Boa tarde – como é costume, envio uma carta ou um poema
falando acerca de coisas que são muito
próprias…
Como sempre – as respostas – vão por dentro… e quem assim as
sente – assim responde da forma como se pretende…
Desta vez a partilha tem a ver com algo que – por afinidade –
todos levamos por dentro e – hoje mais do que nunca – partilhamos por fora em
termos de contexto e de situação.
Como os S.O.S são coisas que falam de “Almas” e não tanto de
Opções – a opção de quem escreve continua a ser a mesma – desenvolver ao máximo
o Ser – (o próprio e por inerência o o alheio – que para isso estamos todos em
conjunto ou sintonia – e quem vai “primeiro” é sempre o “último”… não existem
privilégios nesta campo comum…).
Neste momento, preparo-me para avançar co uma actividade que
promova saúde através do movimento – é uma súmula de vida como Enfermeiro
Promotor de saúde como professor (pouco) de artes marciais (aprendi que – professores
– somos todos… ou seja, é sempre difícil falar destas coisas em termos
específicos e dizer-se “professor de alguém”);
Esta carta – vai para que possas – TU (que és “EU”) saber
que vou avançar com a actividade… que possas dar o que possas e tomar dela o
que precises. E que – como num jogo de futebol – PARTILHADO – que o que se
desenvolva – te toque a ti… onde quer que estejas e da forma como assim possas
sentir/ usufruir.
Nos tempos que correm, nos que a saúde, em termos
preventivos – acelera a passos vivos – em direcção a um novo horizonte… seria
interessante analisar a possibilidade de convergir áreas afins, debaixo da
alçada de instituições creditadas, para dar resposta a uma saúde, que aposta –
na prevenção… e dar atenção – à saúde e assim fazer desta a sua própria
promoção.
Áreas afins, poderiam ser aquelas que vitalizam, aqueles que
crêem, que apostem forte – na própria vida como suporte.
Áreas que estudam o ser – em vivo – como as de desporto, de
saúde em comunidade, das pessoas que visam avida e a sua verdade.
Desenvolvimento de áreas afins – nas que o suporte técnico –
além do lógico – concentre o que seja, simples… mente… prática… mente… passível
de ser mostrado, num pequeno espaço, desenvolvido sem maior necessidade do que
o tempo, a disponibilidade, a tecnologia humana básica… e o saber e o saber
fazer de quem assim o faça…
Áreas de ciência e arte… sejam elas as marciais, sejam elas
as – de Enfermagem… com letras capitais…
Áreas que concentrem, pessoas que alimentem… os sonhos e
ideais – que orientaram – os maiores juramentos – da história… dos que ainda
temos memória – defender, preservar, promover, potenciar… e falamos da vida…
nada menos… nada mais…
Assim nas áreas de promoção e da saúde… em termos de
excepção – poderíamos considerar:
Que se ganha e promove
Bastante…
Se se considera – o ponto-chave a manter – sem menosprezar –
todas as áreas que assim curam, assim conseguem reabilitar… dar atenção
equilíbrio e razão – às áreas que possam manifestar… os cuidados (o cuidar – o
dar atenção – com tempo e vagar) e as metodologias várias… simplificadas –
desde o ponto de partida inicial – o corpo humano, o seu movimento e a sua
própria forma de se renovar…
Eis uma tecnologia singela, simples e universal – tempo,
dedicação (cuidar) e um corpo de conhecimentos de base que – mudança – se
complementa e acrescenta sem cessar – e que – com base na vida – promove uma
perspectiva a preservar:
Como desenvolver o ser interno entre as linhas que marcam as
pautas – externas…
Um dia – uma certa sombra saiu para passear…
Caminhava – só…numa certa estrada… com linhas pautadas… com
medidas regradas… com as suas ondas – de cristas e cavas – definidas – ou buriladas
– pelas mentes rectilíneas de quem assim as concebia e marcava…
A sombra… ondulava… como era sua natureza- intrínseca – e assim
consagrada… passava por cima de tudo… e de nada… e nenhuma das linhas a prendia
ou encerrava…
A sombra subia… crescia… minguava… e as linhas rectas e
eqguias… a seguiam… por ser a sombra uma força própria entre as linhas que se
cruzavam…
A sombra procurava… não sabia muito ou mais nada… simplesmente
seguia… e vagava…
E as linhas – das estradas… dos sinais concebidos pelas
mentes humanas – davam respostas que a sombra nem questionava…
Seguia e seguia – pela longa estrada… por essa vereda
esquecida – pelas ondas da vida –que não mais termina ou acaba… e que mente
alguma concebia – que esta sombra, perdida – pudesse chegar um dia – à sua
origem ou casa…
As linhas se esmeravam, os cartazes assim anunciavam… os
vários desvios possíveis… as várias alternativas credíveis… as várias direcções
por outrem, outrora marcadas…
E sentes as ondas do rio, da chuva… do mar…
por ser o teu
mesmo ser a ondular…
E sabes as espirais da terra
Por sentires
Por dentro
O teu próprio ser
A subir
E rodar…
A aspirar o regresso... que mais não se pode ocultar...
Até a montanha to diz...
e to revela...
no seu vagar...
de eras
a assim dizer
sem esconder
a essência
deste teu
meu
nosso
seu
"lugar"...
Além do tempo
do espaço
do ter
e do ser ainda baço
está o GRANDE ABRAÇO...
A ilusão é a separação…
Não há “mal”… apenas ignorância até essa linha se cruzar…
....tudo o
que é verdadeiramente chamamento – te diz – sem margem para duvidar – por simplesmente
ser e estar – que assim… nesse tal “lugar”…
ÉS…
Tudo o mais – são as coisas simples que entrevês… as
transformações múltiplas de uma mente que se aproxima e não mais vai poder –
por si só transcrever – a experiência intima, profunda e universal – de estar
ligada/o à corrente de fluxo principal…
Cada ser uma porta a entrever… uma nova forma de se ligar e
ver… e assim viver… eSer e de novo "estar"
Como se fosse - ao que sempre se soube - regressar...
à casa que nunca se deixa - chegar...
ao "lugar"
de onde partem os sonhos
de onde regressamos
noite após noite
após expandir o ser
e sem querer
o Ser abraçar...
Cada espaço interior…
cada lugar onde esta vida palpita e te
fala com amor
– um lugar sagrado a conhecer e resguardar…
Cada pessoa que assim possa, assim tenha procurado e
descoberto
– o caminho de sempre – desde sempre velado - de novo aberto...
uma irmã… um irmão
–
que caminha na mesma sintonia, na mesma nota da harmonia... com semelhante devoção...
– quem nos vai chamando
e congregando… não sei bem para onde… nem sei muito bem porquê nem te sei dizem QUEM...
Vida sem mais nome ou rasura... sem maior sentença que o tempo já mais apura...
– sei que é ai
onde nos encontramos –
"onde", desde sempre nos abraçamos –
e sempre assim há de ser…
Ainda que a mente não note,
não o denote
nem o consiga em si
mesma conceber…
ou assim – por simples regras e cálculos
e definições de cariz
vário –
em si própria transcrever
O ABRAÇO DA ÁRVORE QUE ÉS TU EM ESSÊNCIA SEM SE VER...