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segunda-feira, abril 28, 2014

Versos e poesias antigas - em canticos novos - vida sobre palavras frias...


(um beijo passado de mão em mão...
uma mesa redonda...

uma mensagemque ecoa
além do que o entendimento conta

no povo
escoa
e 
entre o rio se faz notar...

nas névoas
da barca


se passa

se embarcas por esse algo

vais e voltas
sem notar...)




Para quem puder levar
Transportar
E partilhar

Sem mais nada dizer
Ou fazer
Do que ser e estar…

E deixar discorrer o tempo
Nesse
Neste
Naquele lugar
Até que

Quem pergunta
Atenta
Atento
Assim também

Possam achar…

para quem sentir
e assim transmitir

sem mais

nada fazer
Nada dizer

Entrelaçar ser no Ser
E Saber Ser sem mais


Dia pleno
De Viver
Dia pleno

A esquecer
E distribuir
E plantar
E partilhar entre
as sementes vivas

Que assim saibam ouvir
Entre os rebentos de vida

Que assim saibam sentir
Entre quem assim anuncia

E se deixa ir além
D a linha obscura e fria

Da manha nova
A que anuncia

E a que por dentro
Pode
Através de nós
Ter lugar

Nova Manhã
a despertar…

Horizontes
E linhas
Sonhos  a renovar

Assim se anunciam
E contam
E levam
Em melodias

Partilhadas

Ditas
Rezadas
Consagradas
E seladas

Assim neste
E naquele outro lugar…

Todos com uma parte do verso
Que a nova via
Vem conjugar

Todos uma nota
No anverso
Que
Entre a folha em branco
Ninguém se lembrou de encontrar…

sexta-feira, abril 25, 2014

Mergulhar por amor - num lugar de horror - e regressar... ou ver além do veu.. e despertar...





mergulhar
entre
os senhores dos dias
das horas
e dos tempos a pautar

e encontrar
nesse profundo

o segredo
oculto
que em ti mesma
em ti mesmo
ousaste
desde sempre

portar…







terça-feira, abril 22, 2014

Uma gota pode gerar mil tonalidades diferentes... depende... da tua... e da minha luz...







Poema no deserto

Sem que o leias
Sem que o faças vivo
Sem que o vivas e o leves
Por cima
Do perigo


E o eleves
Acima do ruido

E o lembres
Entre tanto ser antigo

E o faças
de novo
renascido

Entre a linha
Do destino

E o ser aceite
Por Ser
Simplesmente



Sem se ter

Perdido…

Um amigo
que procura
um outro
amigo...


Capítulo XXV
o Principezinho
A.S.E -
Um poço no deserto,
um amigo de peito aberto







quarta-feira, abril 16, 2014

Desenvolver o Portencial Humano Local








Um pedido de apoio

Boa tarde – como é costume, envio uma carta ou um poema falando acerca de coisas que são  muito próprias…

Como sempre – as respostas – vão por dentro… e quem assim as sente – assim responde da forma como se pretende…

Desta vez a partilha tem a ver com algo que – por afinidade – todos levamos por dentro e – hoje mais do que nunca – partilhamos por fora em termos de contexto e de situação.

Como os S.O.S são coisas que falam de “Almas” e não tanto de Opções – a opção de quem escreve continua a ser a mesma – desenvolver ao máximo o Ser – (o próprio e por inerência o o alheio – que para isso estamos todos em conjunto ou sintonia – e quem vai “primeiro” é sempre o “último”… não existem privilégios nesta campo comum…).

Neste momento, preparo-me para avançar co uma actividade que promova saúde através do movimento – é uma súmula de vida como Enfermeiro Promotor de saúde como professor (pouco) de artes marciais (aprendi que – professores – somos todos… ou seja, é sempre difícil falar destas coisas em termos específicos e dizer-se “professor de alguém”);

Esta carta – vai para que possas – TU (que és “EU”) saber que vou avançar com a actividade… que possas dar o que possas e tomar dela o que precises. E que – como num jogo de futebol – PARTILHADO – que o que se desenvolva – te toque a ti… onde quer que estejas e da forma como assim possas sentir/ usufruir.

Um saúdo.


Daniel

segunda-feira, abril 14, 2014

Desenvolvimento local através d metodologias de movimento simplificadas...



Uma forma de orientar
o olhar
o sorriso
e o movimento
queaprópria vida
nos faz lembrar

que num sopro
atento
se começa
e se passa
sem notar

como mergulg«har
num sonho
de um sono
que se faz despertar

movimento
de vida
e vida
assim
a manifestar

um génio
um louco
um poeta
sem par
uma vida
inteira
dedicada
a servir
sem cobrar...


Assim se faz
algo simples
devagar
algo que toda agente
sente
hoje
em qualquer hospital
algo que se move
por dentro
e eleva
devagar
algo que nos ajude
a todos
de uma forma
singular...

Enquadrar
pessoas
numa sala
e deixar estar
ou assim confiar
que por
dentro
o fundamento
da sua vida
podem
desenvolver
sem notar

Alguém já
o fez acontecer
alguém já o fez notar
fica a mensagem escrita
em poesia
dita
em texto sublinhada
em mensagem manifesta
paa a autarquia que assim conceda
espaço
lugar horário
e pessoal
que queira
assim desenvolver
devagar




Nos tempos que correm, nos que a saúde, em termos preventivos – acelera a passos vivos – em direcção a um novo horizonte… seria interessante analisar a possibilidade de convergir áreas afins, debaixo da alçada de instituições creditadas, para dar resposta a uma saúde, que aposta – na prevenção… e dar atenção – à saúde e assim fazer desta a sua própria promoção.

Áreas afins, poderiam ser aquelas que vitalizam, aqueles que crêem, que apostem forte – na própria vida como suporte.

Áreas que estudam o ser – em vivo – como as de desporto, de saúde em comunidade, das pessoas que visam avida e a sua verdade.

Desenvolvimento de áreas afins – nas que o suporte técnico – além do lógico – concentre o que seja, simples… mente… prática… mente… passível de ser mostrado, num pequeno espaço, desenvolvido sem maior necessidade do que o tempo, a disponibilidade, a tecnologia humana básica… e o saber e o saber fazer de quem assim o faça…

Áreas de ciência e arte… sejam elas as marciais, sejam elas as – de Enfermagem… com letras capitais…

Áreas que concentrem, pessoas que alimentem… os sonhos e ideais – que orientaram – os maiores juramentos – da história… dos que ainda temos memória – defender, preservar, promover, potenciar… e falamos da vida… nada menos… nada mais…

Assim nas áreas de promoção e da saúde… em termos de excepção – poderíamos considerar:

Que se ganha e promove
Bastante…

Se se considera – o ponto-chave a manter – sem menosprezar – todas as áreas que assim curam, assim conseguem reabilitar… dar atenção equilíbrio e razão – às áreas que possam manifestar… os cuidados (o cuidar – o dar atenção – com tempo e vagar) e as metodologias várias… simplificadas – desde o ponto de partida inicial – o corpo humano, o seu movimento e a sua própria forma de se renovar…

Eis uma tecnologia singela, simples e universal – tempo, dedicação (cuidar) e um corpo de conhecimentos de base que – mudança – se complementa e acrescenta sem cessar – e que – com base na vida – promove uma perspectiva a preservar:

Movimento… aplicado.

Fundamento – em todo o lado;


Convite formal a desenvolver... 
locais onde as pessoas possam Ser...

E se possam desenvolver...

sem mais...

Tempo 
- fundamento
e foco vital...

em propostas seguintes

os silêncios
vários
a transformar
em movimentos
e vidas
a celebrar...









quinta-feira, abril 10, 2014

A Espera - II







Outrora plantado
Assim esquecido
Olvidado

De novo
Lembrado
Em ti e em mim

Gravado
Desde antes
do princípio
dos tempos
Iluminado

Por momentos
Vivido
Depois
Esquecido
Ou
Simplesmente

Lavrado

Como um novo rebento
De árvore


Ainda não nascido


quarta-feira, abril 09, 2014

Recordar - o despertar


"O vosso canto, que é o meu próprio canto..."





Entre a terra
Dormente
Latente
Pautando

Um latir secreto
Num coração
 discreto
Anunciando

Entre o ser
que assim se despede
Abrirá novas
Vias
Para quem assim o leve…

Formas novas de comunicar
Além do tempo
E do espaço

Entre este
E qualquer lugar

Corações de luz
De novo
A despertar…


Lembras?...

Como era
Antes de te apagar?

Lembras…
Como será

Depois
de voltares
De novo
A brilhar?...



domingo, abril 06, 2014

Partilhar o despertar III

Partilhar – o despertar

Não o sabemos
nem iremos
“lembrar”

Talvez

Pelo simples facto
De ser
A própria vida
nos convidou

Aqui
De novo
A renascer

A passar
Por este
Nosso
Vosso
Lugar

E o tempo
E o espaço
Deixam
De importar

Para além do fumo baço
Está a chama
Da luz
Que nos veio chamar…

Espaço
Momento
De abraço
De Congregar

Quem sente
Além da mente
A voz
Que
Latente
Nos convida
De novo
 A sonhar…

Seja este
O momento
O presente
Que poderás
Depois
Evocar

E de novo
Como num jardim
De flores
De cores
De ecos novos
Poderás em ti levar

E transformar
Os momentos do dia
Numa nova forma
De perspectiva

De ser
E viver
A vida
Que és

Sem muito mais duvidar…

Passo a passo
Ressurgir
Devagar
Nesse abraço
Que nos está a unir
Sem sequer
Se notar…

E – vez
Após
Vez
Além do que sabes
E vês

Muito além do que esperas
Ou crês

Te pode unir
E voltar a juntar

A esse algo
Essência
Sem nome
Sem sobressalto

 um apelo
te consome
Simplesmente
Demonstrando

Que – por dentro
Somos
O que por fora
Levamos
e
Lentamente
Além da mente
Vivenciamos…

Transformar, crer ou simplesmente Ser
Além do ter
Além do poder
Além do querer
Que já latente nos diz o que a mente
Certamente procurou conceber…

Cada ser
Pode
em si mesmo
neste fino alento


Renascer

Ecos de luz nova - uma nova era para uma era que chora... pt I





Corações de luz
A despertar…


Lembras?...

Como era
Antes de te apagar?

Lembras…
Como será
Depois de voltares
De novo
A brilhar?...



Recordar…






sábado, abril 05, 2014

Caminho (s) de (vida) s




Devagar

Se um caracol

Simples!


Te pode ensinar…




Entreviste
Entre tanta gente a passar?
Quanto do teu sol
Deixaste
Por ver o triste luar

Quando
Já
Viste a luz
Que um
e outro

Podem

Ensinar?

Viste a luz prateada
Luzir
Sem mais nada

Viste o sol
Despedir seu fulgor
Por amor
E regressar

Sem que tu
Ou eu
O pudéssemos
Sequer
Notar…

sexta-feira, abril 04, 2014

A história e a sombra







Nos dias nos que a pressão impressiona…

Como desenvolver o ser interno entre as linhas que marcam as pautas – externas…

Um dia – uma certa sombra saiu para passear…

Caminhava – só…numa certa estrada… com linhas pautadas… com medidas regradas… com as suas ondas – de cristas e cavas – definidas – ou buriladas – pelas mentes rectilíneas de quem assim as concebia e marcava…

A sombra… ondulava… como era sua natureza- intrínseca – e assim consagrada… passava por cima de tudo… e de nada… e nenhuma das linhas a prendia ou encerrava…

A sombra subia… crescia… minguava… e as linhas rectas e eqguias… a seguiam… por ser a sombra uma força própria entre as linhas que se cruzavam…

A sombra procurava… não sabia muito ou mais nada… simplesmente seguia… e vagava…

E as linhas – das estradas… dos sinais concebidos pelas mentes humanas – davam respostas que a sombra nem questionava…

Seguia e seguia – pela longa estrada… por essa vereda esquecida – pelas ondas da vida –que não mais termina ou acaba… e que mente alguma concebia – que esta sombra, perdida – pudesse chegar um dia – à sua origem ou casa…

As linhas se esmeravam, os cartazes assim anunciavam… os vários desvios possíveis… as várias alternativas credíveis… as várias direcções por outrem, outrora marcadas…

E a sombra seguia e seguia… um traço pautado
Por força maior
Anterior

E seguia ondulando
Subindo
Descendo
Crescendo
Minguando…

Enquanto a estrada
Assim traçada
Assim cravada
Entre as lombas
De um vale
Entre a vereda
De uma montanha
Entre as ondas de um mar
Que sobe
E desce
E não assim acaba

Seguia e seguia

E entre as sombras
Do mar
E suas ondas
Se misturava

E cadencia nova
E vida renovada
Assim ganhava

E passava
Pelas orlas
Das florestas
Antes tão sagradas

E subia
E descia
E mais não percebia

Ia sendo
A árvore…

Ia sendo
A erva

Que sem querer

Pisava

Como brisa que passa sem cor
Sobre o verde de uma nova estrada…

E seguia
Esta sombra
Esquecida

De onde morava
De onde partia a sua linha
E onde treminava esta
Que se tinha
Em si lavrada…

Seria onde tudo convergia
Seria nesses sinais que não lia
Seria entre as ondas do mar que já era
Entre as orlas das florestas
Que em si reverberam

Seria sobre a montanha
Sobre a que esticara
Ou seria nos vales
no profundo
das orlas
Nas que descansara?

Onde morava a sombra
Onde seria a sua casa

Onde comandavam as ordens
Daqueles que por aqui passam?

E depois se esvaem
E se deixam
E se esquecem
Como esta sombra
Nossa
Que se esvai
E vai
E vem
E não mais passa?...

Fica a lembrança
De definir
E reduzir
E mandar
E empoderar

Ou deixar ir

Quanta glória baça
Entre aquilo
Que o tempo diz
Que em si
Mais não passa…

Quanto de vida e de luz
Entre o mundo interior
Que por dentro
Sem mais consenso
Simplesmente sendo

Em
Ti

E em
Mim 

reluz


Seja essa força
De origem

Desta nossa sombra

De história
Incerta

De pais
De País
E terra
Liberta

Que passa

Por onde passa

E o
Mundo
Inteiro
Em si mesma

Abraça…






terça-feira, abril 01, 2014

O Véu - Diluir-se sem saber... integrar-se sem se desfazer... encontrar-se sem se perder...








Tao simples
Quando acontece
Assim
Sem mais
Pensar
Sem mais
Se desgastar…

E falas com a árvore porque a árvore és tu…
E sabes o vento – por ser teu mesmo fundamento…

E sentes as ondas do rio, da chuva… do mar…
por ser o teu mesmo ser a ondular…

E sabes as espirais da terra
Por sentires
Por dentro
O teu próprio ser
A subir
E rodar…

A aspirar o regresso... que mais não se pode ocultar...

Até a montanha to diz...
e to revela...

no seu vagar...
de eras

a assim dizer
sem esconder

a essência
deste teu

meu

nosso

seu

"lugar"...

Além do tempo
do espaço
do ter
e do ser ainda baço
está o GRANDE ABRAÇO...







A ilusão é a separação…

Não há “mal”… apenas ignorância até essa linha se cruzar…

....tudo o que é verdadeiramente chamamento – te diz – sem margem para duvidar – por simplesmente ser e estar – que assim… nesse tal “lugar”…

ÉS…

Tudo o mais – são as coisas simples que entrevês… as transformações múltiplas de uma mente que se aproxima e não mais vai poder – por si só transcrever – a experiência intima, profunda e universal – de estar ligada/o à corrente de fluxo principal…

Cada ser uma porta a entrever… uma nova forma de se ligar e ver… e assim viver… eSer e de novo "estar"

Como se fosse - ao que sempre se soube - regressar...
à casa que nunca se deixa - chegar...
ao "lugar"

de onde partem os sonhos
de onde regressamos
noite após noite
após expandir o ser
e sem querer
o Ser abraçar...


Cada espaço interior…
cada lugar onde esta vida palpita e te fala com amor
– um lugar sagrado a conhecer e resguardar…

Cada pessoa que assim possa, assim tenha procurado e descoberto
– o caminho de sempre – desde sempre velado - de novo aberto...

uma irmã… um irmão

– que caminha na mesma sintonia, na mesma nota da harmonia... com semelhante devoção...

– quem nos vai chamando e congregando… não sei bem para onde… nem sei muito bem porquê nem te sei dizem QUEM...

Vida sem mais nome ou rasura... sem maior sentença que o tempo já mais apura...

– sei que é ai onde nos encontramos –
"onde", desde sempre nos abraçamos –
e sempre assim há de ser…


Ainda que a mente não note,
não o denote
nem o consiga em si mesma conceber…

ou assim – por simples regras e cálculos
e definições de cariz vário –
em si própria transcrever

O ABRAÇO DA ÁRVORE
QUE ÉS TU
EM ESSÊNCIA
SEM SE VER...