simplesmente
Esse carinho de sorrir
Por louvor a uma vida
Que se faz
Que se mostra e se traz
E assim se partilha
Entre cheiros diferentes
Entre olhares convergentes
De tanta e tanta gente
Que caminha
Certamente
Para o lugar que se ilumina
Por dentro
Que se reflecte
Num momento
Como este
Numa praça
Entre olhares
Ou tempos agrestes
E gentes
Que sorriem
Esses rebentos
De vida
Essas gentes em romaria
Essas formas antigas
De festejar
Além de quem diga
Que é tempo de parar
De deixar-se levar
De abdicar
Da força interna
Viva
Festiva
Que sempre nos fez
E nos ajudou a nascer
E nos pode assim caracterizar..

Essa é a força da gente neste tempo presente
A força de gente que se torna
Irmã
Irmão
Neste tempo de colaboração
Alguns induzem a separar
A desunir
A ficar
Cada qual no seu lugar
E outros convidam a seguir
A convergir
A se encontrar
A passear num certo sítio
Num certo lugar entre tanta
Tanta gente
Que realmente nos pode reflectir
Ajudar
A meditar
E assim revelar a força do agir
Ainda presa em nós

Esperando se manifestar…

domingo, junho 15, 2014

A um Ser Oculto - em ti, em mim - quem sabe em todo o Mundo...



(fica tão fácil
entregara alma
a quem nos traga um 
"sopro" do deserto")



AS ORDENS DOS MOMENTOS FALHADOS – como manter-se lado a lado – com os passos assim acompassados…

Ordenavam os villanos – os vilões dos corações – que não aqueles em si honrados – separar amizades e corações – apar os milhões por eles guardados…

Para manter uma hegemonia, uma história escura e fria – que se repetia – até tu e eu cá chegar…

E ouvimos o que não vimos –e sentimos o ser a ser igual – e renascemos por dentro – sem saber bem quem é qual…

Por vezes te sei – por vezes a tua mão se esvai… por vezes a luz branca – de um luar – mostra uma figura – imensa – em volta a me abraçar…

Imagino que contigo é igual…

Que a sombra te pega e te pretende levar – pelos labirintos da treva – além do Mar – de Amar – e chegar a onde devemos – quase todos (seremos mesmo todos ) o lugar de onde mais não se pode escapar – esse paraíso perdido...

E esse fogo por dentro aceso… quando parecia esquecido, esvaído - ´pálido ou esbatido… esse algo –  incutido – que brinca por dentro – contigo e comigo…

O caminho consagrado – dos elementos em nós rezados – pouco a pouco encontrados –assim separados pelas ordens de gregos e troianos – interessados no poder – soberano – de comandar o que não lhes foi dado – a ver sentir ou tocar.. só tu e eu – poderemos achar – aporta da pureza – e por essa porta passar…

Seja à beira de imenso Mar – que se faz vaga –q eu nos enovela e arrasta – além a esse lugar que fica aquém – mais além do que se possa sequer imaginar – conceber ou até pretender encontrar…

Esse algo que se mostra - na luz do luar – entre poemas de uma vida inteira que – se dispõem assim a se contar – segredos interiores a segredar – duas peles um mesmo respirar…

Como seria possível dançar
Na orla de uma floresta
Sem encontrar

Que os meus passos 
são os ecos de outros passos 
nesse "nosso" caminhar...


"vai-te encontrando
na água e no lume
na terra quente
até perder
o medo
levanta muros...

Acontece assim contigo também – além de quem te assuste, te comanda ou te diz que alguém – é assim ninguém?

E se se pensares – que os caminhos são pares – ainda há muito por descobrires e pensares – se te atreveres a sair das barras dos vidas e dos recintos labirintos de certos ares…

E ver o mundo fluir, e fruir – por ti e por mim – assim – entre o que se ama e ao que se é devocional – aquilo que por dentro – nos apaixona…

Esse Ser Maior – que se faz em ti e em mim “senhor” – essa vida – escondida – senhora de todos os dias… essa força – vivente – em ti e em mim presente – esperando ser liberta – ser libertado – de entre os grilhões de ouro gasto de parecer dourado – esse relógio que permanece parado – que roda em si mesmo sem nada novo – de qualidade revelado – da tua qualidade...

Da tua vida .assim iluminada – e da minha promessa de essa mesma semente – que não se apressa – assim – de repente – em belo jardim – de encontro – plantada – plantado…

Como se o céu inteiro se reflectisse –além de quem te disse – para parar – para deixar de falar – para ignorar e isolar – que ordens sinistras de quem não sabe comandar – são ordens de artistas – que em vez de unir – pretendem separar…


"dá-te ao vento, como um veleiro - solto no mais alto "a"Mar"...



“Que maior do que mostrengo que minh’alma tema…
Me ate a vontade ao teu leme
Essa vontade suave e amena
Intensa, secreta...
Que se encontra
me permeia
quando menos se espera

E que por dentro
Nosso alimento

Por fora se reflectindo
No chorar sorrindo
e indo mais além, 

não mais uma quimera
algo concreto 
que nos anime
e nos eleva
a mim e a ti também

para a casa dos sonhos
que por dentro
ou por fora
nos espera…

Muito mais além
 do que se sabe
e pensa…

parte da resposta em mim
a outra…
em quem assim lembra…


a noite vem às vezes - tão perdida
e quase nada parece bater certo

algo em nós
mantém a perspectiva
mesmo quando o profundo 
do nosso abismo 
aparece aberto

e o sentir o fim de um amar
que nos diz o escuro
é o que resta
de um Amar Maior...

Se tu me Respirasses...
eeu caminhasse
em tua pele

trocando palavras tuas
minhas
que o sonho adormece
até se voltar a esquecer

seremos cúmplices
nesta vida
ou apenas até despertar e voltar
a deixar-se levar
por quem nos diga
aqui
além
está quem
te mostre
o que tu és...
alguém....

mais além
de peito aberto
encontrarás Quem
assim caminha
assim é
assim te mostra
de forma suave
como a um filho
quem És...
o que és...
e que tens realmente
em frente
enquanto
ainda
O não vês...











sábado, junho 07, 2014

Das latas dos Internacionais






Havia duas latas… duas míseras latas…

Sem Timorenses no local… nada de Timorenses a comprar… apenas havia Timorenses no balcão… do outro lado… a levar sacos de compras para o Jipe internacional… a levar embalagens vazias de volta para o seu lugar…

Duas latas… “Ice Tea” se a marca não se importa da publicidade… eram duas lado a lado; lembro porque pensei que era engano. Uma a u.s 1$67…a outra a u.s 0$67…

Achei piada… o funcionário tinha-se enganado a marcar preços… mesmo o sítio sendo Australiano pensei que a coisa tinha caído no “caos” de Timor.

Depois, olhei mais de perto: uma das latas estava escrita em Bahasa… a linguagem da tão vilipendiada Indonésia.

A outra, estava num bom Bretão moderno…


Qual a mais cara pensara… e – de repente – parte do Drama de Xanana num dia prévio à visita do Presidente Indonésio fez todo o sentido…

(excerto de relatos sobre experiências internacionais, com fotografias - que esperam ver a luz para patrocinar uma iniciativa de transfundo local que promova o enraizamento de actividades locais - que - como na montanha de Timor - permitam ao povo manter os seus costumes, a sua vida e os eu ritmo - além do tempo por relógio pautado - marcado pelo latir de um Coração Humano)

quinta-feira, maio 29, 2014

Recordar - o que é para recordar...

Quando perco o que sou...

existe um algo
trazendo de volta
os que ficaram estilhaçados

existe a luz
a esperança

existe um ser grande
com voz de criança
que no teu peito
e no meu dança

voz de ancestral lembrança...



E o regressar
De se diluir o ser
No Ser e persistir
E depois voltar

Guardando registo
– impreciso, não fixo–
da marca da consciência
do caminho e do reentrar

Do “algo” que te diz além do sonho
Ser o sonho a realidade real
que traduz a realidade pequena
deste nosso mundo de ideal…

tão grande e vasto és…
tão pequeno pareces ser
vai assim a tua essência além